Finanças pessoais, 13º salário e as festas de fim de ano

O ano está terminando (ou já acabou! Desde meados de outubro está bem difícil ministrar todas as aulas durante a semana, devido a feriados, congressos, simpósios, etc.) e é um período bastante conturbado financeiramente falando – tudo por causa daquilo que chamamos de 13º salário.

Vejamos bem: nesse período, o trabalhador recebe um salário extra, benefício concedido pelas empresas segundo ordena a legislação brasileira. Por “coincidência”, este é, também, o período em que temos o Natal, uma festa muito bonita, sobre sentir-se bem ao lado da família, compartilhando o momento e… muitos presentes. Na verdade, não só presentes, falamos aqui também de decoração, ceia e viagens – caso a pessoa more longe de sua família. Em outras palavras, um período em que o comércio fica bastante aquecido.

Logo depois, temos o Ano Novo, onde muitos de nós viajam para outra cidade a fim de passar o Reveillon “com estilo”, então falamos aqui sobre viagens, hospedagem, passeios turísticos, festas, etc.

E as coisas não acabam aqui. Até a escola de seus filhos quer “ganhar o dela”, de tal forma que muitas oferecem descontos para quem, nesse período, já fizer a matrícula de seu filho. Claro, ela sabe que esta é a época em que você recebe o 13º salário e que em janeiro você já estará um bocado apertado, não só com a compra de todo o material escolar, mas pagando também por parte dos custos das festas de Natal e Ano Novo – claro, o 13º pode não ser suficiente e, então, nós usamos um cartão de crédito, que facilita pois não precisamos ter dinheiro naquele mês, dezembro, mas adivinha só, então, quando devemos pagar? Isso mesmo, em janeiro…

E o pior é que é exatamente isso mesmo! Em janeiro, após as festas, você acorda com uma baita “ressaca financeira” (essa ressaca é toda consequência de ter gastado todo o dinheiro que recebeu e ainda ter usado fora de controle o cartão de crédito em dezembro), olha para as faturas que vão chegando, checa o extrato da conta bancária e pensa: “que droga, fiz de novo! Agora vai ser outra vez um sufoco para pagar tudo!”. É amigo, a coisa está feia, mas não se preocupe, você não é o único…

Outro dia vi uma reportagem (não lembro em qual telejornal) comentando que um grande número de pessoas estão aproveitando esta época do ano para quitar suas dívidas junto com bancos e instituições financeiras, a fim de “limparem o nome no SPC” a tempo de poderem fazer as compras de Natal e Ano Novo  (provavelmente de forma desmedida). Aí, já sabe, não é? Uma boa parte deles passará o ano seguinte com dívidas, alguns tentando livrar-se delas, outros simplesmente “deixando rolar”.

E onde deveria entrar as finanças pessoais nisso tudo?

Simples, em todo lugar! Se tivéssemos uma boa educação financeira e bons conhecimentos em finanças pessoais, é óbvio que poderíamos evitar a compra demasiada para festas de fim de ano e, como consequência, evitaremos também a “ressaca financeira pós-festas” e o cartão de crédito estourado. Aliás, alguém aqui acha que começar um novo ano com o cartão de crédito já estourado dá sorte? O que vocês me dizem?

Se você quer fazer diferente e fugir de tantos problemas, comece por evitar tal atitude. Eu sei que as únicas coisas que ouvimos em todos os lugares são: “Natal é tempo de comprar”, “Nada como passar o Reveillon em outra cidade com muito estilo”, “Aproveite as promoções de fim de ano”, etc. Mas será que isso tudo é realmente verdade? O que é verdade e o que é “papo de vendedor”?

Natal é tempo de confraternização

Se Natal é a comemoração do nascimento do messias do Cristianismo, que nascera em uma época onde não haviam shoppings ou centros comerciais tão sofisticados, Natal não deveria ser um tempo de compras, mas sim um tempo para confraternizar-se, rever parentes e amigos.

E você não precisa gastar todo o seu dinheiro para conseguir isso. Pense bem e você encontrará formas de promover tais encontros com muito menos gastos.

Nada como passar o Reveillon sem dívidas para o ano seguinte!

Você pode até passar o Reveillon em outra cidade, ou até em outro país, mas somente se está dentro do seu poder aquisitivo, caso contrário, você terá muitas dores de cabeça no novo ano causadas pelos gastos que você terá.

Vou tomar como exemplo a mim mesmo, minha esposa e meu filho, quando decidindo onde passar o Ano Novo. Aqui em minha cidade, para passar o Reveillon em um hotel de renome com direito à festa e tudo mais, é necessário desembolsar uma das seguintes quantias:

  • Somente a festa – R$ 350,00 por pessoa. Como somos dois adultos e uma criança com menos de seis anos de idade, o total seria de R$ 700,00. Mas seria o custo somente da festa e teríamos que dar um jeito para todo o restante, por exemplo, o transporte para voltar para casa depois da festa (táxi nesse dia pode ser bastante complicado);
  • Festa e hospedagem – Quase R$ 3.000,00 o apartamento duplo (isto é, após o cálculo de 5% disso, 5% daquilo, etc). E este é o preço para duas diárias, ou seja, um tempo bastante curto. E devemos levar em consideração os custos com passeios, almoços e jantares, transporte, etc.

E agora, o que fazer? Bem, podemos procurar outras opções mais baratas, se desejarmos não estourar nosso orçamento. Aqui em minha cidade, no caso, há vários shows na orla da praia em todo Reveillon. Os shows são gratuitos, muito bons e podemos encontrar por lá muitos amigos e conhecidos. Mas teríamos ainda o problema do deslocamento antes e depois da festa.

A solução, então, foi procurar uma pousada na praia que tivesse o preço mais em conta. Como procuramos ainda em fins de outubro, conseguimos um ótimo preço: um pacote de quatro diárias por R$ 800,00. 🙂 Com isso, temos não somente o local para o dia da festa, mas também teremos umas “mini-férias” para esquecer um pouco do trabalho, com direito a muito piscina, passeios pela orla, visita ao oceanário, jantares na praia e tudo mais que quisermos. Somando a hospedagem e demais custos, acredito que nossos gastos serão em torno de R$ 1.200,00, bem mais em conta do que várias outras opções.

Este é nosso exemplo, mas se para você gastar R$ 1.200,00 pode deixá-lo com problemas financeiros, não o faça, procure outra alternativa ainda mais barata! O importante é procurar algo que não o deixe começar esse novo ano já no vermelho (o que além de ser mau agouro pode dar uma baita dor de cabeça para resolver mais tarde).

Percebe então que, se você pensar bem e por em prática tudo o que já sabe sobre finanças pessoais (e controlar seus impulsos!) pode ter um excelente fim de ano? Este artigo, com certeza, não é nenhuma novidade, já falamos sobre muito do que aqui foi dito anteriormente, mas você está colocando em prática? Você está controlando os gastos sem perda da qualidade de vida?

Bem, por fim, vou deixar aqui o link para o nosso artigo Como otimizar o uso do 13º salário, assim vocês podem aprender muito mais sobre como melhor empregar o 13º agora no mês de dezembro. 😉

E o seu 13º salário, amigo, como irá usá-lo?

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