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Onde investir meu dinheiro: Tesouro Direto ou CDB?

Apesar das facilidades de depositar o nosso dinheiro suado na caderneta de poupança, já não é novidade para quem acompanha as notícias na Internet (ou recebe nossas matérias por e-mail) que a projeção para o rendimento da mesma não é nada favorável, ficando abaixo da inflação. Em outras palavras: o que o seu dinheiro compraria um ano atrás, se mantido na caderneta de poupança, hoje, mesmo com os juros rendidos, já não dá para comprar as mesmas coisas, tendo em vista a subida dos preços.


Assim sendo, quem ainda não fugiu da caderneta de poupança está mais do que na hora de escolher outra opção de investimento para aplicar seu dinheiro. Aqui mesmo em nosso blog você encontrará vários artigos sobre o assunto em Manual do Investidor, mas para resumir a história, as melhores opções ficam em torno dos títulos públicos (Tesouro Direto) e os Certificados de Depósito Bancário (CDB). Determinar qual a melhor opção para você depende de vários fatores, mas resumidamente, se você optar por Tesouro Direto é interessante manter seu dinheiro lá por pelo menos 02 anos e procurar a menor taxa de custódia em uma corretora de confiança.


Já quanto ao CDB, a regra é “quanto maior o depósito melhor”, pois quanto maior o valor que você irá depositar, mais facilidades (isto é, maior rentabilidade) lhe serão oferecidas. E aí, claro, é importante conversar em sua agência para saber quais são as opções de CDB a fim de identificar a mais interessante para o seu perfil.


Então pegue um pedaço de papel, rabisque os valores apresentados e escolha onde é melhor investir seu dinheiro, se é em Tesouro Direto ou CDB, já que caderneta de poupança é que não é!

Como aplicar sua renda e multiplicar seus recursos financeiros


No artigo anterior, comentamos sobre as dificuldades de se obter uma rentabilidade alta sem um risco significativo. Não existe tal possibilidade. Se o investidor deseja alta rentabilidade deve ter o “sangue frio” necessário para tal possibilidade.

Porém, isto não significa que não se possa conseguir uma razoável rentabilidade com risco mínimo ou muito baixo e é sobre esta possibilidade real que trataremos neste artigo.

Antes de se pensar sobre o melhor produto financeiro para se investir, um “ponto chave” é fazer uma reserva mensal do seu salário com o objetivo de investi-lo.

No exato momento em que tiver o seu salário em mãos, reserve uma parte do salário para investimentos e faça isto de forma religiosa, todos os meses e no mínimo a mesma porcentagem ou maior para que sempre tenha recursos necessários para aplicar no mercado financeiro.

Caso tenha se determinado que 20% do seu salário terão tal destinação específica, acostume-se a viver com os restantes 80% dele. Planeje-se para isto. Para atingir este objetivo, torna-se imprescindível que se cortem despesas supérfluas e desnecessárias para que desta forma, consiga recursos para investir e fazer desta atividade uma rotina mensal na vida do interessado.

Se as despesas fixas são difíceis de serem revertidas, no entanto, as despesas variáveis e as eventuais podem sim, serem cortadas ou reduzidas e tal redução com certeza, será muito útil, acarretando uma melhoria financeira no orçamento doméstico que pode ser aplicado de forma segura e com uma rentabilidade satisfatória que ao longo dos anos, podem-se conseguir importâncias consideráveis.

Portanto, para se atingir sucesso financeiro, deve-se direcionar parte do salário para poupar e investir.

Agora vem a pergunta: onde investir?

Tentarei passar de forma simplificada as modalidades existentes no mercado financeiro brasileiro, no entanto, antes de qualquer medida prática é imprescindível uma análise mais aprofundada sobre todas as variáveis existentes no caso concreto.

De forma simplista, podemos dividir os investimentos em duas grandes “famílias”:

a) Renda Fixa, no qual se incluem a caderneta de poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Títulos do Tesouro Direto e a rentabilidade pode ser pré-fixada ou pós-fixada.

Caderneta de Poupança: a mais popular e antiga forma de se investir existente no Brasil.

Podemos dizer que integra a história financeira nacional, sendo a preferência para todas aquelas pessoas que possuem um perfil mais conservador de investidor, que são avessas a qualquer tipo de risco ou as pessoas que desconhecem outras modalidades de “investimentos”.

O retrospecto recente da Poupança coloca-a num patamar abaixo de outros produtos financeiros, pois se com ela o risco é zero, no entanto, a rentabilidade anual tem perdido ou empatado com a própria inflação.

Então, investir em um produto que rende menos do que a inflação, talvez não seja a melhor opção.

A Caderneta de Poupança paga juros de 0,5 % para a variação da Taxa Referencial (TR), é isenta de IOF e Imposto de Renda e tem um operacional muito fácil.

Com certeza, é a modalidade mais utilizada no Brasil.

Certificado de Depósito Bancário (CDB): tais produtos servem para os bancos angariarem recursos financeiros; é um titulo de crédito onde o investidor tem a certeza de que na data convencionada receberá o valor investido.

Os CDBs pré-fixados têm a sua taxa de juros fixada no momento de sua aquisição e os CDBs pós-fixado, além do juro fixado no momento, ainda fica atrelado à TR ou IGPM.

Títulos do Tesouro Direto: uma modalidade que vem crescendo muito nos últimos tempos e possui inúmeras facilidades, pois após ser cadastrado a uma corretora, o próprio investidor, administra o seu dinheiro, seja comprando ou vendendo os títulos pela internet.

Quando se investe no Tesouro Direto é como se o investidor estivesse “emprestando” dinheiro, recursos ao Governo Federal e é uma modalidade com boa rentabilidade e risco muito baixo, caso aguarde até o vencimento do título.

b) Renda Variável: são aqueles “ativos” cuja rentabilidade é apresentada pela diferença entre o preço da compra e possíveis lucros, como os dividendos nas ações menos o preço da venda.

Como a própria denominação indica, é uma renda variável, que pode ser positiva ou negativa, dependendo de inúmeros fatores e proporcionando grandes variações. Nesta modalidade temos como maiores exemplos:

Ações: são partes de uma empresa e quando se investe em ações é como se você estivesse comprando um “pedacinho” da empresa na qual você investiu e que se denomina “cotas”. Investimento em ações é os que podem proporcionar a maior rentabilidade no mercado financeiro nacional, mas também as maiores perdas.

Todo cuidado é pouco nesta modalidade e o investidor que escolhe-la deve ter o sangue frio para aceitar com normalidade as grandes variações existentes, seja ela positiva ou negativa.

Comodities: são determinados produtos de origem agrícola ou mineral colocados na chamada “bolsa de mercadorias” e cujos preços são determinados pelo mercado internacional, tais como o café, a soja, o trigo, o ouro, a prata, o minério de ferro, entre outros produtos.

A oscilação do preço de tais produtos é que determina a possibilidade de lucro do investidor, portanto, apresenta um alto risco em muitos casos, totalmente imprevisível.

Portanto, caro leitor, há a possibilidade de se conseguir resultados bem satisfatórios através de investimentos conscientes e monitorados o que pode proporcionar um aumento no valor financeiro investido, no entanto, é algo muito sério e que necessita ser muito bem analisado e conhecer a fundo as regras do produto que se intenciona investir.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]