Linkbuilding para o seu negócio online

Alguns de vocês podem estar lembrados que há um bom tempo atrás (e põe tempo nisso!) escrevi um artigo chamado Técnicas de SEO, na verdade foram três artigos, mas na terceira parte nós falamos a respeito de linkbuilding e sua importância nos negócios online.

Pois é, cá estamos nós: quase três anos depois, vejo-me obrigado a falar novamente sobre o assunto. Em primeiro lugar, porque o assunto é realmente muito importante e não deveria ser jamais esquecido ou ignorado. Em segundo lugar, porque houveram tantas mudanças nos motores de busca nos últimos meses (leia-se aqui, Google Search), que se torna realmente muito importante dar uma “atualizada” (aliás, eu realmente preciso dar um update naqueles artigos sobre SEO qualquer dia desses, pois muita coisa está acontecendo e muito do que antes funcionava, hoje já não funciona tão bem!).

Bem, comecemos falando o que o Google Search sempre nos diz a respeito de linkbuilding…

Preocupe-se somente com o conteúdo e os links virão naturalmente!

E essa é, talvez, uma das mentiras mais bem contadas. Quero dizer, na teoria, isso é realmente lindo e maravilhoso. Mas na prática não funciona tão bem assim. Por melhor que seja o seu artigo ou website na Internet, você perceberá que alguém somente comentará sobre ele um ou outra vez e isso ao longo de vários meses ou anos! Isto é, o número de backlinks que você receberá é realmente muito pouco para basear-se somente neles.

Você pode até pensar: tudo bem, já que todo mundo estará recebendo poucos backlinks… Errado, pois muitos dos que possuem negócios na web já estão cientes disso e buscam meios para “criar backlinks artificialmente naturais”, isto é, que dão a impressão de que são naturais, não forçados por eles.

Claro, com os últimos updates do Google Search, ele consegue perceber com uma precisão melhor alguns tipos de backlinks criados artificialmente e os mesmos são, então, penalizados ou mesmo desindexados. Que ótimo, então quem tem conteúdo de verdade agora irá aparecer na frente, não é? Bem, não é bem assim…

Observando as alterações dos mecanismos de busca nos últimos meses, percebemos que a taxa de atualização apresentava alguma influência – alguns de nossos websites, que não eram atualizados ao menos semanalmente, estavam perdendo muitas posições nos rankings de busca. Decidimos então aumentar a taxa de atualização de alguns websites – inclusive o blog Nutrição em Foco! Focamos na elaboração de mais conteúdo e bem menos na parte de linkbuilding

Após um mês e meio assim, sabe o que aconteceu? Prêmio para quem disse: “caiu ainda mais os SERPs”! Sim, estávamos a publicar artigos diariamente, mas mesmo assim vimos cair bastante nossas posições, já que não estávamos a trabalhar nosso linkbuilding.

Enquanto isso, vários de nossos concorrentes mantiveram suas posições, mantendo a mesma taxa de atualização (alguns até em ritmo menor que o nosso… alguns até com páginas sem atualizações e mais antigas que as nossas!). Pergunto então: dá para acreditar nessa história de “crie o melhor conteúdo possível e os visitantes virão”?

Bem, por outro lado, vale lembrar que os mecanismos de busca declararam guerra contra muitas táticas de linkbuilding por serem usadas por spammers (leia-se aqui que não somente spammers utilizam-se delas, pois conheço alguns internet marketers com bons websites e bem sólidos que também utilizam-se de algumas delas, mas claro, com um cuidado e atenção maior para não prejudicar quem navega pela web).

Vou apontar agora algumas das antigas táticas que não funcionam mais…

Erro #1 – Texto-âncora excessivamente focado em uma palavra-chave

Um grande erro que muitos cometiam no início era utilizar como texto-âncora para backlink de uma mesma página quase que somente a mesma palavra-chave. Segundo especialistas em SEO e testes de internet marketers, páginas com um máximo de 50% de texto-âncora para a palavra-chave pretendida foram bem menos penalizados do que aqueles acima de 50%.

