Como investir em ações

Como investir em ações

Para você, amigo leitor, que pensa em investir em ações, mas não entende do assunto, nós preparamos esse artigo para o orientar sobre esse tipo de investimento.

As ações são as partes de uma empresa, assim como os pedaços de um bolo. Então, quando uma pessoa compra uma ação na bolsa, ela passa a ser sócia da empresa em questão, proporcionalmente ao “pedaço” adquirido. Cada uma dessas ações acompanha a valorização ou desvalorização da empresa. Por isso, elas podem subir ou descer de acordo com o desempenho dela.

Existem diversos tipos de ações, que conferem direitos e deveres a cada um de seus sócios. No caso das ações preferenciais (conhecidas como PN), o investidor recebe preferencialmente os lucros da empresa, só que ele não possui direito a voto nas reuniões. Enquanto as ações ordinárias (chamadas de ON) já conferem o direito a voto a cada um dos sócios da empresa, só que eles não têm preferência na hora de receber seu pró-labore. Além dessas, existem as “units”, que são os dividendos relativos às cestas de ações da empresa.

Para adquirir essas ações, não existe um valor x determinado. Mas algumas delas podem custar mais caro que outras, dependendo da empresa que está vendendo e de sua situação no mercado financeiro. A compra e venda de ações é um investimento de risco, já que se trata de um fundo de renda variável. Os valores das ações variam de acordo com a sua situação no mercado de investimentos, além da situação da economia, do governo e do mercado internacional de capitais.

Quem pretende investir nesse tipo de aplicação deve preferencialmente procurar ações de empresas sólidas no mercado (como a Petrobrás, por exemplo) e pedir uma consultoria de um profissional no assunto. Lembrando que esse é um investimento de longo prazo (superiores a um ano). Os interessados em investir pequenos valores podem consultar o site www.bovespa.com.br, que oferece informações e um guia eletrônico buscando atrair o pequeno investidor. Lembrando que cerca de 25% desse mercado é formado por pequenos investidores (pessoa física).

Para fazer a compra de ações, você deve se dirigir a uma corretora de valores. É ela que vai intermediar a aquisição e conta também com profissionais especializados no mercado de ações, por isso, ajudam o investidor a decidir qual é o melhor momento para comprar ou vender ações. As corretoras cobram uma taxa para oferecer esse serviço de consultoria. Para se tornar cliente, o pequeno investidor precisa abrir uma conta na corretora.

Existem também os fundos de ações, que são ofertados diretamente pelos bancos, sem precisar da corretora. A diferença aqui é que a decisão de comprar e vender os papéis é feita pelos gestores do fundo de investimento.

O que faz uma ação subir ou descer é o mercado de oferta e procura, que é o motor do sistema capitalista. Quando há uma procura maior, o preço sobe, mas se a oferta for superior a procura, o preço cai. Essa variação acontece de acordo com o desempenho da empresa e com a situação da economia/política em geral. A maior preocupação das pessoas é a de perder todo o seu dinheiro, mas isso só acontece no caso de falência da empresa. Ainda que haja uma crise financeira, uma perda total é uma situação praticamente impossível, já que nenhuma empresa vale R$0.

Para os iniciantes, o ideal é começar em um fundo de investimento, para que o pequeno investidor se habitue ao sobe-e-desce das ações no mercado. Não se esqueça de procurar uma corretora/banco que ofereça ao cliente a oportunidade de falar diretamente com os seus analistas. Informar-se sobre balanços e oscilações do mercado é extremamente importante para tomar boas decisões sobre a compra/venda de ações.

Os iniciantes também podem investir no PIBB, que é um fundo de investimento composto pelas 50 ações das empresas mais atuantes no mercado financeiro. As ações desse fundo ficam em poder do BNDES. A melhor parte é que o pequeno investidor vai receber todos os dividendos das ações e ele pode repassá-las ao BNDES no prazo máximo de até um ano, pelo mesmo valor da compra. Esse tipo de proteção atende aos investimentos de até R$ 25 mil.

 Por Danielle Batista

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