Doze passos para se tornar um empreendedor de sucesso

Doze passos para se tornar um empreendedor de sucesso

Se você quer trabalhar em casa de verdade ou ter seu próprio negócio fora dela, perceberá aos poucos que precisará desenvolver um bom espírito empreendedor. Para alguns, que trabalham como empregados para uma empresa, talvez não precise desenvolver suas habilidades empreendedoras tão fortemente (entretanto recomendo que também as desenvolva, pois o ajudará bastante a alcançar suas metas), mas para aqueles que estarão a prestar serviços de forma autônoma ou mesmo como uma empresa para outros clientes, aí sim é quase uma “decisão de vida ou morte”!

Focaremos neste artigo o segundo perfil, isto é, aquele que trabalha em casa de forma autônoma, precisando atender as necessidades de diversos clientes. O seu sucesso depende diretamente de suas habilidades, experiências e conhecimento e isso significa que tanto pode ser um caminho para o sucesso quanto um atalho para o fracasso!

Você já determinou um tipo de produto a desenvolver ou serviço a prestar, ótimo, um primeiro passo está dado! Mas será que isso é suficiente para que tudo saia perfeitamente bem? A fim de ajudá-lo, selecionamos 10 fatores importantes para ser um empreendedor de sucesso. Vamos agora estudá-los?

1. Análise do público-alvo

O primeiro passo de todos não poderia ser outro, senão buscar responder a pergunta: como ter certeza de que este público-alvo será realmente rentável?

Sem tal resposta, todo o seu empreendimento poderá ser somente um grande problema, quando perceber, por exemplo, que o mercado-alvo não é grande suficiente para atingir as suas metas.

Há livros inteiros sobre este assunto, os quais inclusive aconselho a leitura, mas para tratar de forma resumida, a sua análise deveria responder as seguintes perguntas:

  • O seu produto ou serviço atende uma necessidade?
  • O grupo de pessoas que apresentam tal necessidade possuem poder aquisitivo para adquirir seu produto ou serviço (o que caracterizamos como demanda)?
  • Seu empreendimento poderá cobrir área suficiente dessa demanda?

2. Análise da concorrência

Se é importante conhecer o mercado, aqueles que irão comprar, tão importante quanto é conhecer a concorrência, aqueles com quem iremos competir. Disputar um mercado já consolidado, isto é, já dominado por duas grandes empresas, pode ser algo muito arriscado e você provavelmente quer evitar isso – afinal de contas, brigar com “gigantes” pode representar um grande risco ao seu empreendimento, principalmente quando não se possui capital suficiente para encarar tal briga.

Sua análise da concorrência deveria ajudá-lo a compreender o seguinte:

  • Quem é a sua concorrência? Há quantos anos eles estão no mercado? Quais as áreas de atuação deles?
  • Como eles atuam junto com o público-alvo? Buscam destacar-se por meio de preços baixos, diferenciação dos produtos ou segmentação do mercado?
  • Quais vantagens e desvantagens você pode perceber neles?

3. Análise de oportunidades e riscos

Agora que já analisou o mercado e a concorrência, será muito mais fácil determinar as oportunidades e riscos que há em seu empreendimento.

Para isso, há uma ferramenta conhecida como “análise SWOT” que são as iniciais, em inglês, para as palavras forças, fraquezas, oportunidades e riscos. Em outras palavras, você precisa analisar as forças e fraquezas de seu empreendimento, compará-las com as oportunidades e riscos que há no mercado e assim determinar se tal empreendimento é muito arriscado e você apresenta muitas fraquezas (cenário extremamente pessimista e você seria louco de aventurar-se assim) ou se há muito mais oportunidades que riscos e você apresenta muitas forças (um cenário bastante otimista e interessante).

Claro, se você percebe fraquezas em seu empreendimento, pode buscar estudar como corrigi-las, da mesma forma, procure explorar novas forças em seu empreendimento. Se assim o fizer, atualize adequadamente a sua análise SWOT e veja melhor como se encontra após isso!

4. Planejamento sério

Analisou o mercado, a concorrência, as oportunidades e os riscos, não foi? Sim, eu sei, está um tanto quanto cansativo, mas lhe prometo que, se está a seguir nossas orientações e fizer tudo direito, suas chances de sucesso serão bem maiores!

Como um bom empreendedor, você já deveria saber que o planejamento deve ser levado a sério, tanto na sua elaboração quanto na sua execução (em nada ajuda ter um plano bem documentado e escrito engavetado, de forma a jamais usá-lo).

Neste ponto, então, você deve reunir as informações que coletou até agora e partir para a elaboração de um plano de negócios. Há inúmeros lugares na web onde se pode aprender como elaborar um plano de negócios, um deles é o curso online gratuito Como abrir seu próprio negócio, de autoria de Jeniffer Silva e Christiano Santos (eu 🙂 ).

