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Qual o melhor investimento para o meu dinheiro?

Você. Se deseja realmente fazer seu capital crescer, o primeiro investimento que deve fazer não é em ações, aquisição de imóveis ou em seu próprio negócio. Comece por investir em si mesmo, em desenvolver seus conhecimentos em torno de coisas que lhe interessam, conhecimentos que possam ajudá-lo a fazer aquilo que já faz ainda melhor e é bem provável que, como consequência, você ganhe um bom dinheiro.

É engraçado dizer isso, porque a resposta para essa mesma pergunta varia de acordo com o tipo de canal que está respondendo-a: sites e livros sobre desenvolvimento pessoal e auto-ajuda primam por essa resposta também, pelo “você”, já aqueles focados na bolsa de valores lhe dirão “ações”, o seu gerente de conta bancária provavelmente está certo de que você deveria “investir” em “títulos de capitalização” e um corretor imobiliário lhe dirá que “imóveis são a bola da vez”. A resposta muda de acordo com o tipo de canal onde você a procura.

E por que eu preferi ficar com a resposta “você”? Simples, por que ganhar dinheiro não é fácil, mas se torna ainda mais difícil quando você não possui os devidos conhecimentos e experiência. As oportunidades estão lá fora, mas você só as identificará se estiver pronto para elas!

Veja bem, não estou sendo aqui contra aqueles que pregam o jargão “apenas invista em ações” (apesar de o mercado estar balançando mais do que navio em meio à tempestade) ou o “compre e venda imóveis” (e isso é muito fácil, para quem tem vários milhões de reais no bolso, para comprar e vender tanto), mas a verdade é que se você não estiver realmente preparado para uma oportunidade, seja ela por meio de ações, imóveis, negócios online, indústria automobilística, etc. você fracassará ou, no mínimo, você nem perceberá que ali havia uma oportunidade.

Reforcei minha crença nisso lendo o livro “Treinamento e Desenvolvimento de Empresas”, de Plantullo, um livro sobre treinamento de colaboradores (empregados, fornecedores, etc.) a fim de tirar o melhor proveito de cada situação. Na verdade, li esse livro devido ao seu subtítulo, “Análise de modelos”, e fiquei interessado em conhecer os modelos de treinamento em empresas. Modelagem na minha área – Computação – é muito baseada em diagramação e coisas do tipo, e fiquei surpreso com a leitura e ver que o autor tratava o tema com um enfoque bem diferente do que estou acostumado.

Bem, para encurtar a história, o primeiro capítulo, aquele que eu pensei que menos informação teria do meu interesse, conseguiu “vender-me” uma nova e simples ideia. Algo que eu já conhecia, que já havia ouvido falar e até concordado com aquele conceito, porém, diante dos dados estatísticos ali apresentados de países que aplicavam aquele conceito realmente, fiquei super empolgado e pensei: como posso fazer isso também em meu dia-a-dia?

Claro, li o livro todo e o que mais me agradou foi esse primeiro capítulo e o último, onde eram apresentadas as análises SWOT para algumas empresas da indústria automobilística (apesar de saber da existência e já ter lido sobre tal análise, minhas tentativas de aplicá-las sempre pareceram fracas, pouco expressivas, então ver a opinião de um doutor acerca da análise SWOT de algumas empresas com certeza seria algo interessante!

Veja bem, aquilo que mais aprendi naquele livro NÃO era o foco dele! E eu só pude aprender isso porque sempre busco “espremer bem a laranja”, estudar sempre pensando: e como isso pode ser útil em minha vida? Como posso aplicar isso no mestrado, nos meus projetos e em meus negócios?

Eu invisto em mim. Se quer saber, alguns dos melhores investimentos que fiz não foi em ações, fundos ou CDB, e sim investimentos em mim mesmo, para aprender a melhor gerir minha produtividade. Eu, por exemplo, tenho um terrível defeito de procrastinar quase sempre! Agora, utilizando ferramentas para mensurar meu tempo dedicado em cada atividade, pretendo corrigir essa falha e passar a ser bem mais produtivo!

