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Marketing em Redes Sociais… isso ainda funciona?

Olá a todos, puxem uma cadeira e vamos conversar um pouco sobre marketing, mais especificamente em estratégias de marketing para redes sociais. Este não é um tema novo aqui no Clube do Dinheiro, aliás quem ainda não leu sobre o assunto ou não lembra do que falamos, aqui vão uns links para refrescar a memória (mais ou menos na ordem de leitura que recomendo):

Pois é, não foi pouca coisa, não é mesmo? De quando comecei este blog até o momento as redes sociais sofreram inúmeras mudanças, muitas delas positivas do ponto de vista do usuário comum, porém várias delas prejudicando a exposição do conteúdo de pequenos e médios negócios nas mesmas – estratégia básica adotada pelas redes para forçarem-nos a pagar por espaço publicitário.

E quem mais fez isso foi com certeza o Facebook, não é, menino levado? Ainda é uma rede vantajosa de se ter em seu leque de Marketing, mas sejamos bem sinceros, é chato quando você possui milhares de seguidores em sua página ou grupo, somente três ou quatro deles recebem suas postagens e o Facebook “sugere” que você pague para alcançar sua própria audiência!!!

Outra rede que está dificultando os dias dos empreendedores é o Twitter, que tornou as regras para seguir e “des-seguir” pessoas muito mais restrita – saudades de quando podíamos seguir 1.000 pessoas de uma vez e depois ir dormir! Além disso, há um controle mais rigoroso sobre cada mensagem e, caso considerem sua mensagem “publicitária demais”, podem marcá-la e muito menos pessoas irão recebê-la. Ô vidinha difícil essa, hein?

Mas e então, com todas essas mudanças nessas e outras redes, a pergunta que fica é: Marketing em Redes Sociais… isso ainda funciona?

E a resposta é: Sim, funciona! Veja as razões abaixo…

Razão #1 – Seu público-alvo está lá

Por meio de redes sociais, ainda é possível encontrar e interagir com seu público-alvo e mesmo que você precise pagar para “aumentar o seu alcance”, você estará pelo menos gastando para alcançar o público certo, algo que você pode não ter tanta certeza quando lida com outras mídias tradicionais, como a TV, jornal etc.

Além disso, quem visitar a página de seu perfil poderá ver todas as suas postagens que, se forem bastante virais, acabarão sendo compartilhadas de novo e de novo. (Apesar de tentar levar boas postagens para minhas redes sociais, ainda não alcancei um ponto de tê-las realmente virais, mas um dia chegarei lá!)

A possibilidade de interagir com cada pessoa em um nível realmente individual pode garantir a quem trabalha com “preços caros” (bens de consumo duráveis ou soluções corporativas, por exemplo) a conseguir fechar vendas de forma mais fácil. Mas lembre-se: seu concorrente também sabe disso, então não pode vacilar!

Razão #2 – Diversificação das estratégias de Marketing

Desde 2013, eu acho, o motor de busca Google Search vem dando mais e mais rasteiras em pequenos e médios negócios com as suas “atualizações para melhor experiência do usuário”. Já expus aqui em outros momentos minha opinião sobre isso, então tudo o que quero dizer é: SEO (otimização para motores de busca) é ainda muito importante, mas você não deve confiar somente nisso!

Suas estratégias de Marketing Digital deveriam envolver pelo menos (1) Otimização para Motores de Busca; (2) Marketing por E-mail; (3) Marketing em Redes Sociais e (4) PPC Marketing. Hoje já se fala muito sobre um tal “Content Marketing” que também não deve ser esquecido, que basicamente se trata do planejamento, elaboração e distribuição de conteúdo de alto valor com foco em atração e retenção de potenciais consumidores. Então, sim, este seria um quinto ponto a se considerar também!

Então, mesmo que sua estratégia de SEO esteja lhe rendendo bons frutos, não fique somente nela: no passado, um dos meus blogs/websites alcançava mais de 75.000 visitas por mês graças a ótimo posicionamento nos motores de busca, hoje não consegue mais do que 10.000! Pode parecer muito para quem está começando e ainda não chegou lá, mas é bastante frustrante para quem já está nisso desde 2008 e conseguiu alcançar aqueles valores.

Razão #3 – Ferramentas para automatizar parte das tarefas

Quando você está lidando com redes sociais, há tarefas que você precisa fazer que são bastante chatas, como publicar de forma espaçada várias mensagens sobre o seu nicho ou produto, buscar influenciadores e possíveis consumidores etc. Mas o lado bom é que há várias ferramentas para ajudá-lo nisso. Algumas poucas gratuitas bem interessantes, porém a maioria delas pagas (às vezes, com um preço um pouco salgado).

Já usei várias delas, vou listar aqui as que lembro “de cabeça”:

  • Follow Liker for Twitter – ferramenta desktop que permitia seguir, “des-seguir”, tweetar, retweetar etc. tudo de forma bastante automática. Uma vez configurada, eu só precisava tê-la rodando em meu PC. Entretanto, nos últimos anos, várias ferramentas que funcionavam igual a ela foram processadas/desativadas pelo Twitter, eles então mudaram seu modelo de negócios e pior ainda: toda vez que eu usava a ferramenta, não demorava muito minhas contas eram bloqueadas. Era hora de dizer adeus!
  • CrowdFire – ferramenta online que também oferecia a possibilidade de seguir e “des-seguir” (porém de forma manual, você precisa clicar em cada usuário desejado) e tweetar (de forma automática), porém com um algoritmo para identificação de melhores perfis para seguir que basicamente dobrava ou mais minhas chances de sucesso aqui! Sério, fiz testes escolhendo pessoas manualmente, outras usando somente o Follow Liker (resultados mais fracos) e outras usando o CrowdFire e este último conseguia um resultado melhor dentre todos. O problema: o modelo de precificação. Eles cobram por mês e de acordo com a quantidade de contas que você quiser adicionar esse valor sobe muito rapidamente (somente duas contas sociais já custam cinco dólares por mês, se bem me lembro);
  • ViralTag – ferramenta online que oferece a possibilidade de agendar conteúdo a ser publicado várias e várias vezes na rede por meio de categorias evergreen (isto é, aquele conteúdo que está sempre atualizado, por exemplo: como ganhar dinheiro, como perder peso, como trazer sua ex de volta etc. ou imagens e frases inspiradoras). Inclusive, publiquei um review sobre ViralTag aqui, mas infelizmente não “colei” nessa ferramenta – apesar de que me deram uma licença para blogger com seis meses de gratuidade, quando percebi que o retorno dela não seria compatível com o que eu precisaria pagar mais à frente, optei por cancelar logo em vez de ficar abusando até o limite da gratuidade para fazê-lo. Inclusive, quando terminar este artigo, vou atualizar o review para mencionar isso lá!
  • PostCron – Segue a mesma linha que a ferramenta ViralTag, com foco em agendar uma postagem para ser republicada várias vezes, mas com algumas opções extra: aqui você pode controlar por postagem o intervalo de dias para sua repostagem, algo que na ferramenta anterior seria padrão para todos os posts. Além disso, para quem tem 10 contas ou mais (o caso de muitos que lidam com isso!), o preço por mês desta é muito mais em conta do que da anterior. Estava tudo indo muito bem e até pensava em aderir a ela, mas não rolou, pois conheci o plano pago da seguinte…
  • Twuffer – Essa ferramenta online já conhecia há muito tempo, mas há pouco eles liberaram uma versão paga dela que poderia facilitar e muito minha vida, pois eles “prometiam contas ilimitadas” (nada mal para quem nem sabe mais quantas contas possui no Twitter, não é?) com agendamentos ilimitados (nenhumas das outras oferecia isso!) e não, ela não serve para seguir ou deixar de seguir as pessoas. Bem, quanto ao “contas ilimitadas”, depois descobri que havia um limite, acredito que 10 contas de Twitter (sim, ela é só para Twitter), mas com a possibilidade de agendamento ilimitado a partir de arquivos CSV, tudo seria facilmente repetível e com o tempo minha produtividade só cresceria. Seu preço? $6 por mês ou $60 por ano. Um preço muito bom, comparado aos anteriores. Por que não paguei? Por que, por alguma razão desconhecida, meu cartão não deixou. Tentei três vezes, entrei em contato com o banco e me disseram que eu teria que fazer a liberação do cartão para compras internacionais no TAA. Mas eu já compro coisas de fora do país com este cartão há anos! Mas tudo bem, porque no início deste ano a AppSumo iria apresentar três ofertas de ferramentas para marketing em redes sociais bem razoáveis…
  • Planable – A primeira ferramenta em promoção na AppSumo foi o Planable, uma ferramenta que permitia o agendamento de múltiplas postagens de uma vez, vinculando cada uma delas com contas em redes sociais diferentes. Bem legal até, mas não possuía mecanismos para repostar conteúdo automaticamente e ela era muito mais focada em Agências de Marketing do que em nós pequenos empreendedores, aí acabava que eu tinha que fazer o “trabalho duplo” de postar e eu mesmo depois aprovar cada uma das postagens. Seu preço? Pagamento único de $39 (isso mesmo, paga uma vez só e pode usar para sempre – ou até a empresa falir). Parecia um preço justo e uma ferramenta que poderia atender as minhas exigências, mas aí AppSumo publicou a seguinte…
  • MissingLettr – Outra ferramenta online, desta vez com a “pegada” de criar campanhas de marketing para cada postagem. Na prática, cada campanha pegaria o conteúdo de um artigo do meu website e publicaria ao longo do ano 09 postagens em redes sociais, sendo que ela própria poderia gerar imagens interessantes para cada postagem, como esta aqui. Para cada campanha, eu gastaria entre 2 e 5 minutos revisando e ajustando conteúdo. O preço? Pagamento único de $49 (não pensei duas vezes, pedi estorno da ferramenta Planable e adquiri esta). Seu problema? Máximo de 10 novas campanhas por semana. Isso mesmo, a ferramenta permitia que eu cadastrasse websites ilimitados e até 25 perfis sociais, o que era muito bom, mas somente 10 novos (ou antigos) artigos por semana seriam preparados para novas campanhas. Isso me diz que, em média, eles automatizariam a postagem de cerca de 30 postagens por semana para mim. Pouco conteúdo quando você considera que você possui vários websites seus sedentos por tais canais, não?
  • SocialBee – Aí o AppSumo me fez sair correndo e pegar o cartão de crédito de novo (algo raríssimo de se ver!) quando anunciou o SocialBee, com possibilidade de integração com somente 10 perfis sociais, porém com possibilidade de criar 50 categorias específicas de conteúdos, alguns para republicação automática (evergreen!) e alguns para publicação somente uma vez (artigos de notícias, por exemplo). Apesar de ser para somente 10 contas sociais, a possibilidade de republicação automática real chamou-me a atenção, pois o que mais percebo nas redes sociais são contas republicando certas imagens e mensagens inspiradoras de forma espaçada e conseguindo algum sucesso disso (eu mesmo já consegui algum), então eu decidi arriscar e comprei mais esta ferramenta. Ah, e eu não posso esquecer de dizer que ela possui mesmas opções para seguir e deixar de seguir as pessoas que aquelas presentes em ferramentas como CrowdFire, porém com até mesmo mais novidades (a parte de estatísticas dele é muito boa, dá muitas ideias para melhorar), o que me deixou mais empolgado ainda! Sinceramente? A melhor compra até agora, principalmente porque na promoção da AppSumo ela saiu por $49 pagamento único. E eles ainda estão oferecendo um upgrade para 25 contas sociais e categorias ilimitadas por somente outro pagamento único de $49. MissingLettr, você sabe que infelizmente vou ter que pedir estorno, não é? Nada pessoal, foi bom enquanto durou…

