Etapa da definição de objetivos

E aqui vamos à terceira etapa do curso de Educação Financeira proposto pelo livro As 5 Etapas do Planejamento Financeiro, do prof. Elisson Andrade. Caso tenha perdido uma das etapas anteriores, aqui estão links para as mesmas:

Etapa do convencimento pessoal

Etapa do conhecimento financeiro

E agora vamos à terceira etapa, aquela que irá ajudá-lo a melhor compreender a importância de definir objetivos financeiros e como determinar os seus. Bem, seguindo a lógica trabalhada nas duas etapas anteriores, estou trazendo aqui alguns recortes do livro que achei interessantes, sobre os quais tecerei meus comentários…

Por que definir objetivos? […] Uma pessoa só aceitará abrir mão de satisfazer um desejo hoje, se houver uma recompensa ainda maior no futuro. (p. 50)

Seja bem sincero consigo mesmo: quantas vezes você quis mudar sua situação financeira mas, no fim das contas, nada foi realmente mudado? Provavelmente não lhe faltou vontade (afinal de contas, basta ver as contas no fim do mês para ter vontade de mudar a atual situação financeira, não?), mas talvez não tenha definido corretamente seus objetivos – e são eles que servirão de combustível para que você siga em frente, realizando os sacrifícios necessários hoje para ter uma recompensa maior amanhã.

Colocar a mão na massa e definir seus objetivos é um momento chave no processo de educação financeira. No caso de uma pessoa solteira e que se sustenta com os próprios rendimentos, corresponde a uma reflexão consigo. Por outro lado, se existe uma família envolvida, serão necessários longos diálogos até se chegar a um consenso. (p. 52)

Pára tudo! Antes de prosseguirmos, é muito importante refletirmos sobre o que está exposto ali acima, para compreendermos porque tantas vezes nossos planos parecem falhar…

Perceba que o autor deixou bem claro dois possíveis cenários no momento de pôr em prática aquilo que se aprende sobre educação financeira: quando se é solteiro e quando se tem uma família.

No caso da pessoa solteira e que não mora com pais ou outras pessoas, tudo fica relativamente mais fácil quanto à negociação, afinal de contas, não é necessário negociar com ninguém! Você toma uma decisão e, se confiar nessa decisão e for bem disciplinado, provavelmente alcançará seu objetivo. O que o autor não deixou muito claro aí é que há uma contrapartida: se você é do tipo que se desmotiva facilmente, então você pode muito bem encontrar-se várias vezes abandonando seu planejamento e retomando-o mais tarde.

Já no caso de uma pessoa que possui uma família (geralmente um cônjuge, podendo ter um ou mais filhos), já entra a questão da negociação, e quem já leu alguma vez um livro ou revista sobre negociação sabe que quanto mais “lados” em uma negociação, mais difícil alcançar um ponto de equilíbrio, um denominador comum. Talvez você pense “mas uma família não deteria ter os mesmos objetivos, dentre eles o crescimento de todos?”, pois é, mas na prática enquanto todos podem estar desejando livrarem-se dos problemas financeiros que assolam suas vidas, é bem provável que tenham objetivos de curto prazo conflitantes: talvez o marido deseje comprar um jogo de rodas novo para o carro, a esposa quer renovar o guarda-roupa e o filho está esperando ganhar aquela moto tão prometida! Será que algum desses objetivos contribui com o objetivo de longo prazo de ter uma maior estabilidade financeira? Percebe que é realmente essencial que cada um ceda um pouco a fim de alcançar um denominador comum?

Minhas considerações sobre esse capítulo

É claro que não publiquei todos os trechos mais interessantes aqui, já que se trata de uma obra sendo comercializada, entretanto acredito que o que foi apresentado aqui já destaca bem a importância de definir seus objetivos!

O autor também faz algumas recomendações de artigos próprios que o leitor pode estudar para aprofundar ainda mais seus conhecimentos: são artigos curtos e bastante didáticos.

Dois pontos essenciais do capítulo em minha opinião são:

  • Especifique sempre seus objetivos por meio de valores mensuráveis quanto ao montante a ser acumulado e o prazo e deixar bem clara a motivação;
  • Utilize-se de ferramentas para calcular o valor mensal a ser poupado para cumprir os objetivos de curto, médio e longo prazo.

Quanto a este segundo ponto, o prof. Elisson disponibiliza um link para uma planilha (em Excel) que torna muito fácil calcular quanto você precisa poupar mensalmente para alcançar seus sonhos. Mais uma vez, não vou publicar o link aqui como incentivo a quem realmente quer mudar sua vida financeira dar o seu primeiro passo e adquirir o livro de Elisson Andrade (o que, aliás, seria ótimo, pois você poderia acompanhar e participar de nossas próximas discussões, pois ainda faltam duas etapas!).

E até nossa próxima discussão, sobre a Etapa da Mudança de Hábitos!

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