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Concessão de crédito para negativados – a carruagem que vira abóbora!

Quem já acompanha nosso blog há tempos sabe qual a minha opinião quanto ao uso de crédito: quanto menos melhor. E sou bem radical quanto a isso: considero válido apenas para financiamento de moradia e, em um segundo lugar (porém bem distante), para financiamento de veículo. A razão é muito simples: apesar da euforia e ilusão de “aumento do poder aquisitivo”, tão logo se comece a pagar as prestações – e essas a pesar no bolso – percebemos que na verdade comprometemos muito do nosso potencial de crescimento econômicos no médio e longo prazo apenas para satisfazer caprichos momentâneos.


Sim, sei que há pessoas que precisam contrair dívidas para efetuar as compras de supermercado ou pagar o aluguel, mas quando estou falando de “caprichos” não estou me referindo a essas pessoas e sim àquelas que após efetuarem um empréstimo saem para jantar e usam “só um pouco do dinheiro”. Esse tipo de pensamento, sim, é que é prejudicial – e se você tem feito isso, por favor, pare agora mesmo!


Caso não pare, uma vez que não possa mais pegar dinheiro emprestado por estar com “nome sujo na praça” já sabe o que acontecerá – correrá atrás de crédito para negativados, cujas taxas mais baixas ja começam em mais de 8% a.m. (algumas instituições financeiras chegam a cobrar taxas de quase 23% a.m.!). Não, meu amigo, isso não é uma solução para seus problemas, isso é jogar seu dinheiro no ralo, é criar um buraco negro financeiro em sua vida!


E algumas pessoas me dirão que eu não conheço os problemas financeiros delas. Sim, vocês têm razão, não conheço seus problemas, mas sei que comprometer-se com uma nova dívida com taxas muito acima daquelas que você já possui não é a solução! Quer saber o que pode resolver seu problema?


1. Redução extrema dos gastos. Não, não estou falando em evitar comer fora ou não comprar uma roupa nova, pois estas são coisas que você provavelmente já não está fazendo (assim espero!). Estou falando em mudar-se para uma casa/apartamento com aluguel mais barato, trocar todas as marcas de produtos de seu carrinho de compras por aqueles com preços bem mais em conta, cancelamento de todo tipo de despesa não obrigatória etc.


2. Consolidação das dívidas. Se você possui dívidas em várias instituições financeiras e com taxas de juros diferenciadas, tente consolidar todas as dívidas em uma só com a taxa de juros mais baixa possível. Mas atenção, só vale a pena trocar uma dívida por outra que tenha uma taxa de juros menor! Se não conseguir isso, então é melhor manter a dívida antiga!


3. Arranje um segundo emprego. Caso você já tenha um emprego e o mesmo não tenha sido suficiente para pagar suas contas, está na hora de conseguir um segundo emprego.


4. Renegocie suas dívidas. Não é fácil, porém bancos e instituições financeiras podem renegociar suas dívidas quando percebem que correm o risco de não serem pagos em momentos de crise. Assim sendo, procure seus credores e tente renegociar suas dívidas.


E sob hipótese alguma caia na armadilha do “crédito fácil”! Caso o faça, não adianta chorar mais tarde e dizer que não havia outra alternativa – faça tudo o que estiver ao seu alcance para não entrar nessa loucura de “crédito para negativados”.

Investir em si mesmo é sempre o investimento mais lucrativo!


Ano passado fiz um investimento relativamente bem barato, porém com um retorno bastante alto para mim: comprei um livro de Dale Carnegie, Como fazer amigos e influenciar pessoas. Trata-se de uma obra que já existe há muito tempo, mas que até aquele momento eu não tinha lido ainda e que eu sabia que me ajudaria a melhorar em alguns pontos – e não, é óbvio que meu interesse não era em “como fazer amigos”.


Aquela aquisição foi realmente rentável para mim, pois pude colocar alguns dos conhecimentos do livro em prática e mesmo não aplicando nem mesmo 25% do que aprendi consegui algum retorno (não financeiro) sobre as minhas atividades enquanto coordenador. Assim, somente corrobora com a afirmação de que investir em si mesmo é sempre o tipo de investimento mais lucrativo.


Mas é claro que há algumas regras para que isso seja realmente válido! Por exemplo, sempre que escolho investir tempo ou dinheiro em meu próprio desenvolvimento, tenho em mente qual resultado espero e como aquilo poderá ser aplicado posteriormente. Apesar de “conhecimento ser sempre válido”, como estamos falando em investimentos, devemos ser capazes de tentar estimar o “retorno sobre investimento”, mesmo que o retorno não seja financeiro, não é mesmo?


