Gastar, poupar ou investir? Uma introdução ao mundo dos investimentos

Seja bem vindo ao primeiro artigo (ou passo) do nosso minicurso Manual do Investidor. E, é claro, não poderíamos deixar de começar com uma breve discussão que nos responda a uma simples pergunta: o que é investir e por que investir?

Bem, se você está aqui, provavelmente você já “comprou” a ideia de que investir é importante por algum motivo, por nos oferecer algum tipo de retorno (neste caso, um retorno financeiro). Mas nós podemos ir um pouco mais além, não acha?

O que é investir?

Muitos falam sobre investir, mas será que sabem o que realmente significa investir no campo financeiro?

Alguma vez você já ouviu alguém falando que iria comprar uma casa para morar e outra pessoa disse que este seria um bom investimento para o seu futuro? Pois bem, o que estamos vendo aqui não se trata realmente de um investimento, do ponto de vista financeiro.

Já quando a mesma pessoa anuncia que irá comprar uma casa para alugar ou vender posteriormente e outra pessoa diz que este será um bom investimento, agora sim estamos diante daquilo que o mundo das finanças chama de investimento. Deu para perceber a diferença?

No primeiro caso, o motivo pelo qual a pessoa queria a casa (moradia) é essencial, vital, poderíamos dizer, mas isso não leva a nenhum tipo de rendimento diretamente, o que desclassifica tal como investimento. Já no segundo caso, quando a pessoa adquire a casa para conseguir algum dinheiro por meio dela, ele estará, sim, fazendo um investimento – ela espera lucrar por meio do gasto que agora teve, logo, ela está fazendo um investimento.

Se eu compro um computador para divertir-me e estudar, não estou a fazer nenhum tipo de investimento (muitas vezes chamamos de “investimento para o futuro”, pois isso nos desenvolverá competências para melhor atuar mais tarde, mas não é um investimento real do ponto de vista financeiro). Se compro para trabalhar, estou fazendo um investimento – estou a adquirir uma nova ferramenta que me permitirá trabalhar melhor.

Sendo assim, investir, em seu sentido mais amplo dentro do campo financeiro, é o ato de aplicar o seu dinheiro em algum benefício, ferramenta ou organização a fim de obter algum retorno financeiro, algum retorno em dinheiro. Você está gastando M e espera conseguir M + L em um prazo máximo de tempo T, para quem gosta de incógnitas. 🙂

Outra coisa a se observar é que um investimento PODE render-lhe tal valor acrescido, mas pode também levar a algum prejuízo, quando o investimento não é adequado. Neste caso, o investidor esperava conseguir M + L mas só conseguiu o valor que investiu M ou, pior, sofreu um prejuízo, perdendo um valor P do valor inicial, restando somente M – P.

Sendo assim, quem investe sabe que corre algum risco, às vezes quase nulo, às vezes tão alto que pode levá-lo a perder tudo. Quem dita qual será o tamanho do risco? O próprio investimento! Quanto maior a possibilidade de rentabilidade e quanto menor o tempo necessário para tal, maior será o risco envolvendo tal investimento.

Por que investir?

Muitas empresas necessitam de investimentos – elas precisam de capital para melhoria nas estruturas, contratação de mais profissionais, aquisição de novas áreas para exploração e extração, compra de licenças de ferramentas, etc. Tudo isso envolve dinheiro que a empresa pode não dispor naquele momento, mas que ela sabe que após tudo correr bem, poderá pagar a quem lhe emprestou (investiu em sua ideia).

A empresa pode conseguir tal capital de diversas formas: por meio de um empréstimo em um banco, emissão de ações, etc.

Nosso papel, como investidor, é então escolher aquelas oportunidades que pareçam mais rentáveis a nós e investir nelas. Perceba que você deve escolher as que parecem mais rentáveis, isto é, nem sempre é certeza de que ela será rentável, mas você pode decidir baseado no tipo de risco envolvido e no potencial de rentabilização.

Investir é importante por vários motivos:

  • Ajuda a movimentar a indústria, bem como pode significar a salvação daquela empresa em que o dinheiro foi investido, que pode ser a fonte de emprego para dezenas, centenas ou milhares de funcionários;
  • Proporciona-lhe um meio de conseguir “rentabilizar os seus rendimentos”, isto é, um meio de fazer “o seu dinheiro trabalhar por você”, que é exatamente o que é pregado por T. Harv Eker em sua grande obra Os Segredos da Mente Milionária como um dos passos importantes para conseguir alcançar a sua independência financeira.

Bem, agora que já sabemos o que é investir e por que investir, está na hora de compreendermos um pouco a diferença entre os três termos apresentados no título: gastar, poupar e investir.

Gastar

Acredito que é o termo que menos preciso explicar, não? Desde pequenos, nós gastamos, antes mesmo de sabermos ao certo como funciona o sistema financeiro, o mercado, circulação de moeda, etc.

Gastar é o simples ato de empregar o seu dinheiro em algum tipo de serviço ou produto de seu interesse. Se eu tenho R$ 30.000,00 , por exemplo, posso gastar isso comprando um carro (principalmente agora, com as reduções das taxas, quando parece mais tentador).

A diferença do gastar para o “poupar” ou o “investir” é que não espero ter nenhum tipo de retorno financeiro sobre aquilo em que gasto. Em outras palavras, os meus R$ 30.000,00 vão embora e não espero mais vê-los outra vez.

Um grande problema da maioria das pessoas está justamente aqui, pois elas não conseguem perceber quando o hábito de gastar começa a se tornar prejudicial, levando-a a gastar muito mais do que deveria (geralmente, com produtos ou serviços desnecessários).

Sendo assim, uma primeira dica deste curso para quem quer se tornar um bom investidor é: cuidado com o hábito de gastar, saiba quando gastar, não deixe que os seus gastos acabem com o seu objetivo de investir, ok? Pois você precisa do dinheiro para aplicá-lo em algo que lhe seja rentável – se gastar, nada vai ter.

Poupar

Poupar é bem parecido com investir: você também abre mão do seu dinheiro temporariamente a fim de mais tarde ganhar algo com isso. Entretanto, muitos especialistas da área gostam de deixar bem clara a distinção entre poupar e investir, uma vez que no “poupar” você não escolhe onde e como o seu dinheiro será empregado – você simplesmente o empresta ao banco.

Apesar de muitas vezes compararmos com os investimentos, vamos também distinguir poupança de investimento, já que há várias diferenças entre elas (quanto ao tipo de liquidez ou à forma que se dá e calcula a remuneração, mas isso deixemos para discutir mais à frente, no artigo “A Caderneta de Poupança”, ok?).

Podemos distinguir também um estágio intermediário entre o gastar e o poupar: o economizar. Você está economizando quando deixa de adquirir algum produto ou serviço com algum dinheiro seu a fim de poder mais tarde usar aquele dinheiro em algum outro benefício. A principal diferença entre o poupar e o economizar é que não há nenhum rendimento em cima daquilo que você economiza (gosto de comparar com o “guardar dinheiro na lata de biscoitos” – se você guardou R$ 100,00, após um ano ainda terá os mesmos R$ 100,00 lá, sem acréscimos ou decréscimos) enquanto que no poupar há algum tipo de retorno mensal sobre aquele valor.

Além disso, a poupança é o tipo de investimento (aqui empregado no sentido de que há algum retorno financeiro esperado) de mais baixo risco e, consequentemente, a rentabilidade esperada também é baixa.

Investir

Investir, como já falamos, é aplicar seu dinheiro em algo onde você espera conseguir algum tipo de retorno financeiro. Você pode transformar quase qualquer coisa em investimento, desde aquisição de casas para alugar, de papéis de alguma empresa até a compra e venda de moeda estrangeira.

Para facilitar a sua vida, já há uma grande variedade de tipos de investimento, cada qual com seu tipo de liquidez, de rentabilidade e tipo de risco, logo você não precisará criar “formas de rentabilizar alugando sorvetes usados”, basta escolher as formas que melhor convêm ao seu perfil e… investir nelas!

Neste grupo, vamos incluir diversos tipos de aplicações com retorno financeiro possível, sendo as duas mais conhecidas (e por isso, dedicaremos um artigo para cada uma delas) os fundos de investimento e as ações.

Na verdade, há várias outras opções de investimento tão vantajosas quanto, mas que são menos empregadas popularmente, como a compra de moeda estrangeira e participação em negócios imobiliários, e por isso iremos dedicar um artigo a cada uma destas também.

Pronto: quatro possibilidades de investimento que iremos abordar aqui em quatro artigos. Espero que seja o suficiente para uma boa introdução a cada uma delas. 🙂

Mas há outras possibilidades! O CDB (Certificado de Depósito Bancário), a aquisição de títulos públicos, etc. Sendo assim, teremos um outro artigo somente para apresentar outras opções que vocês podem estudar, caso se interessem.

Dicas para quem está começando

Ano passado escrevi em meu outro blog, o Giga Mundo, um artigo chamado Gastar, Poupar ou Investir? onde apresento várias dicas para quem está começando neste mundo de poupanças e investimentos (por sinal, recomendo bastante a leitura do mesmo, já que o que estou publicando aqui não é exatamente o que está lá!).

Aquelas dicas foram extraídas tanto de boas referências bibliográficas quanto de minha experiência pessoal. Não sou nenhum milionário, mas acredito que os bons resultados financeiros que tenho alcançado em minha vida comprovam que tenho feito algumas escolhas corretas (claro, não vou ensinar aqui aquelas que foram incorretas, exceto quando eu quiser apresentar exemplos de “como fazer errado” 🙂 ).

Então, aqui vão algumas dicas:

  • Mantenha um controle rigoroso de quanto você gasta, pois você só pode economizar quando você sabe para onde o seu dinheiro está indo. E por experiência própria sei que na primeira vez que fazemos um controle, percebemos que só “lembramos de anotar” de 50% a 80% de nossos gastos, isto é, aqueles maiores, pois nossa mente acha que somente eles merecem atenção. E para onde foram os outros gastos? Para coisas que não percebemos, como uma passagem de ônibus a mais em que gastamos, uma multa sobre uma conta de água ou energia por termos atrasado, etc. Mas quanto mais controlamos nossos gastos, mais conseguimos lembrar deles e mais conseguimos encontrar soluções para reduzi-los;
  • Procure soluções que possam cortar gastos supérfluos e reduzir outros gastos sem afetar os gastos essenciais, isto é, aqueles que não podemos deixar de arcar (alimentação, transporte, plano de saúde, etc). Aqui, vou dar um exemplo bastante recente: casei-me ano passado, em fins de março. Meu filho nasceu em fins de agosto. Até então os gastos estavam mais reduzidos. Nos últimos dois meses do ano passado, entretanto, os gastos foram bem mais elevados. Minha esposa e eu começamos a pensar o que teria acontecido. Sugeri que mais uma vez fizéssemos o controle por escrito de tudo com que gastamos (iremos retomar isto agora em janeiro). Mentalmente, então, tentamos lembrar tudo aquilo com que gastamos e percebemos que boa parte tratou-se de gastos com coisas de nosso bebê que não estávamos tendo até então, acumulados também com os gastos que surgem com as comemorações de fim de ano (bem como sair para comer fora para comemorar isto ou aquilo, às vezes incluindo também minha mãe e irmã nesses almoços). Resultado: gastos supérfluos + gastos necessários + gastos extras que suriram por uma má administração de onde e quando gastar com coisas essenciais, levaram-nos a gastar bem mais do que o previsto. Começamos então a pensar: o que fazer para reduzir tais gastos? Uma das coisas que percebemos é que obviamente deveríamos escolher outro lugar mais barato (compras em atacado) para adquirir produtos para alimentação, material de limpeza, etc. e comprar em maior quantidade, evitando assim o “só um ou dois reais a mais” que gastamos sem perceber quando compramos semanalmente. Claro, esta é somente uma das nossas medidas para economizar, muitas outras estão sendo tomadas 🙂 ;
  • Sobrou dinheiro? Ótimo! Invista-o ou coloque em uma caderneta de poupança! Como você deve estar começando, minhas sugestões são a poupança e os fundos de investimento. Há fundos de investimento de renda fixa e aqueles de renda variável. Aqui, agora, vou citar mais um exemplo: dia 26 de dezembro de 2008 estive em minha agência bancária para resolver alguns trâmites e aproveitei para checar a respeito de fundos de investimento. Minha meta é bem clara: fazer meu dinheiro render o máximo possível dentro do prazo máximo de um ano (nós demos entrada em um apartamento, cuja chave será entregue provavelmente em fevereiro de 2010, então, queremos quitar o máximo desse valor). Os fundos de investimento de renda variável variam segundo os papéis das empresas em que são investidos e, com a crise que muitas empresas estão passando, há fundos de investimento com rendimento de -50%, isto é, quem investiu neles perdeu metade do valor! Claro, a longo prazo eles muito provavelmente voltarão a se valorizar, então quem quiser investir pensando a longo prazo, este é um excelente momento, pois os papéis estão custando mais barato. Entretanto eu tenho uma meta clara (o que faz muita diferença na hora de escolher o tipo de investimento) de manter esse investimento por somente um ano, então obviamente fundos de renda variável representam um risco muito alto e desnecessário para mim neste momento. Se optasse por escolher, preferiria, então, os fundos de investimento de renda fixa, que apesar de terem pouco rendimento, podem conseguir um rendimento um pouco maior que a poupança com baixo nível de risco. Claro, sobre os fundos de investimento incide o imposto de renda, então isso deve ser levado em consideração. Minha sugestão? Se está começando agora, mantenha por enquanto na poupança;
  • Mantenha na poupança por um período mínimo de três meses antes de efetuar o primeiro saque e busque criar o hábito de depositar na poupança o máximo que puder daquilo que você economizou;
  • Busque traçar planejamentos para curto, médio e longo prazo – isso o ajudará a evitar possíveis surpresas ou parecer perdido quando alcançar uma meta de curto prazo e perceber que não havia planejado “o próximo passo”.

