Papo reto: investindo melhor em 2018, recuperação econômica e oportunidades para pequenas empresas

Papo reto: investindo melhor em 2018, recuperação econômica e oportunidades para pequenas empresas

Caracas! O ano já começou e até agora não escrevi um artigo aqui no Clube do Dinheiro! Antes de mais nada, peço desculpas a você, amigo leitor, por tal falha minha. E agora, vamos ao que interessa: um resumo (com a minha opinião) sobre as principais notícias em Economia e Finanças que podem (e deveriam) interessar a você, pequeno (ou futuro) investidor!

Investindo melhor em 2018

Publicado em: Imposto de Renda Sobre Investimentos: O Guia Atualizado [2018]

E para começar com o pé direito, temos um artigo da corretora Rico que apresenta informações acerca de tributação sobre investimentos. Eu diria que o artigo é bom não somente pelas suas informações sobre tributação, mas como um “lembrete” sobre as várias opções de investimentos – ele cita várias opções, diversas delas para perfis bem conservadores, algumas para perfis mais ousados, e como a tributação é calculada. No resumo, é isso que temos:

  • Isentos de tributação: poupança, LCI, LCA e debêntures incentivadas;
  • Tributação segundo duração da aplicação (diversos fundos de investimentos):
    • Até 180 dias: alíquota de 22,5%;
    • 181 a 360 dias: alíquota de 20,0%;
    • 361 a 720 dias: alíquota de 17,5%;
    • Acima de 720 dias: alíquota de 15,0%;
  • Fundos de ações: alíquota de 15%;
  • Ações: isenção caso volume de vendas em um mês não ultrapasse R$ 20.000,00.

O artigo também lembra que certos fundos de investimentos sofrem a incidência do come-cotas, que nada mais é que a cobrança semestral do IR enquanto perdurar a aplicação que, por ser cobrada antes do resgate total da aplicação, acaba por reduzir sua rentabilidade.

Minha opinião: lê-lo só me ajudou a reforçar minha crença de que se você busca resultados melhores no longo prazo, vale a pena você investir em aprender sobre as diversas opções de renda fixa e a investir em ações e fazê-los sempre diretamente, evitando fundos porque, por mais bem geridos que sejam, você terá incidência de IR diferenciado, taxa de administração, taxa de carregamento (estou de olho em você, previdência privada!) etc. No início pode até custar-lhe mais caro (aprendendo, errando e tal), mas no longo prazo será uma das melhores opções.

Redução do desemprego – Economia melhorando?

Publicado em: Taxa de desemprego cai a 11,8% em dezembro, Programa Seguro-Emprego terá R$ 331,6 milhões em 2018, Os desafios para o crescimento sustentável do Brasil

Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego ainda é muito alta, mas ao menos caiu para 11,8% no mês de dezembro. Não diria que isso significa que a crise está completamente ultrapassada (este é ano de eleições presidenciais e o futuro político do Brasil em 2019 é bastante incerto), mas talvez estejamos nos recuperando – a passos bem lentos.

Talvez o incentivo do Programa Seguro-Emprego (PSE) tenha contribuído para a retenção de empregos e consequentemente evitar que esse número fosse maior. O PSE é um programa que permite a empresas em dificuldades financeiras negociarem a redução da jornada de trabalho de seus empregados em até 30%, enquanto o PSE cobre até 50% da perda salarial do funcionário, evitando assim uma queda muito brusca de seu poder aquisitivo. Antes de reclamar que o governo está incentivando empregados a aceitarem uma redução salarial, lembrem-se que se tratam de empresas em grandes dificuldades financeiras, ou seja, sem essa alternativa, algumas delas precisariam decretar falência por não terem condições de pagar toda a jornada de trabalho de seus empregados.

E aproveitando o momento para questionar se “a maré está realmente melhorando”, gostei muito do artigo de Álvaro Bandeira, publicado no Dinheirama, que conclui que, apesar de começarmos a ver um cenário melhor (estabilização de alguns índices, PIB voltando a crescer etc.), ainda não se pode comemorar, pois há muito “chão pela frente” e a máquina pública ainda está muito “gorda”.

Três hábitos de quem vive reclamando da falta de dinheiro

Publicado em: Veja os 3 hábitos de quem vive reclamando que está sem dinheiro

Hah! Desse artigo eu gostei e não é que ele traga um conhecimento altamente revelador, algo que ninguém ainda falou, mas “mexe na ferida” de muita gente que reclama que “não ganha o suficiente”, “as contas são muito caras”, “o dinheiro não dá para nada” e por aí vai.

O artigo aponta que há três hábitos (eu chamaria de vícios) enraizados nas mentes de tais pessoas que podem ser a causa de tais problemas. Os “hábitos” são:

  • Elas buscam satisfação imediata – raramente optam por privar-se de algo hoje para alcançar um resultado melhor no futuro;
  • Associam consumo ao prazer – há muitas formas de diversão e entretenimento prazerosas que não envolvem consumo de coisas caras, mas infelizmente tais pessoas não percebem isso.
  • Faltam-lhes disciplina e perseverança para mudar – elas até querem mudar suas vidas, mas não é da noite para o dia que vão conseguir, então se não focarem na meta ao longo de meses ou mesmo anos, não conseguirão.

Mais financiamento para o micro e pequeno empreendedor

Publicado em: Micro e pequenas empresas recebem financiamento recorde do BNDES

Se a notícia estiver certa (e os números não estiverem maquiados), temos muito o que comemorar, pois o BNDES pode estar cumprindo seu papel como banco para o desenvolvimento e financiando micro e pequenos empreendedores, em vez de focar em emprestar paras as grandes empresas – deixando as pequenas à deriva.

Segundo seus dados, em 2017, dos R$ 70,8 bilhões emprestados, R$ 29,7 bilhões (42%) foram destinados a empresas de tal porte. Bem, se tais empresas também receberem o apoio do Programa Seguro-Emprego que citamos anteriormente, é bem provável que consigam sobreviver ao período atual com muito mais força, não precisem demitir seus funcionários (cerca de dois terços dos empregos gerados encontram-se em pequenas e médias empresas) e consigam prosperar.

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