Deixe-me explicar isso de outra forma. Vamos supor que você tem um blog sobre “peixes de água doce” e esta é a sua palavra-chave primária. Para cada dez links apontando para o seu blog, no máximo cinco deveriam conter exatamente a expressão “peixes de água doce”. Os outros cinco deveriam conter “expressões genéricas”, como o nome de seu blog (caso o nome não seja exatamente aquele, claro), a url em si ou texto como “clique aqui” e “este blog”.

Se quer um conselho, é melhor que fique até mesmo abaixo disso, talvez 40% – “o seguro morreu de velho”.

Bem, este é um dos erros, vamos agora ver o próximo…

Erro #2 – Produção de conteúdo inútil para criação de backlinks

Por produção de conteúdo inútil, leia-se aqui:

  • Conteúdo praticamente ilegível para os visitantes humanos – geralmente criados a partir de ferramentas para text spinning ou scraping e outros tipos de geradores de texto automático;
  • Textos totalmente despropositados ou tão densos de palavras-chave que sua leitura é completamente horrível.

Há uma ferramenta que já mencionei aqui em outras oportunidades, chamada The Best Spinner. Na verdade, não somente mencionei como recomendei a mesma e o que ela faz basicamente é text spinning. Ué, mas eu acabei de falar que isso gera conteúdo inútil, não é mesmo?

Bem, nem tanto, depende muito de como a usamos. Quem a usa para somente clicar em um botão e, pronto, um novo artigo está gerado a partir de um já existente, muito provavelmente vai ter tal tipo de problema.

No meu caso, quando a uso na geração de artigos, o processo é bem, bem diferente! Geralmente, faço da seguinte forma:

  • Escrevo um artigo novo, do zero, ou pego um que eu já escrevi anteriormente – preferivelmente um que não seja muito longo, de 300 a 500 palavras, vocês já vão entender por quê;
  • Para cada frase, reescrevo completamente a mesma de uma a quatro vezes (quando estou com coragem, reescrevo até quatro vezes!). Assim, para cada frase, terei uma a quatro novas versões, que me darão de um a quatro novos textos, com legibilidade total e tão bons quanto o primeiro, afinal de contas, cada frase foi escrita por uma pessoa (e quanto maior a experiência de quem está fazendo isso, muito melhor será o resultado final). Esses novos artigos uso em web 2.0 properties e diretórios de artigos com maior reputação;
  • Agora, manualmente eu escrevo ou seleciono sinônimos para cada expressão. Entretanto esse passo é muito demorado, pois não se trata de somente escolher um sinônimo, pois é necessário garantir que, ao gerar um texto a partir daquelas combinações, não aparecerão erros tipográficos bizarros. Por exemplo, se eu tenho a expressão “os obstáculos” e digo que “obstáculos” é sinônimo de “adversidades”, posso ter ao final algo como “os adversidades”, pois não “troquei” o artigo de forma a manter a concordância nominal, e a coisa pode tornar-se ainda mais complexa, pois eu posso, talvez, querer dizer que “os” pode ser trocado por “uns”, “alguns” e por “certos”, logo precisarei cuidar da concordância para cada uma dessas palavras. Percebeu o tamanho do problema?

Enfim, é um baita trabalho, mas ao final, eu consigo algo a partir do qual posso gerar talvez 20 ou 30 artigos. Sim, posso até gerar, mas preciso aos poucos acrescentar novos parágrafos e realizar todo o processo de novo a fim de aumentar o “poder textual” daquele meu artigo-semente.

Essa é a grande diferença entre quem usa a ferramenta para ajudar na elaboração de novos artigos a serem distribuídos de forma mais apropriada para aqueles que somente realizam a combinação scraping + aut0spinning para, em poucos segundos, ter centenas ou milhares de novos artigos – (quase) todos ilegíveis e com péssima qualidade quanto ao conteúdo!

Quem usa The Best Spinner em inglês possui mais vantagens que quem usa em português, pois em inglês a base de sinônimos já é muito grande e muito boa. Ele agora também possui base de sinônimos em português, mas a mesma é muito limitada e pouco eficiente – traz uns sinônimos totalmente loucos. Eu prefiro usar a minha própria (já comentei aqui em outras ocasiões que tenho criado e atualizado minha própria base de sinônimos na ferramenta, a qual está cada vez melhor – ponto pra mim! 🙂 ). Ah, e minha base de sinônimos é particular – cada qual pode ter sua própria base – e no momento, não está à venda.