E aí vem uma coisa engraçada… Sempre que falamos em investir em si mesmo, alguém nos pergunta: e quais sites você recomenda para o meu desenvolvimento? Em primeiro lugar, não sei quais habilidades e competências você precisa desenvolver e isso é extremamente fundamental para responder essa pergunta. Em segundo lugar, não recomendo um website, blog ou texto web específico. Se você quer investir de verdade, “textos aleatórios” publicados na web não são suficientes! Você precisa de algo mais consolidado e ao mesmo tempo abrangente! Talvez um curso ou um livro, que tal?

Aí vem um novo problema: os cursos de 1 a 9 horas! Sempre tem alguém tentando convencê-lo de que se você adquirir um curso com somente 4 ou 8 horas será o suficiente para você desenvolver competências em algo que com certeza exige muito mais! Exemplo são os vários cursos disponíveis para “tornar-se dono do seu próprio negócio online e ganhar R$ 40.000,00 por mês”.

Ora, faça-me um favor! Acabo de concluir um curso de especialização à distância contando com 14 disciplinas, cada qual com 8 a 10 horas de vídeo + um livro digital de 200 páginas, e nem por isso vou dizer aqui que estou ganhando isso por mês, entretanto considero meu investimento naquele curso muito válido (só não estou pondo tudo o que aprendi em prática porque, agora, preciso terminar meu mestrado, que com alguma sorte concluo no fim deste ano ou no fim do próximo!).

Antes de gastar R$ 50,00, R$ 70,00 ou R$ 100,00 em um desses e-books, cursos em vídeo e/ou kits que há por aí, você primeiro precisa ter certeza de que aquele investimento é realmente válido. O que você espera do mesmo? Você está disposto a sair da inércia e fazer o que é necessário para desenvolver as habilidades e competências requeridas? Se sim, ótimo, porque a hora é agora!

Eu sou meio “das antigas”, gosto de comprar livro impresso (mas também compro alguns e-books), é um orgulho para mim ver uma prateleira cheia de livros sempre bem cuidados (minha esposa diz que sou obcecado quanto aos cuidados com meus livros). E como já disse lá em cima, talvez todo o conteúdo do livro não seja útil ou aplicável por mim, mas se souber ler bem as “entrelinhas”, sempre há algo que posso tirar para o meu proveito.

Bem, comecei esse artigo pensando em falar sobre a importância da criatividade hoje, afinal de contas, vivemos na sociedade em rede (termo empregado por Manuel Castells para definir a forma como todos, pessoas, entidades e governos, estamos hoje interconectados), onde o novo capital é o capital humano, ou mais especificamente, o capital intelectual. Mas acho que falar sobre criatividade em um país onde nossas crianças são cerceadas de suas capacidades criativas logo cedo (ou você acha que obrigar cada criança a fazer tudo exatamente igual às demais e no mesmo horário é algo realmente instigador da criatividade?) é querer ensinar a ler e escrever antes de ensinar o alfabeto, então, antes de pensarmos em desenvolver nossa competência criativa, precisamos desenvolver o hábito de investir em nós mesmos!

Você é um grande investidor, cheio de dinheiro e disposto a arriscar em renda variável? Ótimo, invista em seu conhecimento. Você é dono de seu próprio negócio e está indo muito bem? Ótimo, invista em seu conhecimento. Você é empregado e deseja progredir em sua carreira? Ótimo, invista em seu conhecimento. Você é muito rico e acha que sua esposa está com você somente por causa do dinheiro e que está sendo traído? Bom, é melhor “investir” em um detetive!

Acho que você já entendeu a ideia. E antes que você me diga “certo, choveu no molhado, todo mundo sempre diz isso”, responda-me: você está realmente investindo em si mesmo? Você está investindo tanto quanto deveria para alcançar seus objetivos de vida?

Agora é a sua vez, amigo leitor, responda-me: qual o melhor investimento para o seu dinheiro, na sua opinião?

Devo investir meu dinheiro em um negócio?


Entre alguns temas que havia para escrever hoje, resolvi tratar com o velho dilema de tantas pessoas que querem ganhar dinheiro: “Devo investir meu dinheiro em um negocio?”. E nada melhor do que aproveitar uma época de instabilidade financeira, onde o dólar não pára de subir e até o Banco Central teve que intervir para não desacelerar tanto a economia.

