Educação financeira – sacrifício ou estilo de vida?

Olá mais uma vez, amigos e leitores do Clube! Hoje trago à luz uma discussão sobre a educação financeira. Aqueles que já lêem nosso blog há mais tempo talvez lembrem-se daquele nosso curso, em que abordamos a importância de aprender a lidar com dinheiro a fim de ter-se uma maior prosperidade e, assim, uma vida mais tranquila e prazerosa.

Pois bem, na teoria tudo parece lindo e maravilhoso, não é mesmo? E na prática? Será que aplicar os conceitos de educação financeira rigorosamente em nosso dia-a-dia é tão gratificante ou será um sacrifício muito doloroso e, no fim das contas, não tiraremos proveito de nada do que conquistamos?

Em um dos muitos comentários que respondi aqui, um leitor duvidava da possibilidade de alcançar-se a meta de ser rico ou financeiramente independente e ainda assim tirar bom proveito, dizendo que precisaria ser “pão-duro demais” e teria que abrir mão de todas as coisas boas que a vida nos oferece. Será? Será que a educação financeira acaba por se tornar um sacrifício, uma grande privação necessária para se alcançar a meta, porém da qual nada ou pouco desfrutaremos, ou podemos considerar como sendo um estilo de vida, onde pode-se abrir mão de certas coisas hoje para visando desfrutar ainda mais amanhã?

Obviamente, a minha opinião é quanto a ser um estilo de vida, mas acredito que a melhor alternativa aqui é entender ambas as perspectivas, isto é, ver pelo ângulo de quem considera uma obrigação bem como de quem considera um estilo de vida.

Educação financeira é um sacrifício para você?

Bem, se você considera a educação financeira, ou melhor, a prática da educação financeira como sendo somente um sacrifício em sua vida, é bem provável que até agora você não tenha percebido nenhum dos frutos que a mesma lhe trará, não é mesmo? Isso porque a nossa própria forma de pensar influencia os resultados que obteremos – e como muitos já devem saber, pensamentos pessimistas atraem resultados pessimistas.

Sim, eu sei, principalmente nos primeiros passos, é necessária muita força de vontade para abrir-se mão de certos prazeres efêmeros que, apesar de trazer alguma alegria e satisfação momentânea, não agregam valor às nossas vidas a longo prazo. Isso significa que precisamos realizar cortes e reduções orçamentárias em praticamente tudo em nossas vidas – afinal de contas, é necessário que sobre tanto dinheiro quanto for possível para que tenhamos recursos para pôr em prática nossos planos para a prosperidade financeira.

Entretanto, se você encara esta como sendo somente um sacrifício, é por uma ou mais das seguintes três razões:

  • Você ainda não se acostumou ao novo estilo de vida, o renunciar certas coisas mais dispendiosas em prol de outras mais baratas;
  • Você não fez uma correta adaptação, por exemplo, no lazer, em vez de trocar opções caras por outras mais baratas que também o agradem, você simplesmente eliminou aquelas formas de lazer!
  • Você ainda não começou a perceber os resultados, entretanto se for disciplinado e atento, não demorará muito para que apareçam!

Agora, gostaria de que você refletisse: será que uma das três razões anteriores é que estão levando-o a considerar a prática da educação financeira puramente sacrifício? Se sim, então você precisa redobrar a atenção, pois tais razões costumam levar as pessoas a se “auto-sabotarem”!

O que é a auto-sabotagem financeira?

Bem, todo mundo sabe o que é sabotar, não é mesmo? É quando, naquele filme de espiões, o “cara mau” vai até o carro do “bonzinho” e retira todo o fluido do freio, para que mais tarde o coitado se lasque todo! A auto-sabotagem é a mesma coisa, o problema é que você é o “bonzinho” e o “cara mau” da história!

Em nossa mente isso acontece assim: por razões das mais variadas, você pode não estar gostando de algo que faz, mas o faz forçosamente, pois precisa. Com o tempo, sua mente vai ficando cada vez mais estressada e deprimida em ter que fazer aquilo, quando acha que não deveria, então, começa a cometer pequenos erros consciente ou inconscientemente. No caso de finanças, pode ser o esquecer um chuveiro elétrico aberto por mais tempo ou o computador ligado à noite desnecessariamente; pode ser o gastar todas as economias que juntou até agora em um único fim de semana; ou pode ser agir de forma ruim nos negócios, levando a resultados ruins.

Há várias formas de auto-sabotagem e, se você não estiver bastante atento, poderá cair em uma delas, o que é muito ruim, já que você acreditará que está fazendo tudo certo, mas não consegue ver resultado positivo algum!

É preciso evitar-se a todo custo isso e, claro, a melhor forma de fazê-lo é praticando educação financeira adequadamente – e colhendo os bons frutos no momento certo, claro.

Educação financeira é um estilo de vida para mim!

Analisemos agora o lado oposto: você começa a colocar os conhecimentos adquiridos por meio da educação financeira em prática, começa a perceber os resultados financeiros (na verdade, agora pode até mesmo planejar uma viagem daqui a seis ou nove meses e não precisará ficar devendo a bancos!) e vê nisso uma nova forma de viver. Aqui estão alguns sinais positivos da boa educação financeira:

  • Se você estava endividado, identifica agora meios para reduzir a sua dívida até amortizá-la completamente;
  • Sua vida agora é menos dependente de crédito, isto é, você até pode utilizar-se do cartão de crédito, mas sabe que não deve entrar no crédito rotativo, você até se utilizará de financiamento para compras maiores como uma habitação, mas no caso de compras bem menores (roupas e eletrodomésticos) procurará pagar à vista e exigirá sempre os menores preços;
  • Ao contrário do que os “sacrificadores” dizem, você percebe agora que sua vida é tão agradável quanto antes, com a “pequena” diferença de que agora você é hábil a acumular recursos necessários para fazer coisas que, sem uma boa educação financeira, você não poderia fazer – por exemplo, passar as festas de Reveillon em outra cidade ou mesmo num cruzeiro!

A educação financeira é isso: ela pode ser considerada uma ferramenta, um instrumento de defesa que o ajudará a evitar certas armadilhas e trilhar o seu próprio caminho, em seu próprio ritmo, em busca da prosperidade financeira.

Por exemplo, se você deseja realizar uma viagem que custa R$ 2.000,00 daqui a doze meses, mas só está economizando R$ 60,00 por mês para tal fim, é óbvio que, na data em questão, você terá somente R$ 720,00 economizados e precisará tomar uma das seguintes decisões:

  • Cancelar a viagem, afinal de contas não possui aqueles R$ 2.000,00 – o que será uma grande frustração para você e, por auto-sabotagem, você acabará gastando o dinheiro acumulado em algo infrutífero;
  • Contrair algum empréstimo (e então ficar devendo R$ 1.280,00) e realizar a viagem – o que será ótimo enquanto se está na viagem, mas péssimo mais tarde, quando você precisar, nos próximos meses, quitar aquela dívida e, por causa dela, provavelmente não poderá fazer outra viagem tão cedo (se você só consegue economizar R$ 60,00 mensalmente, quanto tempo você levará para terminar de pagar aqueles R$ 1.280,00?);
  • Viajar para outro lugar, algo que só precise daqueles R$ 720,00 – aqui também haverá uma boa frustração, afinal de contas, você passou doze meses preparando-se para aquela outra viagem, não esta.

Vamos agora imaginar que, pondo em prática o que você sabe sobre gestão do dinheiro, você conseguisse realizar uma economia de R$ 30,00 em seu orçamento doméstico. Um grande passo, não? Mas espere, não é somente isso: você também optou por ganhar alguma renda extra, algo não muito trabalhoso, mas que o ajude a ganhar outros R$ 60,00 por mês – você estará privando-se de algumas horas de lazer por mês durante doze meses, mas sabe que, “lá na frente”, alcançará sua recompensa!

Agora, o total poupado mensalmente para essa meta é de R$ 150,00. Um número muito melhor, não? Na verdade, com isso, conseguiremos economizar R$ 1.800,00. Você pode estar pensando que não ajudou, pois ainda faltam R$ 200,00, mas estará errado, pois você pode conseguir tal dinheiro por meio de um empréstimo (a um banco ou mesmo com algum parente), realizar sua viagem e provavelmente não terá grandes dificuldades em devolver aquele dinheiro depois, já que agora você consegue economizar R$ 150,00 mensalmente, não é mesmo?

É preciso ver para crer!

Bem, podemos passar horas e horas aqui, falando sobre as maravilhas que a educação financeira pode trazer para a sua vida, mas eu sei que isso não ajudará muito – o que realmente nos convence é ver os resultados, é vê-la funcionando em nossas vidas!

Sendo assim, fica agora sob sua responsabilidade escolher se a educação financeira será um sacrifício, um estilo de vida ou se simplesmente fingirá que ela não existe, continuará gastando seu dinheiro indevidamente e reclamará sempre porque “sempre sobre mês no fim do dinheiro”.

E para você, amigo leitor, o que é a educação financeira – sacrifício ou estilo de vida?

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