Você pode estar se perguntando: e todo esse trabalho manual vale a pena? Sim, porque o que os motores de busca não querem é conteúdo que em nada agrega ao usuário, ou pior ainda, conteúdo ilegível, cheio de erros. Da forma que faço, o conteúdo fica muito bom – ou nas pior hipótese, quando estou com preguiça e fico querendo “pular etapas”, razoável.

O problema é que isso é altamente cansativo para se fazer quando se possui um bom número de blogs e websites – ao mesmo tempo em que é frustrante, quando você vê que outros ainda estão a conseguir grande parte do trabalho automatizado e em vez de serem punidos, estão à sua frente nos rankings!

Bem, próximo erro…

Erro #3 – Uso de private blog networks

Aqui está algo sobre o que não terei uma “experiência pessoal”, pois nunca paguei para ter links em redes de blogs privadas. Entretanto, nos meses de março e abril, um Google Search update desindexou inúmeros blogs que participavam de tais redes e com isso saiu perdendo quem tinha um daqueles blogs bem como os blogs que recebiam links daqueles blogs.

Hoje, depois que a “poeira abaixou”, o que os famosos IM (internet marketers) estão dizendo é que ainda vale a pena ter uma rede de blogs, mas é melhor que seja uma rede só sua ou compartilhada com alguns poucos amigos, já que redes abertas a membros pagantes mostraram-se agora bem vulneráveis.

Em minha sincera opinião, pode até ser uma boa ideia ter uma rede de blogs sua (ou compartilhada com alguns poucos amigos), desde que os blogs ali presentes realmente ofereçam conteúdo de qualidade. Se os blogs apresentarem conteúdo realmente muito bom, não somente eles ganharão pontos junto aos motores de busca, como também os links oferecidos por eles serão melhor favorecidos. Agora, se você começar a ter preguiça e usar conteúdo puramente automatizado, vai estar cometendo o erro #2. E você já deve imaginar como isso vai acabar, não?

E agora é o que mesmo? Ah, lembrei, erro #4…

Erro #4 – Uso excessivo de diretórios de artigos

Diretórios de artigos sempre foram uma peça muito importante para o article marketing. E o article marketing, no mundo dos negócios online, possui bastante relevância, pois apesar de alguns usarem isso com o intuito de tentar modificar seus SERPs (algo que a Google condena), é útil como forma de comunicar a potenciais visitantes ou consumidores algo sobre seu produto ou serviço. É como as publicidades que vemos em páginas de revistas em que uma empresa escreve um texto sobre um determinado assunto e tem o direito de incluir ali o nome dela.

Infelizmente, nos últimos anos diretórios de artigos também se tornaram, para alguns sinônimos de um modelo de negócios do tipo set-and-forget, isto é, você instala, e deixa que os outros venham com todo o conteúdo.

Com o tempo, como é de se esperar, os diretórios de artigos passaram a ter cada vez mais uma qualidade editorial duvidosa, o que levou o Google Search a punir muitos deles com a desindexação. Outros, com uma melhor qualidade editorial, tiveram somente seus SERPs corrigidos – alguns subiram, muitos desceram.

Quem tinha sua estratégia de marketing focada excessivamente em diretório de artigos (e aqui, acho que posso ser incluso), acabou sendo prejudicado quando diretórios de artigos menos relevantes foram desindexados. A minha sorte é que o perfil de backlink da maior parte de meus websites era (e ainda é) bastante diversificada, já que não costumo abusar de técnicas automatizadas, então não fui tão prejudicado assim – fui muito mais prejudicado quando aumentaram a importância do freshness, isto é, da taxa de atualização!

A dica aqui é: diretórios de artigos ainda são relevantes e article marketing ainda vale a pena, mas precisará prestar muito mais atenção à qualidade do conteúdo que é publicado, bem como à relevância e qualidade do diretório em que o artigo estará sendo publicado!

Erro #5 – Baixa diversidade de IP

Outra coisa que a maioria dos IM estão comentando é quanto à necessidade de uma maior diversidade de IPs de onde vêm os backlinks. Bem, traduzindo para quem não entendeu: seus backlinks precisam vir realmente de lugares de diferentes!

