Onde nós estamos hoje – os possíveis caminhos da Economia Mundial

E aqui vamos nós ao sexto capítulo de A Conspiração dos Ricos, desta vez estudando os efeitos “pós-crise” e como se procede a “recuperação” da economia mundial.

Este capítulo pode ser encarado como um elo entre toda a teoria que foi apresentada até então e a parte prática, isto é, o “como vencer a conspiração em seu próprio jogo”, que virá a seguir.

O autor começa este capítulo com uma das perguntas mais repetidas após qualquer crise econômica: A economia já está voltando ao normal?

E a resposta do autor é bem simples: não, ela está se movimentando e aqueles que tanto desejam que ela volte ao normal ficarão para trás…

Como assim a economia não voltará ao normal?

O que Robert Kiyosaki quis dizer com esta afirmação é que não há “recuperação”. Tudo o que ocorrera faz parte do conjunto “causa-e-efeito” provocado por todas as ações na linha de tempo. Desta forma, decisões equivocadas e ações negligentes levaram ao que se chama crise econômica, que nada mais é do que a própria economia, alterada devido ao que ocorrera.

Então a economia jamais poderá recuperar-se – ela sofre mutações, vai se adaptando.

Para explicar melhor isso, ele cita as principais forças da “nova economia de 1954” que “recuperaram” a economia americana da Grande Depressão da década de 30 (cujas consequências se estenderam pela década de 40):

  • Os soldados que retornaram da Segunda Guerra Mundial desejavam ter uma casa e constituir famílias, desenvolvendo assim a indústria imobiliária (bem como promovendo considerável aumento na taxa de natalidade, evento mais tarde conhecido como baby boom);
  • A primeira linha de cartão de crédito fora desenvolvida em 1951, incentivando assim o consumismo – consumir não somente por necessidade, mas pela vontade, um “estilo de vida”;
  • Criação de auto-estradas e diversos outros serviços geradores de empregos, mas também motivadores de consumismo – os automóveis começam a se tornar populares, objeto de desejo de todas as pessoas;
  • A televisão torna-se fenômeno, desempenhando papel importante nas vidas das famílias – o melhor meio de publicidade, desta forma.

E depois, o que aconteceu?

A fim de demonstrar que não há “recuperação”, mas sim sequências de ações e consequências, o autor apresenta as consequências que os mesmos fatores que alavancaram a recuperação na década de 50 causam aos nossos dias:

  • Os baby boomers, pessoas nascidas no período conhecido como baby boom, estão agora se aposentando – já não são mais uma grande força de trabalho, mas sim, custos de aposentadoria e planos de saúde;
  • Muitas pessoas que adquiriram crédito e outras linhas de empréstimo/financiamento agora não conseguem mais quitar as suas dívidas – a “fábrica de dinheiro” começa a falhar e as pessoas querem o seu “dinheiro de verdade”;
  • Com a crise do sistema de crédito, produtos caros como os automóveis sofreram grande queda nas vendas. Grandes empresas da indústria automobilística sentem o sabor amargo da crise econômica;
  • A televisão perde muito do seu império publicitário para uma nova força, inicialmente silenciosa, porém muito mais abrangente e devastadora: a Internet.

Percebe-se agora que não houve uma recuperação e nova queda, mas sim, ações tomadas no passado repercutiram em novas consequências no presente.

A crise desestabiliza, mas também traz oportunidades!

Um próximo ponto interessante que o autor toca é o fato de que, apesar do crash de 1987 ter trazido à ruína muitas pessoas, foi o momento certo para aproveitar a oportunidade e deslanchar rumo à independência financeira. As oportunidades em meio às crises não são totalmente claras a todos e é isso que as torna tão interessantes – saber aproveitar algo enquanto é desconhecido por muitos.

Negócios em alta velocidade

O mundo está mudando de forma desenfreada e aqueles que não se adaptarem às novas mudanças estarão cada vez mais excluídos de diversas formas.

