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Quer sair do débito? Então pare de cavar o buraco!

Se você é um dos nossos fiéis leitores, provavelmente já leu outros artigos nossos sobre sair do débito e quitar dívidas. E se você “caiu aqui de pára-quedas”, isto é, chegou até este artigo a partir de uma busca no Google, aqui vai uma dica bem simples: se quer sair do débito, então pare de cavar (ainda mais) o buraco!

A ideia de escrever este artigo partiu da leitura de um artigo que leva o mesmo título, só que em inglês, do website Credit Card Smarts. O endereço do artigo, para quem desejar lê-lo, é: Want to get out of debt? Stop digging the hole!.

Você já percebeu que quando estamos endividados as coisas parecem só ficar piores? Uma das razões é justamente porque acabamos por acumular mais e mais dívidas, isto é, cavamos ainda mais o buraco (que pode se tornar a nossa “cova financeira” a qualquer momento). E é incrível como é tão fácil cavar ainda mais o buraco!

Por que tendemos a cavar mais o buraco?

Se você está acompanhando nossas discussões sobre o livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, provavelmente já sabe o por quê disso. E se não está acompanhando, saiba que a razão é uma só: é difícil sair de nossa zona de conforto (neste caso, consumindo e gastando menos), principalmente porque, quando se fala em consumir, muitos de nós associam a imagem de “consumir menos” a perda de status. E uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas infelizmente é assim que vemos.

Seu vizinho trocou de carro por um mais barato ou não mais viaja todo feriado? Deve estar com problemas financeiros. Sua amiga não vai mais ao salão duas vezes por mês? O bolso deve estar apertado, ou mesmo alguns dizem que “caiu o padrão de vida”. E por termos essa imagem tão arraigada de que “pessoas com alto status consomem mais”, acabamos por não fazer a coisa mais fácil que há (ao menos em teoria) para controlar o déficit financeiro: parar de gastar.

Como seria sua vida se ganhasse um aumento de 15%?

Segundo dados daquele mesmo artigo que indiquei, especialistas em finanças pessoais apontam que 10% a 15% de toda a renda familiar é geralmente desperdiçada. Esse desperdício pode ser por meio de pagamento de juros e multas por atraso, gastos mais altos com parcelamento de compras e mesmo com compras desnecessárias. Agora eu quero que pense e me responda: quão melhor não seria a vida de sua família se aquele desperdício de 15% dos recursos financeiros fosse eliminado? É praticamente a mesma coisa de ter um aumento de 15%!

Pois é, mas infelizmente, no dia-a-dia, não é assim que muitas pessoas vêem sua situação financeira, encaram como se a única solução para seus problemas fosse ganhar mais, não percebendo que o gastar menos pode ser muito mais fácil e efetivo!

Como parar de cavar o buraco?

Comece por pagar todas as suas contas em dia: pagamentos atrasados geralmente envolvem despesas com juros e multas. Evite também realizar compras parceladas, tente sempre pagar à vista e, se possível, pechinche: não é vergonha pagar menos por algo, afinal de contas, você ainda está pagando por isso! Além disso, antes de comprar algo, reflita por pelo menos uma hora se realmente vale a pena comprá-lo: é importante tomar cuidado com certas promoções que conseguem incutir na gente a ideia de que “mesmo não precisando daquilo hoje, é bom aproveitar enquanto está com o preço baixo”, afinal de contas, o preço baixo é geralmente ilusório.

Viu só? Em um único parágrafo conseguimos resumir algumas das medidas mais importantes para “estancar o vazamento financeiro” por onde minam muitos de nossos recursos. Sim, eu sei, é fácil falar, principalmente quando há uma “promoção de 50% de desconto” e “bate a tentação”. Mas se você preferir comprar aquele item quando realmente houver necessidade e recursos financeiros (dinheiro), você perceberá que, pesquisando direitinho, poderá encontrar aquele mesmo item por um preço até mesmo menor!

E então, pronto para parar de cavar o buraco e começar a construir a sua prosperidade?

Como poupar dinheiro?


Para o fim do ano, nada melhor do que um artigo sobre como poupar dinheiro para que seja possível começar 2013 com as finanças em dia. E como muitos já estão indo viajar para aproveitar o feriado, melhor já dar as dicas hoje, antes que todos saiam gastando sem planejar.

1. Não compre por impulso

Não realizar nenhuma compra por impulso é o primeiro passo para poupar dinheiro. A pergunta antes de finalizar uma compra é “Realmente preciso disso?”. Vai me dizer que nunca comprou uma roupa ou sapato que depois nem usou ou colocou somente uma vez e não gostou tanto quanto achava ter gostado? Ou você nunca comprou um doce a mais de sobremesa porque estava com uma cara boa, mas não conseguiu comer, pois já estava satisfeito?

Pode admitir que já reagiu desta forma, pois todo mundo (ou pelo menos a maioria) já teve uma atitude assim por simples impulso de comprar.

A dica para poupar dinheiro é justamente agir de maneira contrária: você primeiro pensa se realmente precisa e depois, antes de comprar, conforme o caso, ainda pesquisa em diversos lugares para achar o menor preço.

2. Não desperdice água e energia

Pode parecer pouco ou insignificante e você pode nem se importar tanto assim com a sustentabilidade do planeta, mas ficar de olho na utilização de água e luz garante uma boa economia ao bolso.