Com esta situação atual podemos ver que qualquer tipo de investimento requer um ótimo planejamento porque irá se sujeitar a diversos riscos internos e, principalmente externos, já que as taxas de câmbios e preços de mercadorias possuem uma relação direta com preços e taxas da economia em escala mundial. Mas calma, para tudo há uma solução e a sua dúvida sobre investir ou não seu dinheiro em um negócio pode ser resolvida. Vamos lá!

Dicas para investir ou não seu dinheiro em um negócio

Lógico que a maioria dos grandes profissionais pensam ou alguma vez já pensaram em abrir um negocio próprio, mas não souberam avaliar se seria um bom investimento. Isso é normal porque há sempre um receio em sabermos se estamos ou não preparados para investir dinheiro em algo que pode dar errado. Assim, seguem algumas dicas que podem ajudar nesta decisão tão importante:

1 – Faça um plano de negócios

Esta dica não é nem um pouco novidade. Quem acompanha com freqüência os artigos do Clube do Dinheiro sabe que já “batemos nesta tecla” várias vezes. Então por que não tentar mais uma vez?

Um plano de negócios bem feito dirá se é viável ou não o seu investimento. Como fazer? Veja em Plano de Negócios – Parte 1, Parte 2 e Parte 3. (E fique de olho nos próximos artigos que iremos falar um pouco na prática de um plano de negócios =)

2 – Faça diversas análises (pesquisa de mercado)

Análise e pesquisa de mercado também não é novidade para empreendedores ou futuros empreendedores né? Afinal, informações são valiosas para qualquer investimento e quanto mais, melhor!

Então analise seu mercado, conheça seus concorrentes e possíveis consumidores. Saiba “onde você vai pisar e com quem irá lidar”.

Parece algo simples, mas já adianto que não é, pois existem diversas informações que devem ser coletadas para ver se compensa investir o seu dinheiro em um negócio.

Um exemplo de várias análises, na teoria e na prática, vimos no curso Análise da viabilidade de um negócio online que também pode ser utilizado em um negócio físico.

3 – Avalie seu tempo

Todos sabem que ter um negócio próprio exige ter um tempo próprio para cuidar dele. Mesmo que você vá contratar muitos colaboradores para “tomar conta de tudo” é sempre necessário que você possa participar do desenvolvimento e dos resultados de todos os projetos e investimentos da empresa.

É um erro comum empreendedores abrirem uma empresa e “entregá-la” nas mãos dos funcionários. Eis um motivo de grande porcentagem de falências. Mesmo sendo bons profissionais, ninguém poderá cuidar melhor do seu negócio do que o dono dele, ou seja, VOCÊ MESMO!

E então, você terá este tempo disponível? Vai deixar seu atual emprego ou trabalhar meio período?

4 – O dinheiro que tenho é suficiente?

Outro equívoco de muitos profissionais é ter algum dinheiro e abrir um negócio acreditando que aquilo será suficiente, sem pensar nas demais despesas, custos e capital de giro de um negócio.

Uma dica para saber se você tem o dinheiro suficiente e não investir em algo que depois irá “ficar parado” por falta de capital, é fazer um plano de investimento. Como sempre, planejamento e informações nunca são demais.

5 – Você possui as características de um empreendedor?

Não adianta ter uma opção viável, dinheiro em caixa e todos os recursos necessários se seu espírito empreendedor não estiver desenvolvido.

Desenvolva as Características do pequeno empreendedor de sucesso que serão úteis tanto em um pequeno como em um grande investimento.

Para finalizar, fica a dica de um teste elaborado por Renato Fonseca de Andrade, consultor de orientação do Sebrae, que vale a pena fazer. Chama-se (isso mesmo) “Você está preparado para abrir seu próprio negócio?”.

Com certeza depois de ver todas as nossas dicas sobre investimento em um negócio próprio e realizar o teste do Sebrae, você achará a resposta para a pergunta inicial “Devo investir meu dinheiro em um negócio?”. Caso haja ainda alguma dúvida, o Clube do Dinheiro está aqui para te ajudar.

Por Jeniffer Elaina

Risco x Rendimento

Que tal falarmos hoje um pouco sobre a relação risco x rendimento?

Quando se deseja investir, com toda certeza deseja-se obter um retorno financeiro compensador, procura-se investir um valor e resgatar um valor superior.

