Os erros de quem não se preocupa com a Educação Financeira

Bem, como este é um curso sobre Educação Financeira, nada mais justo do que apontarmos os principais erros de quem não se preocupa com a própria Educação Financeira a fim de mostrar a todos as causas e consequências de tal negligência com sua própria educação.

A tarefa mais árdua aqui foi selecionar os dez erros mais relevantes e, agora, gostaria de comentar sobre cada um deles.

Erro #1 – Encarar o dinheiro como um problema, não como uma ferramenta

Conforme veremos mais à frente quando estudarmos a história do dinheiro, o mesmo foi criado como uma ferramenta para facilitar a troca de produtos e serviços entre pessoas e entidades, sendo assim o seu papel não poderia ser o de um vilão, mas sim o de um “mocinho mal compreendido por todos”.

O dinheiro é, na verdade, uma ferramenta capaz de ajudar-nos a melhor administrar nosso poder aquisitivo a fim de que tenhamos uma vida confortável. Infelizmente, pessoas não educadas financeiramente tendem a considerá-lo um mal, um problema.

E isso é terrível, pois quanto mais você o considera um problema, consciente e inconscientemente você o afasta, pois não adquire o interesse de aprender como o mesmo funciona, como ganhar mais dinheiro ou como melhor empregá-lo em sua vida – dinheiro passa a ser tão somente um estorvo e tudo o que essa pessoa quer é livrar-se do mesmo o mais rápido possível.

Já percebemos por aí que esta atitude não é muito boa, não é?

Erro #2 – Não buscar aprender como lidar com o próprio dinheiro

Continuando a ideia do erro anterior, as pessoas que não se preocupam com sua própria Educação Financeira geralmente não estão interessadas em aprender a lidar com o seu próprio dinheiro, isto é, a saber como melhor geri-lo a fim de que não caia no velho jargão “sempre sobra mês no fim do dinheiro”.

Perceba que começa a se formar uma “avalanche” totalmente desfavorável a essa pessoa: por não se interessar por educação financeira, acaba caindo no “falso senso comum” de considerar o dinheiro um problema, afastando-o de sua vida e, portanto, não querendo aprender a lidar com ele. E, claro, se você não quer aprender a lidar com seu próprio dinheiro, não é de me admirar que essa tarefa acabe ficando para outras pessoas, que acabam por enganá-lo ou cobrando altas taxas para tal.

Erro #3 – Não saber diferenciar ativos de passivos

Bem, continuando a descer mais e mais com essa avalanche, vemos agora que a pessoa geralmente não sabe diferenciar um ativo de um passivo.

Bem, em outro momento falaremos mais sobre esses dois, mas resumidamente, um ativo é algo que o faz ganhar dinheiro, já um passivo é algo que o faz gastar dinheiro para mantê-lo. Muitas pessoas consideram a casa própria um ativo, mas será que ela é realmente um ativo? Eliminando toda a carga emotiva e simbólica que há em torno da ideia da casa própria, a mesma não possui como objetivo trazer mais dinheiro, mas tão somente a sensação de segurança à qual muitos são apegados. Mas, eliminando isso, o que sobram são as contas para manutenção da mesma.

Sendo assim, o velho jargão “sua casa é seu maior investimento” é outra ideia que deve ser derrubada por terra. Isso não significa que você não deva ter sua casa própria, mas sim que você deve estar consciente do que realmente significa algo que vai lhe trazer dinheiro e algo que vai lhe trazer custos, certo?

Erro #4 – Não saber fazer seu dinheiro trabalhar si próprio

Uma coisa que você perceberá em nosso curso é que não basta o clássico “ganhar mais e gastar menos”, é preciso saber o que fazer com o dinheiro que sobra dessa conta para que o mesmo não fique parado.

Um dinheiro bem aplicado pode representar boa oportunidade de ganhar mais dinheiro a partir do mesmo, o que traz à pessoa maior liberdade financeira para que possa realizar seus sonhos.

Sendo assim, quando você não faz seu dinheiro trabalhar para você, não se trata somente de “deixá-lo parado”, mas sim de perder a oportunidade de acelerar ainda mais para realizar o seu sonho.

Erro #5 – Não possuir uma reserva financeira

Outro ponto importante é o fato de que, por geralmente possuir um emprego relativamente estável e acreditar que seu estilo de vida está garantido, acaba por não se preocupar quanto à formação de uma reserva financeira que poderia ajudá-lo a alcançar um sonho mais rapidamente ou mesmo a evitar problemas financeiros em momentos de crise (e não estou aqui falando somente sobre a grande crise econômica, mas sim, estou falando sobre diversos problemas que aparecem na vida da pessoa).

Devo reforçar aqui lembrando que não são somente os profissionais autônomos deveriam manter reservas financeiras – todos em geral deveriam fazer o mesmo! Reservas financeiras podem ser muito bem empregadas tanto em bons quanto em maus momentos, além de serem uma ótima forma de aprender como investir melhor o seu dinheiro.

Erro #6 – Focar nas despesas, em vez de focar nas oportunidades de negócios

Outro problema comum daqueles que não se interessam por desenvolver uma educação financeira de verdade é que, quando encontram-se em problemas financeiros, focam demais em reduzir suas despesas, em vez de focar mais ainda em novas oportunidades de negócios.