E se você está interessado em como você pode investir em si mesmo, aqui vão algumas sugestões:


1. Línguas estrangeiras – melhore suas habilidades para comunicar-se em outro idioma (inglês ou espanhol);


2. Tecnologia – dedique algum tempo para dominar as ferramentas básicas de computador (sistema operacional, editores de texto, editores de apresentação, planilhas etc.);


3. Aprenda a aprender – foque em ler um livro por mês sobre um tema de sua área de atuação ou interesse e tome notas ou faça mapas mentais sobre o mesmo.


E comece isso hoje! Se quer realmente conseguir um bom resultado, você deve começar a investir em si mesmo o quanto antes, pois os resultados aparecerão ao longo do tempo.

Investindo – supere o medo e avance para o próximo nível

Se você tem feito o dever de casa corretamente, não possui nenhuma dívida em seu nome (com exceção do financiamento de sua casa), já apresenta alguns investimentos em renda fixa junto ao seu banco e tem percebido que precisa “passar para o próximo nível”. Quero dizer, você está aplicando seu dinheiro todos os meses, mas percebe que a taxa de retorno que está conseguindo mês após mês é muito baixa e começa a se questionar sobre como proceder para melhorar a rentabilidade.


Parabéns, você não é o primeiro, mas com certeza é um dos poucos que está desafiando sua zona de conforto. Isso porque para conseguir retornos melhores você precisará agora ir além das simples aplicações em grandes bancos e procurar taxas de retorno maiores junto a corretoras. Grandes bancos sabem que muitas pessoas não moverão seu dinheiro para corretoras devido à “sensação de segurança” e, por isso, pagam tão pouco pelo seu dinheiro. Corretoras, em contrapartida, precisam vencer o medo que o pequeno e médio investidor possui em relação a dar esse “pequeno grande salto” e por isso oferecem taxas bastante atrativas.


Assim sendo, se você sente que seu dinheiro poderia fazer mais por você do que está fazendo até o momento, está na hora de analisar opções de investimento junto a corretoras e, dessa forma, “desgarrar-se” do conforto das aplicações financeiras em sua própria agência bancária. Lembre-se, o objetivo de todo banco é ganhar dinheiro, e não fazer você ganhar dinheiro, assim cabe a você e não ao seu banco escolher como melhor aplicar o SEU dinheiro!

Quando investir é melhor do que quitar suas dívidas?

Se você é leitor assíduo deste blog, deve lembrar de tantas vezes em que falei que o tripé para uma vida financeira mais saudável é “gastar menos, ganhar mais e investir melhor”. E quando você encontra-se com alguma dívida, geralmente é melhor primeiro quitá-la antes de começar a investir – e  razão para isso é muito simples: se você ganha dinheiro por meio dos juros dos investimentos e perde por meio dos juros das dívidas, aquele que tiver maior taxa de juros deve ser priorizado. E as taxas de juros dos empréstimos são geralmente muito maiores do que aquelas que podemos conseguir em nossos investimentos.


Mas… e se houvesse alguma opção de investimento realmente boa, que nos oferecesse uma taxa de juros acima daquela cobrada em um empréstimo? Aí, claro, valeria a pena investir mais em vez de quitar a dívida – na verdade, valeria a pena até contrair mais dívidas, desde que isso fosse feito de forma bem planejada e levando-se em consideração por quanto tempo a opção de investimento duraria. Mas sejamos bastante sinceros: opções de investimento seguras e com taxas de juros acima da cobrada em um empréstimo? Isso é realmente bastante ilusório!


Assim sendo, apesar de que na teoria tal cenário seria (muito) vantajoso para o pequeno investidor, na prática ele não acontecerá, pois as instituições bancárias lucram justamente da diferença entre o quanto nos pagam para pegar nosso dinheiro emprestado (investimento) e quanto cobram a outros para emprestar aquele dinheiro (empréstimo).


Resumindo: se você, após apertar o cinto financeiro, conseguir algum dinheiro sobrando ao final do mês, dê prioridade a quitar todas as suas dívidas (principalmente aquelas referentes a cartões de crédito!), somente quando não tiver dívida alguma em seu nome será realmente interessante começar a investir!

Educação Financeira – o mais difícil é praticar!

Em se tratando de educação financeira, acredito que vocês já estão “carecas de saber” que o tripé “gaste menos – ganhe mais – invista melhor” é de longe o melhor ponto de partida. Por meio dele, você compreenderá melhor suas “necessidades consumistas”, conhecerá seu perfil, poderá estimar orçamentos mensais etc. Mas há somente um porém nessa história toda: o começar, pôr em prática tudo aquilo que lemos e fazer com que a coisa realmente aconteça.


Alguns reclamam que não podem começar porque lhes sobra muito pouco dinheiro para valer a pena investir ou poupar – se esse é o seu caso, então talvez você esteja falhando já no primeiro “pé” do tripé! Você precisa reduzir seus gastos, fazer a balança equilibrar-se para conseguir efetuar os outros pontos! Se não equilibrar corretamente seu orçamento doméstico, muito provavelmente nunca conseguirá mudar sua situação financeira – que, segundo Gustavo Cerbasi, estaria hoje em uma “espiral de frustração”, mas bastaria qualquer revés em sua vida para ir direto para uma perigosa “espiral de decadência”!


E o mais engraçado é que se perguntar à maioria das pessoas por aí é bem provável que elas saibam o que deve ser feito para evitar-se a “decadência financeira”, mas “saber na teoria”, aqui, está muito dissociado do “saber na prática”. Em outras palavras, muitos sabem quais são os conceitos e vícios que podem afastar alguém do seu objetivo, entretanto muito poucos levam tal conhecimento teórico à experimentação a fim de aprender sozinho!


Então, se você: (1) ainda não viu a mudança financeira que tantos prometem; (2) está cansado de ler livros e depois não saber o que fazer; (3) quer mudar seus hábitos para melhor… Então está na hora repensar um pouco do que faz todos os dias. E para isso, apresento-lhe um ritual matinal. Um ritual matinal é uma sequência de atividades que você desempenhará todos os dias pela manhã com o intuito de alcançar um certo objetivo. A ideia de rituais matinais não é muito nova (até Tim Ferriss recomenda-o:), entretanto de vez em quando a gente tropeça em algum livro que traz um fato novo e interessante e que pode ser usado a nosso favor. E a partir das recomendações de um desses livros, apresento-lhe uma sequência bem simples que você pode executar diariamente logo após acordar:


1. Tome seu café da manhã – sem café da manhã, sem energia para o que estará por vir!


2. Tenha uma imagem clara de quem deseja ser – durante alguns minutos, pense em onde quer chegar e tente entender o que pode fazer para alcançá-lo (um passo de cada vez, sempre);


3. Tenha em mente orçamento disponível para esta semana/mês – se você não sabe quanto pode gastar, a tendência é acabar gastando mais do que precisa!


4. Leia um ou dois capítulos de algum livro – lembra-se que falei da importância de investir em seu desenvolvimento pessoal SEMPRE? Pois bem, leitura de livros de qualquer categoria pode ser uma boa forma de conquistar isso;


5. Pratique 15 a 30 minutos de exercícios físicos – pode parecer pouco, mas isso já é o suficiente para dar partida no seu bem-estar físico e, assim, garantir que menos dores de coluna e outros fatores vão perturbá-lo nos momentos mais práticos de seu dia.


Tudo isso pode parecer pouco… Mas repita o processo ao longo de dois meses ininterruptos! Quando alcançar dois meses sem ter esquecido uma manhã de executar esses cinco passos, saberá que os mesmos fazem parte de sua vida agora – tornaram-se hábitos. Estes são cinco passos bem simples, mas que podem dar-lhe uma excepcional ajuda quando o assunto é começar hábitos financeiros melhores… Think about it!


E para quem quer aprender de forma mais rápida e consistente sobre o assunto, segue abaixo recomendação de livro do professor e consultor financeiro Elisson Andrade:


As 5 Etapas do Planejamento Financeiro

O que fazer quando Educação Financeira não é suficiente?

Olá a todos os meus amigos e companheiros de Clube! Estamos de volta com mais uma discussão a respeito de Educação Financeira, um tema que já não é tão novo por aqui, mas que “vira e mexe” eu encontro mais alguma lenha para pôr na fogueira – como aconteceu agora há pouco.


Lendo o que os outros blogs estão discutindo por aí, encontrei o artigo Planejador Financeiro Pessoal: por que você precisa de um, do blog Dr. Money, que apresenta um problema muito sério: segundo conclusões de pesquisas em torno de 168 trabalhos sobre o impacto da educação financeira na vida das famílias, percebeu-se que quase não há correlação entre educação financeira e mudança efetiva de hábitos. Em outras palavras, após analisar os resultados de tantos trabalhos técnicos e científicos, percebeu-se que o fato de obter algum grau de educação financeira não significa que a pessoa será levada a uma mudança em seus hábitos quanto às finanças.


Apesar de ser um resultado bastante frustrante – principalmente para nós, blogueiros sobre educação/gestão financeira – a razão é muito simples: se você ouve/lê e não pratica, você esquece. Simples assim!


Vou lhes dar um exemplo: todos aqui sabem que acho bem interessante a leitura de Os Segredos da Mente Milionária (ei, estou lendo aquele livro pela terceira vez!), mas mesmo gostando tanto assim, cada vez que o leio percebo que muito pouco do que aprendo é realmente colocado em prática – e se não pratico, não mudo meus hábitos e, consequentemente, o que ele me ensinou tornou-se quase completamente sem efeito.


E por mais que “conhecimento seja sempre bem-vindo”, o importante no fim das contas (principalmente quando o assunto é finanças pessoais) é o impacto positivo gerado pela prática de tais conhecimentos! Em outras palavras, não importa quantas vezes você leia este ou outros blogs sobre como ganhar/economizar/investir/poupar/administrar seu dinheiro… se você não colocar nada do que lê em prática, aos poucos esquecerá e não terá impacto nenhum em sua vida.


MAS, claro, todo problema sempre possui uma solução – que você pode comprar de mim agora mesmo por R$ 19,99. Brincadeira, a ideia é bem simples e aprendi em blogs sobre desenvolvimento pessoal. Se você quer desenvolver um novo hábito, deve repeti-lo diariamente até que se torne um, e para isso, torne tão fácil quanto possível fazê-lo (de forma similar, se você quer eliminar um vício de sua vida, deve tornar tão difícil quanto possível fazê-lo e realizar um esforço consciente e diário para não fazê-lo).


Então, um exemplo de como pretendo aplicar isso em minhas reflexões sobre a obra de T. Harv Eker: estou criando pequenos cartões de cartolina com os principais pontos de reflexão e ação de cada seção da obra, que após o término da leitura estarei relendo um a cada dia e então esforçando-me para praticá-lo naquele dia (após um dado período, pretendo focar em um cartão por semana). Assim, com um esforço consciente e repetitivo para por em prática o que é ensinado, aumentam-se as chances de não somente fixar o aprendizado como tornar o que foi aprendido um hábito.


Então, em minha opinião, não é que Educação Financeira não seja suficiente. O problema é que não adianta acessar textos, vídeos ou aulas e depois não praticar o que é aprendido! Isso é regra fundamental para que qualquer coisa que se aprenda tenha impacto em sua vida! Lembre-se disso! 😉

Passo-a-passo para livrar-se das dívidas

Se você está com problemas de dívidas e não aguenta mais se ver sufocado por elas o tempo todo, é bem provável que já esteja, desesperadamente, procurando por meios para livrar-se das dívidas o quanto antes. Apesar de ser uma situação bastante angustiante, não se preocupe, para tudo há solução – e vamos agora discutir aqui um rápido passo-a-passo sobre o que você pode fazer para conseguir livrar-se delas.


A ideia de escrever este artigo partiu do fato de que o Dinheirama.com publicou hoje um artigo também sobre como livrar-se das dívidas e então, pensei, por que não, há muito tempo que não falamos sobre isso no Clube do Dinheiro, não é mesmo? Acho que está na hora de recordar alguns conceitos e simplificar outros tal que todos possam cumprir suas metas financeiras em 2013. 🙂


Antes de mais nada, devo apresentar os dois artigos mais populares de nosso blog sobre o tema:


Como sair do vermelho e ainda ganhar dinheiro?


Quero sair das dívidas! – O guia


Bem, agora vamos começar! E o primeiro passo só poderia ser…


Passo #1 – Reconheça o problema e aperte o orçamento!


Se você está com um problema financeiro a primeira coisa a fazer é admitir que possui um problema a ser resolvido e que a responsabilidade pelo mesmo é sua. É muito importante admitir isso, pois quando não admitimos, quando colocamos a culpa nos outros, o que geralmente ocorre é que no futuro, quando o problema estiver sanado, voltamos a cometer o mesmo erro.


Então você precisa reconhecer e identificar as causas do descontrole financeiro. Para a maior parte da população, geralmente é o hábito consumista ou falta de preparo para possíveis imprevistos no orçamento que levam a formação de dívidas. Identifique qual a razão a fim de evitar que isso ocorra novamente.


E agora é hora também de começar a apertar o orçamento, cortando ao máximo os gastos. Muita gente quer sair das dívidas, mas não quer deixar de usufruir de certas regalias ou realizar certas compras por vezes desnecessárias. Se esse for o seu caso, é melhor mudar de hábito, ou então você não conseguirá alcançar o seu objetivo (e não adianta nada lermos artigos e livros sobre como sair das dívidas se não fizermos algo realmente concreto para isso, não?).


Passo #2 – Busque fontes alternativas de renda extra


E agora aqui vamos para o segundo passo. E já que já reduzimos os nossos gastos, nada mais justo que busquemos agora alternativas para ganhar mais dinheiro, não? Claro, sei que não é tão fácil assim conseguir um aumento repentino em seu emprego, mas é para isso que servem as oportunidades de renda extra.


Uma oportunidade de renda extra pode ser um trabalho a ser realizado à noite ou em fins de semana, seja em casa ou fora dela. O problema aqui é que muitas pessoas torcem o nariz para isso, não aceitando ganhar por hora como renda extra menos do que ganharia em seu emprego. Bem, lembre-se que você deseja livrar-se de suas dívidas e quanto mais tempo elas durarem mais você acabará gastando com elas, não é? Sendo assim, busque uma oportunidade e, mesmo que você não goste muito dela, lembre-se que será por algum tempo somente, o suficiente para ajudá-lo a reduzir suas dívidas.


Passo #3 – Detalhe sua receita, despesa e dívidas


O próximo passo agora é colocar todo o seu orçamento no papel: quanto você ganha mensalmente, quanto você gasta, quanto lhe sobre após pagar as despesas mensais e montantes, prestações e taxas de juros de cada dívida. Calcule também a soma das prestações mensais de suas dívidas.


Após ter tudo no papel, há dois possíveis cenários: perceber que agora, após o corte de gastos e entrada de uma renda extra, o que lhe sobra é suficiente para pagar as prestações mensais, ou o que lhe sobra ainda não é suficiente para cobrir as prestações. Se ocorrer a primeira situação, então as coisas não estão assim “tão impossíveis”, mas se ocorrer a segunda, então você realmente não deve se descuidar, pois não será muito fácil reverter a situação!


Com todos esses valores anotados (esse seu “orçamento escrito” pode ser encarado como uma parte de seu planejamento financeiro) você poderá agora identificar quais são as dívidas que possuem taxas de juros mais altas tal que você deve quitar essas primeiro! Dívidas com taxas mais altas crescem mais rapidamente, mesmo que se tratem de montantes pequenos. Outra boa estratégia é quitar primeiro as dívidas menores, pois são mais rápidas de pagar e a quitação delas pode motivá-lo em sua trajetória. Por fim, não se esqueça de que certas dívidas não deveriam ter sob forma alguma suas parcelas atrasadas por muito tempo – por exemplo, o financiamento de sua casa ou carro!


Passo #4 – Renegocie suas dívidas


Se você possui dívidas de cartão de crédito altas, vá até o banco e renegocie as mesmas. Provavelmente lhe dirão que não podem renegociar sua dívida, na primeira vez. Insista. Se persistirem e você ainda tiver crédito disponível para um empréstimo pessoal, verifique se você pode então contrair um empréstimo pessoal para quitar as dívidas do cartão de crédito. Pode parecer trocar “seis” por “meia dúzia”, mas não é: os juros de empréstimo pessoal são bem mais baixos (de 2% a 4% a.m.) quando comparados aos juros do cartão (de 12% a 15% a.m.), então você estará economizando bastante quanto a gastos com juros!


Sempre tente renegociar suas dívidas com os credores. Muitos deles estarão interessados e aceitarão isso, a fim de não acabarem recebendo nada. Insista, fale, não tenha vergonha de admitir que precisa de ajuda, porém que está interessado em pagar suas dívidas.


Mas lembre-se que, uma vez renegociada sua dívida, você deve cumprir os termos do novo acordo!


Passo #5 – Ponha tudo isso em prática e mude seus hábitos financeiros!


Agora é hora de por tudo o que está aqui exposto em prática e provavelmente você conseguirá livrar-se de suas dívidas com mais comodidade. Lembre-se que, apesar de parecer muito sacrificante no início (estamos falando em cortes de gastos, trabalhar mais para ganhar mais dinheiro e renegociar suas dívidas – não conheço muitas pessoas que achem isso divertido), quando tudo terminar, você terá se libertado de sua dívida mais rapidamente.


Entretanto, não ajuda muito livrar-se de dívidas antigas e criar dívidas novas, não é mesmo? Por isso é importante que você mude seus hábitos financeiros – lembre-se que muito provavelmente foram eles que o conduziram à formação de dívidas! Sendo assim, faça todo o possível para evitar cair demais na tentação do crédito fácil e comece a poupar algum dinheiro a ser usado quando necessitar comprar algo mais caro ou para momentos de emergência.


Agora é por sua conta, amigo, o passo-a-passo já foi apresentado, é sua vez de pôr em prática e, assim, livrar-se das dívidas!