Quem tinha muitos backlinks no website (ou em um conjunto de websites) de um amigo, por exemplo, como os mesmos provavelmente possuem o mesmo IP, terão agora importância reduzida.

Quão variado deve ser o IP? Bem, não sei, afinal de contas, a Google não menciona com clareza e objetividade todas as alterações que ela faz – muito do que sabemos e expomos é baseado na experiência de cada um dos webmasters. Mas, quanto mais variado, melhor, então é bom tentar conseguir links em websites bem diversos.

Ufa, até agora já foram 2.127 palavras! Você deve achar que este artigo acabou, não é? Errado, pois agora é que vai começar aquilo que realmente queria lhe dizer!

Meu pequeno experimento em SEO

Como disse, passamos a nos focar mais na produção de conteúdo para os nossos blogs e websites e bem menos (na verdade, nada) na parte de linkbuilding. O que aconteceu? Tomamos uma surra! Nossos ganhos já caíram para quase a metade! 🙁

Bem, irritado com tal situação, decidi fazer o mesmo que outros webmasters e especialistas em SEO: analisar eu mesmo algum concorrente de um dos meus blogs a fim de entender porque ele está em melhor posição nos motores de busca do que eu.

O que fiz foi basicamente o seguinte:

  • Escolhi um dos blogs cuja posição nos motores de busca desejo recuperar rapidamente;
  • Verifiquei sua posição via Google Webmasters Tools para algumas palavras-chave relevantes;
  • Fui até o Google Search e identifiquei um ou dois concorrentes que sempre (ou quase) estão à frente de meu blog;
  • Fui até alguma ferramenta para verificação de backlinks (neste caso, o Backlink Watch) e esperei a geração da lista de backlinks (no caso, consegui cerca de 319 backlinks daquele website);
  • Usando o Microsoft Excel 2003 (obviamente, você pode usar qualquer ferramenta para construção de planilhas!), colei em uma planilha todos os backlinks e, usando o Notepad++ (e algum conhecimento na elaboração e execução de macros), consegui os nomes de domínios e subdomínios onde estavam aqueles links. Até aqui, já sabemos de onde estão vindo os backlinks, agora preciso saber se aqueles backlinks ainda estão vivos (isto é, se os websites ainda existem) e se o Google Search indexa aqueles websites (obviamente, não tenho interesse nos websites que o Google Search desindexou!);
  • Para tal, usei-me do próprio Google Search (na verdade, para agilizar e muito o processo usei uma ferramenta que eu mesmo desenvolvi, que batizei de Pro Blogger Studio, que semi-automatiza o processo) e verifiquei quantas páginas de cada website onde estava cada backlink estão indexadas;
  • E por fim, estou agrupando (sim, estou!) os backlinks de acordo com o tipo de website em que se encontra e a forma como o backlink lá está presente.

É, eu sei, um trabalho e tanto! Não é à toa que tomei a manhã toda nisso e ainda não terminei! Começou com 319 links, que se reduziram a 288 (após eliminar backlinks de websites inexistentes, desindexados ou com conteúdo impróprio para o meu público), provenientes de pouco mais de 140 websites diferentes, se bem me lembro.

Bem, apesar de não ter concluído tudo, já encontrei algumas coisas muito, muito interessantes!

Dica #1 – É importante participar das redes sociais!

O website que analisei possui presença na rede social Twitter, com um usuário específico para divulgar seus artigos e demais publicações. O grande ponto positivo aqui é que é possível automatizar a publicação de artigos em redes sociais como o Twitter e o Facebook (Quem adquiriu até agora alguma pesquisa de nicho comigo recebeu um plano de ação descrevendo como realizar essa configuração 🙂 ).

Infelizmente, não é possível automatizar a publicação na rede Google Plus, mas aqui vai uma dica: basta instalar um plugin para compartilhamento em redes sociais (como o que temos aqui no Clube do Dinheiro!) e, após a publicação de cada artigo, clique no botão da rede do Google+ e compartilhe o novo artigo, se possível com uma descrição legal.

Há, claro, outras redes sociais onde podemos participar, mas as outras possuem menor poder expressivo. Uma delas é o Orkut que, após a criação do Google+, praticamente foi assinado o seu laudo médico como “zumbi da internet”.