Torno a repetir: é um tanto quanto cansativo tanta documentação e preparação, mas um bom planejamento o ajudará a avaliar outros detalhes quanto à viabilidade do negócio bem como determinar, em linhas gerais, os passos a serem executados. Em outras palavras, vale ouro!

5. Foco nas necessidades do cliente

Agora que já elaborou o seu plano de negócios e está quase começando o seu empreendimento (ou se já começou, está pronto para incrementá-lo com o que aprendeu), está na hora de reforçar algo importante: o foco nas necessidades do cliente.

Não adianta você vender algo barato ou diferenciado se isso não atende às necessidades dele! Por mais campanhas de marketing que você empregue para o seu branding, não ajuda em nada ter um produto ou serviço “reconhecidamente inútil”! Sendo assim, revise tudo e responda: você (e sua equipe, caso tenha uma) está focado no cliente, nas suas necessidades?

Pense bem: como o seu produto ou serviço pode ajudar o cliente? O preço está vantajoso para ambas as partes? O cliente pode perceber facilmente o valor agregado ao seu cotidiano por meio desse produto ou serviço?

6. Marketing sério

Se você soube levar a sério o planejamento, vai compreender facilmente a importância do marketing. Marketing não é somente propaganda, marketing é mais que isso. Marketing trata-se do conjunto de recursos e conhecimentos utilizados a fim de determinar como melhor prover seus produtos e serviços aos clientes.

Um bom plano de marketing é vital. Para provar isso, vou citar um exemplo: desenvolvi um jogo para um cliente e, agora, sou também o responsável pelo marketing do mesmo. Iniciei algum planejamento e comecei a por em prática algumas estratégias, mas percebo cada vez mais que tudo seria bem mais fácil se tivéssemos planejado e começado a executar esta parte desde o início.

Avalie as diversas estratégias de marketing disponíveis e tente determinar aquelas que lhe proporcionarão melhor custo x benefício.

7. Uso da tecnologia a seu favor

O próximo ponto importante para o sucesso de seu negócio é saber utilizar a tecnologia disponível em favor de seu empreendimento.

Ainda hoje, em pleno século XXI, vemos muitas empresas a subestimar o uso de certos canais de comunicação em sua estratégia de marketing, a não utilizarem o equipamento adequado em sua linha de produção, a não adotarem softwares que, quando bem utilizados, podem automatizar parte do processo. Enfim, vemos ainda muitas empresas a cometer inúmeros erros.

A tecnologia, quando bem utilizada, pode representar um grande diferencial competitivo sobre concorrentes que não a utilizem corretamente, entretanto, quando você simplesmente a ignora, poderá perceber, da noite para o dia, que está amargando grandes prejuízos devido a algum concorrente que tomou a iniciativa e começou a gerir melhor o uso de tecnologias em seu negócio. Pense nisso!

8. Boa gestão de recursos

Uma boa gestão, com certeza, é a base de tudo. Não importa se você trabalha sozinho ou possui uma equipe, se você é empregado de uma empresa ou se você atua como autônomo, quanto melhor fora a sua capacidade de gestão, maior a sua produtividade e menores os custos envolvidos no processo.

Quando se fala em gestão de recursos, há inúmeros tipos de recursos, mas vou citar aqui os três mais importantes: os recursos financeiros, os recursos humanos e os bens de produção.

Saber gerir bem seus recursos financeiros não significa somente não gastar e sim saber gastar com sabedoria, de forma que alcance os melhores resultados possíveis com o menor custo possível. Se você busca, por exemplo, alcançar o seu público-alvo por meio da diferenciação do seu produto, reduzir custos reduzindo a qualidade do mesmo será uma estratégia ruim. Em contrapartida, se você busca uma estratégia de menor custo para o cliente, reduzir o custo com o frete para a entrega do produto pode ser interessante, caso o cliente não encare como ponto negativo a probabilidade de ter que esperar um pouco mais pela entrega.

Já quanto aos recursos humanos, você pode até não considerar muito importante caso esteja a trabalhar sozinho, mas tão logo comece a delegar parte das tarefas a um assistente (eu faço isso! 🙂 ) ou tenha uma equipe para gerenciar, perceberá que é realmente muito importante saber lidar com as pessoas que trabalham com ou para você. Identificar bons talentos, motivá-los, acompanhá-los e ajudá-los a desenvolverem-se podem fazer tão bem ao seu empreendimento que você compreenderá naturalmente o porquê de haver a expressão “capital humano”.

Já quanto à gestão dos bens de produção, trata-se de saber como melhor lidar com todos os instrumentos necessários para o funcionamento do seu empreendimento. No meu caso, por exemplo, preciso zelar pelo meu escritório, computadores e ferramentas necessárias para a execução de todas as tarefas. E em seu empreendimento, quais os bens de produção mais importantes? Você tem dado uma boa atenção a eles?

9. Organização e definição das tarefas e processos

O próximo passo importante para ser um empreendedor de sucesso é organizar e definir bem as tarefas e processos. Quando você possui um pequeno negócio, como uma padaria, lanchonete ou de outro tipo, você pode até não perceber, mas há diversas tarefas a serem executadas: a produção de pães, a compra de novos materiais, elaboração de um cardápio, etc.

Já pensou quão mais fácil seria seu negócio se você identificasse cada uma dessas tarefas e elaborasse um roteiro descrevendo como executar a mesma da melhor forma possível? Seria realmente uma mão na roda, não? Pois é, esse roteiro detalhado trata-se do processo, isto é, conjunto de procedimentos a serem executados a fim de cumprir uma tarefa.

Há inúmeras vantagens em definir as tarefas e documentar bem os processos, uma delas é, por exemplo, a facilidade de passar as novas instruções para uma outra pessoa, permitindo até mesmo que você delegue parte de suas tarefas – e delegar tarefas é algo muito importante em qualquer negócio.

10. Tomada de decisões eficiente

Outro ponto a se observar é quanto à tomada de decisões. Tomar decisões de forma eficiente não é um processo tão simples assim. Veja só:

  • Se uma decisão envolve os interesses de outras pessoas (e geralmente envolve), somos levados a uma negociação. Como estão as suas habilidades em negociar?
  • Na tomada de uma decisão, você leva em consideração todos os que serão possivelmente afetados pela mesma (empregados, clientes, fornecedores, consultores, etc.)?
  • Uma vez tomada uma decisão, a mesma é realmente executada? Quanto tempo é gasto na tomada da decisão?

Leia livros sobre negociação, tomada de decisões e outros relacionados. Eles podem ajudá-lo bastante.

11. Liderança

De forma similar à gestão de recursos humanos, caso você esteja a trabalhar sozinho, pode até considerar esta como sendo não muito interessante, mas a partir do momento em que há ao menos uma pessoa a trabalhar com você, este ponto torna-se fundamental.

Hoje em dia, muitos falam sobre os diversos tipos de liderança, como a liderança servidora, por exemplo, definida no livro “O monge e o executivo”. E, em minha opinião, esta apresenta-se como uma excelente forma de liderar atualmente, pois leva à motivação da equipe uma vez que você busca servi-la, isto é, satisfazer suas necessidades e remover barreiras.

Um bom líder deve buscar a motivação da equipe, gerenciamento da produtividade e, consequentemente, do tempo. Na verdade, aconselho a leitura do livro “O monge e o executivo”.

12. Comunicação eficiente

E por último, mas não menos importante, você precisa ter uma comunicação eficiente.

Quando se fala em comunicação em um empreendimento, pensamos logo em quadro de avisos em uma parede. Este pode ser um dos instrumentos a ser utilizado, mas com certeza não é o único! Aliás, não é somente a comunicação dentro do negócio que importa, devendo-se considerar também a comunicação com o cliente e outros envolvidos.

A comunicação interna, isto é, a comunicação dentro do próprio negócio, ajuda a não somente consolidar a visão do empreendimento, mas também a desenvolver possíveis canais que melhorem a produção. Agora, mais um exemplo do meu dia-a-dia: implantei um wiki, isto é, um sistema para compartilhamento de informações, onde todos os que participam do mesmo projeto podem trocar informações úteis, assim todos podem aprender juntos. Foi um passo importante, pois garantiu a conversão de muito conhecimento tácito para explícito, além de documentar o mesmo.

Já quando se fala em comunicação externa, a primeira coisa que vem à nossa mente é são as propagandas realizadas para atrair clientes, mas o objetivo da mesma também não é somente este. A comunicação externa deve ser utilizada como uma forma de consolidar a sua marca, apresentar os produtos e serviços, estender o atendimento àqueles que já adquiriram e muito mais.

Bem, com estes doze passos para se tornar um empreendedor de sucesso, sua empreitada para trabalhar em casa será muito mais interessante e, possivelmente, um grande sucesso!

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One comment

  1. admin says:

    Olá pessoal, aqui estou de novo, publicando outro artigo (após outro longo tempo!). 😀

    Este artigo, a princípio, seria para outro dos meus blogs, mas quando o terminei, fiquei tão empolgado com o mesmo que preferi publicar aqui, no Clube do Dinheiro, a fim de saber a opinião de vocês sobre o que foi exposto (mais tarde tento fazer uma versão resumida e publicar no outro blog 😉 ).

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