E os iniciantes em investimentos procuram exatamente isto, algo que lhes proporcione a maior rentabilidade, porém sem nenhum risco financeiro, como se houvesse um produto mágico no mercado pronto a deixá-lo rico da noite para o dia e não cobrasse nada por isto.

Porém, lamento lhes informar, mas infelizmente, este produto não existe.

O que normalmente acontece é que, principalmente nos investimentos que possam ser mais rentáveis, tem-se também um risco maior, o que implica que em determinadas circunstâncias, o que poderia ser lucro, torna-se prejuízo, causando um desmotivo grande principalmente para estes investidores iniciantes, que não aceitam a possibilidade de terem lucro zero ou mesmo negativo em seus investimentos.

Quando se propõe a tornar-se investidor, mesmo que seja um pequeno investidor, o primeiro passo, o ponto chave é tomar conhecimento do investimento que se pretende investir, estudá-lo profundamente, saber como ele funciona, quais são os riscos envolvidos, como tem sido a rentabilidade e tudo relacionado com o potencial produto que se tem em vista.

Se realmente escolher investir neste determinado produto, você deve estar preparado para todas as eventuais consequências da sua decisão.

Infelizmente, os melhores produtos no quesito rentabilidade, são também os que oferecem maiores riscos, portanto, se você procura por um investimento que possa lhe proporcionar um grande retorno financeiro, prepare-se, pois ele pode também lhe trazer grandes perdas.

Todo e qualquer investidor deve pautar as suas escolhas entre os diversos produtos financeiros existentes atualmente, entre aqueles que fornecem a maior rentabilidade associada ao menor risco possível. Trata-se sempre de uma questão de relacionar risco e rentabilidade!

Vejam bem que não foi mencionado risco zero, pois no mundo dos investimentos, por menor que seja o risco em determinadas aplicações financeiras, mesmo assim, ele, o risco, sempre estará presente e o investidor deve se acostumar a viver com isto.

Se você é avesso a perdas financeiras, com certeza deve evitar certos produtos (tipos de investimentos), pois pode lhe causar sérias preocupações e mantenha-se na aplicação preferida da parte mais conservadora dos investidores, que é a caderneta de poupança, pois este produto oferece o que se pode chamar de Zona Livre de Risco.

Porém, a caderneta de poupança, atualmente, tem sido um produto com rentabilidade muito baixa, tem perdido até mesmo para a inflação e o entendimento comum é de que não é investimento.

Inegável a preferência de todos brasileiros por tal produto, basta sobrar uns trocados e “jogar” na poupança. Deposita-se e saca-se de lá com toda tranquilidade, na maior parte das vezes, mesmo sem esperar que ela faça aniversário para auferir o rendimento mensal.

Usam-na mais por hábito, por praticidade, do que por qualquer outra coisa.

Portanto, se você procura por produtos financeiros que possam lhe render boas rentabilidades, esteja consciente de que a incerteza também aumenta na medida em que aumenta a possibilidade de melhores lucros, pois você estará investindo em ativos que oferecem maior risco, como fundos de investimento, títulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.

Agora, se você realmente deseja se tornar um investidor financeiro e já conhece exatamente o produto que pretende investir, deve-se preparar para as quedas e altas do produto que escolheu, aceitando com naturalidade tais variações, portanto, além de conhecer o produto, você deve se conhecer muito bem, pois o autoconhecimento é importante na hora do risco financeiro, você necessita saber até onde você se sentirá em uma zona de conforto ou desconforto causada pelas variações de seus investimentos.

Sim, pois se nestas variações, que em muitas situações podem ser muito bruscas e causar alterações também no seu psicológico, no seu emocional, então o aconselhável é que você procure um outro produto que ofereça menos riscos ao seu dinheiro e a você também.

Nisto já não considero apenas a relação “risco x rentabilidade”, mas sim “risco x saúde do investidor”, que com toda certeza também deve ser considerada, pois de nada adianta, vir a conseguir uma rentabilidade alta, mas se a sua pressão arterial ou o coração estiverem prontos para um ataque.

Há a necessidade de dosar tal rentabilidade no limite em que lhe proporcione uma situação de conforto físico, emocional e financeiro, pois de nada adianta vir a ter um alto ganho financeiro e também perder a sua saúde.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]