Isso não quer dizer que não possa relaxar ou tomar seus banhos tranquilamente, mas deixar luzes acesas sem necessidade, assim como ventiladores e ar condicionado quando não há ninguém no ambiente, pode representar um gasto a mais que pesará bastante no bolso. Procure prestar atenção nestes gestos e alerte toda a família.

3. Evite comer fora

Comer fora de vez em quando para sair um pouco da rotina é uma boa opção, porém, criar este hábito como sendo diário, por preguiça até mesmo de cozinhar, pode representar um grande gasto ao final do mês.

Gastar R$20,00 em um almoço não parece ser muito, mas multiplique por 20 dias úteis e faça as contas: são R$400,00 que você poderia ter poupado enquanto podia ter feito uma refeição rápida e simples em casa.

Tente deixar o programa de comer fora somente para finais de semana ou ocasiões especiais e coma mais em casa para poupar dinheiro.

4. Não vá sempre ao supermercado

Já reparou que você vai ao supermercado apenas pegar uma coisa e já volta com, no mínimo, mais três? E já pensou que em cada compra não gasta menos do que R$50,00, em média? Pois isto é natural quando você vai ao mercado constantemente. Por isso, o certo é realizar uma compra no começo do mês com tudo que seja essencial e ir ao supermercado mais uma vez por semana para comprar verduras e frutas, por exemplo.

Esta ida ao mercado que parece tão inocente fará com que compre menos coisas desnecessárias e tenha em casa tudo o que necessita para a sua semana.

5. Tenha um controle financeiro

Não adianta seguir estas regrinhas básicas e não ter um controle financeiro, pois é preciso saber o quanto ganha, quanto deve gastar para pagar as contas fixas e eventuais e o quanto sobrará para ver o que fará com este dinheiro. Sem este controle, você gasta tudo o que tem e nem mesmo percebe que já está fazendo novas dívidas.

Anote todas as despesas e gastos fixos e eventuais, bem como quanto ganha ao mês e veja onde o dinheiro está indo. Assim poderá também ver outras formas de poupar dinheiro diminuindo os gastos em coisas que consome mais desnecessariamente.

Lógico que nem tudo dará para diminuir, mas uma coisa ou outra sempre é possível.

Poupar dinheiro é, na realidade, uma questão de hábito que você vai conquistar com a mudança de diversas atitudes que, juntas, farão uma grande diferença ao final do mês. É lógico que realizar apenas uma delas pode não trazer um significado tão grande e você vai achar que tudo não passa de enrolação, mas são com simples gestos que o todo ganha resultados satisfatórios.

Experimente começar sua mudança de hábito aos poucos, já que o segredo de como poupar dinheiro exige disciplina, e depois nos conte como foi poupar dinheiro e conseguir economizar.

Por Jeniffer Elaina

Como aplicar sua renda e multiplicar seus recursos financeiros

No artigo anterior, comentamos sobre as dificuldades de se obter uma rentabilidade alta sem um risco significativo. Não existe tal possibilidade. Se o investidor deseja alta rentabilidade deve ter o “sangue frio” necessário para tal possibilidade.

Porém, isto não significa que não se possa conseguir uma razoável rentabilidade com risco mínimo ou muito baixo e é sobre esta possibilidade real que trataremos neste artigo.

Antes de se pensar sobre o melhor produto financeiro para se investir, um “ponto chave” é fazer uma reserva mensal do seu salário com o objetivo de investi-lo.

No exato momento em que tiver o seu salário em mãos, reserve uma parte do salário para investimentos e faça isto de forma religiosa, todos os meses e no mínimo a mesma porcentagem ou maior para que sempre tenha recursos necessários para aplicar no mercado financeiro.

Caso tenha se determinado que 20% do seu salário terão tal destinação específica, acostume-se a viver com os restantes 80% dele. Planeje-se para isto. Para atingir este objetivo, torna-se imprescindível que se cortem despesas supérfluas e desnecessárias para que desta forma, consiga recursos para investir e fazer desta atividade uma rotina mensal na vida do interessado.

Se as despesas fixas são difíceis de serem revertidas, no entanto, as despesas variáveis e as eventuais podem sim, serem cortadas ou reduzidas e tal redução com certeza, será muito útil, acarretando uma melhoria financeira no orçamento doméstico que pode ser aplicado de forma segura e com uma rentabilidade satisfatória que ao longo dos anos, podem-se conseguir importâncias consideráveis.

Portanto, para se atingir sucesso financeiro, deve-se direcionar parte do salário para poupar e investir.

Agora vem a pergunta: onde investir?

Tentarei passar de forma simplificada as modalidades existentes no mercado financeiro brasileiro, no entanto, antes de qualquer medida prática é imprescindível uma análise mais aprofundada sobre todas as variáveis existentes no caso concreto.

De forma simplista, podemos dividir os investimentos em duas grandes “famílias”:

a) Renda Fixa, no qual se incluem a caderneta de poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Títulos do Tesouro Direto e a rentabilidade pode ser pré-fixada ou pós-fixada.

Caderneta de Poupança: a mais popular e antiga forma de se investir existente no Brasil.

Podemos dizer que integra a história financeira nacional, sendo a preferência para todas aquelas pessoas que possuem um perfil mais conservador de investidor, que são avessas a qualquer tipo de risco ou as pessoas que desconhecem outras modalidades de “investimentos”.