Então no momento estou usando somente o SocialBee e acredito que para minhas tarefas de automação em Redes Sociais ela é mais do que suficiente. Ela facilita identificar contas para seguir, identificar quem não me seguiu de volta, agendar postagens (o difícil está sendo arranjar tempo para produzir conteúdo para pôr nela, agora!) que serão republicadas bem mais frequentemente e sem minha intervenção etc.

Quem desejar adquirir essa ferramenta nesse preço descontado, vá até o AppSumo (link afiliado, recebo $10 de crédito para minha próxima compra), cadastre-se e procure (botão “Browse”, no topo”) pela oferta do SocialBee Accelerate Plan. Mas sério, quem quiser vá logo, para depois não se arrepender por ter perdido a promoção (via AppSumo eu já comprei GetStencil, WebSite Auditor, Brain.fm e consegui um ano gratuito de WorkFlowy – hoje, sou usuário premium dele).

Agora, lembrem-se que esta ferramenta deve ser usada para tarefas que podem ser automatizadas! O relacionamento com humanos não dá, então é por isso que quem segue a conta do @ClubeDoDinheiro sempre vê a mim mesmo respondendo as mensagens recebidas bem como lançando perguntas aos outros! Identificar pessoas em seu nicho dá para ser automatizado, repostar um artigo também, mas relacionamento com pessoas, não! Você pode até automatizar uma primeira mensagem para iniciar um diálogo, mas não há algoritmo inteligente o suficiente para conversar com outra pessoa em qualquer nicho e ainda agregar valor a ambos, então quem ainda tem que fazer isso é você!

Ah e quando falei lá em cima que pedi estorno da ferramenta MissingLettr foi verdadeiro mesmo (dois estornos em um mês, eles não devem estar muito felizes comigo). Primeiro eu estava pensando em expandir minha licença do SocialBee, mas HOJE já descobri uma ferramenta que parece muito boa para e-mail marketing e não sei se vocês perceberam não tenho feito experimento algum nessa outra área por aqui, então…

Então é isso. Vale a pena, sim, ainda investir em Marketing em Redes Sociais, mas com certeza não é algo tão fácil como era algum tempo atrás. Se você tiver as ferramentas certas, consegue reduzir o tempo gasto nisso e com isso o custo envolvido. Para quem possui um negócio de grande porte e não pode dedicar tanto tempo assim a aprender os detalhes e fazer por conta própria, o ideal é contratar um gerente ou agência de marketing eficiente, mas realmente não dá para ficar de fora.

Marketing Digital na Prática em 2017

O tempo passa, o tempo voa e a poupança… Ops, música errada, na verdade não está na hora de cantar e sim conversar um pouco sobre Marketing Digital e expectativas para o ano de 2017 – que, por sinal, já estamos no mês de abril, então estamos bastante atrasados.

Resposta curta para o artigo de hoje: automação em marketing e marketing de conteúdo são peças-chave na estratégia de marketing digital em 2017. Agora vamos detalhar essa história…

Marketing Digital na Prática

Evolução do marketing digital

É incrível como ao longo do tempo muda completamente o que aparentemente significa Marketing Digital. Quem possuía algum negócio online até o ano de 2004 ou 2005, deve lembrar que a principal estratégia de marketing na web girava em torno de identificar milhares de palavras-chave e conseguir posicionar-se bem para elas por meio de milhares de páginas – era uma época em que SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca em português) tratava-se basicamente de “keyword stuffing”, isto é, entupir páginas com palavras-chave.

Não demorou muito e tal estratégia foi aos poucos caçada pelos motores de busca, mas ainda havia uma oportunidade para conseguir posicionar-se bem: conseguir backlinks – milhares deles. Bem, essa tática funciona até hoje, mas há uma grande diferença entre o que vemos agora e o que acontecia há 7 ou 9 anos atrás: valia quase qualquer tipo de backlink e muitos websites com qualidade muito baixa acabavam sendo utilizados nesse estratagema.

Não é preciso dizer que a Google realizou atualizações críticas (e constantes) em seu motor de busca, levando a grandes mudanças nos rankings das buscas, o que “chutou” muitos spammers para fora do Google Search – infelizmente, muitos pequenos websites de qualidade também foram prejudicados, como foi o nosso caso, que perdemos de lá para cá cerca de 80% de nosso tráfego. Em outras palavras, a era do “SEO fácil” estava terminando – ou talvez não, ainda há pessoas que dizem se posicionar bem com táticas totalmente automatizadas, sei lá qual o “segredo” deles.

Enquanto a tática de “massive linkbuilding” saía de cena, outra grande oportunidade aparecia: as redes sociais. Uma vez que você poderia encontrar quase qualquer pessoa nas redes sociais, muitas empresas começaram a apostar nas mesmas como melhor forma de alcançar sua audiência. Mas enquanto isso parecia bem fácil no início (saudades de quando podíamos seguir 1.000 pessoas de uma vez só no Twitter!), hoje todas as redes sociais incluíram diversos mecanismos, não somente “anti-spam” (tudo bem, tenho que admitir que eu não conquistava 1.000 novos amigos reais todo dia!) mas também “anti-pequenas-empresas”, pois mesmo que você tivesse uma audiência real e ativa de 100.000 seguidores, somente uma fração dela receberia realmente suas atualizações – isso aconteceu primeiro no Facebook, depois no Twitter e tenho certeza de que não demorará muito e isso acontecerá em todas as outras também.

