Escolhendo uma profissão: amor ou dinheiro?

Olá a todos vocês, meus amigos, mais uma vez! Hoje, escrevo este artigo para responder aos comentários de alguns de nossos leitores no artigo Qual profissão ganha mais dinheiro? . Estes não são todos os comentários pendentes do mesmo (vão ficar faltando ainda uns 14 comentários 🙁 ), então se o seu comentário foi postado naquele artigo e ainda não foi respondido, não se preocupe que logo, logo será!

Bem, sem mais demoras, vamos começar!

Agradeço o apoio e elogios de todos!

Agradeço a Giovanna, Jéssica, Ado, Fábio Humberto e Carol por seus comentários agradecendo pelo artigo e apoiando-nos! Comentários assim sempre nos ajudam a perceber que nosso trabalho está realmente sendo útil a alguém! 🙂

E espero que vocês estejam acompanhando o Clube do Dinheiro, pois como já disse anteriormente, “este Clube é de todos”, para que possamos conversar, opinar e discutir sobre um tema em comum que, acredito eu, agrada a todos os leitores – dinheiro, ou melhor, a boa gestão do dinheiro. 😉

É importante amar o que faz sim, mas remuneração baixa não motiva ninguém

Este é o comentário de nossa leitora Suelem, graduada em Psicologia, que comenta não estar satisfeita com o que ganha.

Bem, por ser essa uma área bastante específica (e ter poucas informações sobre seu perfil educacional e profissional), torna-se bastante difícil dizer-lhe o que se pode fazer para reverter tal situação sem precisar mudar de área.

Como psicóloga, você tanto pode concorrer a vagas em hospitais e clínicas de terceiros, como pode ter o seu próprio consultório. Mas acredito que nada disso adiantará se você não trabalhar o seu marketing pessoal. Pare para pensar, como as pessoas podem chegar até você?

Na área de saúde em geral, o boca-a-boca é muito comum (isto é, uma pessoa foi até o seu consultório, gostou do atendimento e indicou para outra pessoa que também precisava), o que significa que oferecer um serviço de qualidade por um preço que seja percebido como vantajoso pelo cliente é fundamental.

Preste bem atenção: “por um preço que seja percebido como vantajoso pelo cliente”. Essa parte é muito importante, pois de nada adianta oferecer um preço muito baixo e o cliente considerar que o atendimento não foi tão bom quanto deveria, conheço muitas pessoas que preferem pagar mais caro mas “sentirem” que foram bem atendidas e que realmente valeu a pena.

Sendo assim, antes de desistir, se eu fosse você buscaria responder algumas perguntas:

  • O que tenho feito para atrair novos clientes? Quais meios de comunicação tenho utilizado para divulgar meus serviços? É possível conseguir alcançar um público maior ou mais interessado por outros meios?
  • Como está o meu serviço hoje, os meus atuais clientes realmente gostam do que faço? Eles se sentem bem?
  • E quanto ao preço, meus clientes estão satisfeitos com o valor que pagam? Eles sentem-se motivados a indicarem meus serviços para outras pessoas?

Enfermagem ou vendas?

E agora, vamos ao comentário de Joseane. Ela comenta que está no segundo período de Enfermagem por incentivo de sua família e também porque gosta muito de ajudar pessoas. Comenta também que trabalha com vendas há 10 anos e que recebe incentivos para fazer custos de marketing e gerenciamento financeiro a fim aperfeiçoar-se ainda mais na área. Enfim, ela está em dúvida quanto ao que deveria fazer, se segue na área de Enfermagem ou se se dedica mais à parte de vendas.

Joseane, o que não ficou claro em nenhum ponto para mim é o que você realmente gostaria de fazer! Veja bem, você me disse que gosta muito de ajudar pessoas. Mas praticamente todos os tipos de profissões, de uma forma de ou de outra, buscam ajudar pessoas! 🙂

Pense bem, quando escrevo neste blog, escrevo porque gosto de ajudar pessoas. Sou professor de Computação também e faço isso com prazer, porque gosto de ajudar pessoas. E sou desenvolvedor de jogos também e também o faço com prazer, pois gosto de ajudar pessoas (nesse caso, ajudo-as a terem bons momentos de diversão). Enfim, há várias formas de ajudar outras pessoas, então você precisa determinar de que forma você gostaria de ajudá-las!

Você gostaria de ajudá-las cuidando delas? Então Enfermagem pode ser uma boa opção para você. Você gostaria de ajudá-las a escolher quais produtos conseguem satisfazer suas necessidades? Então talvez a área de vendas seja realmente a sua área. Ou você preferiria ajudar as pessoas de outra forma? É nisso que você precisa pensar.

A descrição do “segredo” para o sucesso profissional é bem simples:

  • Descubra o que você gosta de fazer, quais coisas lhe interessam;
  • Pense então em como você pode usar suas preferências e habilidades para ajudar outras pessoas e descubra qual profissão permite-lhe isso;
  • Descubra o que você precisa aprender e realizar a fim de alcançar tal profissão;
  • Busque sempre aprender mais, trabalhar melhor e, assim, crescer dentro de sua profissão. E não se esqueça de investir em seu marketing pessoal e profissional!

São somente quatro passos fáceis de enumerar, mas que podem tomar bastante tempo para serem executados. Por exemplo, não é em uma rápida reflexão durante uma hora ou duas que você conseguirá identificar todo o seu perfil, tudo aquilo que realmente lhe interessa. Geralmente, você vai traçando isso ao longo do tempo, na medida em que vai percebendo quão satisfeito(a) você fica em desempenhar determinadas tarefas.

Eu espero, Joseane, que você foque nesses quatro pontos e identifique a melhor área para você e saiba persegui-la com garra!

Tenho 11 anos e ainda não escolhi uma profissão!

Agora vamos ao comentário de Wanessa! Ela disse que tem atualmente 11 anos, encontra-se no 7º ano e ainda não sabe qual profissão irá escolher. Seu pai a aconselha a estudar Administração e ela veio aqui em busca de ajuda para aprender um pouco mais sobre essa área.

Em primeiro lugar… Tenha calma, garota! É muito comum, com a idade e série em que você se encontra, não estar certa quanto ao que deseja cursar e trabalhar! Eu mesmo decidi-me a cursar Ciência da Computação entre o 2º e 3º ano do ensino médio, época em que comecei a aprender um pouco de programação por meio de um amigo de minha irmã (ambos cursavam técnico em Informática) e vi que com aquilo “dava para fazer um jogo”. Foi assim que nasceu em mim tal paixão. 🙂

Na verdade, ainda no início do 3º ano, eu estava com bastante dúvidas e já próximo do período de inscrição optei por isso e, sabe de uma coisa? Não consigo me ver em outra área tão bem quanto me vejo nesta (exceto, claro, se fosse na parte de gestão de negócios, e por isso estou agora me especializando nisso). 🙂

O importante, a fim de buscar identificar a “profissão certa para você” é conhecer ao máximo cada uma das opções que mais lhe agradam. Por exemplo, se o seu pai acha que talvez você goste da área de Administração, por que não pede a ele para comprar-lhe um livro introdutório de Administração (dependendo do livro, o preço fica entre R$ 30,00 e R$ 90,00)? Lendo sobre a área você poderá identificar melhor se é isso que deseja ou não.

Há um livro chamado O segredo de Luísa. Ele conta em forma de narrativa o dia-a-dia de Luísa, uma mulher que decide empreender o seu próprio negócio. Eu tenho esse livro, porém ainda não o li e portanto não posso opinar sobre o mesmo, mas o professor de Empreendedorismo da especialização em Gestão de Negócios indicou a sua leitura, acredito que ela seja bastante agradável e pode ajudá-la a saber se você gostaria realmente de atuar nisso. Ah, e eu não me lembro mais do preço do mesmo, comprei-o ano passado, quando viajei para Maceió com minha esposa, mas foi barato, só não lembro exatamente quanto. 🙂

Não achei nada demais, isso é uma bobagem

Nossa leitora Júlia escreveu exatamente isso, sem uma palavra a mais sequer, demonstrando assim o seu desinteresse pelo tema.

Bem, perceba que estamos no Clube do Dinheiro e, se uma pessoa que gosta tanto de falar sobre dinheiro lhe diz que na hora de escolher sua profissão você não deveria pesar somente o quanto irá ganhar e sim quanta satisfação isso irá trazer-lhe… Acho que isso deve significar algo, não? 🙂

Pode até parecer-lhe bobagem, achar que são conselhos tolos, que a pessoa deveria basear-se somente em quanto aquela profissão irá render-lhe, mas… será que só isso é suficiente?

Uma coisa que aprendi é que quando você ganha muito, mas não está muito satisfeito com o que vive e faz, você acaba por não pensar bem e, “sem querer querendo”, acaba por auto-sabotar-se. Essa sabotagem pode ser na parte financeira, profissional ou mesmo social. Eu sei, porque eu mesmo já fiz isso, muitas vezes!

Há quase dois anos atrás eu ganhava o dobro do que ganho hoje, porém, por mais que eu me preocupasse com minha gestão financeira, não estava conseguindo economizar nada para investir! Sempre o dinheiro acabava por completo – até hoje não sei explicar bem como isso acontecia… Mas acontecia!

Alguns meses depois, eu decidi criar uma aplicação recorrente em uma previdência privada, de forma que todo mês, na mesma data, R$ 500,00 eram transferidos de minha conta corrente e aplicados em minha previdência privada. Bem, se nada do meu dinheiro sobrava, provavelmente eu deveria começar a ficar no vermelho, não é? Mas sabe o que aconteceu? Eu não fiquei no vermelho! Percebi então que, inconscientemente, estava “esticando as minhas contas e despesas” de forma que sempre gastava tudo o que estava na conta corrente!

Em quase metade de 2011, eu estava tão estressado quanto ao meu trabalho que, mesmo sem ter outra fonte de renda, decidi abandoná-lo. No momento trabalho em outra área e ganho menos e, mesmo sabendo que a curto prazo isso me afeta bastante financeiramente, sei que a médio e longo prazo estarei numa situação melhor, pois agora eu consigo enxergar com mais clareza o meu “rumo profissional”.

Muitas vezes em nossas vidas estamos assim, com a visão turva, sem conseguir ver o rumo que estamos tomando – e por isso muitas vezes achamos que não podemos ganhar dinheiro fazendo o que amamos. Mas quando conseguimos “limpar” o nevoeiro à nossa frente e observamos bem, sempre encontramos uma opção bastante interessante e que pode nos levar até onde queremos ir!

Quem ganha mais: Arquiteta ou Estilista?

Nossa amiga Bianca cursou o 3º ano do ensino médio e está preocupada quanto a qual profissão ganha mais dinheiro. Bem, depende!

Se você for considerar os melhores arquitetos e os melhores estilistas… Eles ganham milhões, claro! Se você for considerar os piores arquitetos e os piores estilistas… Provavelmente não ganham nada!

No seu caso, acredito que você deva levar em consideração o que você realmente gostaria de fazer (estamos falando de duas profissões bem distintas!) e onde você poderá atuar. Por exemplo, se em sua cidade não há espaço para bons estilistas, provavelmente você precisará sair, ir para outro lugar!

Ambas as profissões podem faturar muito bem – mas em ambos os casos vai depender principalmente de suas habilidades! Entretanto, talvez você tenha uma maior dificuldade para entrar no mercado da moda do que teria para entrar no ramo de arquitetura.

Sinceramente? Acredito que você deveria conversar com alguns arquitetos e estilistas, ler um pouco sobre as vidas e as profissões deles e, assim, determinar qual é o melhor para você. E com certeza você vai ganhar mais naquilo que você fizer melhor!

Bem, espero ter respondido aos comentários de vocês, pessoal. Os demais comentários pendentes serão respondidos tão breve quanto for possível! Mas e então, já se decidiu sobre como escolher sua profissão: por amor ou por dinheiro?

Quer receber nossos artigos em seu e-mail e "de quebra" baixar nossos e-books "Manual do Investidor" e "Como Ficar Rico - dicas, dúvidas e comentários"?

E-mail:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *