Ganhar dinheiro na internet ficou mais difícil?

Comecemos pelos fatos: quem entra no ônibus já “no meio do caminho” sempre sofre um pouco mais, apertado, ali no meio, do que quem entrou nele logo no início da viagem e teve a chance de escolher um bom lugar e acomodar-se ali, isso é fato. Mas nos últimos meses tenho notado que se trata mais do que somente isso, quando o assunto é ganhar dinheiro na internet. E é tudo isso que leva a esta simples porém importante pergunta para quem ainda não começou seu próprio negócio, mas está pensando em fazê-lo: ganhar dinheiro na internet ficou mais difícil?

Talvez alguns de vocês estejam lembrados que era previsto para início de julho a publicação de artigos sobre a criação de blogs como uma opção lucrativa. Infelizmente optei por adiar um pouco o lançamento de tal mini-curso diante de uma onda de alterações ocorridas em vários produtos da Google, que levaram muitos empreendedores online a não somente perder parte de seus rendimentos, mas, em alguns casos extremos, acabaram sofrendo grandes perdas financeiras – alguns poucos até mesmo decidiram sair do universo dos negócios online. Diante disso tudo, claro, preferi não lançar um mini-curso enquanto a poeira não abaixasse e as coisas ficassem mais claras e transparentes novamente.

Estive desde então fazendo uma série de testes, tanto quanto a táticas e técnicas quanto a ferramentas. Deixe-me falar um pouco sobre elas…

Algumas táticas: o que deu certo e o que deu errado?

Como muitos aqui sabem, até o momento nosso modelo de negócio é focado na criação de websites e blogs informativos sobre diversos temas, com conteúdo interessante e de qualidade para o leitor e são remunerados a partir de anúncios. Um pouco diferente de muitos internet marketers que faturam principalmente em cima da venda de produtos afiliados (e já começo a me perguntar se eu não deveria fazer isso também) e de e-books (nessa onda também estamos planejando entrar, mas estamos pensando direitinho, pois não queremos ser somente “mais um” a vender e-books, sabemos que precisa ser algo de valor e qualidade).

Bem, como pode ver, nosso foco acaba ficando em torno da criação de conteúdo para websites e blogs e aqui vem o grande problema: como conseguir o melhor conteúdo pelo menor preço possível? Essa talvez seja a “pergunta de um milhão de reais” nessa área. E isso porque não basta somente saber ou ser um especialista no conteúdo, é preciso estar sempre pensando qual outro ponto do conteúdo ainda não foi discutido ou como ele pode ser abordado. E mesmo quando você sabe qual o melhor tema para um artigo e como abordá-lo, pode acontecer o famoso “bloqueio do escritor”, isto é, simplesmente “dá um branco” e você não sabe como melhor escrever o seu texto!

Isso nos motivou a estudar e experimentar diversas táticas, sendo que as que melhor funcionam são:

  • Perguntas e respostas – Trata-se de análise de perguntas relevantes para a área em questão e, a seguir, elaboração de um artigo. Aqui temos algumas armas poderosas a nosso favor: os comentários do próprio blog, quando este já possui um bom tempo e muitos leitores escrevem-nos perguntando algo, ou o Yahoo! Respostas, quando o blog é recente ou não há muitos comentários com boas perguntas. Um exemplo de artigo que escrevi há pouco seguindo essa ideia é este Depressão, síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada? A ideia inicial do artigo partiu de uma pergunta no Yahoo! Respostas (dados da pessoa que realizou a pergunta são omitidos ou trocados) e algumas das respostas até mesmo ajudaram a direcionar um pouco o artigo em questão. Há pessoas na web usando ferramentas automatizadas para a criação de tais artigos somente a partir das respostas e até eu fiquei tentado a experimentá-las, mas ainda prefiro escrever eu mesmo a resposta;
  • A partir de dicas (tips) – Outra tática para a produção de conteúdo é montar uma base de tips, isto é, “frases-ideias” para um determinado tema e, a partir dessas frases, escrever o artigo. Essa ideia não é muito recente, vejo-a sendo empregada pelo pessoal de internet marketing desde uns dois anos atrás (assim como a anterior, que também já é empregada há um bom tempo) e o segredo aqui é ter uma base de tips grande suficiente para que não lhe faltem ideias para a elaboração de artigos bem como uma boa experiência como escritor, pois apesar de que vejo alguns usando processos completamente automatizados, os textos finais não possuirão a mesma qualidade que aqueles realmente bem escritos por uma pessoa. No momento, utilizo-me de uma ferramenta para fazer a coleta de informações na web (isto é, ela varre websites à procura de informações relacionadas a um tema e armazena-as) e outra (de minha própria autoria 🙂 ) para escolher aleatoriamente algumas ideias (tips) e montar um “pré-texto”, uma versão já com a formatação em HTML, porém cujo conteúdo será totalmente reescrito por mim. Assim, mesmo não sendo um grande especialista em exercício físico, pude escrever um artigo chamado Combatendo a fadiga. Detalhe: a ideia de escrever sobre a fadiga veio também de uma tip selecionada aleatoriamente! Caso contrário, é bem provável que levasse anos até que eu tivesse a ideia de escrever sobre tal assunto que, apesar de bem alinhado quanto àquele blog, muitas vezes “passa batido”! Vale lembrar que essa tática também pode ser conhecida como “template de artigo”;
  • Artigos PLR – PLR significa Private Label Rights, isto é, algo que você tem o direito de reescrever ou mesmo de usar na forma original como se fosse seu. Então eu posso, em teoria, pegar um artigo PLR sobre finanças pessoais, por exemplo, traduzir (não conheço fontes de artigos PLR em português) e publicá-lo. O problema é que: (1) geralmente tais artigos são usados por milhares de pessoas, o que significa que alguém já fez isso antes e (2) muitos deles não apresentam qualidade suficiente para “main blogs”, isto é, são melhores mara article marketing do que como conteúdo para seus blogs principais. Sendo assim, além de traduzir você precisa reescrevê-lo e acrescentar sua própria experiência. Vale a pena? Sim, vale e bastante, pois reduz em muito o “bloqueio de escritor” já que você parte de algo;
  • Contratação de terceiros (outsourcing) – E por fim, a terceira tática que melhor temos empregado é a utilização das habilidades e conhecimentos de terceiros que podem ajudar-nos a fazer negócio crescer. E isso, claro, pode ser uma faca de dois gumes: já tivemos colaboradores cujo conteúdo não alcançou bons resultados, mas também tivemos colaboradoras como Jeniffer e Salete que escrevem excelentes textos e assim ajudam-nos a manter nossos blogs sempre atualizados. 🙂 Esta é uma tática que possui um preço fixo (o valor a ser pago por artigo ou pacote de artigos) e por isso deve ser muito bem analisada, pois consome recursos mais rapidamente que as outras. Um artigo de Jeniffer que foi muito bem recebido aqui foi Como fazer um currículo para jovem aprendiz?

Bem, quanto às táticas que não deram muito certo, posso resumi-las em: tentar automatizar completamente qualquer tática para produção de conteúdo! Como disse, há muitos outros na web que estão a automatizar tudo, isto é, simplesmente apertam um botão e, a partir de scraping (processo de coleta de informações na web) e spinning (processo de trocar palavras por sinônimos), publicam o texto gerado de forma automatizada. O problema é que tal tipo de conteúdo é geralmente de baixa qualidade e pouco legível (às vezes, até mesmo totalmente ilegível!).

Até agora, o que garantiu o sucesso de nossa estratégia é o fato de que o processo é semi-automatizado, isto é, até usamos ferramentas para tradução ou formatação inicial do texto, mas todo o mesmo é reescrito por uma pessoa. Além disso, as ferramentas automatizadas existentes são muito melhores (ou exclusivamente) para produção de conteúdo em inglês, não em português.

Além disso, há também as táticas para a parte de marketing, e aqui caímos no mesmo problema: geralmente as táticas completamente automatizadas produzem resultados inferiores. Entretanto, pelos testes que tenho feito, article marketing automatizado ainda possui algum bom resultado, desde que seja feito corretamente (em outras palavras, nada de gerar um texto completamente nonsense e usá-lo para gerar milhares de links diariamente, ou os motores de busca caçarão e dilacerarão você!). O “correto” aqui seria utilizar-se de bons artigos para seu linkbuilding. E aí, um grande problema: se já custa caro produzir conteúdo para meus blogs, quão caro será produzir para a parte de marketing? Se feito de forma inadequada, infelizmente, muito.

Há algum tempo atrás, escrevi um artigo chamado Linkbuilding para o seu negócio online, onde destaquei vários pontos, dentre os quais:

  • Redes sociais;
  • Bookmarking;
  • Web 2.0 properties.

Estou atualmente estudando com mais calma o impacto dos backlinks provenientes da terceira opção, isto é, web 2.0 properties, como blogspot.com, squidoo.com, etc. Ainda é muito cedo para apresentar os resultados, mas ao que tudo indica, é realmente importante ter bons backlinks provenientes de lá.

Algumas ferramentas: o que deu certo e o que deu errado?

Podemos dividir as ferramentas que uso em dois grupos: as que eu mesmo desenvolvo (lembre-se, sou graduado e mestrando em Ciência da Computação!) e as ferramentas de terceiros.

Como já devem ter notado, ainda hoje não coloquei nenhuma das ferramentas que uso à venda, na verdade, só uma foi disponibilizada para um dos colaboradores para tornar mais rápido e fácil seu trabalho, as demais são usadas somente por mim e minha esposa. Deixe-me apresentar então o que fiz e deu certo:

  • Article Translator – Ferramenta que pegaria cada um dos 100 mil artigos PLR que adquiri, traduziria automaticamente (três vivas ao Google Translator! 😀 ) e verificaria na internet se alguém já publicou a tradução do mesmo (e mais três vivas para o Google Search! 😀 ). Assim, eu não precisaria fazer aquela etapa inicial, da tradução automática e verificação de duplicata, cabendo a mim somente a correção da tradução (geralmente para marketing de artigos ou websites menos importantes) ou completa revisão e reescrita do mesmo (quando encontrava um artigo com potencial para um dos blogs com maior tráfego). Um ou dois até foram publicados aqui, mas seguindo a lógica de não somente traduzir e publicar, e sim servindo de base para expor também minha experiência e opinião, e o resultado final foi ótimo. Infelizmente a ferramenta não traduziu os 100 mil artigos (toda hora há mudanças no Google Search e eu cansei de ficar ajustando a ferramenta para as mesmas :-S ), mas “somente” uns 20 a 30 mil artigos, dos quais 17 mil estavam em condições de serem revisados e publicados na época, mas só uns 100 foram usados (não estou com pressa, tenho tempo suficiente para usar os demais);
  • Super Writer – Essa ferramenta possuía um módulo para facilitar reescrever parágrafos e frases que ajudava bastante. Essa tarefa também é feita (e muito bem feita) por outra ferramenta cuja licença pago anualmente, mas eu precisava dela tal que um dos colaboradores pudesse fazer essa tarefa que, na época, serviu-nos muito para a parte de marketing. Tentamos ir mais além com ela e incluir um módulo para a geração de conteúdo automático. Na verdade, a ferramenta já conseguia criar um template (isto é, um documento com as ideias para os parágrafos) muito bom, o problema é que o Google Search (motor usado nas buscas) sofria muitas alterações, o que levava a ferramenta a parar de funcionar quase toda semana. Hoje ela está bastante abandonada, mas um dia talvez eu ressuscite partes dela na próxima ferramenta;
  • Curation Master – Por incrível que pareça, o objetivo dessa ferramenta nem é tanto a parte de curation, processo muito usado hoje para a produção de conteúdo. O nome foi mais uma “piada”, já que todo mundo hoje está falando disso e a ferramenta trazia alguns pontos em comum, como a possibilidade de selecionar e adicionar rapidamente vídeos do YouTube. Na verdade, ela vem assumindo o papel da anterior na assistência à produção de conteúdo, uma vez que ela oferece templates de artigos no estilo do artigo Combatendo a fadiga (Update: não lembro mais onde o publiquei, quando encontrar atualizo aqui!). O próximo passo será adicionar à mesma funcionalidades para gerar templates de artigos no estilo de Depressão, síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada? e começar a usar tais templates com maior frequência – como disse, eles são muito úteis para reduzir o “bloqueio do escritor” e ajuda a gerar conteúdo que muitas vezes responde às dúvidas dos leitores;
  • Pro Blogger Studio – Primeira ferramenta que desenvolvi, uso-a para várias finalidades e uma das mais recentes é ajudar na atualização das descrições de alguns jogos em Flash de vários de meus websites de jogos do tipo (eu já comentei aqui que um dos meus maiores erros é “persistir no erro”? Pois é, tenho uns 12 ou 14 websites de jogos em Flash que adquiri há mais de dois anos, até hoje só me deram prejuízo, mas mesmo assim continuo renovando os domínios e dedicando algum tempo mínimo a eles 🙁 ). O processo está longe de ser automatizado, mas essa ferramenta ajuda bastante a por tudo em ordem na hora de atualizá-los. Além disso, um template de artigo que usava nessa ferramenta está agora sendo empregado nas atividades de marketing (mas usando agora outra ferramenta!);
  • Rotation Helper – Esta aqui é para ajudar na construção da base de sinônimos que uso em outra ferramenta – e tem sido bastante útil! Graças a ela, ficou bem mais fácil conseguir textos que, após a reescrita automatizada, tivessem uma menor quantidade de erros. Enfim, ela é uma ferramenta para ajudar a alimentar outra ferramenta, então não há muito o que falar sobre ela;
  • Social Poster – Esta aqui é a mais jovem, foi desenvolvida alguns dias atrás e seu intuito é ajudar na divulgação de meus artigos semi-automatizando parte do processo (destaque para o semi-automatizando, como já disse, processos totalmente automatizados geralmente perdem muito em qualidade). Comecei a usá-la há pouco tempo, então ainda não posso dizer se ela produzirá muitos resultados positivos, mas eu realmente espero um bom resultado proveniente dela! Ah, existe uma outra ferramenta Social Poster na web, que não é a minha (como disse, no momento não comercializo nenhuma de minhas ferramentas), logo não tome minhas palavras como sendo uma recomendação ou não da mesma, já que não a usei até o momento!

Como vocês podem ver, muita coisa foi feita “nos bastidores”. Isso não significa que todos precisem criar ferramentas – você pode conseguir resultados similares sem as mesmas, entretanto algumas delas são úteis para poupar tempo.

Um grande problema é que, por ser entusiasta da tecnologia, acabo às vezes gastando mais tempo criando ferramentas e planejando seu uso do que usando-as efetivamente e algo só lhe consegue retorno quando entra em operação, quando é usado de verdade! E é por isso que, mesmo tendo excelentes ideias para o Curation Master e o Social Poster, vou preferir dar um (bom) tempo e usá-las bastante primeiro, antes de realizar mais alterações nelas.

Agora, deixe-me apontar quais as ferramentas de terceiros que melhores resultados produziram para mim.

  • The Best Spinner – Já disse antes, gosto tanto dessa ferramenta que às vezes, mesmo com textos que não serão reescritos ou “rotacionados”, escrevo nela, só para já deixar os mesmos salvos caso mais tarde venha a ter tal interesse. Trata-se de uma ferramenta para spinning de artigos, isto é, ela ajuda a trocar certas palavras por sinônimos. Sua promessa é: consiga centenas de artigos a partir de um único artigo em segundos ou minutos! Deve-se tomar cuidado, entretanto, pois você até pode conseguir centenas, mas quanto maior a quantidade e menor o tempo gasto, menor será a qualidade. Além disso, essa promessa é bem mais válida para artigos em inglês, já que em português a base de dados é bem fraca ainda, daí que uso a minha própria base de sinônimos (que inclusive está sendo usada também pela minha ferramenta Social Poster, outra hora explico melhor isso). A melhor forma de usá-la é para, a partir de um artigo seu (não estamos aqui infringindo as regras de copyright!), reescrever cada parágrafo ou frase a fim de obter um novo artigo, assim você pode ter um novo artigo de 500 ou 600 palavras em menos de 15 minutos. Minha melhor “estratégia para marketing” aqui é assim: escrevo um artigo e publico; depois rotaciono por palavras e publico três ou quatro versões; depois reescrevo cada frase e então publico o novo artigo gerado; daí rotaciono as palavras das novas frases e publico cinco ou sete versões desse artigo; reescrevo outra vez cada frase e publico o novo artigo; rotaciono e publico mais seis a dez versões. O processo pode repetir-se até que cada frase tenha cinco versões, quando então fica muito difícil conseguir reescrever a frase sem repetir muita coisa, aí reescrevo o parágrafo e o processo pode se repetir! Se você possui somente um blog ou website com somente 20 ou 30 páginas e deseja realizar o marketing para cada uma das mesmas esse processo é perfeito – o problema é quando você tema dezenas de blogs e websites, cada qual com centenas de páginas (meu caso!). Daí você logo desanima quando você já fez para uma e agora só falta para 30.000 páginas!
  • Article Marketing Robot – [UPDATE] Não estou mais recomendando esta ferramenta, pois apesar de ter conseguido bons resultados no passado, no momento ela possui alguns problemas, como:
    • O pessoal de suporte técnico da mesma não participa mais do fórum de discussão da ferramenta, de tal forma que as dúvidas de alguns estão se acumulando e não há ninguém para respondê-las;
    • Devido ao “estado de abandono” do fórum, os próprios usuários não mais estão discutindo no mesmo – e provavelmente não mais estão utilizando a ferramenta;
    • Pelos meus últimos experimentos, o uso do AMR está trazendo mais impacto negativo do que positivo (experimentei-o na promoção de meu site de jogos em Flash), e estou cansado de testá-lo sempre e ficar na dúvida se vale a pena ou não, de tal forma que não mais utilizarei essa ferramenta para submissão de artigos, usarei somente um módulo novo presente nela para a parte de scraping de links de blogs e websites relacionados a um nicho (obviamente, há outras ferramentas mais baratas que esta para tal fim, então, se você não a adquiriu e precisa de uma ferramenta para scraping de links, é melhor adquirir outra mais barata e com suporte ativo!).
  • Micro Niche Finder – Esta ferramenta aqui é foi interessante para encontrar um nicho com bom volume de busca e baixa competitividade. Alguns já me escreveram perguntando se a mesma funcionava ainda. Sim, ela ainda funciona e bem! Update: Não, ela não funciona mais. Apesar de ainda estar à venda, o desenvolvedor não oferece mais suporte a ela há alguns anos e eu não posso recomendar a ninguém que compre uma ferramenta quando o próprio desenvolvedor já avisou que não oferecerá mais suporte caso ela pare de funcionar – algo muito comum para todas as ferramentas que dependem de dados de terceiros. Atualmente, emprego outras ferramentas para análise de palavras-chave e nichos, mais sobre isso em outro momento.

Estas são as únicas ferramentas ou serviços de terceiros que adquiri? Com certeza, não! Mas são as que mais utilizo! Há uma outra ferramenta que uso para a coleta das tips (dicas) para os meus artigos, mas reconheço que o processo manual poderia até mesmo ser mais rápido; adquiri uma ferramenta para ajudar na postagem massiva de artigos em um blog, mas ainda não a usei e não integrei completamente em uma estratégia para publicação; e há uma outra ferramenta para análise de SEO que adquiri semana passada, acredito, que é até razoável, mas fiquei triste quando fiz uma sugestão para melhoria da mesma e o desenvolvedor me disse que não poderá fazer nesta, mas que tal sugestão será atendida em outra ferramenta que poderei adquirir… Ué? Não pode ser implementada nesta, mas vai ser implementada em outra tal que eu precise pagar mais? 😛

E isso tudo só para constar algumas, mas agora vamos ao próximo ponto, que será, acredito eu, ainda mais importante…

Algumas estratégias: o que deu certo e o que deu errado?

Este sim é um ponto vital e muito mal-compreendido (é com hífen ou sem hífen? Depois do novo acordo ortográfico, estou parecendo um analfabeto, sem saber escrever direito 🙁 )! Se você verificar as páginas de vendas de e-books e softwares por aí, verão que muitas delas falam de “estratégias”, quando na verdade o que eles oferecem são táticas. E há uma grande diferença entre estratégia e tática!

De um jeito bastante informal, funciona mais ou menos assim: você define seus objetivos e metas e a partir destas define uma estratégia que levará a tais metas. A partir de sua estratégia você define táticas e seleciona ferramentas que poderão concretizá-las. Então quando definimos primeiro as tática em vez de nossas estratégias, é bem comum que fiquemos bastante perdidos, como eu, por exemplo, já que muitas vezes acabo por fazer isso.

Definir tática é “mais fácil”, já que elas são focadas em algo, mas uma estratégia sólida precisa visar o todo. Se você define muitas táticas isoladas e não entende como elas trabalharão em conjunto em prol de sua estratégia, você provavelmente não conseguirá os objetivos desejados.

Assim, em minha atual estratégia, decidi que era necessário primeiro avaliar o que realmente importava nesse tipo de negócio (produção de conteúdo + bom linkbuilding), realizar experimentos (que me custaram bastante, mas ao menos eliminaram algumas dúvidas) e definir processos tão automatizados quanto fosse possível sem a perda da qualidade, e esse último ponto é realmente essencial, pois quanto maior a automatização, maior a perda da qualidade, seja lá no que for.

Dessa forma, optamos por usar ferramentas que servem de apoio a escritores e evitar simplesmente publicar um texto totalmente automático.

Outro ponto fundamental foi retomar o foco (eu esqueci de escrever o artigo sobre a “segunda regra do vencedor”, cuja regra da vez é “mantenha o foco”, escrevo hoje ainda ou amanhã, não se preocupem), o que está me forçando a eliminar alguns blogs que não conseguiram resultado algum (já se foram quatro dos blogs principais e uns 10 blogs gratuitos). A perda do foco está sendo negativamente crucial para os negócios online, principalmente agora, com todas essas mudanças que a Google vem lançando em seus produtos.

Perceba que essas decisões não poderiam ser tomadas simplesmente adotando uma tática ou ferramenta, elas requereram praticamente um ciclo PDCA (Plan – Do – Check – Act), tal que, partindo do como estávamos procedendo (Do), analisamos os resultados obtidos (Check), definimos o que estava errado e corrigimos (Act) e fizemos alterações em nosso planejamento estratégico (Plan). Se haverão novas alterações em nossos planos? Só posso dizer isso em início de outubro, quando farei uma revisão do todo (estou adotando um “ciclo PDCA” com duração fixa de três meses).

Outro ponto importante em nossa estratégia é a produção e oferta de nossos próprios produtos e serviços, mas falaremos mais sobre isso quando eles estiverem prontos para serem lançados. 😉

É preciso tudo isso?!? Então ganhar dinheiro na internet ficou mais difícil!

Na verdade, eu diria que há um amadurecimento – antigamente, era mais fácil “dar um jeitinho” e burlar algumas coisas, mas a internet está se tornando cada vez mais um lugar sólido para os negócios e exige assim a mesma seriedade de quem participa de tais negócios.

Há quem ganhe muito mais do que eu e não comente ter tanto trabalho assim, mas na média o que percebo é que quem quer melhor resultados precisa lidar com o seu negócio online de forma mais séria.

Há cinco ou seis anos atrás, por exemplo, você poderia criar um blog, “escrever, escrever, escrever” sobre algo focado em um nicho e com pouco ou nenhum linkbuilding você ganharia um bom dinheiro. Hoje você precisa ter uma estratégia melhor, definir não somente em qual nicho e como escreverá, mas também como o dinheiro entrará. E se você tem loja virtual, já deve saber que também não adianta só criar sua loja virtual, duas ou três campanhas PPC e pronto, o dinheiro vai “inundar” sua conta bancária. Não, você precisa tratar tudo isso com mais seriedade. É como se você precisasse de um mini-MBA em gestão de negócios online (Jeniffer, será que conseguiríamos lançar algo desse tipo em 2013? Esteja certa de que há uma boa demanda por isso 🙂 ) a fim de tomar as decisões certas.

Se você leu nosso artigo até aqui, em primeiro lugar, parabéns, você tem muito mais paciência do que eu (pois de jeito algum eu irei relê-lo agora à procura de possíveis erros ortográficos XD ), e em segundo lugar, espero que minha experiência tenha lhe mostrado um pouco do que você pode precisar (principalmente quanto à produção de conteúdo e linkbuilding) para deslanchar também em seu negócio online.

E não se preocupem que não esqueci da promessa do curso de criação de blogs rentáveis! E agora gostaria da opinião de quem também já esta nessa estrada: ganhar dinheiro na internet ficou mais difícil? Por quê?

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One comment

  1. Celso Silva says:

    Ótima matéria! O exemplo do ônibus ficou bem legal. Outro exemplo, que serviu para mim, é o de uma estrada congestionada. Entre 2002 e 2006, consegui, por meio da internet, muitos contatos “mais qualificados” para a minha atividade de marketing multinível. A partir de 2007, quando “todo mundo” teve acesso à internet, passei a ter prejuízo, porque a maioria dos contatos que apareciam não tinham nenhum perfil empreendedor, além de não terem como investir. Então, fui obrigado a começar a estudar internet.

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