Isso quer dizer que “SEO está morto”? Ou que não vale mais a pena investir em marketing em redes sociais? Não para ambas as perguntas. O que acontece é que não dá mais para ficar apenas “jogando com o sistema”. O “sistema” é forte, é maior que você. Não somos nós que determinamos como as nossas mensagens vão aparecer nas redes sociais ou em qual posição apareceremos nos motores de busca. Assim, é necessária uma postura diferenciada, planejando e executando uma estratégia de marketing que não vá contra as regras impostas (eu só tive umas três contas banidas no Twitter até hoje, acho! 🙂 ).

Entram em cena a automação em marketing e o marketing de conteúdo

Parece loucura, após comentar o quanto os motores de busca e redes sociais estão combatendo o spamming (e consequentemente automação excessiva em suas plataformas), dizer que a automação em marketing terá um papel fundamental, mas é preciso entender que estamos falando de automação que facilita identificar o perfil de seu visitante, segmentar conteúdo para o mesmo, coletar seus dados e oferecer informação e produtos que ele precisa. Automação em redes sociais, hoje, deve ser empregada de forma muito mais cuidadosa para não infringir regras ou irritar seu público-alvo.

E como criar uma boa estratégia de marketing que envolva automação mas que não irrite motores de busca, redes sociais ou seu público-alvo? Simples, ofereça conteúdo de qualidade no momento em que eles desejam – entra aqui, então, o papel do marketing de conteúdo como parte de sua estratégia de marketing. Marketing de conteúdo envolve desde o planejamento do conteúdo à sua distribuição, passando pela segmentação da audiência, reutilização do conteúdo em diversos formatos e plataformas etc.

Parece muita coisa, eu sei, mas o que quero informar-lhe hoje, de forma bem breve e simplificada, é: se você tem seu próprio negócio ou está planejando ter um compreender como adotar marketing de conteúdo e ferramentas para automatizar parte do processo em seu plano de marketing será fundamental para levar valor até seu público-alvo e destacar-se nos mais diversos canais de tráfego.

Cuidado – você está comprando gato por lebre!

É assim que estou me sentindo desde o fim de semana… Na última sexta-feira, recebi uma mensagem sobre a venda de um PLR Content Pack, um pacote de conteúdos PLR (Private Label Rights), isto é, que você pode utilizar como conteúdo em blogs, websites em geral, jogos, vídeos, apresentações etc. Não sou de me animar muito com tais pacotes (já adquiri pacotes com mais de 100 mil artigos, 500 trilhas sonoras, alguns e-books e agora estou usando o Stencil para criar imagens para redes sociais que tem sido uma mão na roda!), mas como o preço era bastante convidativo (USD 9.95) e anunciava possuir mais de um milhão de artigos (!!!), 5 mil imagens e 500 trilhas sonoras, acabei comprando.

Comprei pensando mais nas trilhas sonoras, pois como devem ter percebido, estou montando um grande banco de trilhas sonoras (pretendo voltar a trabalhar com pequenos projetos de jogos em breve), então poderia encontrar algo legal, não?

Comprei. Fui até o website e o conteúdo estava dividido em um montão de pacotes de 100 a 300 MB (acho que foram entre 30 e 40 pacotes – e até hoje não consegui baixar um dos pacotes com imagens de construções!). Baixei tudo o que podia (um dos arquivos está indisponível até agora) e desempacotei – e foi aí que começaram meus problemas…

Quanto às músicas, já testei alguns arquivos, verifiquei por duplicadas (CCleaner, você faz isso de forma gratuita para mim, você é dez!) e aparentemente estão todas OK (ainda não verifiquei se há duplicatas em relação às que eu já tinha, faço isso depois), quanto às imagens (stock photos), haviam várias duplicadas, mas mesmo após a exclusão dessas ainda há mais de 5.800 photos, então está tudo OK aqui também. O problema é quanto ao pacote de artigos: cada ZIP continha vários artigos e mais ZIPs que após descompactados apresentavam mais artigos e ZIPs que após descompacatos… já entendeu, né?

Sim, descompactei tudo. Sim, verifiquei tudo e foram encontrados centenas de milhares de arquivos duplicados. E pior: vários (milhares) dos artigos que não são duplicados apresentam mesmos títulos e tamanhos quase idênticos, mas não são acusados como idênticos, ou seja, suspeito que muitos deles são os mesmos textos só que trocando algumas palavras por sinônimos (algo bem fácil de se fazer se você tiver as ferramentas certas). Resumo da ópera: meu fim de semana e parte de minha segunda-feira (e um pouquinho da terça) foram gastos somente descompactando arquivos, para identificar vários arquivos duplicados e mais ZIPs para descompactar.

Pior é que ainda não verifiquei por cópias em relação aos conteúdos PLR que eu já possuía, pois é bem provável que quando eu verifique eu descubra que eu já possuía vários deles (talvez seja por isso que ainda não verifiquei, para não determinar exatamente quão trouxa eu fui na “escala Christiano”). Enfim, até agora me senti como quem comprou gato por lebre. Acredito que o vendedor poderia ao menos ter reorganizado os arquivos para não haver tantas cópias e tantos ZIPs, isso só dificulta o uso dos mesmos – e olha que trabalho na área de Informática, imagina então para quem é leigo no assunto! UPDATE: acabei de conferir e somente  59 trilhas sonoras são repetidas, considerando-se que o total é de 500 músicas, então desse ponto de vista foi um bom negócio.

Quanto à possibilidade de alguns (ou muitos) dos arquivos serem idênticos a outros que eu já comprei anteriormente, esse é um risco normal quando se compra grandes pacotes PLR, pois eles muitas vezes são montados a partir da aquisição de vários pacotes PLR menores (com o direito de revendê-los como PLR) e então revendidos. Só espero que eu tenha conseguido pelo menos umas 100 músicas novas!

Enfim, fiquei com a sensação de ter comprado gato por lebre. Só vou ter certeza se a compra valeu a pena ou não quando terminar de verificar os arquivos por duplicatas e organizar os artigos (está uma verdadeira bagunça e como vou fazer aos poucos, acho que até o fim do ano eu termino!).

“Vale a pena comprar grandes pacotes PLR?”, você pode estar se perguntando. Se você ainda não possui muito conteúdo PLR, está começando sua estratégia de marketing de conteúdo e já tem um plano para usá-lo (posso apresentar um aqui mais tarde), então vale muito a pena. Caso contrário, é bom se perguntar duas vezes para não acabar só jogando seu dinheiro fora.

Automação em Marketing Digital

Seja você proprietário de uma loja física, empreendedor online, estudante de administração ou marketing ou apenas um interessado no assunto, já deve ter se perguntado alguma vez se realmente vale a pena aplicar o conceito de automação em Marketing Digital de um negócio ou se todo o processo deve ser feito manualmente. E a resposta é sim, vale a pena e muito, mas antes de me condenar e dizer que “o cara do Clube do Dinheiro virou spammer”, deixe-me explicar por que – e tenho certeza de que, após compreender o meu ponto de vista, você também vai apoiá-la.

Antes de começar – Marketing não é só propaganda e e-mail promocional!

Antes de falarmos realmente sobre automação em Marketing Digital, é importante saber do que se trata o Marketing em si, não é mesmo?

Marketing é uma disciplina (ou área ou ciência ou como preferir chamar) que lida com a concepção de produtos e serviços bem como a percepção do consumidor sobre os mesmos. Então, falar em Marketing é falar sobre identificar o perfil do consumidor, planejar o produto e sua forma de distribuição, a comunicação com o consumidor etc. Emprega tanto os já conhecidos anúncios publicitários até pesquisas de opinião para compreender como melhor atender as necessidades do público-alvo.

E não importa se o seu produto é o melhor do mundo, se você não souber se comunicar, não alcançar de forma eficiente o seu público-alvo, ninguém o conhecerá, então ninguém o comprará.

Aqui no Clube do Dinheiro já escrevemos vários textos sobre o assunto (vou deixar links para os mesmos abaixo):

Marketing Empresarial

Plano de Marketing

Marketing de Relacionamento

Buzz Marketing

O que é Marketing de Rede?

E quando falamos sobre Marketing Digital, estamos falando sobre abordagens de Marketing empregando meio eletrônico, principalmente a Internet como canal, seja para computadores, tablets ou smartphones. Poderíamos falar bem mais sobre Marketing Digital aqui, mas como já temos um artigo introdutório sobre Marketing Digital, fica a dica: vai lá e leia.

Agora sim, vamos falar sobre… era sobre o que mesmo? Ah, lembrei…

Automação em Marketing Digital

Automação é o processo de automatizar, isto é, tornar parte ou todo um processo executável por meio de computadores ou máquinas sem a intervenção humana. Então quando falamos sobre automação em Marketing Digital, falamos sobre empregar nossos computadores ou servidores específicos para execução de algumas tarefas de marketing. Veja bem, automatizar não quer dizer spamming – spamming é uma “técnica” para distribuição de conteúdo não solicitado, por exemplo, quando você envia e-mails sobre seu produto para uma pessoa que não concordou em receber suas mensagens ou quando você fica publicando inúmeras mensagens em redes sociais tentando atrair a atenção de pessoas que não querem ouvi-lo (quero dizer, lê-lo).

Então sim, você pode automatizar parte do processo e, ainda assim, gerar valor ao consumidor – o que é exatamente o oposto de spamming. Quer ver um exemplo? Vamos supor que eu tivesse um website que compara preços de produtos disponíveis em diversas lojas e alguém no Twitter escrevesse uma mensagem perguntando onde encontrar um determinado modelo de celular pelo preço mais baixo possível. Nesse caso, eu poderia ter uma ferramenta que identificasse a mensagem da pessoa e lhe respondesse de forma automatizada (isto é, sem intervenção de qualquer pessoa) com o nome da loja com o menor preço possível e um link para meu website com a comparação dos preços e modelos. Perceba que a pessoa estava interessada nesse tipo de conteúdo e eu lhe ofereci exatamente o que ela queria – no fim das contas, consegui gerar valor para aquela pessoa que, então, passará a conhecer meu website.

O tema da automação é muito interessante, porém sofre muitas alterações no campo do Marketing, principalmente porque a Internet existe há poucas décadas e vem se modificando muito rapidamente. Com isso, é bem provável que livros e artigos publicados há mais de cinco anos já não exponham corretamente o conteúdo sobre o assunto, mesmo assim, se você deseja uma boa base em um tema e está pensando em implementar uma solução automatizada em seu negócio, recomendo que estude sobre isso.

Há pouco tempo adquiri o livro Marketing Automation for Dummies de Mathew Sweezey. Ainda não o li por completo, mas o livro introduz muito bem o tema, além de apresentar vários mecanismos presentes em uma estratégia de Marketing Digital automatizado – o que é muito bom para mim, pois quem sabe não sai um projeto futuro com meus alunos para desenvolvimento de uma plataforma para Marketing Digital, não? Esse livro apresenta vários benefícios da automação no processo de marketing, por exemplo:

  • Redução de custos – tarefas simples, como coleta de dados em páginas web ou envio de e-mail para consumidores da empresa, podem ser facilmente feitas pelo computador em questão de segundos, enquanto que para nós, humanos, significariam vários passos a serem executados, consumindo horas ou até mesmo dias;
  • Melhor aproveitamento da equipe de marketing – como a equipe de marketing não precisará fazer manualmente as tarefas que foram automatizadas terá muito mais tempo para pensar na estratégia de marketing como um todo, dedicar mais tempo a compreender o perfil do consumidor e projetar soluções melhores;
  • Melhor atendimento ao consumidor – com a plataforma certa para atendimento ao consumidor, a mesma pode direcioná-lo a soluções mais comuns para os problemas que apresenta antes de encaminhá-lo para um funcionário, em outras palavras, sua pequena equipe de SAC poderia atender 15 ou 20 vezes mais pessoas por dia. E conforme tecnologias de Processamento de Linguagem Natural vem melhorando, a comunicação do cliente com a plataforma pode ser feita por meio de um chat, de forma simples e agradável;
  • Melhor segmentação do público-alvo – rastreando-se as ações do usuário em seu website ou quais e-mails ele abre, é possível identificar suas preferências e, assim, oferecer-lhe produtos que lhe sejam realmente úteis. Afinal de contas, você sabe que 10 a cada 10 pessoas que não querem mais receber seus e-mails promocionais o fazem por não ter interesse naquele tipo de conteúdo naquele momento, não sabe?

E poderíamos falar muito mais sobre o assunto, como prospecção de potenciais consumidores em redes sociais, monitoramento de anúncios publicitários, geração de relatórios de desempenho de marketing e vendas muito mais completo etc. mas acho que você já entendeu o recado. Agora, e quais tarefas de marketing podem ser automatizadas? Vejamos duas delas…

Automação em redes sociais

Ter contas de usuário para seu negócio no Pinterest, Instagram, Facebook, Twitter, Tumblr e Google+ não é mais suficiente, afinal de contas você precisa interagir com seus seguidores e tentar alcançar aqueles que realmente possuem interesse em seus produtos ou serviços. Infelizmente, cumprir todas as atividades de marketing em todas as redes sociais de forma manual é muito demorado e dispendioso, tanto que no artigo Passo-a-passo para o sucesso no marketing em mídias sociais eu mencionei a importância de automatizar diversas tarefas envolvidas. Algumas tarefas que você pode automatizar:

  • Prospecção de possíveis clientes – você pode ter uma ferramenta que, a partir de parâmetros (gênero, faixa etária, temas de interesse, necessidades recentes etc.) determina quais pessoas presentes em uma rede social possui o perfil certo para o seu negócio;
  • Agendamento e publicação de mensagens – um computador pode não ser capaz de elaborar uma mensagem legal para publicar (somente nós brasileiros somos os “reis dos memes” 🙂 ), mas você pode usá-lo para agendar e publicar posteriormente mensagens relevantes para seguidores e amigos de sua marca;
  • Notificação de menção de sua marca – toda vez que alguém mencionar uma de suas marcas (seu nome, nome de sua empresa ou nome de um produto), você pode receber uma mensagem em seu celular sobre isso ou ter um painel personalizado que apresente o histórico de mensagens daquela pessoa para facilitar a resposta à mesma.

Mais uma vez, as possibilidades aqui são muitas. Como um exemplo, comentei brevemente no artigo Vale a pena automatizar minha estratégia de Twitter Marketing? como uma loja virtual poderia se utilizar se uma estratégia para automatizar a identificação de possíveis consumidores.

Automação no envio de e-mails

Um dos procedimentos que tem conseguido melhor resultado com a automação foi o envio de e-mails. Por quê? Por meio de algoritmos e coleta de dados você pode determinar quais mensagens são de maior interesse de cada indivíduo e assim oferecer-lhe conteúdo realmente relevante, você pode traçar uma estratégia de “funil de vendas” completa oferecendo-lhe primeiro conteúdo relevante e posteriormente apresentando seus serviços e tantas outras coisas.

E há diversas ferramentas hoje que lhe permite criar sequências de e-mail específicas para cada tipo de produto ou serviço com condições especiais para o envio de certas mensagens. Com isso, reduz o risco de seus e-mails não serem lidos ou mesmo marcados como spam – e você sabe que quando muitos de seus e-mails são marcados como spam os provedores de serviços de e-mail passam a considerá-lo como spammer e filtram suas mensagens até mesmo para aqueles que não o marcaram, não sabe?

Sendo assim, adotar de forma coerente e focada no consumidor uma estratégia para envio de e-mails automatizada pode tornar o processo muito mais simples. Mais uma vez, você ou sua equipe de marketing não precisará mais ficar enviando cada um dos e-mails e poderá focar em produzir melhor conteúdo a ser entregue aos seus clientes.

E quanto de automação eu preciso?

Depende do seu nível de conhecimento em Marketing (ou de sua equipe), do tamanho de sua empresa e de seu orçamento disponível para tal.

Se você está começando e não pode arcar com despesa alguma, infelizmente não poderá adquirir nenhuma plataforma – não conheço nenhuma ferramenta para tal fim gratuita. Entretanto, há algumas ferramentas para gerenciamento de perfis em redes sociais gratuitas ou com versões gratuitas – você pode usar o TweetDeck para gerenciar suas contas no Twitter, o Twuffer para agendar suas mensagens e CrowdFire para prospectar novos consumidores. Perceba que elas não são completamente automatizadas nem integram entre si, mas se você não tem orçamento algum, acredito que este é o primeiro bom passo.

Se você possui orçamento muito limitado para investir na plataforma e na automação, por exemplo, inferior a R$ 400,00 por ano, há algumas ferramentas que podem ajudá-lo. Até alguns meses atrás utilizei com relativo sucesso uma ferramenta chamada FollowLiker, entretanto, devido a muitas pessoas que usam essa e outras ferramentas do mesmo gênero para spamming nas redes sociais, muitas delas tornaram-se muito restritivas e eu preferi interromper os experimentos com ela por algum tempo. Obs: em minha opinião, o objetivo das redes sociais não era evitar spam e sim impedir que pequenos empreendedores utilizassem de meios próprios para alcançar seu público-alvo em vez de usar seus sistemas de anúncios publicitários – eu estou olhando para você enquanto falo isso, Twitter!

Assim sendo, não vou recomendar um nome específico de ferramenta para este caso, mas há várias por aí que pequenos empreendedores têm utilizado para automatizar tarefas em relação a redes como Twitter, Facebook e Instagram. Inclusive, se você tiver bons conhecimentos em programação, pode implementar sua própria ferramenta – eu estou tentando implementar um algoritmo legal para prospecção de público-alvo. 🙂

Se você possui orçamento mais flexível, isto é, pretende começar com pouco e pode aumentar com o passar do tempo, é bom já escolher uma ferramenta que lhe permita isso, afinal de contas, é muito ruim começar com uma plataforma, acostumar-se com a mesma e depois descobrir que para integrá-la com outras ferramentas e setores de sua empresa você precisará abandonar tudo o que tinha (perfis de consumidores, relatórios de vendas, funis de venda bem planejados e com as mensagens já elaboradas etc.). Assim sendo, escolha uma ferramenta que lhe atenda quanto a isso. O autor do livro que indiquei lá em cima é evangelista da plataforma SalesForce, entretanto outra plataforma disponível no mercado e que busca atender esse perfil de empreendimento é a LeadLovers. Pessoalmente, ainda não usei os serviços de nenhuma das duas, mas adoraria fazer um test-drive da LeadLovers (pessoal da LeadLovers, se virem essa mensagem, podem entrar em contato comigo, ok? 🙂 ).

Se gostaram desse artigo, em breve farei uma série de artigos sobre automação em Marketing Digital.

LeadLovers - a Máquina de Vendas

Outra vez: Polishop.com.vc vale a pena?

Hoje decidi dar uma olhada no que os leitores do Clube do Dinheiro têm procurado por aqui e fiquei surpreso com o que descobri: muitos chegam até aqui por meio do artigo Polishop.com.vc – vale a pena? com o intuito de saber se vale a pena investir tempo e (muito) dinheiro na rede de marketing multinível da Polishop. Bem, diante de tal constatação, decidi fazer uma nova busca na web para ver se a minha opinião a respeito da mesma havia mudado. Obs: se você ainda não leu meu primeiro artigo sobre a Polishop.com.vc, recomendo bastante!

Resposta curta: não, ainda não vale a pena. Agora vamos explicar detalhadamente por quê! Indo por partes…

Você é um revendedor, não um franqueado!

Uma alteração que percebi no discurso deles agora é que você não é um franqueado, e sim um “empreendedor autônomo” (revendedor ou representante de vendas, se assim preferir). É engraçado porque, quando escrevi pela primeira vez, lembro-me que até no website deles chamavam-nos de franqueado (o termo franquia estava “em moda”) e hoje, em seu próprio Manual de Procedimentos, eles afirmam o seguinte (p. 20):

[…] os Empreendedores Independentes POLISHOP COM.VC não são franqueados, participantes de joint ventures, parceiros, sócios, empregados, mandatários, representantes comerciais, prepostos ou agentes.

Enfim, chega de querer dizer que você é um franqueado ou parceiro da Polishop. Você não passa de um afiliado ou revendedor, se assim preferir. E isso não seria um problema, em minha opinião (estamos somente delimitando o que você realmente é quando participa de tal negócio).

O problema é que…

Você precisa comprar um Kit Inicial

Diferente de muitos programas de afiliados onde você somente precisa ter seu cadastro aprovado para então começar a divulgar os produtos, você precisa comprar um kit, que pode ser o silver (R$ 620,00) ou o gold (R$ 1.799,00). Então, assim como afirmei no primeiro artigo, você ainda precisa gastar mais de R$ 600,00 apenas para começar no negócio como revendedor deles!

Você está pagando para trabalhar para os outros – faça as contas, quantas vendas você precisará fechar para recuperar aquele valor? Ah é, não falamos ainda sobre as comissões, vamos falar sobre isso agora…

Comissão por venda direta de somente 5%

A comissão pela venda direta (isto é, pessoas que você conseguiu levar até a sua loja virtual na Polishop para comprarem) ainda é de somente 5% (está lá, no Manual de Procedimentos, p. 51). O valor é baixo, principalmente levando em consideração que você:

  • Adquire um kit inicial;
  • Está recrutando outras pessoas para venderem também (mais vendas para eles);
  • É obrigado a vender no mínimo R$ 300,00 (kit silver) ou R$ 600,00 (kit gold) todo mês!

A título de comparação, a Submarino e a Americanas (pertencem ao mesmo grupo) oferecem até 8% de comissão aos seus afiliados (na venda de livros nacionais, se bem me lembro) – e você não precisa comprar kit inicial para tornar-se um afiliado deles.

Pagamento por recrutamento baixou!

Antes uma das coisas que atraíam a atenção de muitos para esse tipo de negócio era o bônus por recrutamento, que seria no mínimo de R$ 180,00 – e eu critiquei muito isso, pois leva a pirâmides. Bem, segundo o website SejaPolishop.com.br agora reduziram o pagamento por recrutamento – mas as comissões em venda direta continuam baixíssima, que deveria ser a principal força para a receita do empreendedor!

Enfim, segundo o website supracitado, agora você receberá 10% do valor do kit de seu referido, ou seja R$ 31,00 (pacote silver) ou R$ 90,00 (pacote gold). E eu não entendi essa matemática aonde 10% de 620,00 é igual a R$ 31,00, mas tudo bem!

Ponto positivo – nada de exigir que referidos comprem…

Uma coisa boa que identifiquei no Manual de Procedimentos da empresa é a proibição de exigir que seus referidos comprem produtos para manter ou subir posições – infelizmente, ainda HOJE vejo comentários na web em que isso acontece. Isso ocorre porque todos precisam atingir uma meta mensal em vendas para se manterem ativos na rede.

Assim, novatos são quase coagidos a comprarem quando não alcançam o mínimo mensal. E nem vou falar aqui da pressão psicológica que eles fazem sobre os “empreendedores individuais” nas conferências fechadas. Quem quiser ler sobre isso, dá uma olhadinha no website PolishopComVCFunciona.com .

…mas precisam bater a meta mensal para receber suas comissões!

Engraçado que, no mesmo Manual em que dizem que os empreendedores não devem exigir que os seus referidos comprem, a PoliShop.com.vc cita o seguinte quanto a manter o cadastro ativo:

A manutenção do status do Empreendedor Independente como ativo dependerá diretamente do comportamento e do nível de atividade para garantir os benefícios exclusivos. Ter uma atividade mínima significa manter um volume de qualificação mensal de 300VQ’s ou 600 VQ´s [1VQ (volume de qualificação) = 1 real (R$1,00)]

Em outras palavras, para que seu cadastro permaneça ativo e possa receber todos os benefícios (incluindo as comissões), você precisa atingir o volume mínimo de vendas mensal de R$ 300,00 (se for silver) ou R$ 600,00 (se for gold). E quer ver outra coisa mais engraçada ainda? No mesmo manual é citado que o empreendedor pode comprar aquele valor com o intuito de evitar a inativação do cadastro! Eu pensei que o objetivo dele deveria ser vender e não (ser obrigado a) comprar!

Muitas restrições quanto às possíveis ações de promoção

Quem já trabalhou com venda de algum produto de terceiros (seja físico ou digital) sabe que a “promoção é a alma do negócio”. Então, é natural que o empreendedor busque vários canais para promoção e ou distribuição (no caso de revenda), mas aí aparecem alguns empecilhos. Mais uma vez, o próprio Manual de Procedimentos da empresa afirma o seguinte (p. 27):

Os Empreendedores Independentes não poderão colocar os produtos POLISHOP à venda em lojas de venda a varejo e atacado, ou em qualquer outro estabelecimento de vendas. Os produtos POLISHOP não podem ser exibidos em sites da internet, incluindo mas não se limitando a, shoppings virtuais, leilões virtuais, lojas on line ou sites de compra coletivas. Os materiais de promoção POLISHOP não podem ser exibidos dentro ou fora de estabelecimentos comerciais.

Ou seja, você não pode vender os produtos em sites de leilões, shoppings virtuais ou mesmo lojas online (mesmo que seja a sua loja virtual!). Na verdade, dando uma olhada agora no Manual de Ética e Conduta da empresa, encontramos o seguinte (p. 8):

11. Venda de produtos em sites próprios – Para o anúncio de produtos, os Empreendedores Independentes não poderão utilizar outro ambiente de venda que não seja a loja virtual disponibilizada pela POLISHOP (www.polishop.com.vc/seuid)

Ou seja, eles desencorajam (na verdade, “meio que” proíbem) a construção de um website próprio para, a partir dali:

  • Construir sua lista de interessados nos produtos;
  • Segmentar melhor seu público;
  • Oferecer produtos Polishop e outras alternativas (produtos de outra empresa? Aí já é golpe baixo! Já, já falamos sobre isso) etc.

Isto é, coisas que você poderia fazer antes de definitivamente enviar a pessoa para o site da Polishop e concretizar a venda. E por que você poderia querer fazer tudo isso por meio de um website próprio? Para tentar fidelizar o cliente e vender outros produtos ao mesmo, o que aumentaria o seu retorno.

A impressão que dá é que a Polishop quer que você invista todo o seu tempo e recursos financeiros em exclusivamente direcionar o tráfego selecionado (isto é, pessoas que poderiam comprar) já para o site deles, o que é muito bom para eles mas limita em muito o que você poderia fazer posteriormente quanto aos mesmos, principalmente em se tratando de oferecer produtos alternativos de outras empresas. E por falar em oferecer outras alternativas…

Cuidado com a venda de produtos de outras empresas

Ainda segundo o Manual de Ética e Conduta (p. 16):

15. Associação das marcas e produtos POLISHOP – Os Empreendedores Independentes não poderão associar as marcas POLISHOP ou de produtos POLISHOP a produtos e/ou serviços que não sejam comercializados pela POLISHOP.

Claro, isso não o proíbe definitivamente de vender outros produtos em seu website, mas há uma linha muito tênue aqui, já que não fica totalmente claro o que poderia ser associação de produtos Polishop a outros “não Polishop”. Podem estar presentes em uma mesma página? Em uma mesma seção? Pode parecer besteira, mas entender bem isso pode ser a diferença entre não ter um problema de relacionamento e de repente ser expulso e ficar sem receber aquele pagamento acumulado há algum tempo no sistema!

Enfim!

Conclusão da reposta longa: não, ainda não vale a pena.

E para quem desejar consultar pessoalmente os manuais da empresa que citei, seguem os links: http://manuais.polishop.com.br/manual-de-procedimentos.pdf http://manuais.polishop.com.br/manual-de-etica-e-conduta.pdf