Dica #2 – Feeds ainda importam

Outro ponto interessante é que alguns dos backlinks daquele website vinham do Feedburner, ou seja, mais backlink automatizado, porém bem considerado pela Google (afinal de contas, o Feedburner é dela agora 🙂 ).

Também acho importante o uso do Feedburner porque é possível enviar as atualizações (por exemplo, novas publicações de artigos) para os seus leitores por e-mail, o que é muito importante em qualquer estratégia de marketing.

Dica #3 – Alguns backlinks são bem difíceis de conseguir!

O website que analisei, por exemplo, possui backlink na Wikipedia portuguesa (pt.wikipedia.org) e no Open Directory Project (dmoz.org), que são dois websites bastante respeitados pelos motores de busca e onde é bem difícil conseguir um backlink!

Em momentos anteriores, eu simplesmente desconsideraria o fato de tais backlinks serem importantes, já que são muito difíceis de serem conseguidos. Mas, em minha nova estratégia (estou realizando um downsizing do número de blogs e websites e infra-estrutura necessária para tal), pretendo dar maior importância a eles – e, claro, buscar um jeito de conseguir meu backlink por lá também! 🙂

Dica #4 – Talvez bookmarking ainda esteja na moda…

Algo que muitos apontam como sendo a próxima coisa que a Google “derrubará”, justamente por ser muito fácil de automatizar – mais fácil até do que article marketing, diga-se de passagem – e por não gerar conteúdo realmente relevante do ponto de vista do compartilhamento, websites de bookmarking, highlighters e diretórios de links também configuravam na lista de backlinks daquele website.

Identifiquei ao menos 10 backlinks provenientes dos mesmos (vale lembrar que somente consegui 319 backlinks naquela ferramenta, o que com certeza não é o total de backlinks do mesmo, já que, segundo uma ferramenta para análise e monitoramento de SEO que uso, o mesmo possui 179.654 backlinks no total!).

Eu, sinceramente, não investiria muito de meu tempo em bookmarking sites – talvez algum tempo por semana -, pois por mais que eles ainda possam funcionar, eles possuem um impacto menor (principalmente com as últimas mudanças do Google Search, onde a relevância da página possui um peso maior) do que outras elementos de uma estratégia de SEO e ainda podem em breve perder mais ainda sua influência.

Dica #5 – Uso de web 2.0 properties ainda é relevante!

Outra coisa que observei é que o website analisado apresentava backlinks provenientes de web 2.0 properties. Chamamos desta forma todo tipo de página, blog ou website que você pode criar em websites e domínios de terceiros, seja por meio de um subdomínio (como acontece no caso de blogs do tipo *.blogspot.com, *.worpress.com e *.freewebs.com) ou por meio de páginas (como acontece no caso do sites.google.com e squidoo.com).

Em nosso relatório, dos 140 websites diferentes de onde vinham os backlinks, de 25 a 30 tratavam-se de subdomínios ou páginas de um dos seguintes web 2.0 properties:

  • freewebs.com;
  • multiply.com;
  • wordpress.com;
  • blogspot.com;
  • blogsome.com;
  • zip.net;
  • blog.uol.com.br;
  • jimdo.com;
  • bloguinhos.com;
  • tripod.com;
  • 110mb.com;
  • sites.google.com;
  • galeon.com;
  • pixlog.us;
  • pureportals.com;
  • protopage.com;
  • blogs.sapo.pt;
  • blogger.com.br;
  • planetaclix.pt;
  • bravehost.com.

Como podem perceber, nem todos eles são realmente free, alguns são free para assinantes (que pagam, claro). Outros, na verdade, são provedores de hospedagem gratuita, nesse caso, não há uma instalação de blog automática ou uma plataforma para gerenciamento de conteúdo, exigindo assim que você tenha uma boa noção de html para poder subir as páginas para lá.

E a lista de web 2.0 properties não se restringe a isso, claro! Da última vez que “vasculhei a internet”, eu devo ter encontrado pelo menos uns 100 lugares diferentes, além de ter encontrado dois links com outras listas. Enfim, há um monte de lugares onde podemos ter nossos backlinks, mas claro, é bom ter certeza de que os motores de busca realmente gostam daqueles que você escolher, afinal de contas, nada pior do que dedicar muito tempo e esforço e depois descobrir que aquele esforço todo será simplesmente ignorado!