Espero que me perdoem o fato de ter colocado algumas dicas um pouco longas, mas acredito que ficou mais fácil de compreender cada coisa, não?

Exercícios

Como um bom minicurso que se preze, aqui vai a primeira atividade que você pode desenvolver. Crie uma planilha (em papel ou no computador) para controlar todos os gastos que você tem mensalmente, bem como o quanto você consegue economizar, etc.

Além disso, analise seus gastos e ganhos e se pergunte: o que posso fazer para reduzir tais gastos? E o que posso fazer para aumentar meus ganhos?

Não comece a depositar em poupança ou em fundo de investimento agora: primeiro, observe o quanto consegue economizar mensalmente (claro, não o gaste, deixe-o em sua conta bancária por enquanto) a fim de saber quanto poderá dedicar a isso em breve.

A fim de facilitar esta sua tarefa, indico-lhe um artigo chamado Planejamento Financeiro 2009, onde você pode encontrar uma planilha para o Microsoft Excel onde você pode fazer o seu controle financeiro. Aliás, o artigo inteiro fala sobre como utilizar aquela planilha, então lê-lo também é uma boa ideia!

Depois disso, comente aqui neste artigo o que você conseguiu perceber agora que está controlando seus gastos, bem como se você encontrou algum problema ou dificuldade no uso de nossa planilha (quanto maior o projeto, maior a suscetibilidade a erros, e aquela planilha deu bastante dor de cabeça para mim na hora de criá-la 🙂 ).

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Manual do Investidor]

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9 comments

  1. gleice barreto says:

    Caro amigo.. gostei muito das suas dicas, ainda mais quando você disse em colocar todos nossos gastos em uma planilha.. !
    estou começando a poupar meu dinheiro.. !
    muito obrigado

    😉

    • admin says:

      Olá Gleice, tudo bem? Fico feliz que tenha gostado de nosso artigo e espero que esteja fazendo todo o possível para começar a organizar-se pois, quanto antes conseguir educar-se financeiramente, mais rapidamente você sentirá os benefícios de uma vida próspera e saudável!

      E espero vê-la por aqui também lendo os nossos outros artigos, que poderão ajudá-la a identificar oportunidades e transformá-las em um negócio seu, uma forma de ganhar dinheiro que melhor lhe interesse.

      Um abraço e até breve!

  2. Rodrigo says:

    cara, acebei de chegar no seu site e estou adorando
    estou pensando em começar a investir, e esse manual ta dando uma ajudona
    espero que continue esse ótimo trabalho
    um abraço

  3. admin says:

    Olá Rodrigo!

    Agradeço suas palavras de incentivo e sim, nós continuaremos nosso trabalho, sempre trazendo até você aquilo que muitos por aí não querem fazer: a verdade sobre ganhar dinheiro. 😉

    Se você ler os comentários de outros leitores aqui você vai perceber que todos concordam com uma coisa, há vários blogs e sites falando que sabem como você pode ganhar dinheiro, mas que no fim das contas que vender-lhe um produto (só e somente só!).

    Nós, por outro lado, falamos realmente do que pode ser feito para ganhar dinheiro e não somente na Internet! Falamos sobre oportunidades com investimentos, consultoria, etc.

    Nosso foco é muito simples: ajudá-lo a entender como você pode ganhar dinheiro, para que então possa escolher o que deseja fazer.

    Esperamos vê-lo conosco outras vezes mais por aqui, lendo, comentando e discutindo conosco. 😉

    Abração e até breve!

  4. Wesley Ursão says:

    Parabéns pelo belo site e post, eu me interessei sobre esse lance de Forex e antes de entrar no mercado Forex estou pegando essas dicas.

    Eu estou começando, vou criar uma conta poupança na caixa, ainda não tenho muitos gastos, também não estou trabalhando, mas sempre consigo juntar uma boa grana, eu mesmo estou com quase R$200,00 na carteira devido a eu economizar e então parto do princípio de criar uma conta poupança e depositar as economias, dentro de meu saldo fazer pequenos investimentos e transformar pequena quantia em quantias maiores.

    Tenho muito a aprender e me interesso muito por esta área financeira.

    Obrigado pelos posts e ja vou para a segunda parte.

    Abraços

  5. admin says:

    Olá Wesley, tudo bem? É um prazer tê-lo aqui, em nosso Clube. 🙂

    Vejo que você já “capturou” a ideia e sabe o que deve fazer. O primeiro passo é, com certeza, a poupança, por vários motivos:

    * Apesar de ser de baixo rendimento, possui a imensa vantagem de ter o menor risco possível e um rendimento quase sempre previsível, de tal forma que você não precisa ficar se preocupando em olhá-la o tempo todo, mas tão somente uma vez ao mês (no aniversário dela) e olhe lá!
    * Para quem não possui costume ou os valores a serem investidos são baixos, o ideal é começar por ela. Outras formas de investimento podem ser interessantes, mas infelizmente só começam a ser realmente rentáveis quando você tem uma boa quantia em dinheiro e pode deixar isso aplicado lá por um bom tempo, caso contrário, o melhor mesmo é a poupança.

    Atualmente estou fazendo da seguinte forma:
    1. Se eu estiver certo de que não vou precisar daquele dinheiro nos próximos 30 dias, ponho em uma poupança – rendimento baixo, porém melhor que o do CDB para quantias pequenas com prazos curtos e melhor ainda do que aplicação em ações em curto prazo quando não se tem muita experiência com elas;
    2. Se eu sei que posso precisar dele em período menor que 30 dias, então eu ponho o máximo que puder em CDB e o resto na poupança – o rendimento do CDB é diário, enquanto que o rendimento da poupança é mensal, esta é a razão;
    3. Se a quantia a ser guardada for realmente boa (leia-se aqui R$ 2.000,00 ou mais), eu estiver certo de que não precisarei mexer naquele dinheiro nos próximos doze meses e tenho suficiente quantia em outros investimentos de renda fixa, então posso aplicar em ações não muito arriscadas – a taxa de custódia é um valor fixo de tal forma que quanto maior a quantidade de ações que você possui, mais ela será diluída, tornando-se assim um investimento atraente. Ah, e invisto em ações não muito arriscadas pois, apesar de terem menor rendimento, estou no momento primando pela “segurança” do meu dinheiro.

    Devo lembrar que esses três passos não são uma regra, mas tão somente uma estratégia que estou testando no momento. 😉

  6. romulo says:

    Olá amigo gostei muito das suas dicas,amigo tenho uma duvida estou juntando um dinheiro para um curso de 57mil reais,vai me levar 5 anos para terminar de juntar esse dinheiro, o que devo fazer?continuar juntando ou ir envestindo esse dinheiro na pequena empreza de meu pai..
    att romulo
    aguardo resposta

  7. Cristiano A. Penna says:

    Bem, primeiramente olá a todos! =)
    Em segundo lugar… parabéns pela iniciativa! Muitas pessoas precisam de informações valiosas sobre finanças e como usar seu dinheiro de uma forma melhor 😀
    Também sou iniciante no mundo das finanças. Recentemente saí de um estágio e estou prestes a começar em um novo emprego e não quero repetir erros passados com o meu dinheiro por não economizar, poupar ou investir.
    Eu tenho uma dúvida muito grande com relaçao a um “investimento” que pretendo fazer dentro de 6 meses. Pretendo comprar um carro. Considero o carro como um gasto essencial no momento pois o meu novo emprego fica em uma cidade vizinha e, ainda estou cursando a faculdade, eu vou precisar do veículo para poder me deslocar do trabalho para a faculdade. Porém muitos ja me aconselharam que o carro é um “investimento” perigoso, devido às despesas com impostos, gasosina, manutenção e, principalmente com as mensalidades. Tenho dúvidas sobre a melhor opção nesse caso, se é o financiamento ou o consórcio. Também temo as taxas de juros por conhecer pouco dessas questões. Vou ganhar cerca de R$2000,00 nos próximos 6 meses e cerca de R$3000,00 nos demais. Qual seria, na sua opinião, a melhor forma da compra?
    Muito obrigado pela ajuda! Vou continuar lendo e postando nesse site =)

  8. roberto says:

    Fico daora explico bem…..

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