Envolvendo a família no planejamento financeiro

Olá a todos! Aqui estamos para o quinto passo do nosso minicurso Manual do Investidor e, dessa vez, vamos abordar algo que, muitas vezes, esquecemos de pensar e planejar durante nossa estrada rumo ao sucesso e, devido a isso, acabamos pegando uma via muito tortuosa e perigosa.

Nosso objetivo, como sempre, é conseguir tornarmo-nos excelentes investidores, expondo-nos a riscos toleráveis e com bons ganhos: ganhar dinheiro, eis o lema de todos no Clube do Dinheiro! 😀

Se você mora sozinho, pode até ser fácil conseguir estudar, planejar e executar tudo sozinho, mas se este não é o seu caso, se você mora com pais e irmãos ou possui esposa e filhos, perceberá que tentar fazer tudo sozinho não será fácil ou, no mínimo, gerará muito atrito.

Bem, antes de começarmos sobre este assunto, queria trazer falar aqui sobre duas regras muito importantes que aprendi, a regra do PSAR e a “lei da inércia financeira”.

Mas… O que é PSAR?

PSAR são as iniciais das palavras que formam a expressão: “Pensamento + Sentimento + Ação = Resultado”.

Tive contato com essa expressão lendo o livro Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker. Nele, o livro fala que não basta só pensar e sentir (querer), é necessário que a pessoa aja, que ela execute atividades que permitam alcançar aquilo que ela desejou, caso contrário, não há resultados.

Em outras palavras, se você quer que algo bom realmente aconteça, você deve primeiro pensar sobre isso, desejar isso e, então, agir em busca disso. Só pensar e sentir não bastam, pois por mais que você queira algo, somente o alcançará por meio de seus esforços.

E é a partir do PSAR que nós já podemos começar a formular o que seria, então, a léi da inércia aplicada ao mundo os investimentos.

Lei da inércia no mundo das finanças

Acredito que todos nós já conhemos a “Lei  da Inércia” na Física, tão famosa, que diz que um corpo não pode mudar seu estado (em repouso ou em movimento retilíneo uniforme) se não houver alguma mudança provocada por agente externo ou não.

Essa lei também pode ser aplicada ao mundo dos negócios, onde não há como conseguir novos resultados se não houver novas ações. Acredito que cabe aqui a excelente frase que aprendi no livro de Harv Eker: “loucura é querer fazer as mesmas coisas que sempre fazemos e esperar resultados diferentes”.

Por mais óbvia que esta “lei” pareça, nosso corpo e mente gostam de acostumar-se com o comodismo, com a não-mudança, então isso dificulta que mudemos, que saiamos da zona de conforto, para caçar prêmios maiores.

Tomemos como exemplo um trabalhador que ganha somente dois salários-mínimos em seu emprego e vive a reclamar que não é o suficiente. Obviamente, o melhor a ser feito é lutar por um emprego melhor, com uma melhor remuneração, ou ascender profissionalmente em sua carreira de forma a enfrentar novos desafios e ser melhor recompensado por isso. Entretanto, tudo isso levará a pessoa a precisar estudar mais, fazer planos de carreira e até sacrificar alguns momentos de lazer.

Se ele optar por fazer algum sacrifício hoje, com certeza ele terá uma melhor recompensa amanhã. Mas se ele deixar levar-se pelo comodismo, pelo medo de deixar a zona de conforto, ele continuará no mesmo emprego e a única variação que ele perceberá é um pequeno aumento quando há reajuste salarial, que não possui o objetivo de ampliar seu poder aquisitivo, como já falamos em Aumento no salário mínimo, melhor plano de carreira ou fazer bons investimentos? .

PSAR, Lei da Inércia e a Família

Bem, agora que você já tomou ciência dessas duas regras, imagine: o que acontecerá se, em sua família, somente você estiver com o pensamento, sentimento e suas ações “programadas” (como diria, mais uma vez, tio Harv 🙂 ) para buscar o sucesso financeiro, enquanto que todo o restante da família não se importa com o objetivo ou, pior, sente-se até mesmo incomodado com isso?

Você até pode conseguir bons resultados, mas com certeza serão menores e mais frágeis do que aqueles obtidos quando toda a família concorda com o objetivo (pensar), compartilha o interesse (sentir) e define as ações de cada qual (agir) em busca de alcançá-lo.

Ações a se promover em família

A fim de conseguir um melhor envolvimento de toda a família no planejamento financeiro, preparamos aqui algumas dicas que você pode seguir para conseguir melhores resultados:

  • Promover reuniões familiares para discutir todos os problemas, inclusive os financeiros – alguns chefes de família, equivocadamente, acreditam que discutir sobre os problemas com os demais membros pode levá-los à “perda de poder”, “redução de sua imagem”, naquela família. Bem, este é um pensamento bastante arcaico e que só leva a mais e mais problemas. Todos na família devem participar e serem ouvidos, isso ajuda não somente a encontrar soluções para os problemas financeiros, como ajuda as crianças a compreenderem a importância de resolverem seus problemas como uma família, unidos, o que mais tarde será muito útil a ela;
  • Incentivar todos à educação financeira – aprender como lidar tarefa é uma tarefa para todos, independente de sexo, cor, papel desempenhado na família ou até mesmo idade (obviamente, educação e disciplina financeira para um jovem de 12 anos é diferente para um jogvem de 21 anos de idade). Quando todos compreendem do que se trata, fica mais fácil alcançar os objetivos, já que não estarão “andando feitos cegos na escuridão”. O incentivo pode começar de diversas formas, desde brincadeiras e leituras de artigos sobre finanças a presentear um membro da família com um livro ou curso sobre o assunto. Ah, não se esqueça que o blog Clube do Dinheiro é bastante focado neste assunto, então indique também a sua leitura a familiares, parentes e amigos, ok? 🙂
  • Combater, em família, possíveis problemas quando ao uso consciente do dinheiro – como vocês já devem ter compreendido, um dos problemas que mais dificultam uma pessoa de alcançar uma certa estabilidade financeira é justamente não saber como usar o seu dinheiro de forma consciente, equilibrada. O que dizer então do que pode acontecer se um dos membros da família tornar-se uma “válvula de escape” de todas as economias feitas pela família? Pode ser algo realmente complicado de lidar, então é importante que tais problemas sejam administrados e solucionados em família. Hoje, o vício do consumo compulsivo já é considerado doença, como o alcoolismo, e possui tratamento. Mas é importante que a pessoa em questão compreenda a sua situação e procure ajuda, caso contrário, não há tratamento que ajude!
  • Sempre buscar incentivar e evitar obrigar – quando você consegue motivar verdadeiramente um membro da família a compreender o que é educação financeira e a importância de tecer um planejamento financeiro (o qual poderá ser feito em família), você conquista um aliado nessa batalha rumo ao sucesso. Mas, quando você tenta obrigar o outro a assumir seu ponto de vista como verdadeiro, muito possivelmente você não despertará o mesmo sentimento dele, o que poderá levar a muitos conflitos. Sendo assim, dialogue quantas vezes for preciso e aponte sempre as vantagens que há em ser financeiramente independente;
  • Buscar o sucesso para todos da família – outra coisa que deve ser deixada bem clara é que todos estão lutando não pela sua prosperidade, mas de toda a família. Todos conseguem agir melhor quando sabem que estarão compartilhando as recompensas que hão de vir.  🙂

Bem, acredito que estas cinco dicas sejam suficientes para um bom primeiro passo (ou melhor dizendo, quinto passo deste curso 🙂 ).  Agora, cabe a você e sua família pô-las em prática.

Até o próximo passo, quando falaremos sobre a caderneta de poupança!

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Manual do Investidor]

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4 comments

  1. Flavio Silva says:

    Pura realidade… já li o Mente milionária duas vezes de tão bom que é!

  2. admin says:

    E eu já li uma vez e minha esposa está lendo-o agora (na verdade, eu queria que nós dois lêssemos juntos agora, mas ela prefere ler sozinha 🙂 ).

    Então, agora estou lendo “Pai Rico, Pai Pobre” e a última edição da revista “Agência Estado – Investimentos” pois apesar de não fazer ainda investimentos pesados (somente em caderneta de poupança e CDB DI, mas isso é assunto para outro momento), gosto de ler e aprender bastante antes de pôr em prática – reduz os riscos. 🙂

    Ah, e seja bem vindo ao Clube do Dinheiro, Flávio!

  3. Rodrigo says:

    Bom dia

    Só uma coisinha: inércia tá escrito errado num dos titulos: Lei da inécia no mundo das finanças

    e eu gostaria de perguntar uma coisa. Gostaria de assinar uma revista pra me manter informado, mas não sei qual seria uma boa idéia. Qual você indicaria?

  4. admin says:

    Olá Rodrigo, tudo bem? Valeu a dica, vou corrigir esse erro agora mesmo!

    Olha, a respeito de finanças, investimentos e desenvolvimento profissional, acredito que as revistas Exame, IstoÉ Dinheiro e Você S/A são os principais destaques no Brasil. Além destas, há também a Pequenas Empresas Grandes Negócios, muito boa para quem está pensando em criar um pequeno ou médio empreendimento.

    Você possui o interesse de assinar uma revista e cada revista possui um estilo próprio que às vezes uma pessoa gosta de ler mas a outra não. A minha dica? Antes de assinar, compre exemplares avulsos delas e leia-as. Aquela que mais lhe interessar você deveria comprar mais um exemplar da edição seguinte para ler e confirmar ser aquela a que melhor se adequa ao seu perfil e, então, você poderia fazer a assinatura.

    Digo isso porque já fui assinante da Pequenas Empresas Grandes Negócios e ganhei seis meses de Exame, além disso comprei exemplares avulsos da Você S/A e li algumas IstoÉ Dinheiro. No período em questão eu não pensava em abrir um negócio, mas sim em meu desenvolvimento profissional e financeiro, de tal forma que a Você S/A e a Exame estavam atendendo-me muito bem.

    A PEGN é interessante como um veículo de comunicação para, vez ou outra, conhecer novas oportunidades e o que está rolando por aí, mas como assinatura, acho que não me valeu muito, já que eu não tinha interesse de abrir um negócio naquele momento e algumas coisas na revista tornaram-se um pouco repetitivas. Acredito que isso acontecia menos com a Exame e a Você S/A.

    Leia cada uma delas e você compreenderá o que falo a respeito de cada uma ter um estilo próprio. 😉

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