E agora, “a pergunta que não quer calar”…

Linkbuilding construído ou natural?

Meu objetivo principal com tudo isso era, além de saber de onde provém os backlinks de meus concorrentes, saber também se o seu perfil de backlink é realmente natural ou se eles estão construindo backlinks.

Para tal, analisei os tipos de links que eles possuem em vários daqueles websites, bem como a quantidade de páginas que cada um dos mesmos possuíam, a fim de saber se eles foram criados exclusivamente para tal finalidade ou se realmente há usuários de verdade por trás dos mesmos (eu não disse que isso me tomou a manhã toda? 😀 ).

Bem, geralmente quando alguém cria uma web 2.0 property com o intuito exclusivo de divulgar somente um blog ou website, o mesmo possui menos que 25 páginas – como disse, geralmente, para toda regra há exceções!

Dos 288 backlinks analisados, somente 24 se encaixavam em tal perfil! Melhor ainda, deixe-me explicar tudo isso em uma tabela:

Número de páginas naquele website Qtd. de backlinks
1 – 24 24
25 – 99 27
100 – 999 124
1000+ 110

Claro, vale lembrar que alguns desses websites tratam-se de agregadores de links, wikipedia.org, etc. Mas o que chama atenção é que a maioria provêm de websites e blogs com conteúdo realmente criado por pessoas e que a maioria deles possuem muitas páginas, isto é, não parecem criados exclusivamente para a finalidade de garantir alguns backlinks, não é mesmo?

Então, ou eles realmente conseguem chamar a atenção de internautas para serem comentados ou eles contratam uma boa agência de SEO para cuidar de sua campanha de backlinks (contrate uma agência meia-boca e é bem provável que o link de seu website apareça em meio a links do tipo buy “remédio para velhinhos ficarem mais potentes”). Acredito que se trata de um misto de ambas, isto é, tanto eles conseguem bons backlinks, pois já estão na internet há tempo suficiente para isso, como também se utilizam de serviços de uma boa empresa de SEO, que provavelmente contata alguns daqueles websites para estabelecer boas parcerias.

Considerações finais?

Meu experimento, claro, não termina aqui. Como disse, ainda preciso terminar de categorizar aqueles backlinks e pretendo repetir todo o processo com mais um ou dois outros concorrentes do mesmo blog a fim de ter uma análise completa do perfil de backlink dos mesmos.

Isso provavelmente me ajudará, dizendo-me quais webmasters e bloggers posso contatar em busca de uma parceria mais duradoura, bem como sabendo quais as táticas de SEO estão sendo mais eficientes.

Ah, além disso, pretendo enviar, ao final, um relatório mais detalhado sobre o perfil daqueles backlinks para aqueles que adquiriram meus serviços de pesquisa de nicho no ano passo e neste, a fim de ajudá-los sobre como melhor adequar seus negócios e websites ao que está acontecendo. Se você ficou interessado e também gostaria de ter acesso a essas informações, o único jeito de consegui-las é também solicitando nossos serviços e é bom andar logo, pois quando terminar este relatório pretendo interromper por algum tempo o mesmo a fim de realizar mais alguns experimentos e, assim, oferecer um serviço melhor aos que já adquiriram o mesmo – gostou da notícia, Newton? Vai vir atualização por aí! 🙂

Ufa, finalmente terminamos! Espero que toda essa discussão tenha não somente ajudado a lembrá-lo da importância do linkbuilding para o seu negócio online, mas também ajudado a ver como você pode melhorar o mesmo. E até o nosso próximo artigo!

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2 comments

  1. Newton says:

    Gostei bastante da noticía, caro amigo. Muito bom e esclarecedor este texto.
    Abç,
    Newton

  2. admin says:

    Olá Newton, tudo bem? Cara, demorei muito para responder ao seu comentário, pois os comentários dos “já comentadores” são publicados automaticamente, aí se eu não fico olhando todos os dias, acabam passando sem que eu perceba!

    Enfim, daqui a duas semanas encerra o atual período no mestrado e pretendo finalmente concluir este experimento (preciso também de meu PC, que está na manutenção, estou usando o de minha esposa 🙂 ) e então enviarei um relatório detalhado. É só aguardar!

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