Como não se afundar no crédito consignado

Olá a todos e vamos hoje discutir brevemente sobre o crédito consignado. Ou, melhor dizendo, vamos apresentar aqui algumas alternativas sobre quando utilizar-se do crédito consignado e como não afundar de vez ao tomar um empréstimo (desse ou de outro tipo).

Aqui em nosso clube não falamos muito sobre opções de crédito, não é mesmo? Geralmente focamos em como ganhar dinheiro na internet ou fora dela, como ter seu próprio negócio e como tirar bom proveito de seus investimentos financeiros (focando sempre no pequeno investidor), mas hoje vou tratar deste assunto, pois tomei conhecimento agora mesmo do artigo Crédito consignado pode comprometer orçamento doméstico do Dinheirama e fiquei com vontade de também dar meus “pitacos” quanto ao assunto. 🙂

O termo crédito consignado já foi conceituado anteriormente no artigo Faltou dinheiro? Saiba como se utilizar do crédito, escrito por Denilson, mas é sempre bom recordar, não é? O crédito consignado é uma modalidade de crédito que cobra taxas de juros mais baixas uma vez que o pagamento das prestações é garantido por meio de descontos diretamente na folha de pagamento. Assim, instituições credoras possuem maior segurança de que irão receber seu dinheiro, o que se converte em juros menores.

Mesmo assim, segundo Muller, consultor financeiro da fundação Cesp, a taxa de juros não é tão baixa: “Entre os seis maiores bancos do Brasil, os juros do crédito consignado estão em torno de 30% ao ano, quatro vezes acima da taxa básica de juros (que está nos atuais 7,5%)”.

Tal taxa é realmente baixa quando comparada àquela obtida por meio de cartões de crédito ou cheque especial, mas mesmo assim pode comprometer e muito o orçamento de uma família, principalmente se forem assumidas muitas prestações e estas consumirem 30% de seus rendimentos, que é o valor máximo permitido. Claro, se você é bem organizado financeiramente e está assumindo poucas prestações (4 a 8 prestações, por exemplo) que consomem cerca de 30% de seus rendimentos não há tanto problema, mas se você é bastante desorganizado (e há uma boa chance nisso, pois muitas pessoas contraem dívidas por essa razão) e seu empréstimo consignado consome 30% de seus rendimentos pelos próximos 18 meses, bem, as chances do “trem descarrilhar” são muito grandes.

Na hora de contrair um empréstimo consignado

Então vamos lá: seu banco lhe oferece crédito consignado. De repente, você se encontra em uma situação em que aquele crédito poderia ajudá-lo muito (pode ser uma necessidade repentina, uma reforma na casa, etc.) e a mão já está coçando para pegar aquele dinheiro. Antes de mais nada, reflita:

  • É realmente necessária a contração daquele empréstimo? No caso de terminar a reforma de uma casa ou pagar por serviços de saúde, tal empréstimo pode ser uma ótima ideia, mas vale a pena contrair um empréstimo para gastar com algo caro e supérfluo quanto uma viagem de férias ou simplesmente trocar de carro?
  • Seu orçamento doméstico encontra-se realmente organizado? Quando você sabe como o dinheiro entra e como sai de seu bolso é mais fácil determinar que gastos poderá controlar para conseguir pagar as prestações do novo empréstimo, mas se você não organizar seu orçamento doméstico antes de contrair tal empréstimo, pode sentir dificuldades para pagá-lo mais tarde;
  • Caso esteja usando tal crédito para cobrir outro empréstimo, você está se beneficiando de juros mais baixos? Por exemplo, se você possui dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial e está se utilizando do crédito consignado para quitá-las, você poderá respirar mais aliviado pois as novas taxas de juros serão bem menores;
  • Você já planejou como quitará essa dívida? Alguns podem pensar “Christiano, mas eu não preciso me preocupar com isso, pois já vai vir descontado todo mês!”, pois é, mas se você não tiver se planejado para viver com o que vai sobrar de seu salário após o desconto, provavelmente você terá um novo “aperto financeiro” e contrairá novos empréstimos, o que só irá tornar pior o efeito bola de neve! Sendo assim, antes mesmo de contrair um empréstimo você precisa analisar sua situação financeira e determinar o que pode ser feito para que, mensalmente, sobre dinheiro suficiente em seu orçamento para cobrir aquelas prestações!

Viu só? Não é algo “do outro mundo”, eu diria que tudo isso pode tomar-lhe uma hora ou menos (se você já calcula seu orçamento doméstico mensalmente, caso contrário é uma boa ideia primeiro levantar seu orçamento doméstico durante um mês!) refletindo e definindo como proceder para que as parcelas possam ser pagas sem que isso afete sua família.

E antes de “bater o martelo” e pegar o empréstimo, converse com sua família: todos precisam estar cientes das vantagens que a aquisição daquele empréstimo representará bem como os sacrifícios que serão necessários posteriormente para que suas prestações sejam pagas. Você pode evitar muitas discussões e dores de cabeça tomando tais decisões em família (eu sei, pois isso não ocorria na casa de meus pais e por isso de vez em quando nosso lar parecia uma “zona de guerra”)!

Em minha sincera opinião: quanto mais você puder evitar contrair empréstimos, melhor para o seu bolso, mas quando for inevitável, trate de organizar-se e planejar antes e assim poderá encontrar as alternativas que custarão bem menos para o seu orçamento. E não se engane: apesar de propagandas “pintarem” o crédito consignado como uma solução, é fácil afundar-se nele quando não se prepara adequadamente!

Quer receber nossos artigos em seu e-mail e "de quebra" baixar nossos e-books "Manual do Investidor" e "Como Ficar Rico - dicas, dúvidas e comentários"?

E-mail:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *