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Já conhece o Portal do Investidor?

Há um site governamental chamado Portal do Investidor que possui muita informação útil e de boa qualidade a todo tipo de perfil de investidor, então se você ainda está começando ou já está a caminho de sua meta financeira (talvez ficar rico ou o famoso um milhão de reais?), o mesmo é praticamente um ponto de parada obrigatória para inteirar-se sobre o mercado mobiliário (bolsa de valores), educação financeira e outras coisas.

Talvez você esteja se perguntando por que só agora estou falando sobre o mesmo, já que ele não é tão novo assim. Na verdade, já o havia conhecido antes, mas não me interessei tanto na época. Hoje, fazendo uma “limpeza” nos favoritos salvos em meu computador, encontrei por acaso o link para o Portal do Investidor, fiz uma visitinha e fiquei mais do que surpreso com a qualidade do conteúdo lá disponível: há cartilhas, livros e cursos disponíveis online gratuitamente e até um blog sobre investimentos (que, claro, vou começar a seguir e talvez apareça por aqui nos resumos de notícias que publico esporadicamente).

E para ajudá-lo a ir “direto ao ponto”, vasculhei as principais páginas e notícias linkadas na página inicial e encontrei uma porção de coisas legais que podem lhe interessar, veja aí!

Logomarca Portal do Investidor

Cursos da CVM

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) lançou uma plataforma de aprendizagem virtual contendo cursos básicos porém fundamentais para quem quer cuidar de sua educação financeira. Já estão disponíveis três cursos: Educação Financeira Para Jovens, Poupança e Investimento e Matemática Financeira Básica.

A ideia é ótima e, apesar de já haver outros cursos, livros e blogs sobre o assunto, acredito que um novo curso nunca é demais, já que são autores diferentes, logo com contribuições diferentes. A minha única queixa é pela oferta de somente três cursos: o mercado mobiliário e de investimentos financeiros é tão grande que eles deveriam se apressar e oferecer um leque de cursos muito maior! Mas, ao menos já dá para “esquentar o motor”, não é mesmo?

Ah, e aqui está o link para a página: Cursos da CVM.

Guias e Livros

A CVM possui uma biblioteca no Rio de Janeiro com um acervo de 15.000 livros. O problema é que, quem não mora no Rio não tem como acessá-los, não é mesmo? Pois é, mas não fique triste não, que a CVM também está priorizando sua relação com o investidor por meio da web e para tal tem lançado guias e livros online (em sua maioria no formato PDF) – e sim, são gratuitos, free, 0800, “na faixa”. É baixar e ler. 🙂

E, mais uma vez, para facilitar o seu acesso, segue abaixo os nomes das publicações com os respectivos endereços eletrônicos:

Guia de Fundos de Investimento Imobiliários (2ª edição)

Guia de Planejamento Financeiro (página com PDF e planilha)

Livro 40 anos CVM – A história da CVM pelo olhar de seus ex-presidentes

Livro Mercado de Valores Mobiliários Brasileiro

Livro Relações com Investidores: Da Pequena Empresa ao Mercado de Capitais

Livro Mercado de Derivativos no Brasil: Conceitos, Produtos e Operações

Livro Análise de Investimentos: histórico, principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro

Histórias em Quadrinhos

Sim, isso mesmo! Com o intuito de promover a educação financeira desde a infância, estão sendo publicadas revistas em quadrinhos cuja leitura é bastante agradável. Já disponibilizaram quatro volumes e minha crítica aqui fica quanto à quantidade de revistas e quantidade de páginas nas mesmas: espero que sejam lançadas mais edições e que as mesmas ganhem mais páginas, abordando assim mais detalhes e tornando mais clara a importância de cada tema. Outro ponto a se observar é quanto à escolha dos temas: a última revista aborda clubes de investimento. Levando-se em consideração que o público-alvo são crianças, eu acredito que há vários outros temas importantes que deveriam ser abordados!

O aniversário do Vovô

A caixa mágica

Conhecendo a Bolsa de Valores

Clubinho de Investimento

#Bônus – Mais conteúdo para educação financeira de jovens!

Enquanto escrevia este artigo, lembrei-me que outro dia encontrei outro site governamental muito bem estruturado e com bom conteúdo chamado Programa Educação Financeira nas Escolas. Nele, inclusive há uma seção chamada materiais onde você pode baixar livros sobre educação financeira planejados e projetados para o ensino fundamental e o ensino médio.

Sim, isso mesmo o que você acabou de ler! Por meio desses livros, pode-se trabalhar o tema da Educação Financeira como uma disciplina na grade curricular da escola e o professor possui um material de qualidade como suporte, algo muito bom! Agora, como não podia deixar passar, aqui vão minhas críticas (como sempre construtivas!): considerei o conteúdo abordado em casa livro com uma abordagem muito fraca para cada série, mas isso infelizmente é um reflexo da formação na maior parte das escolas públicas. Outro problema que identifiquei foi a diagramação do livro, que usou e abusou (excessivamente) das cores – apesar de ser algo interessante quando se recebe o livro já prontinho do governo, eu pretendia imprimi-lo e desisti na hora em que vi como as páginas do livro são e isso deve impedir que muitos outros façam o mesmo.

Bem, de qualquer forma, segue link da página com os livros sobre educação financeira. Já baixei todos os guias e livros, agora preciso separar um tempo para lê-los. E você, já conhecia o Portal do Investidor e todo esse material voltado para a Educação Financeira?

Imóveis ou ações: o que é melhor para o seu plano de investimentos?


Se você está iniciando no mundo dos investimentos e pergunta-se quais seriam suas melhores opções para investir, então sente aí e vamos conversar um pouco. Aliás, se você está começando agora nesse “novo universo”, já recomendo que acesse o nosso curso online Manual do Investidor ou, até melhor, assine nossa newsletter e receba por e-mail nossos e-books Manual do Investidor e Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários, ok?

Agora vamos em frente. Quem começa sempre tem uma ânsia danada por já começar investindo em ações, afinal de contas, quem nunca ouviu falar em como este ou aquele investidor ficou milionário investindo em ações? Há também aqueles que escolhem investir em imóveis, afinal de contas, é um investimento certo, sempre valoriza, não é mesmo? Bem, vamos analisar com calma cada uma dessas opções.

O que é melhor para seu plano de investimentos: imóveis ou ações?

Ganhar muito dinheiro investindo pouco em ações

Tive a ideia de escrever esse artigo lendo este artigo da corretora Rico, que aborda justamente como começar a investir na Bolsa de Valores mesmo que tenha pouco dinheiro. A princípio critiquei o artigo, pois a maioria dos artigos que tomam tal postura são bastante sensacionalistas e não apontam a incidência de custos com corretagem e custódia, que devorarão boa parte do retorno com ações quando se aplicam valores pequenos.

Entretanto, para a minha surpresa, eles comentam sobre o impacto da taxa de corretagem (mas não vi sobre a taxa de custódia) e inclusive recomendam que quem esteja começando nesse mesmo, mesmo que já tenha seu “colchão de emergência” não comece “de cara” como um day trader, pois provavelmente não conseguirá bons lucros no início.

Quem acompanha meus artigos já sabe que recomendo que faça as contas em uma planilha, considerando duas taxas de corretagem (compra e venda) para cada “pacote de ações”, o custo de custódia mensal e qual a variação mínima e máxima esperada nos preços das ações. Só assim você pode determinar se vale a pena um investimento de R$ 1.000, R$ 5.000 ou R$ 10.000 em ações. Na última vez que fiz tais calculos segundo minhas espectativas, identifiquei o seguinte:

  • Deveria começar com uma aplicação inicial de R$ 5.000;
  • Cada nova compra deveria envolver pelo menos R$ 2.500;
  • Dar preferência a ações de empresas sólidas e que paguem bons dividendos.

No meu caso, não gosto muito da ideia de day trade, preferindo o que é conhecido como position trade, por isso o foco em ações com bons dividendos (estratégia buy-and-hold). Inclusive, se você se interessou pela estratégia de adquirir ações com bons dividendos, encontrei outro artigo interessante na corretora Rico.

Mas, como disse, o artigo da Rico é bem interessante e vale a pena ser lido, pois reforça a importância de ter um bom patrimônio em renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA etc.) antes de começar a investir em ações, o que torna o seu patrimônio total menos vulnerável às oscilações de mercado.

E quanto a investir em imóveis?

Segundo artigo publicado no Dinheirama, chegou a hora de voltar a investir em imóveis. Achei um pouco estranho, uma vez que o mercado imobiliário está passando por uma leve deflação no momento – e eu apostaria que essa deflação continuará pelo menos nos próximos 06 a 12 meses, então não seria esse o momento mais acertado para investir.

Mais interessante, o artigo aponta um retorno muito considerável por meio de fundos imobiliários (FII). Tais fundos podem ser interessantes para quem não possui grande montante para investir e deseja aplicar em imóveis, mas volto a considerar o resfriamento de tal mercado e o fato de que há taxas em todo tipo de fundo para dizer que talvez o retorno não seja tão rápido quanto é apontado.

E então?

Eu seguiria o caminho mais tradicional, investindo primeiro em renda fixa, fugindo de fundos e posteriormente investindo até 20% de patrimônio em renda variável (ações), sempre com foco em longo prazo.

Entretanto, essa é a minha opinião levando-se em conta o meu perfil de investidor e necessidades. E para você, amigo leitor, qual a estratégia mais acertada para um bom plano de investimentos?

Comprar e vender bitcoins é um bom negócio?

Talvez você esteja interessado em investir seu dinheiro em algo novo, algo que pareça ter um alto rendimento no momento, um “investimento da moda”. Bem, sempre que for investir em algo que não conheça, é bom fazer uma pesquisa primeiro, pois quando se trata de dinheiro “não adianta arrepender-se depois”, então se você esteja interessado em investir na moeda virtual chamada bitcoin, é bom conhecê-la primeiro. E aí, será que comprar e vender bitcoins é um bom negócio? Resposta curta: eu não investiria nela, agora vamos explicar por quê…

Bitcoin como opção de investimento? Talvez, mas eu não investiria.

Primeiro, vamos apresentar aqui a definição de bitcoin segundo a Wikipédia: “Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada apresentado em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador japonês, ou um grupo de programadores, de pseudônimo Satoshi Nakamoto. […] Diferente da maioria das moedas, bitcoin não depende da confiança de um emissor centralizado ou uma instituição financeira. Usa um banco de dados distribuídos, espalhados pelos nós da rede P2P (usuários) para registrar as transações.”.

Resumindo: trata-se de uma moeda virtual criptografada e registrada em vários servidores espalhados pelo mundo, as transferências são semianônimas, o que apresentou várias oportunidades e ameaças na Internet – por exemplo, muitos golpistas hoje exigem pagamentos em bitcoin, pois uma vez realizada a transação não é possível contestar o dinheiro de volta nem rastrear o receptor.

Outro ponto que é apresentado como positivo mas também põe em risco a moeda é o fato de não ser controlada por uma instituição financeira ou governo. Isso torna o valor da mesma bastante volátil, suscetível a alterações de mercado muito facilmente. Isso tem representado grandes ganhos nos últimos anos para quem adquiriu a mesma, porém caso o mercado perca o interesse nela suas “reservas” podem transformar-se em pó da noite para o dia – um risco de volatilidade muito maior do que aquele percebido nas trocas de moedas estrangeiras conhecidas como forex trading.

Quem compra bitcoins em momentos de baixa visando vendê-las em momento de alta está praticando algo similar ao que vemos no mercado forex, com o único porém de que por não ser uma moeda controlada por instituição forte pode sofrer oscilações pesadas em um médio ou longo prazo.

Há pessoas ganhando dinheiro com ela? Sim, há. Mas pelas razões apontadas e pelo fato de que prefiro investir dinheiro em algo que sei que traga resultados positivos na sociedade – e investir em moedas é algo mais próximo de “apostar” ou “especular” – prefiro direcionar meus recursos para outros fins. Se você pretende investir na mesma, entre com foco em curto ou médio prazo (um máximo de um ano ou dois), sob o risco de perder dinheiro já que o futuro da moeda é bastante incerto (ela já existe há bastante tempo no mercado e até hoje não “decolou”, o que não é um sinal muito positivo para investimentos a longo prazo).

Títulos de capitalização – uma boa oportunidade para perder dinheiro!

Recebi um comentário questionando: “Títulos de capitalização são uma boa oportunidade para ganhar dinheiro”? Resposta curta: NÃO! Isso não é uma opção de investimento. Agora vamos à explicação detalhada…

Títulos de capitalização como opção de investimento? Jamais!

Apesar de não termos um texto aqui explicando exclusivamente como funcionam os títulos de capitalização, temos nosso artigo As crônicas do Clube – o gerente bancário, o consultor financeiro e a educação financeira, em que abordo o assunto e aponto que se trata de uma forma de rentabilização para O BANCO e não para você, que só vai realmente lucrar se ganhar em algum sorteio (chance de um para um milhão ou pior), pois o rendimento em cima do valor total que você aplicou será sempre bem inferior à inflação – em outras palavras, se você “aplicar” 100 reais em um título de capitalização, devido à inflação, afinal você não receberá de volta 100 reais, na melhor das hipóteses algo perto disso, na pior, nem mesmo metade disso.

Lembre-se: a lógica básica para um investimento financeiro é que você espera ganhar dinheiro e não perder e, apesar de que opções de renda variável podem sim levar à perdas, opções de renda fixa sempre deveriam levar ao ganho – se você está aplicando seu dinheiro em algo que não está superando a inflação, como é o caso da caderneta de poupança, então está na hora de aplicar em outra coisa!

Ah e por favor, não confundir com os títulos públicos! Os títulos do Tesouro Direto estão rendendo bastante, então valem sim, e muito, a pena! Se você puder investir em títulos públicos, escolha uma corretora que cobre as menores taxas possíveis – não vou ficar fazendo muita propaganda aqui, mas eu estou de olho na Easynvest como um possível canal para investimentos ao longo dos próximos anos justamente por isso!

Se não ficou claro o suficiente o por que de títulos de capitalização não serem tão interessantes, deixem um comentário e escrever um artigo mais detalhado sobre o mesmo, se preferirem uma discussão mais focada em opções mais vantajosas como títulos públicos, LCA e LCI, também!

Paradoxo da “reportagem publicitária”

Eis que você lê uma ótima matéria indicando-lhe determinado tipo de investimento financeiro e aí sai correndo para fazer uma aplicação… Será que investir todo aquele dinheiro suado que você economizou ao longo de meses em uma “ideia” que você leu em um website ou até mesmo em um grande jornal será a sua grande oportunidade? Não acha que é melhor fazer uma análise mais aprofundada, jogar os dados em uma planilha, comparar valores e aí sim tomar uma decisão?

“Caramba Christiano, mas isso vai dar trabalho”. Sim, vai. Mas você não quer que seu dinheiro renda o melhor que puder e esteja realmente disponível quando você precisar dele? Sendo assim, não caia nas histórias de falsas reportagens, que dizem estar anunciando o melhor para os seus leitores e por diversas vezes nem sabe do que está falando.

Quer ver só um exemplo? Decidi dar uma olhada em matérias recentes a respeito do mercado de carros novos e usados e deparei-me com uma situação no mínimo inusitada: enquanto uma reportagem aponta que Vendas de carros usados caem 20,49% em janeiro, outra reportagem diz que A venda de carros usados está em alta, a partir de dados de 2016. Percebe que uma matéria indica queda (baseada nos dados do último mês) enquanto a outra aponta alta (baseada nos dados do último ano). Nenhuma das duas mente, afinal de contas, as estatísticas estão lá, mas é óbvio que como se trata de uma informação bastante sensível ao tempo a primeira está sendo mais fidedigna para quem está buscando comprar ou vender seu carro do que a segunda.

Duas matérias, duas opiniões, mas se você está pensando em vender um carro usado é bem provável que já saiba qual realmente lhe importa. De forma similar, quando decidir em que aplicar aquele dinheirinho que você ralou tanto tempo economizando, não se baseie na primeira matéria que encontrar – e leve em consideração a data de publicação da mesma, afinal de contas, quando o assunto é investir dinheiro o tempo sempre representa uma variável muito importante! #FicaDica

Obs: Ah, o paradoxo que apontei no título está no fato de que reportagem deveria informar e não ter o propósito primordial de servir como publicidade, algo que muitas vezes acontece e acaba por levar o leitor a tomar decisões ruins mesmo se considerando “bem informado”.

Papo Reto: Reforma da Previdência e seu Futuro

Sondando as principais notícias das últimas semanas acerca da reforma da Previdência Social e investimentos visando uma aposentadoria melhor (seu futuro), deparei-me com “as mesmas figurinhas” que encontro desde que iniciei este blog para falar sobre como podemos gerir nossas vidas financeiras.

Resumo

(caso esteja com preguiça de ler tudo):

  1. A tal reforma da Previdência Social acontecerá, cedo ou tarde – você precisa planejar seu futuro e começar a executar seu plano desde já;
  2. Caderneta de poupança e previdência privada podem não ser opções muito boas, opte por Tesouro Direto, CDB, LCA ou LCI, dentre outras;
  3. Se está começando, seu perfil é “conservador”, então não tente já ir direto para o mercado de ações para não ficar reclamando mais tarde!
  4. Seja disciplinado e vise construir seu patrimônio.

Agora vamos aos fatos!

Uma crítica que li quanto ao baixo volume de investimentos visando a aposentadoria realizado por nós (o que não é novidade, diga-se de passagem).  Brasileiro não investe, é a imagem que salta na mídia, e isso acontece porque em nenhum momento de sua vida somos realmente educados para isso. Pense bem, quantas vezes em sua família, na escola ou até mesmo em uma roda de amigos não ouviu que “você deve conseguir um emprego com um bom salário para comprar aquilo que quer”?

Em resumo, se você ganha um bom salário, você pode, mas se não ganha, então não pode. Parece que não há uma terceira possibilidade – que é onde justamente entraria a questão dos investimentos. E sim, você pode comprar o que você quer, mesmo que você não tenha um alto salário, mas precisa fazer um bom planejamento e depois executá-lo de forma disciplinada!

Outro problema é que, quando se fala em investir, logo alguém vem e desenha isso para você como um bicho-de-sete-cabeças. Por exemplo, você vai até o seu gerente de relacionamento em seu banco e explica que está procurando alguma opção para aplicar algum dinheiro todo mês pensando em sua aposentadoria e ele lhe diz que você pode adquirir um título de capitalização! Aí você pergunta sobre as opções de investimento reais e ele lhe apresenta um monte de opções de fundos de investimento e previdência apresentando somente o percentual de rendimento anual acumulado, sem falar das taxas de carregamento, administração etc. ou quando fala você se sente tão confuso que acaba por optar por aquilo que ele lhe disser. Bem, não é assim que você deveria cuidar se sua vida financeira!

Entretanto, apesar das diversas consequências negativas que a atual recessão econômica e proposta de reforma da Previdência Social podem ter, há um impacto positivo: muitos brasileiros estão se conscientizando da importância de serem mais proativos quanto à sua aposentadoria. Não dá mais para simplesmente esperar alcançar a idade para aposentar-se e contar somente com o INSS (e há quanto tempo isso já não é insuficiente?).

Em outras palavras, aos poucos, estamos começando a investir mais e melhor. Quem não investia há pouco tempo começou a investir na poupança e quem já tinha algum na caderneta de poupança já está movendo para outras opções mais rentáveis, em busca de retornos melhores. E isso não é pouca coisa, é um passo gigantesco: é muito difícil quebrar vícios culturais, principalmente quando o impacto dos mesmos só pode ser percebido após décadas, quando já não há mais como corrigir as consequências.

Para entender a importância não somente do “investir” mas também do “como investir” para aqueles na faixa dos 18 aos 40 anos, é preciso analisar o momento atual sob três óticas:

  • Para quem é aposentado ou está se aposentando hoje, a Previdência Social trata-se de um direito pelo qual lutou-se e contribuiu-se ao longo de décadas de trabalho. É um direito conquistado e não é culpa deles se a mesma foi mal gerida e levou à situação deficitária que vemos hoje!
  • Para quem ainda está na ativa e vai ter que se enquadrar à tal reforma, é praticamente um tiro no pé: estaremos pagando por décadas (49 anos no mínimo, para receber integral) para então receber o benefício por um período máximo de uma década (estou considerando aqui a pessoa que se aposenta aos 73 anos e a expectativa de vida de 83 anos). Sim, é algo bastante injusto, mas lembre-se que nosso sistema previdência necessita que você pague quem está inativo, caso contrário ele “quebra”;
  • Para quem ainda longe de entrar no mercado, acredito que haverá somente muitas incertezas quanto ao futuro da Previdência. Em minha sincera opinião, um regime de previdência que o obrigue a trabalhar por 50 anos para ter cerca de 10 anos de aposentadoria é um absurdo, entretanto sabemos que a Previdência também é responsável pela parte de Assistência Social no Brasil, o que dificultará a extinção da mesma.

Se você se enquadra no segundo perfil e possui um filho ou dependente que se encaixe no terceiro, já está mais do que na hora de não somente planejar para o seu futuro como também de seu(s) herdeiro(s). Previdência pública não é mais “a melhor solução”.

Todo ano pode ser um ano bom

Então vi um artigo sobre investimentos afirmando que “O ano que terminou não foi propício para quem pretendia colocar o dinheiro para render.” Será?

Aos que foram afetados pela recessão econômica, é óbvio que foi um péssimo plano: estar desempregado ou sofrer corte na sua renda mensal nunca é uma boa coisa, principalmente quando se pretende investir. Entretanto, para aqueles que puderam aproveitar a alta da taxa Selic, adquirir opções de investimento pré-fixadas no momento certo ou aguardou para adquirir seu imóvel em um momento mais oportuno e oferecendo a maior entrada possível, 2016 ofereceu boas condições.

Então, mais uma vez, enquanto alguns choram, outros vendem lenços… Se você foi afetado pela crise, é claro que você deve enxugar ao máximo as despesas em casa, buscar uma recolocação no mercado e traçar uma estratégia para minimizar os estragos caso isso venha acontecer mais uma vez (e fugir o máximo possível do “crédito fácil” e do endividamento!). Agora, se você conseguiu enxugar seu orçamento e fazer algum dinheiro sobrar, 2016 foi um ótimo ano e até meados de 2017 podemos ter ainda algumas boas oportunidades para investimentos em renda fixa.

Algumas opções para investir

E caso você esteja pensando em investir visando sua aposentadoria, talvez esteja diante do clássico dilema: em que devo investir meu dinheiro? Veja bem, é impossível determinar qual a melhor opção, já que depende de taxas que variam de acordo com banco, opção de investimento, montante a ser aplicado e duração da aplicação, mas um pouco do que aprendi:

  • Em vez de focar em previdência, foque em construir um patrimônio, isto é, em ter investimentos que poderão mais tarde ser herdados por seus filhos;
  • Previdência privada não é uma boa opção – primeiro porque quebra a regra anterior, segundo porque as taxas cobradas fazem com que seja uma opção menos rentável durante seus primeiros 10 ou 15 anos;
  • Fundos de investimento também não são uma opção tão boa – pelo menos aqueles que conheci, no curto prazo, apresentavam um rendimento muito fraco, praticamente igual ao da caderneta de poupança, porém com um risco maior que a mesma;
  • Tesouro Direto – esta é uma das melhores opções para quem pretende investir algum dinheiro por pelo menos dois anos, pois a tributação atingirá seu menor valor possível para tal opção;
  • LCA ou LCI – a depender das taxas oferecidas, podem ser boas opções e até apresentar benefícios quando adquiridos pelo seu banco (mas corretoras geralmente apresentam retornos melhores);
  • CDB – considero essa opção como sendo a minha nova “caderneta de poupança”, pois apresenta um bom desempenho se preciso daquele dinheiro em um prazo inferior a um ano (ou se não tenho certeza de quando precisarei), mas não é a minha primeira opção quando o assunto é aposentadoria;
  • Compra e venda de ações – se você está começando, esqueça isso. A volatilidade natural que as mesmas possuem bem como os custos (taxas de corretagem e custódia) são empecilhos para quem ainda não conhece bem o mercado acionário. Recomendo começar somente quando tiver ao menos R$ 40.000,00 em renda fixa e então usar perto de R$ 10.000,00 na compra de ações, como forma de diluir os custos e aumentar as chances de retorno no médio prazo. Em outras palavras, vai demorar um pouco!

Mas… e a caderneta de poupança?

Esqueci de falar sobre a caderneta de poupança? Xiii, foi mesmo… Mas deixa assim mesmo, esconde isso embaixo do tapete, pois a alteração realizada no rendimento da caderneta de poupança afetou o único cenário em que ela era realmente a melhor opção – quando a taxa Selic está muito baixa. Aliás, li hoje em um website a opinião de um economista sobre sua perspectiva para a economia brasileira e investimentos durante o ano de 2017 que em muito se parece com a minha, mas mudei de ideia quando o mesmo afirmou que “continuam atrativos a poupança…”. A poupança pode ser uma boa opção para quem deseja guardar algum dinheiro por alguns meses (até menos de um ano), mas como investimento a longo prazo – que é o caso de uma aposentadoria – toma uma surra de todas as demais opções de investimentos em renda fixa (exceto dos *cof* *cof* títulos de capitalização *cof *cof*).

E o mais importante quando pensando sobre o seu futuro é disciplina. Não estamos falando aqui de aplicar algum dinheiro por dois ou três meses, falamos em 20 ou 30 anos. Não estamos falando em deixar algum dinheiro esquecido e só olhar mais tarde, estamos falando em aplicações mensais, controlar o quanto está rendendo e verificar outras opções. Parece dar muita dor de cabeça? Acredite em mim quando digo que, no longo prazo, compensa e muito – e pode até se tornar divertido para você, caso goste de contas.

Bem, por hoje é só isso. Se leu o artigo todo, parabéns (eu mesmo já fiquei com preguiça só de olhá-lo, acho que vou ler só o resumo lá em cima), agora é hora de planejar-se e buscar boas opções para investir pensando em sua futura aposentadoria!

Investindo – supere o medo e avance para o próximo nível

Se você tem feito o dever de casa corretamente, não possui nenhuma dívida em seu nome (com exceção do financiamento de sua casa), já apresenta alguns investimentos em renda fixa junto ao seu banco e tem percebido que precisa “passar para o próximo nível”. Quero dizer, você está aplicando seu dinheiro todos os meses, mas percebe que a taxa de retorno que está conseguindo mês após mês é muito baixa e começa a se questionar sobre como proceder para melhorar a rentabilidade.


Parabéns, você não é o primeiro, mas com certeza é um dos poucos que está desafiando sua zona de conforto. Isso porque para conseguir retornos melhores você precisará agora ir além das simples aplicações em grandes bancos e procurar taxas de retorno maiores junto a corretoras. Grandes bancos sabem que muitas pessoas não moverão seu dinheiro para corretoras devido à “sensação de segurança” e, por isso, pagam tão pouco pelo seu dinheiro. Corretoras, em contrapartida, precisam vencer o medo que o pequeno e médio investidor possui em relação a dar esse “pequeno grande salto” e por isso oferecem taxas bastante atrativas.


Assim sendo, se você sente que seu dinheiro poderia fazer mais por você do que está fazendo até o momento, está na hora de analisar opções de investimento junto a corretoras e, dessa forma, “desgarrar-se” do conforto das aplicações financeiras em sua própria agência bancária. Lembre-se, o objetivo de todo banco é ganhar dinheiro, e não fazer você ganhar dinheiro, assim cabe a você e não ao seu banco escolher como melhor aplicar o SEU dinheiro!

Quando investir é melhor do que quitar suas dívidas?

Se você é leitor assíduo deste blog, deve lembrar de tantas vezes em que falei que o tripé para uma vida financeira mais saudável é “gastar menos, ganhar mais e investir melhor”. E quando você encontra-se com alguma dívida, geralmente é melhor primeiro quitá-la antes de começar a investir – e  razão para isso é muito simples: se você ganha dinheiro por meio dos juros dos investimentos e perde por meio dos juros das dívidas, aquele que tiver maior taxa de juros deve ser priorizado. E as taxas de juros dos empréstimos são geralmente muito maiores do que aquelas que podemos conseguir em nossos investimentos.


Mas… e se houvesse alguma opção de investimento realmente boa, que nos oferecesse uma taxa de juros acima daquela cobrada em um empréstimo? Aí, claro, valeria a pena investir mais em vez de quitar a dívida – na verdade, valeria a pena até contrair mais dívidas, desde que isso fosse feito de forma bem planejada e levando-se em consideração por quanto tempo a opção de investimento duraria. Mas sejamos bastante sinceros: opções de investimento seguras e com taxas de juros acima da cobrada em um empréstimo? Isso é realmente bastante ilusório!


Assim sendo, apesar de que na teoria tal cenário seria (muito) vantajoso para o pequeno investidor, na prática ele não acontecerá, pois as instituições bancárias lucram justamente da diferença entre o quanto nos pagam para pegar nosso dinheiro emprestado (investimento) e quanto cobram a outros para emprestar aquele dinheiro (empréstimo).


Resumindo: se você, após apertar o cinto financeiro, conseguir algum dinheiro sobrando ao final do mês, dê prioridade a quitar todas as suas dívidas (principalmente aquelas referentes a cartões de crédito!), somente quando não tiver dívida alguma em seu nome será realmente interessante começar a investir!

O que é Forex Trading?

Forex Trading não é uma nova família de produtos de limpeza. Forex Trading ou FX é simplesmente a operação de câmbio, e se refere mais especificamente à troca de moeda. Isto é, troca de dólares em libras, ou euros para ienes e assim por diante. Tem uma coisa que lembra produtos de limpeza domésticos, entretanto – se você não for cuidadoso você pode ser varrido para fora em uma oscilação das trocas de moedas.

Os mercados de câmbio são os maiores e mais voláteis, e estão entre as formas mais arriscadas de investimento no mundo. Quantidades trocadas são grandes, ampliando pequenas alterações de preços, e o volume total diário está na faixa de dois trilhões de dólares. Sim, é isso mesmo “trilhões”… um número seguido de doze zeros!

Existem dezenas de mercados, com os maiores centros em Nova Iorque, Londres e Tóquio. Embora, “centralizado” seja um pouco enganador, pois não há troca física na comercialização de moedas – ao contrário das Bolsas de Valores de Nova Iorque ou Londres onde há arquivos representando as ações (ações de bolsas de valores).

Para jogar esse jogo sem ser imediatamente atropelado, o investidor terá de aprender algumas terminologias novas, fazer algumas pesquisas em novas áreas, encontrar um corretor que troca moedas e ações e ainda “tomar algumas pílulas de coragem”. Enormes somas são negociadas em Forex e somente comercialização de comodities oferecem facilidades similares bem como mesmos níveis de riscos.

O investidor preparado necessitará expandir o escopo de sua pesquisa. Descobrir o futuro provável de um negócio sem sair de casa é complicado, mas siga em frente. Identificar as condições de um ou dois setores e alguns indicadores econômicos pode ser conseguido sem a necessidade de um PhD em finanças. Aprender sobre os fatores que influenciam as moedas de dois ou mais países é uma ordem de grandeza mais difícil. E mais interessante!

Como funciona a compra de moeda estrangeira?

Comprar moeda estrangeira é um dos tipos de investimento mais intrigantes, por isso decidimos abordar hoje o tema no nosso artigo. Por isso, vamos mostrar a vocês como esse processo funciona e falaremos dos mitos que rodeiam esse mercado.  Como você pode ganhar dinheiro com a compra de moedas de outros países?

A maioria das pessoas, ainda que não entendam muito sobre o câmbio, sabem que o valor de cada moeda (dólar, euro) varia diariamente. Quando o plano real foi implantado, 1 dólar custava R$0,89 centavos. Hoje, para comprar o mesmo 1 dólar, você precisaria de R$ 3,50. É uma grande diferença de preço, percebeu? Mas, o que causou essa alta?

O motivo que leva a essa mudança é a inflação – quanto mais alta for, mais cara será a moeda; Esse processo é o que causa a desvalorização da moeda, tão comentado nos jornais, todos os dias. Mas, se houver deflação, o efeito é contrário – há a valorização da moeda.

Caso você faça a compra de dólares hoje e ocorra uma onda inflacionária nos Estados Unidos, seu dinheiro irá sofrer uma desvalorização cambial; na prática, isso quer dizer que você precisaria de uma quantidade menor de dinheiro hoje para comprar esse dólar do que quando você fez a aquisição (pagou mais caro por isso). Caso contrário, em uma deflação, o efeito é oposto, já que o dinheiro que você comprou seria mais caro se fosse adquirido hoje.

Viu como funciona o processo? Caso você tenha percebido como ocorre o câmbio de moeda estrangeira, é só aplicar uma regra básica e crucial para esse negócio: Comprar na desvalorização e vender na valorização da moeda.

E como isso funciona?

Os bancos e instituições financeiras licenciadas é que realizam o comércio de moeda estrangeira aqui no Brasil. Os bancos têm agências específicas para a compra e venda de moeda estrangeira. Que são conhecidas como agências de câmbio.

Para quem se interessou, é importante ir a uma dessas agências com RG, CPF e comprovante de residência em mãos. Mas, muitas vezes, nem todos esses documentos são solicitados pela agência de câmbio. Principalmente quando a quantia comprada/vendida for de, no máximo, três mil dólares. Apesar disso, é melhor levar os documentos, pois ninguém vai querer pegar fila de banco para depois ter de ir embora de mãos vazias (por não estar com o CPF, por exemplo. ).

E, de quanto eu preciso para negociar moeda estrangeira?

É necessário que você acompanhe a taxa de câmbio, que determina o valor de compra e venda da moeda estrangeira. O Banco Central é quem faz o cálculo dessa taxa, que sofre diversas alterações em um período de um mês. Porém, na agência de câmbio de sua escolha, duas taxas extras são também determinantes para calcular o valor da moeda estrangeira que você irá comprar/vender: São as taxas de compra e venda, que são aplicadas  no preço da moeda estrangeira solicitada.

Na hora da compra, você fará a assinatura de um ‘contrato de câmbio’, no qual será fixado o valor de compra da moeda estrangeira de sua escolha, porém a taxa cobrada será superior à taxa de câmbio vigente no período.  Mas, para quem vai vender, a taxa de venda é inferior a de câmbio, mas ainda assim, o contrato de câmbio será realizado.

O lucro do banco sobre esse tipo de operação, que é o spread, é determinado através da diferença entre a taxa de compra e venda da moeda estrangeira em questão.  O banco paga/recebe do cliente via cheque de viagem, em espécie ou então o valor é creditado/debitado diretamente de sua conta corrente.

Mitos envolvidos em torno desse tipo de negociação

  • É um procedimento ilegal. Como é uma afirmativa muito disseminada, resolvemos pesquisar a respeito. E descobrimos que a Lei 9613, capítulo V, artigo 9, que exige que a pessoa ou instituição que faz a troca de moeda estrangeira deve prestar explicações sobre a origem e uso desse dinheiro, isso com o objetivo de frear crimes, como a lavagem de dinheiro. Essa prática não é proibida, mas a pessoa interessada deve prestar esclarecimentos ao banco/agência de câmbio. É tão legal essa prática, que o governo ainda cobra imposto sobre ela;
  • É besteira, pois todo o lucro será levado pelo imposto de renda. A situação mais comum é que a pessoa faça a compra/venda no momento errado do que ter seu lucro comido pelo IR, até porque o valor do imposto não é aplicado sobre o valor inteiro;
  • Comprar diretamente com doleiros diminui o risco da operação. Trata-se de um engano, pois o que acontece é justamente o contrário. Fazer a compra de moeda estrangeira com doleiros é uma prática ilegal. Somente os bancos e as agências de câmbio estão autorizadas para realizar essa atividade;
  • “Para ganhar dinheiro, é só comprar dólar!”. É uma inverdade, pois, no ano passado, quem comprou muito dólar não lucrou, já que a moeda se desvalorizou a tal nível que não teve espaço para lucro. A pessoa que se interessa por esse tipo de negócio deve pesquisar e entender como está o câmbio e a situação dos países de onde se origina a moeda, para não errar e se frustrar depois.

E então, compreendeu como funciona a compra de moeda estrangeira?