Preste atenção ao que estou dizendo: o problema não é o fato de buscar reduzir suas despesas, com certeza não é, até porque esse é um mecanismo comum para evitar que dinheiro seja desperdiçado a fim de que melhor seja empregado. O problema é quando a pessoa passa a focar somente a redução de despesas e não presta mais atenção em novas oportunidades da ganhar dinheiro.

Por mais que você reduza os gastos, o máximo que pode fazer é com que eles cheguem a zero, correto? Nesse ponto (bastante utópico, diga-se de passagem), você teria, então, 100% de seu dinheiro. Entretanto, se você focar em ganhar mais dinheiro, qual é o seu limite? Não há limite, correto? Sendo assim, concorda comigo que isto, sim, é que será a verdadeira oportunidade para mudar a situação financeira?

Repito, não se deve desprezar a redução de despesas, mas deve-se focar também em descobrir novas oportunidades de ganhar dinheiro, de empreender e alcançar objetivos financeiros por meio destas.

Erro #7 – Ter pouco ou nenhum controle do orçamento doméstico ou mesmo de sua pequena empresa

Continuando a nossa “avalanche ladeira abaixo”, a falta de informação para melhor controlar a entrada e saída de dinheiro leva ao descontrole do orçamento doméstico (no caso de uma empresa, estaremos diante de um problema de fluxo de caixa, onde as saídas tornam-se maiores do que as entradas).

Sem controle do orçamento torna-se quase impossível dizer para onde o dinheiro está indo – da mesma forma, sem o controle do fluxo de caixa, o empreendedor não saberá definir bem como o seu dinheiro está saindo de seu negócio.

Pode parecer algo simples de resolver, mas não o é, principalmente quando não se tem disciplina e conhecimento.

Uma pessoa bem instruída financeiramente faria todo o levantamento do orçamento (ou reorganizaria o fluxo de caixa) e analisaria os principais “vazamentos de dinheiro”, tratando de interrompê-los, bem como procuraria formas de melhorar a entrada de capital, o que faria tudo restabelecer-se outra vez.

Erro #8 – Não saber gerir bem as finanças pessoais ou empresariais

O erro #8 é, na verdade, consequência do erro #7 – uma vez que se perde o controle sobre o orçamento doméstico ou o fluxo de caixa, é bem provável as finanças comecem a ir de mal a pior, até que não haverá mais dinheiro em caixa e as contas continuarão a vir. E agora, o que fazer?

Desesperadamente, buscar crédito e empréstimos pode parecer uma solução. O problema é que se não analisar corretamente os juros dos mesmos, o que poderia ser um alívio financeiro torna-se um tormento ainda maior. Se a pessoa usa o cartão de crédito para pagar, por exemplo, deve-se lembrar que o crédito rotativo fica em torno de 14% a.m.! Em outras palavras, caso não consiga quitar completamente no prazo certo, deverá pagar cerca de 14% a mais todo mês – e infelizmente esses números não tendem a cair.

Erro #9 – Mais suscetível a cair na tentação dos golpes e fraudes

Como nós sabemos, o mundo está infestado de pessoas querendo ganhar dinheiro a partir da ingenuidade de outras pessoas. Basta fazer uma rápida busca no Google Search por algum tema envolvendo a palavra dinheiro e veremos que a maior parte das páginas lá listadas tratam-se de websites tentando vender infoprodutos ao visitante com a esperança de que este poderá fazer fortuna com o mesmo! Bem, se ele mesmo não conseguiu fazer, porque o leitor deveria conseguir? E se está “dando” essa oportunidade ao leitor, porque está cobrando pela mesma?

Pessoas que desenvolvem sua educação financeira sabem que estão no rumo certo para a sua independência financeira, então, de que adianta arriscar parte de seu tempo ou dinheiro com algo totalmente falho e sem credibilidade? Infelizmente, pessoas que não possuem tal educação financeira são mais facilmente levadas a acreditar que estão diante de uma “oportunidade séria de negócio”.

Erro #10 – Desconsiderar a importância da Educação Financeira para os filhos

E por fim, mas não menos importante, tal pessoa acaba por arrastar o problema da falta de Educação Financeira também para a vida de seus filhos, significando que estes também poderão vir a cometer os mesmos 10 erros, fazendo assim a avalanche crescer mais e mais.

Nossos filhos repetem tudo aquilo que fazemos e, acredite ou não, somos nós, pais, que determinamos muito de como será a sua vida mais tarde, por meio de nossos exemplos.

Filhos que vêem uma família unida e feliz em casa tendem a buscar isso também quando constituem família. Já filhos que enfrentam muitos problemas em casa tendem a extravazar seus problemas de forma similar.

Então, se quer mesmo que seu filho tenha uma boa educação financeira, não basta somente dizer a ele para estudar a respeito, é necessário que você seja o primeiro exemplo dele.

E agora, só isso?

Esses 10 erros podem significar muito mais do que você imagina, pois da mesma forma que, da forma como estão expostos, podem representar uma avalanche sobre a vida financeira da pessoa, basta que você busque fazer o “oposto do erro” para que comece a ter bons resultados em sua vida.

Um exemplo seria, então, “considerar a importância da Educação Financeira para os filhos”, quebrando assim o círculo vicioso que faz com que os filhos não aprendam sobre dinheiro com os pais.

E para você, caro leitor, quais os principais erros cometidos por quem não se preocupa com a Educação Financeira?

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o curso Educação Financeira]

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