Pode parecer um clichê essa frase, dito desse jeito, mas é uma verdade irrefutável que, apesar de todos sabermos, não a aplicamos habilmente. Quantas vezes tentamos fazer o mesmo velho esquema “estude, trabalhe e se aposente”, mesmo após virmos em nossas televisões milhões de pessoas desempregadas da noite para o dia durante a recessão econômica?

Quantas vezes negamo-nos a aceitar que precisamos abandonar nossos vícios, nossa inércia, e mudar-nos, aperfeiçoar-nos, ousar algo diferente?

Lembro-me que alguém disse que a cada vinte anos as mudanças são duas vezes mais significativas que nos anos anteriores. Levamos décadas para chegar ao computador pessoal, mas bastaram apenas alguns anos para a Internet explodir.

Hoje, não podemos mais comparar resultados atuais com aqueles obtidos no último ano. Comparações mensais, semanais ou até mesmo diárias podem estar defasadas. O mundo do dinheiro e dos negócios está entrando em uma via de alta velocidade.

A nova economia e a nova prosperidade

O caos que assistimos no mundo alguns anos atrás foi péssimo para várias pessoas, mas principalmente para aquelas que se prenciam ao antigo modelo econômico. Aqueles que abraçaram as ideias da nova economia e compreenderam a importância de antecipar-se souberam não somente esquivar-se dos problemas como conquistaram novas riquezas.

Em vez de opor-se ao novo modelo econômico, compreenda-o também e ele poderá proporcionar-lhe imensas riquezas. Algumas pessoas estão enriquecendo na “velocidade da luz”, outras estão perdendo tudo por querer que tudo “vá mais devagar”. Escolha suas ações. Aceite as consequências. Essa é a máxima da nova economia.

Mas… o pior ainda não passou

Apesar de pouco falarmos hoje a respeito da crise, Kiyosaki atenta ao fato de que ainda teremos tormentas, uma vez que alguns dos “defeitos” do antigo modelo econômico ainda não foram corrigidos. Alguns desses defeitos são:

  • Indústria obsoleta ainda em vigência – muitas das antigas indústrias ainda estão em operação, mesmo que estejam definhando. O que acontecerá aos empregados e demais pessoas dependentes das mesmas quando elas morrerem?
  • Muito dinheiro ainda está sendo “inventado” – muitos países, inclusive os Estados Unidos, estão “imprimindo” mais e mais dinheiro e, como já vimos, isso levará a duas coisas: desvalorização da moeda e aumento dos impostos;
  • Endividamento dos consumidores – cada dia mais as pessoas estão endividando-se e sendo inábeis a pagar suas dívidas, o que leva não somente estas a afundarem em suas dívidas, como também a vários problemas na indústria crediária quando aquelas não mais podem honrar seus compromissos;
  • O desemprego continua descontrolado – e não será agora, repentinamente e sem uma mudança nos hábitos e conhecimentos da população, que isso será eliminado;
  • As escolas não estão preparando os seus alunos para a Era da Informação.

As mudanças necessárias não são somente na economia, mas também no sistema educacional. Infelizmente (principalmente a nível de Brasil – comentários do Clube do Dinheiro) percebemos que tais mudanças estão longe de acontecer.

É inevitável que teremos ainda muita turbulência – e acredito que o Brasil não mudará, mesmo após as novas turbulências, já que ainda hoje o sistema educacional é tratado com desdém (temos cotas para escolas públicas nas universidades, em vez de ensino público de qualidade).

E assim chegamos ao final de mais um capítulo de A Conspiração dos Ricos, obra de Robert Kiyosaki que pode ser considerada um tratado sobre “O novo dinheiro e a nova economia”.

E para você, amigo leitor, quais são os possíveis caminhos da nova economia mundial?

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Estudando a Conspiração dos Ricos]

Quer receber nossos artigos em seu e-mail e "de quebra" baixar nossos e-books "Manual do Investidor" e "Como Ficar Rico - dicas, dúvidas e comentários"?

E-mail:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *