Obama pode salvar o mundo da crise econômica?

E aqui vamos nós, ao estudo do capítulo 1 do livro Conspiração dos Ricos: Obama pode salvar o mundo? Robert Kiyosaki, observador e experiente em assuntos financeiros, questiona todo o mito que cresceu em torno do novo presidente dos Estados Unidos como sendo ” a pessoa certa para acabar com a crise econômica mundial de uma vez por todas”. E você, também tem suas dúvidas ou está certo de que ele restaurará a “paz financeira”?

Antes de mais nada, gostaria somente de fazer uma crítica simples: o mundo é mais que somente os Estados Unidos. 🙂 Eu mesmo sou brasileiro e não me sinto à vontade com essa ideia de que é um presidente americano quem deve me salvar de uma crise que nem mesmo fui eu o responsável pela mesma. Acredito sim que somos uma grande corrente e, como tal, quando um elo se rompe toda ela está perdida, mas nem por isso um dos elos pode se sentir melhor do que os demais. [pronto, fim de minha crítica fora do assunto, vamos agora ao que nos interessa…]

Este capítulo é muito gratificante por trazer uma boa explicação sobre como e por que toda a crise econômica foi desencadeada, resultando na recessão nos Estados Unidos. Vejamos agora alguns pontos interessantes.

Quando realmente a crise econômica começou?

Segundo Robert Kiyosaki, em 6 de agosto de 2007, com a falência de um dos maiores e mais sólidos provedores de empréstimos e financiamentos do Estados Unidos, o American Home Mortgage. A partir de então, um “pânico silencioso” começou a espalhar-se, não somente nos Estados Unidos, mas também na Europa. Perceba aqui duas coisas: primeiro, a crise inicia quase um ano antes de começarmos a ouvir falar dela na televisão, jornais e outros meios de comunicação. Por quê? Pessoas estavam perdendo seus empregos, empresas estavam falindo, e nada disso era importante o suficiente para que a mídia nos informasse a respeito? Ou será que a coisa seria ainda pior se as classes média e baixa tomassem providências para proteger-se?

O segundo ponto interessante é a respeito de onde começou a crise – em uma empresa provedora de empréstimos e financiamentos, isto é, apoiando seu lucro sobre o débito das pessoas. Se acompanharmos a cronologia dele, perceberemos que tantas outras empresas similares começaram a sucumbir, levando em seguida bancos, grandes empresas e conglomerados a começarem a sentir o peso da crise.

Infelizmente, a crise não afetou somente as grandes empresas e conglomerados, muitos deles responsáveis pela fragilidade provocada no sistema financeiro, mas também famílias e trabalhadores, que viram o antigo sistema “consiga um emprego, compre uma casa, trabalhe muito, quite suas dívidas, invista de forma diversificada” ruir, cair por terra.

A crise era inevitável?

A crise poderia ser evitada, sim, mas num ponto muito remoto, muito anterior às datas aqui apresentadas, mais precisamente quando as grandes empresas e conglomerados responsáveis por problemas financeiros deveriam ser melhor observadas e reguladas, mas, no entanto, não foram.

Como se não bastasse, toda a mídia e o governo nos Estados Unidos, de um modo quase conspiratório, desviava a atenção de toda a população da crise, com argumentos vagos como “nossa economia está forte” (no mesmo momento em que o índice Dow Jones, um importante indicador da indústria e mercado norte-americano, caia vertiginosamente). Enquanto mentiam, em vez de buscar uma solução, o problema somente crescia.

Infelizmente, não podemos culpar os Estados Unidos por tal postura – no Brasil as coisas também não foram muito diferentes. Enquanto o governo clamava que nossa economia era muito sólida e que ninguém precisava se preocupar, nossos investidores amargaram perdas que variaram de 50 a 90% do capital investido! E isso porque, segundo nosso governo, tudo estava mal – imagine então o que aconteceria se tudo estivesse péssimo segundo eles!

Enquanto eles continuavam esse jogo de “esconde-esconde”, empresas quebravam, investidores perdiam todo o seu dinheiro, famílias viam-se desesperadas e endividadas… e os grandes bancos continuavam a receber volumosos empréstimos, ajuda financeira do governo americano.

E quem é a equipe certa para salvar o mundo?

E aqui vai mais um ponto interessante da obra: analisando os fatos, Kiyosaki demonstra que os mesmos homens que estão ao lado do presidente Obama para solucionar a crise são os mesmos que formaram brechas na lei durante o governo Clinton a fim de formar o grande conglomerado empresarial chamado CitiGroup, um conglomerado criado “passando por cima das leis” que buscavam proteger as reservas financeiras da população evitando que as mesmas empresas a lidarem com estas pudessem atuar na área de empréstimos e financiamentos.

Resumidamente, eles trabalhavam dentro do governo, ajudaram a CitiGroup a ter brechas que lhe permitissem atuar em ambos os campos e, mais tarde, aqueles mesmos homens passaram a ocupar altos cargos na administração daquela empresa. A semelhança com alguns dos fatos e CPIs ocorridas no Brasil é mera coincidência… Eu acho.

E hoje esses mesmos homens ocupam cadeiras importantes no governo de Obama a fim de “proteger os Estados Unidos da crise”… Que ironia, não acham?

Mas proteger o sistema não quer dizer mudar o sistema

Preste atenção: todo esse sistema financeiro foi construído explorando empresas e pessoas, incentivando-os a consumir mais do que podiam por meio da contração de empréstimos e financiamentos, que geralmente levavam a devorar mais tarde grande parte de seus pagamentos. A “cura” do problema poderia ser encarada como sendo somente manter o mesmo sistema, protegendo-o, ou por meio da mudança, uma reforma financeira capaz de voltar a proteger o cidadão (pagador de impostos, como Kiyosaki chama) e não mais os bancos.

Infelizmente o que se pode presumir é que mais uma vez as ações serão em busca de proteger o sistema, permitindo assim que “os ricos fiquem mais ricos” e, quando alguém fica mais rico após perder dinheiro, quer dizer que alguém na outra ponta terá que pagar para que ele fique mais rico.

Kiyosaki então aponta as três principais forças arrasadoras do dinheiro das pessoas: as taxas, as dívidas e a inflação. Numa explicação bastante simples, ele aponta que o dinheiro gasto nessas três coisas é usado para suprir as organizações financeiras de mais dinheiro, não para os tais benefícios que a nação promete oferecer. Fazendo um comparativo bem humorado com o que tem acontecido ultimamente no Brasil, eu sei para onde o nosso dinheiro vai: o meu foi para a cueca ou para a meia de algum político corrupto. \o/

Como podemos NOS salvar?

Após toda essa discussão, fica bastante claro que esperar que o governo nos salve é somente uma doce ilusão. Há muitos problemas dentro e fora do governo que precisam ser resolvidos antes, bem como uma reforma financeira precisa ser aplicada e regulada, antes de podermos esperar que eles façam algo por nós. Isso tomará muito tempo e eu não acho que é uma boa ideia esperar, sendo assim, o melhor é, como o autor do livro sugere, nós mesmos começarmos a nos salvar.

“Mas como fazer isso?”, você pode estar se perguntando. O primeiro passo para isso é por meio da educação financeira, isto é, compreender como o dinheiro funciona, como o sistema financeiro é regulado, a fim de que possamos nós mesmos tomar as rédeas de nossas vidas e passarmos a controlá-las.

Gostei. Simples e direto. É isso que estou fazendo, é isso que pretendo continuar a fazer e é isso que eu espero que você comece ou continue a fazer também! Quem deixa que outros o guiem passa a ir aonde os outros querem que ele vá e não pode reclamar disso. Como saber se está indo para um futuro próspero ou não?

Você poderia estar se perguntando: mas por que as escolas já não cuidam de nossa educação financeira? Infelizmente, há uma conspiração contra a nossa educação, mas isso já é assunto para o próximo capítulo, então é melhor encerrarmos por aqui. Até a próxima! 😉

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Estudando a Conspiração dos Ricos]

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2 comments

  1. Vasco Miguel says:

    Parabéns por este artigo
    Na minha opinião 20% da população mundial é rica e a restante não é.
    Sempre foi assim e sempre será.
    Cada um tem que aprender por si e agir todos os dias.
    Programe-se mentalmente para ser rico.
    Aprenda a multiplicar dinheiro.
    Comece com 1 Real
    1-2-4-8-16-32….
    Se dobrar 20 vezes está milionário
    Para dobrar tem que saber poupar, comprar e vender com lucro.
    Faça assim: Qualquer dinheiro que chegar às suas mãos, você retira sempre 20%.
    Em pouco tempo terá uns 1000 Reais
    Nunca por nunca poderá usar esse dinheiro
    Com eles invista
    Sempre que chegar dinheiro retire sempre 20% e junte.
    Não tem problema o risco
    Se perder dinheiro aprenda
    Aprenda todos os dias
    É muito fácil fazer dinheiro
    Faça o dineiro que quiser
    Os mais difíceis são os primeiros 10000 Reais
    A partir daí é sempre a subir, sem fim.
    Tudo de bom para todos.

  2. admin says:

    É isso aí, Vasco Miguel, a ideia é essa mesmo! Se você souber como dobrar o seu capital, “basta” dobrá-lo 20 vezes!

    Agora, o que perceberemos é que dobrar 1 ou 2 reais é bem mais fácil do que dobrar 1000 reais, por exemplo, mas por que? Na verdade, quando dobramos os primeiros reais, nós contamos com nosso tempo e esforço (quanto vale o seu tempo) ou até mesmo gastamos (investimos, melhor dizendo) valores maiores para fazer então aquele 1 real se transformar em 2.

    Já quando vamos transformar R$ 1.000,00 em R$ 2.000,00, percebemos que nós precisaremos de uma infra-estrutura até mesmo maior, possivelmente. É por isso que, quando os negócios começam a crescer, a necessidade de mão-de-obra também cresce.

    Um abraço e sucesso em seus negócios!

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