O retrospecto recente da Poupança coloca-a num patamar abaixo de outros produtos financeiros, pois se com ela o risco é zero, no entanto, a rentabilidade anual tem perdido ou empatado com a própria inflação.

Então, investir em um produto que rende menos do que a inflação, talvez não seja a melhor opção.

A Caderneta de Poupança paga juros de 0,5 % para a variação da Taxa Referencial (TR), é isenta de IOF e Imposto de Renda e tem um operacional muito fácil.

Com certeza, é a modalidade mais utilizada no Brasil.

Certificado de Depósito Bancário (CDB): tais produtos servem para os bancos angariarem recursos financeiros; é um titulo de crédito onde o investidor tem a certeza de que na data convencionada receberá o valor investido.

Os CDBs pré-fixados têm a sua taxa de juros fixada no momento de sua aquisição e os CDBs pós-fixado, além do juro fixado no momento, ainda fica atrelado à TR ou IGPM.

Títulos do Tesouro Direto: uma modalidade que vem crescendo muito nos últimos tempos e possui inúmeras facilidades, pois após ser cadastrado a uma corretora, o próprio investidor, administra o seu dinheiro, seja comprando ou vendendo os títulos pela internet.

Quando se investe no Tesouro Direto é como se o investidor estivesse “emprestando” dinheiro, recursos ao Governo Federal e é uma modalidade com boa rentabilidade e risco muito baixo, caso aguarde até o vencimento do título.

b) Renda Variável: são aqueles “ativos” cuja rentabilidade é apresentada pela diferença entre o preço da compra e possíveis lucros, como os dividendos nas ações menos o preço da venda.

Como a própria denominação indica, é uma renda variável, que pode ser positiva ou negativa, dependendo de inúmeros fatores e proporcionando grandes variações. Nesta modalidade temos como maiores exemplos:

Ações: são partes de uma empresa e quando se investe em ações é como se você estivesse comprando um “pedacinho” da empresa na qual você investiu e que se denomina “cotas”. Investimento em ações é os que podem proporcionar a maior rentabilidade no mercado financeiro nacional, mas também as maiores perdas.

Todo cuidado é pouco nesta modalidade e o investidor que escolhe-la deve ter o sangue frio para aceitar com normalidade as grandes variações existentes, seja ela positiva ou negativa.

Comodities: são determinados produtos de origem agrícola ou mineral colocados na chamada “bolsa de mercadorias” e cujos preços são determinados pelo mercado internacional, tais como o café, a soja, o trigo, o ouro, a prata, o minério de ferro, entre outros produtos.

A oscilação do preço de tais produtos é que determina a possibilidade de lucro do investidor, portanto, apresenta um alto risco em muitos casos, totalmente imprevisível.

Portanto, caro leitor, há a possibilidade de se conseguir resultados bem satisfatórios através de investimentos conscientes e monitorados o que pode proporcionar um aumento no valor financeiro investido, no entanto, é algo muito sério e que necessita ser muito bem analisado e conhecer a fundo as regras do produto que se intenciona investir.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Sites de compras coletivas – planejando seus gastos

As lojas virtuais estão a todo vapor na atualidade atual.

Cada vez mais, grandes e pequenas lojas físicas aderem à modalidade virtual, criando novos portais de vendas, que estão fazendo o maior sucesso, além de possíveis lojas apenas virtuais, que existem apenas na Internet, sem um estabelecimento físico para o atendimento comercial.

Seguramente, o comércio virtual tem a cada dia que passa conquistado novos clientes e entusiastas, que no conforto da própria casa escolhem os melhores produtos a custos, muitas vezes, muito menor do que aos existentes nas lojas locais.

E este sucesso do comércio eletrônico é plenamente justificado pois, além de apresentar os produtos em lançamento a todo universo on line, ao mesmo tempo desfruta de excelentes preços, logística e credibilidade na entrega e concessão de garantia, tão ou mais eficientes do que as lojas físicas e sem qualquer tipo de burocracia.

Mas como na Internet tudo é em ritmo acelerado, o que fora novidade logo fica superado. Temos agora uma nova revolução no mundo comercial virtual: os sites de compras coletivas.

Esta nova forma de comprar ainda é vista sob olhares suspeitos e incrédulos sobre o que realmente é capaz de proporcionar, pois anúncios on line invadem o mundo virtual com promoções absurdamente inacreditáveis, com descontos enormes e provoca ao consumidor compulsivo uma ansiedade incontrolável na ânsia de comprar.

Entenda o funcionamento dos sites de compras coletivas

O principal objetivo dos sites de compras coletivas é conseguir um grande desconto sobre um produto ou serviço disponibilizado por uma outra empresa.

Então o site de compras coletivas e a suposta empresa contratada firmam um contrato estabelecendo que a campanha publicitária do site deva atingir um determinado número de clientes.

Se por acaso, a campanha publicitária atingir este patamar convencionado entre as partes, então sim, a campanha é ativada e os interessados clientes recebem um “cupom virtual” onde podem procurar a empresa prestadora do serviço ou vendedora do produto e pleitear o desconto anunciado.

Portanto, à primeira vista, tais inovações são de extrema valia para os propensos compradores, que podem comprar os produtos desejados a custos muito mais baixos do que os desenvolvidos normalmente, no dia a dia.

Riscos possíveis provocados pelos sites de compras coletivas

A principal “vítima” desta nova modalidade comercial, são os chamados “consumidores compulsivos”, ou seja, aqueles que são acometidos de uma ansiedade extremada no momento em que vêem um anúncio considerado imperdível e enquanto não o compram, não estão satisfeitos.

A principal crítica a este compradores em potencial, prende-se ao fato de que muitas vezes compram produtos de que não precisam, que não tem a mínima utilidade para o mundo em que vivem. Eles compram apenas por comprar, sem que tenham qualquer necessidade do produto.

Portanto, é possível tirar proveito, sim, das campanhas que oferecem grandes descontos, no entanto, devemos ser coerentes e racionais e apenas comprarmos algo que precisemos, descartando aqueles possíveis descontos enormes, porém de produtos ou serviços inúteis para a nossa realidade atual.

Ou seja, não é porque o preço esteja realmente bom que se necessita comprar alguma coisa de que nunca irá se utilizar. Neste caso, por mais que tenha pagado barato, acabou sendo caro, pois gastou dinheiro em algo imprestável, inútil para você.

O consumidor necessita ser consciente do que realmente necessita em sua casa ou em seu local de trabalho e aparecendo promoções relacionados a tais carências, aí sim, aproveitar e comprá-las, pois desta forma, todas as partes envolvidas estarão ganhando: o comprador, o site de compras coletivas e o comércio que participa da campanha.

Por outro lado, se você compra um produto que nunca usará, que comprou apenas porque achou que estava barato, nesta relação, por sua vez, você é a única das partes que perdeu, gastando dinheiro do orçamento doméstico para comprar algo supérfluo.

Portanto, saiba exatamente o que necessita, para após aparecer um grande desconto no item desejado, comprar com a consciência tranquila e rejeite a todas as “promoções imperdíveis e irresistíveis” daqueles produtos, que não necessita.

Tais esclarecimentos parecem obsoletos, desnecessários, porém se tornam necessários e prioritários como dicas básicas sobre finanças pessoais e que podem ajudar a manter em equilíbrio o orçamento doméstico.

Resumindo: compre apenas o que realmente precise.

Nota de Christiano: Sites de compra coletiva oferecem principalmente serviços, alguns tipos de produtos perecíveis ou digitais.  Tal estratégia é importante pois são meios de conquistar boas margens de lucros junto aos consumidores compulsivos. Desta forma, a melhor forma para você, amigo leitor, saber se está fazendo uma boa escolha ao entrar em uma compra coletiva é ter certeza de que você realmente já havia identificado aquilo como uma necessidade muito antes de tal oferta ser lançada! Por exemplo, minha esposa e eu planejávamos adquirir um determinado tipo de serviço há alguns meses e esperamos para ver se encontrávamos algum em um site de compra coletiva por um bom preço. Após um mês uma oferta compatível com nosso interesse foi lançada e a um preço realmente bom, então compramos! Perceba que já tínhamos o interesse muito antes do lançamento da oferta, de forma que pudemos analisar se realmente era importante para nós ou não! Agindo desta forma, você pode tirar o máximo de proveito dos sites de compras coletivas!

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Risco x Rendimento

Que tal falarmos hoje um pouco sobre a relação risco x rendimento?

Quando se deseja investir, com toda certeza deseja-se obter um retorno financeiro compensador, procura-se investir um valor e resgatar um valor superior.

E os iniciantes em investimentos procuram exatamente isto, algo que lhes proporcione a maior rentabilidade, porém sem nenhum risco financeiro, como se houvesse um produto mágico no mercado pronto a deixá-lo rico da noite para o dia e não cobrasse nada por isto.

Porém, lamento lhes informar, mas infelizmente, este produto não existe.

O que normalmente acontece é que, principalmente nos investimentos que possam ser mais rentáveis, tem-se também um risco maior, o que implica que em determinadas circunstâncias, o que poderia ser lucro, torna-se prejuízo, causando um desmotivo grande principalmente para estes investidores iniciantes, que não aceitam a possibilidade de terem lucro zero ou mesmo negativo em seus investimentos.

Quando se propõe a tornar-se investidor, mesmo que seja um pequeno investidor, o primeiro passo, o ponto chave é tomar conhecimento do investimento que se pretende investir, estudá-lo profundamente, saber como ele funciona, quais são os riscos envolvidos, como tem sido a rentabilidade e tudo relacionado com o potencial produto que se tem em vista.

Se realmente escolher investir neste determinado produto, você deve estar preparado para todas as eventuais consequências da sua decisão.

Infelizmente, os melhores produtos no quesito rentabilidade, são também os que oferecem maiores riscos, portanto, se você procura por um investimento que possa lhe proporcionar um grande retorno financeiro, prepare-se, pois ele pode também lhe trazer grandes perdas.

Todo e qualquer investidor deve pautar as suas escolhas entre os diversos produtos financeiros existentes atualmente, entre aqueles que fornecem a maior rentabilidade associada ao menor risco possível. Trata-se sempre de uma questão de relacionar risco e rentabilidade!

Vejam bem que não foi mencionado risco zero, pois no mundo dos investimentos, por menor que seja o risco em determinadas aplicações financeiras, mesmo assim, ele, o risco, sempre estará presente e o investidor deve se acostumar a viver com isto.

Se você é avesso a perdas financeiras, com certeza deve evitar certos produtos (tipos de investimentos), pois pode lhe causar sérias preocupações e mantenha-se na aplicação preferida da parte mais conservadora dos investidores, que é a caderneta de poupança, pois este produto oferece o que se pode chamar de Zona Livre de Risco.

Porém, a caderneta de poupança, atualmente, tem sido um produto com rentabilidade muito baixa, tem perdido até mesmo para a inflação e o entendimento comum é de que não é investimento.

Inegável a preferência de todos brasileiros por tal produto, basta sobrar uns trocados e “jogar” na poupança. Deposita-se e saca-se de lá com toda tranquilidade, na maior parte das vezes, mesmo sem esperar que ela faça aniversário para auferir o rendimento mensal.

Usam-na mais por hábito, por praticidade, do que por qualquer outra coisa.

Portanto, se você procura por produtos financeiros que possam lhe render boas rentabilidades, esteja consciente de que a incerteza também aumenta na medida em que aumenta a possibilidade de melhores lucros, pois você estará investindo em ativos que oferecem maior risco, como fundos de investimento, títulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.

Agora, se você realmente deseja se tornar um investidor financeiro e já conhece exatamente o produto que pretende investir, deve-se preparar para as quedas e altas do produto que escolheu, aceitando com naturalidade tais variações, portanto, além de conhecer o produto, você deve se conhecer muito bem, pois o autoconhecimento é importante na hora do risco financeiro, você necessita saber até onde você se sentirá em uma zona de conforto ou desconforto causada pelas variações de seus investimentos.

Sim, pois se nestas variações, que em muitas situações podem ser muito bruscas e causar alterações também no seu psicológico, no seu emocional, então o aconselhável é que você procure um outro produto que ofereça menos riscos ao seu dinheiro e a você também.

Nisto já não considero apenas a relação “risco x rentabilidade”, mas sim “risco x saúde do investidor”, que com toda certeza também deve ser considerada, pois de nada adianta, vir a conseguir uma rentabilidade alta, mas se a sua pressão arterial ou o coração estiverem prontos para um ataque.

Há a necessidade de dosar tal rentabilidade no limite em que lhe proporcione uma situação de conforto físico, emocional e financeiro, pois de nada adianta vir a ter um alto ganho financeiro e também perder a sua saúde.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Como otimizar o uso do 13º salário

Por mais que se possa criticar o fato de ser empregado, no entanto, o que é inegável são os benefícios eventuais que se tem quando está trabalhando para alguém, como décimo terceiro salário, férias, horas extras, entre outros direitos assegurados em lei.

Quando você é o seu próprio patrão é que você passa a verificar como tais benefícios são pesados para o empregador e que muitas vezes o empregado pouco valoriza, desvalorizando tais recursos adicionais que com freqüência são recebidos e  usados  sem quaisquer critérios.

Normalmente o recebimento do décimo terceiro salário  é motivo de muita expectativa não só do trabalhador como de toda família, posto que todos criam destinações e expectativas para tal receita, mesmo antes dela chegar aos bolsos dos trabalhadores.

No entanto, tal expectativa não significa que o beneficiário tenha se programado conscientemente sobre o que realizar com este valor a mais em sua folha de pagamento.

Podemos  até dizer que se programe para gastar sim, porém de forma irracional, com gastos supérfluos que em nada vão ajudar o desenvolvimento financeiro da família.

O décimo terceiro, via de regra, já nasce morto, todo comprometido mesmo antes de seu recebimento.

Infelizmente, a cultura do brasileiro não sabe lidar com recebimentos adicionais e o que poderia ser uma receita a mais acaba por se tornar várias despesas a mais; gasta-se todo o décimo terceiro e ainda o cartão de credito, o cheque especial e uma parte do salário do mês seguinte.

Tal recurso que poderia desafogar a apertada situação financeira, acaba por acarretar apertos maioresainda no orçamento familiar.

O décimo terceiro é visto unicamente como fonte de recursos para presentes de natal, festas, ceias e amigos secretos e acaba aumentando os gastos desnecessários, esquecendo-se completamente que no início do ano seguinte há pesadas despesas inadiáveis e que não devem ser deixadas de pagar, como IPVA, IPTU, ISS, matrícula de escola, material escolar, entre outras.

Portanto, antes de comprometer todo o valor desta renda adicional, pense coerentemente sobre as suas reais necessidades e o que realmente pode ser realizado com tal valor.

Pague as suas dívidas

Se você é devedor, esta com certeza é a primeira orientação: pague as suas dívidas.

Caso você esteja devendo o cheque especial ou cartão de crédito ou tenha qualquer outra despesa, tente com este recebimento adicional quitar ou amortizar as suas dívidas, para que possa ter uma tranquilidade financeira maior para você e sua família.

Se houver condições de pagar a sua dívida à vista tente obter desconto.

Por mais que as compras sejam sedutoras, raciocine com a cabeça e não com o coração.

Pense unicamente em diminuir as suas dívidas e colocar em dia a sua situação financeira.

Pode ser que tal comportamento venha a decepcionar algumas pessoas e vejam você com maus olhos, porém o resultado positivo pode superar todas estas adversidades e lhe garantir altos pontos positivos futuros.

Se você considera ser impossível não gastar alguma coisa com o décimo terceiro, então racionalize a sua utilização, reserve uma parte dele para gastar da forma como quiser e o restante dele para os compromissos financeiros existentes.

Você precisa entender o seu atual momento.

Se você está com a sua situação financeira comprometida, não há cabimento ir dando presentes de Natal a todos, limite-se aos filhos e esposa(o) e lembranças que caibam no seu orçamento, que estejam dentro do valor recebido de adicional de final de ano.

Poupar Agora

Se você não está devendo, se a sua situação financeira está equilibrada, mesmo assim, não é aconselhável gastar todo o valor do décimo terceiro, mas sim, poupar uma parte dele, quem sabe 30%, para pensar no amanhã, ter um planejamento financeiro, para que na hora em que houver necessidade de algum recurso financeiro, tê-lo disponibilizado.

Portanto, se você vive um bom momento financeiro, pode-se dar ao luxo de fazer alguma extravagância, porém de forma moderada.

Pode gastar sim, mas deve investir também, para que esta situação financeira privilegiada não seja passageira, mas que perdure.

Pense que durante onze meses, você sobrevive sem o décimo terceiro, então que tal, se no recebimento deste adicional  você pegar este valor  e o depositar integralmente?

Pense a longo e médio prazo, não pense apenas no hoje. Se hoje tem condições de poupar, poupe e tenha recursos financeiros na hora da necessidade, pois quem tem dinheiro guardado, sempre tem melhores condições de realizar bons negócios.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Saiba separar o pessoal do profissional

Tal título é extremamente complexo e podemos analisá-lo  sob dois aspectos principais:

a) levar problemas da casa para o trabalho e vice-versa

Como o objetivo deste curso é fornecermos diretrizes para as finanças pessoais, tal tema embora importantíssimo, não será por nós tratado de forma aprofundada, mas fica a dica, de não misturar os acontecimentos profissionais com os pessoais.

No momento em que chegar ao trabalho esqueça todos os aborrecimentos e problemas que possam ter ocorridos em sua casa e no momento em que chegar a sua casa, apague totalmente de sua memória todas as cobranças, críticas, metas e tudo o relacionado a trabalho, para se dedicar unicamente a sua família.

O título do artigo explicita bem o que deve ocorrer: Saiba separar o pessoal do profissional.

b) misturar as finanças pessoais com as finanças empresariais

Embora a própria fiscalização tributária exija a distinção entre as obrigações pessoais das obrigações empresariais, no entanto, mesmo assim, muitos e muitos pequenos e médios empresários, costumam confundir as coisas e tratam contas pessoais como se fossem da empresa e vice-versa. (Nota de Christiano: Isto pode ocorrer também, por exemplo, com aqueles que ainda não formalizaram seu negócio, isto é, não constituíram uma empresa, e muito provavelmente não se utilizam dos serviços de um contador, efetuando todo o balanço financeiro eles próprios)

A contabilidade é constituída de sete princípios e um deles, o Princípio da Entidade, determina exatamente isto, que “o patrimônio da empresa não se confunde com o patrimônio dos seus sócios”.

Ou seja, isto é uma determinação legal, de forma alguma se pode fazer lançamentos de débitos pessoais dos sócios na contabilidade empresarial, pois esta infração é passível de multa.

Por meio deste princípio contábil podemos extrair de forma simplória o seguinte entendimento: não é porque você é o dono da empresa, que você pode usar recursos da empresa para pagar as suas contas pessoais.

Se tal procedimento for realizado, o fisco pode lhe autuar. (Nota de Christiano: No caso daqueles que não formalizaram seu negócio ainda, também terão problemas quando não dissociam as contas pessoais das empresariais, por exemplo, terá muito mais dificuldades para perceber se é o seu negócio que não está sendo lucrativo ou se suas contas pessoais estão “digerindo” todo o capital de giro, dificultando o sustento do empreendimento)

Misturar as duas pessoas (física e jurídica) com certeza, além de poder ser autuado pelos órgãos fiscalizadores, implicará ainda na impossibilidade de se fechar o fluxo de caixa da empresa, assim como uma possível planilha de orçamento doméstico.

Fluxo de caixa é o controle efetuado com o intuito de se verificar as contas a pagar e a receber de uma empresa e se houver confusão com contas pessoais, o balanço não fechará.

Para que ocorra esta separação de forma total e absoluta, o empresário deve fazer a abertura da conta empresarial e a da conta pessoal, para que desta forma elas não se misturem e realmente passem a ter vida própria.

As receitas empresariais serão depositadas na conta jurídica e as despesas da pessoa jurídica serão exclusivamente realizadas da conta jurídica.

A existência de duas contas correntes facilita até mesmo na realização da declaração do imposto de renda, pois se tem a movimentação clara e facilitada das pessoas física e jurídica.

O empresário deve fixar o valor necessário para a sobrevivência mensal dele e da família e fazer as retiradas mensais a título de distribuição dos lucros e tal importância preferencialmente depositar na conta pessoal e ir efetuando os pagamentos mensais pessoais.

A justiça comum também reconhece tal princípio contábil, tanto é que se determinada empresa estiver sendo executada, primeiramente executará o patrimônio da empresa e os patrimônios dos sócios responderão de forma subsidiária ao patrimônio da empresa e a esta possibilidade, no mundo do direito se denomina como “desconsideração da pessoa jurídica para constrição do patrimônio dos sócios”.

Ou seja, primeiro se executa o patrimônio da empresa. Tal patrimônio foi insuficiente para o pagamento da dívida, então se executa o patrimônio dos sócios. No momento em que se executa o patrimônio dos sócios, ocorre a desconsideração da pessoa jurídica.

Ou seja, o juiz pode desconsiderar como patrimônios distintos o da empresa e o pessoal, quando verificar que o patrimônio da empresa é insuficiente para o pagamento da indenização e se socorrer do patrimônio do proprietário da empresa.

No entanto, tal posição jurisdicional não é regra e normalmente é adotado, somente quando comprovada má-fé por parte do administrador ou proprietário da empresa em fraudar aos credores ou ao fisco.

Tal entendimento de exceção por parte dos nossos magistrados, serve para comprovar o quanto tal princípio contábil, o Princípio da Entidade, exigido e reconhecido em nosso mundo empresarial e jurídico.

Então, se você é um empresário que tem o hábito de misturar os recursos financeiros de suas duas pessoas, a pessoa física e a pessoa jurídica, tenha uma mudança de postura e saiba separar o pessoal do profissional e esteja em dia com as determinações legais vigentes.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Alivie as dívidas, renegocie

Você está devedor com o cheque especial, cartão de crédito ou algum empréstimo que tenha feito e não está conseguindo colocá-lo na normalidade?

Então, alivie as dívidas e renegocie.

Infelizmente, cada vez mais pessoas têm se envolvido em dívidas financeiras e não têm condições de pagá-las, por mais que se esforcem, por mais que tentem de todas as formas possíveis.

É extremamente difícil e constrangedor ficar sabendo que o seu nome integra a relação de inadimplentes de alguma empresa, ou está nos cadastros restritivos, como SPC, Serasa entre outros.

Caso você esteja vivendo tal situação e queira sair, neste artigo, tento transmitir algumas formas de minimizar o seu sofrimento ou quem sabe acabar com ele por completo.

São dicas básicas e possíveis de serem seguidas e possíveis, com certeza, de melhorar a situação financeira dos que as seguirem.

Portanto, alivie as dívidas e renegocie de forma consciente seguindo as nossas dicas.

Tenha a mais absoluta certeza: você não é o único devedor no mundo, então não se culpe, não se torture, não se considere a pior das criaturas, pois armadilhas financeiras existem aos montes mas você poderá sair delas.

A inadimplência comercial e bancária é alarmante e face a este verdadeiro tsunami de inadimplentes, bancos e financeiras, operadoras de cartão de crédito, lojas comerciais, enfim, todas as empresas ligadas à concessão de crédito, permitem a renegociação dos créditos concedidos.

Por mais que à primeira vista aleguem a impossibilidade de se renegociar o crédito concedido, bata o pé e exija melhores condições e, o mais importante, uma prestação menor.

Pois não é interessante para tais empresas renunciarem a um possível acordo e virem todo o crédito perdido, sem nenhuma possibilidade de recebimento ou então ingressarem com a cobrança judicial, normalmente cara e demorada para tentar solucionar cada pendência financeira.

É muito mais compensador para os credores aceitarem uma nova proposta de crédito para quitar os débitos que não puderam ser cumpridos com pontualidade pelo tomador do que ser totalmente inflexível e perder o dinheiro e o cliente.

Se o tomador do crédito está procurando a empresa é porque está com boa vontade de chegar a um consenso e regularizar a situação, então é normal que a empresa também demonstre tal boa vontade e faça uma renegociação com condições menos onerosas para que o devedor tenha condições de quitar o seu compromisso.

Portanto, procure seguir estas dicas no momento de renegociar a sua dívida:

  • Se você está com dificuldades para pagar, não fique protelando uma renegociação, se atrasou uma parcela não espere vencer a segunda e a terceira. Pois se uma parcela já foi pesada para você, imagine acumulando-as, não terá a mínima condição de saldá-las;
  • É importante ter a exata consciência de que tal prestação é impossível para a renda que você possui e então não hesite em procurar a empresa que lhe concedeu tal crédito e exija uma renegociação ou um outro empréstimo, com prazo maior ou juro menor, para que ocorra uma redução no valor da prestação e você possa saldá-la com mais facilidade;
  • Utilize todos os recursos financeiros disponíveis no momento para reduzir o valor do saldo devedor e tentar acarretar uma redução na parcela. Lembra aquela pequena conta-poupança que estava esquecida? Então, saque-a e utilize para reduzir a sua dívida, pois quando se deve, o importante é pagar as nossas obrigações, que sempre possuem juros mais altos do que os baixos juros dos investimentos. Não tem cabimento, ficar devendo cartão de crédito ou cheque especial enquanto se tem dinheiro na poupança. Isto é absurdo. Alivie as dívidas, pagando-as quando com recursos;
  • Tente conseguir uma taxa de juros menor, pois por mais que neguem tal possibilidade, via de regra, existe. Há uma flexibilidade neste quesito e conseguir um juro menor é imprescindível neste momento da transação. Portanto, negocie tal possibilidade, pois de nada adianta você renegociar a sua dívida se no novo contrato você também não tiver condições de cumpri-lo de forma adimplente;
  • Você, renegociando as suas dívidas, deve necessariamente exigir que o seu nome e CPF saiam dos cadastros restritivos ao crédito (SPC e SERASA) e isto acontecendo você, novamente, terá as portas abertas ao crédito, comprando a prazo, tendo cartão de crédito, cheque especial e todos os produtos possíveis.

Porém, procure utilizá-los de forma prudente e coerente, para evitar adentrar em outras armadilhas financeiras e ficar impossibilitado de sair novamente. Portanto, há a opção de renegociação em dívidas que se mostram insuportáveis para o tomador e isto permite que se alivie as dívidas e você tenha uma maior possibilidade de pagar de forma adimplente.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]

Faltou dinheiro? Saiba como se utilizar do crédito

Infelizmente, em determinados momentos emergenciais, por mais que não se queira, torna-se imprescindível a utilização do crédito disponibilizado pelos bancos a nossa conta corrente pessoal.

Os produtos financeiros disponibilizados para estes momentos de apuros são vários e vale a pena analisar detalhadamente cada um deles, para tentarmos encontrar os menos onerosos para os nossos bolsos, pois caso contrário, o que poderia ser a nossa salvação, o nosso socorro, pode tornar-se a nossa perdição financeira, aumentando em muito a nossa dívida.

Uma coisa que devemos deixar bem claro é que se socorrer através de uma instituição financeira pode trazer o dinheiro bem rápido e fácil, porém os custos para se pagar tal dívida podem ser muito pesados, portanto, analise muito bem, sobre a real necessidade e pesquise nas várias instituições financeiras a que cobra menos por tal “gentileza”.

Eis os produtos que nos são oferecidos:

Cartão de Crédito

Um produto extremamente interessante e que pode ser muito útil, mas que por ser muito mal utilizado, tem sido o tormento de grande parte das famílias brasileiras, que o utilizam de forma inadequada, gastando mais do que se têm condições de pagar e o preço por tal imprudência é caríssimo, posto que o juro cobrado pelo cartão de crédito é o mais alto do Brasil, entre os produtos financeiros.

  • NÃO SAQUE DINHEIRO COM O CARTÃO DE CRÉDITO: Na utilização do cartão de crédito, evite terminantemente a sacar dinheiro, pois se cobram tarifas adicionais por este serviço;
  • PAGUE O VALOR TOTAL DA FATURA: uma dica importante, é sempre pagar o valor total da fatura. Pagar apenas o valor mínimo do cartão é um comportamento que deve ser banido da sua rotina, pois os juros cobrados são extremamente altos e podem complicar o orçamento domestico;
  • DATA DE VENCIMENTO COINCIDA COM O SEU RECEBIMENTO: Solicite que a data de vencimento do seu cartão coincida com o recebimento do seu salário, pois desta forma, o normal é que você tenha recursos suficientes para quitar a sua fatura em sua totalidade.

Cheque especial ou Crédito Rotativo

É um valor creditado a conta do correntista e se vier a ser utilizado, se paga ao banco, juros e outras tarifas.
À primeira vista, possuir um “cheque especial” representa um status, posto que o banco está lhe considerando como um cliente preferencial e para isto está lhe fornecendo até um cheque com cores diferenciadas.

O banco ainda, normalmente, incorpora o valor deste crédito ao seu saldo e, portanto, você deve prestar atenção para não gastar além do seu verdadeiro capital na conta corrente.

O cheque especial além de tarifas e juros altos por sua utilização, acrescentará ainda uma tarifa de manutenção de conta mais alta.

E entre as dicas básicas de utilização para o cheque especial estão:

  • EVITE O MÁXIMO UTILIZAR O CHEQUE ESPECIAL: é um serviço absurdamente caro, que deve ser mantido na conta apenas como uma segurança adicional para evitar que um cheque seja devolvido por valores mínimos, o que pode ser constrangedor e revoltante;
  • PAGUE O VALOR TOTAL DE UTILIZAÇÃO: Se não teve jeito e você precisou se socorrer deste instrumento, pague-o o mais rápido possível.

CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR

É uma linha de empréstimo destinada à pessoa física e que é muito mais barata do que a utilização do cartão de crédito ou o cheque especial.
Costumeiramente, o cliente que possui cheque especial aprovado, também tem aprovação no CDC, bastando ir à máquina de auto-tendimento e simular valores e prazos.
O CDC se caracteriza por possuir parcelas fixas, desde que você não atrase o pagamento.

CRÉDITO CONSIGNADO

É a modalidade mais barata de empréstimo para pessoa física.
Tal serviço é mais barato, pois oferece um risco muito pequeno ao banco, em razão do pagamento ser debitado direto da folha de pagamento do tomador do empréstimo.
Se você é aposentado do INSS, pesquise entre os diversos bancos que oferecem tal serviço e escolha aquele que cobra juros menores, optando sempre por prazos menores, pois oferecem os juros menores também.
Se a empresa em que você trabalha possui convênio de empréstimo consignado com alguma instituição financeira dirija-se até lá e verifique a possibilidade de se fazer e os juros cobrados.

Estas são algumas dicas básicas que se devem ter no caso da imprescindível necessidade de se fazer uso do crédito disponibilizado pelos bancos.

Por Denilson Garcia dos Santos

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Finanças Pessoais]