Queda da taxa Selic – implicações

Queda da taxa Selic – implicações

Acredito que todos (ao menos quem se interessa) já devem saber que a taxa Selic sofreu sua primeira queda este ano. Até o momento, foram cinco altas consecutivas, levando-a até o valor de 12,5% e agora houve a primeira queda, reduzindo-a para 12,0%.

E você pode estar aí pensando: “E quico?”

Bem, o que você tem a ver com isso? Vai depender de qual o seu papel nessa história toda! Juros caindo significa0 menores dívidas e prestações para quem é tomador/devedor, o que por um lado é bom, mas também significa menores juros nas aplicações indexadas pelo CDI, como provavelmente ocorrerá com os CDB DI, o que não é muito interessante para o pequeno investidor que busca bons investimentos em renda fixa.

Com os juros a 12.0%, CDB DI continua sendo uma boa alternativa para investimentos (claro, deve-se considerar o tempo a manter a aplicação bem como o montante aplicado!), mas com certeza já será um pouco menor o rendimento!

O pequeno investidor está apreensivo, pois sabe que quedas sucessivas em tais taxas podem “devorar” a margem de lucro de suas aplicações pós-fixadas. Por outro lado, representantes da indústria e do comércio se dizem animados, pois tal queda da taxa pode ajudar a movimentar a produção (financiamentos ficam mais baratos) e o comércio (mais consumidores).

E temos por fim, do outro lado da balança, economistas e consultores financeiros apreensivos, com medo que o aumento do consumo leve a um aumento na inflação (a chamada inflação de demanda, viu só? Estou aprendendo na disciplina Fundamentos em Finanças! 😀 ), o que faria com que não somente com que os preços de itens básicos subissem, mas também tornássemos a ter uma alta na taxa Selic, o que significaria retornar aos 12.5% e, agora, com preços um pouco descontrolados.

Enfim, viu só quantas coisas diferentes são impactadas com a simples alta ou queda da taxa Selic? E você pensando que a mesma não teria nenhum impacto em sua vida, não é?

Bem, quanto a mim, no momento, estou mantendo somente uma pequena parte de minha reserva financeira em caderneta de poupança (caso precise daquele dinheiro num prazo de 30 a 180 dias) e outra parte em fundos de investimento (que não devo precisar tão cedo, exceto em ocasiões especiais). No momento, sem dinheiro em CDB DI, mas até algumas semanas atrás tinha um pouco, somente o suficiente para despesas que eu sabia que precisaria pagar num prazo menor que 30 dias (em outras palavras, manter tal dinheiro na caderneta de poupança não traria juro algum e mantê-lo parado em conta corrente também não, então o CDB DI era uma opção, mesmo sabendo que seu rendimento nesse período seria mínimo).

Se você possui um bom capital e está pretendendo investi-lo, aconselho a distribuí-lo de forma similar ao que fiz, caso necessite usar parte dele nos próximos seis meses ou mesmo em um ano. Se você pretende tomar um financiamento para aquisição de imóvel ou outro bem, analise bem o custo x benefício para não assumir dívidas mais altas do que poderá honrar. E se você pretende utilizar mais do limite do cartão de crédito para compra de coisas mais superficiais, aconselharia a primeiro poupar o máximo que puder e, assim, evitar pagar juros altos. Comprar à vista ainda é um excelente negócio!

O recado está dado e espero que agora todos entendam um pouco mais sobre as implicações da queda da taxa Selic. 😉

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