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Papo Reto: Primeiros passos investindo, lenta recuperação da economia brasileira e perspectivas para 2018

Já faz um bom tempo que não publico um “papo reto” aqui, então o papo de hoje vai trazer uma análise bastante extensiva das notícias e artigos que podem impactar o pequeno e médio investidor brasileiro. E apesar de saber da importância do cenário político, não trarei aqui textos referentes a votações de Senado, corrupção e outras coisas mais – já há muito website por aí falando sobre isso o tempo todo, para que mais um, não é mesmo?

Então, falaremos hoje sobre os indicadores econômicos nacionais e a perspectiva para o crescimento do PIB para 2018, risco de rebaixamento da nota do Brasil no S&P, por onde o investidor iniciante deve começar e dicas para tornar sua iniciativa no mundo dos investimentos realmente lucrativa. Está pronto? Então, vamos!

Cenário econômico brasileiro mais ou menos estável

Publicado em: Relatório semanal – Juros Baixos, Meireles: Com reformas, Brasil pode crescer a uma taxa de 4%

Segundo o website JurosBaixos.com.br, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (GPI-DI) está apresentando uma tendência de alta, confirmada pela subida de 0,62% no mês de setembro, como consequência da subida de preços no setor atacadista de itens agrícolas e combustíveis. Apesar disso, acumula deflação de 2,03% no ano e 1,04% nos últimos 12 meses, o que significa que é muito cedo para dizer que teremos altas seguidas da inflação nos próximos meses.

Segundo o IBGE, na comparação de julho e agosto deste ano as vendas do varejo apresentou várias quedas, com destaque para os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-3,1%) e combustíveis e lubrificantes (-2,9%), afetados pelo aumento do preço dos combustíveis e dos preços da celulose no mercado internacional.

Durante o 20º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, apresentou uma projeção para o crescimento da economia brasileira em 2018 de 2,5%. Já a avaliação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é muito mais otimista, apontando que a economia brasileira poderá crescer a uma taxa de 4% durante os próximos três anos, caso a reforma da previdência seja aprovada. E aqui nossos pontos de vista são divergentes: o governo realmente precisa “enxugar” a máquina e melhor usar seus recursos a fim de produzir mais e não somente gerar dívidas, mas não vejo a reforma da previdência como sendo a melhor solução, pelo menos não a mais democrática, já que políticos conseguem inúmeros benefícios em termos de auxílio ou até mesmo previdenciários que muito possivelmente não serão afetados por tal reforma, sendo somente o restante da população quem “pagará o pato”.

Standard & Poor’s ameaça rebaixar nota do país caso reforma previdenciária seja adiada

Publicado em: S&P alerta rebaixamento se reforma da Previdência for adiada

E uma notícia não muito boa é que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) alertou que poderá rebaixar a nota do Brasil caso mudanças nas regras de aposentadoria e pensão não sejam realizadas em tempo hábil, o que pode pressionar e acelerar a votação bem como influenciar o resultado, já que ela está reforçando o interesse positivo do mercado estrangeiro na aprovação da reforma previdenciária.

Quanto menor for a nota de um país no sistema de classificação da S&P maior a probabilidade de “calote”, aumentando o risco para investidores estrangeiros que passam a exigir juros maiores devido ao risco – o que não é nada saudável para nossos cofres e bolsos, já que quando o governo paga juros maiores significa que dinheiro que poderia ser destinado para outra área (Educação, Transporte, Segurança, Saúde etc.) está sendo usado para mitigar as dívidas.

Começando a investir? Prepare-se melhor e dê seus primeiros passos

Publicado em: Poupança em 2018, Onde investir 5 mil reais?, Os homens mais ricos do mundo e do Brasil e Investir em ações é arriscado?.

O blog da corretora Rico explica por que a poupança não é um bom investimento para 2018. Quanto a isso, não vou entrar em muitos detalhes, já que desde a mudança no cálculo de rentabilização da poupança ela deixou de ser uma boa opção de investimento, tanto quando a taxa Selic está alta quanto (pior) quando está baixa, que é a situação atual.

Agora, uma coisa realmente legal que a corretora Rico escreveu (em outro post) foi quanto a opções para investir 5 mil reais que considero um dos passos iniciais de muitos que começam a investir – seja para comprar uma casa ou trocar o carro, seja para sua aposentadoria. Assim, a depender da duração da aplicação, estas são as sugestões da mesma:

  • Até seis meses – escolha aplicações seguras e evite investimentos mais arriscados. Uma opção são os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic (LFT).
  • De seis a doze meses – continue na renda fixa e não se exponha a riscos. As opções são fundos de renda fixa e novamente Tesouro Selic.
  • De um a dois anos – quanto maior o prazo, melhor poderá ser a rentabilidade da aplicação. Nesse caso, sugerem-se fundos multimercados moderados, fundos de ações moderados e Tesouro IPCA+.
  • Dois anos ou mais – pode-se buscar alternativas mais agressivas (e portanto mais arriscadas), como fundos de ações, fundos multimercados, COE, debêntures, Tesouro Direto (prefixado e IPCA+), CDB, LCI etc.

Eu, sinceramente, considero dois anos muito pouco tempo para uma estratégia envolvendo ações ou fundos de ações, principalmente para quem está começando, mas pode ser interessante do ponto de vista de aprender na prática sobre as oscilações de mercado, não é mesmo?

Já o GuiaInvest publicou uma matéria colocando “em cheque” o pensamento comum que afirma que investir em ações é arriscado e lembra que arriscado é investir em algo sem conhecê-lo, assim sendo, se você educar-se primeiro sobre a bolsa de valores, compra e venda de ações, taxas envolvidas e retornos esperados, poderá montar sua estratégia “matematicamente bem fundamentada” e reduzirá as chances de perda e maximizará as chances de ganho no longo prazo. Você pode aprender outras dicas em nosso artigo Investindo em ações.

Bem, é isso. encerro por aqui nosso papo de hoje e espero não atrasar mais tanto nos próximos. Mas diz aí: qual a sua expectativa para a economia brasileira e qual o seu plano de investimentos para 2017/2018?

Já conhece o Portal do Investidor?


Há um site governamental chamado Portal do Investidor que possui muita informação útil e de boa qualidade a todo tipo de perfil de investidor, então se você ainda está começando ou já está a caminho de sua meta financeira (talvez ficar rico ou o famoso um milhão de reais?), o mesmo é praticamente um ponto de parada obrigatória para inteirar-se sobre o mercado mobiliário (bolsa de valores), educação financeira e outras coisas.

Talvez você esteja se perguntando por que só agora estou falando sobre o mesmo, já que ele não é tão novo assim. Na verdade, já o havia conhecido antes, mas não me interessei tanto na época. Hoje, fazendo uma “limpeza” nos favoritos salvos em meu computador, encontrei por acaso o link para o Portal do Investidor, fiz uma visitinha e fiquei mais do que surpreso com a qualidade do conteúdo lá disponível: há cartilhas, livros e cursos disponíveis online gratuitamente e até um blog sobre investimentos (que, claro, vou começar a seguir e talvez apareça por aqui nos resumos de notícias que publico esporadicamente).

E para ajudá-lo a ir “direto ao ponto”, vasculhei as principais páginas e notícias linkadas na página inicial e encontrei uma porção de coisas legais que podem lhe interessar, veja aí!

Logomarca Portal do Investidor

Cursos da CVM

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) lançou uma plataforma de aprendizagem virtual contendo cursos básicos porém fundamentais para quem quer cuidar de sua educação financeira. Já estão disponíveis três cursos: Educação Financeira Para Jovens, Poupança e Investimento e Matemática Financeira Básica.

A ideia é ótima e, apesar de já haver outros cursos, livros e blogs sobre o assunto, acredito que um novo curso nunca é demais, já que são autores diferentes, logo com contribuições diferentes. A minha única queixa é pela oferta de somente três cursos: o mercado mobiliário e de investimentos financeiros é tão grande que eles deveriam se apressar e oferecer um leque de cursos muito maior! Mas, ao menos já dá para “esquentar o motor”, não é mesmo?

Ah, e aqui está o link para a página: Cursos da CVM.

Guias e Livros

A CVM possui uma biblioteca no Rio de Janeiro com um acervo de 15.000 livros. O problema é que, quem não mora no Rio não tem como acessá-los, não é mesmo? Pois é, mas não fique triste não, que a CVM também está priorizando sua relação com o investidor por meio da web e para tal tem lançado guias e livros online (em sua maioria no formato PDF) – e sim, são gratuitos, free, 0800, “na faixa”. É baixar e ler. 🙂

E, mais uma vez, para facilitar o seu acesso, segue abaixo os nomes das publicações com os respectivos endereços eletrônicos:

Guia de Fundos de Investimento Imobiliários (2ª edição)

Guia de Planejamento Financeiro (página com PDF e planilha)

Livro 40 anos CVM – A história da CVM pelo olhar de seus ex-presidentes

Livro Mercado de Valores Mobiliários Brasileiro

Livro Relações com Investidores: Da Pequena Empresa ao Mercado de Capitais

Livro Mercado de Derivativos no Brasil: Conceitos, Produtos e Operações

Livro Análise de Investimentos: histórico, principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro

Histórias em Quadrinhos

Sim, isso mesmo! Com o intuito de promover a educação financeira desde a infância, estão sendo publicadas revistas em quadrinhos cuja leitura é bastante agradável. Já disponibilizaram quatro volumes e minha crítica aqui fica quanto à quantidade de revistas e quantidade de páginas nas mesmas: espero que sejam lançadas mais edições e que as mesmas ganhem mais páginas, abordando assim mais detalhes e tornando mais clara a importância de cada tema. Outro ponto a se observar é quanto à escolha dos temas: a última revista aborda clubes de investimento. Levando-se em consideração que o público-alvo são crianças, eu acredito que há vários outros temas importantes que deveriam ser abordados!

O aniversário do Vovô

A caixa mágica

Conhecendo a Bolsa de Valores

Clubinho de Investimento

#Bônus – Mais conteúdo para educação financeira de jovens!

Enquanto escrevia este artigo, lembrei-me que outro dia encontrei outro site governamental muito bem estruturado e com bom conteúdo chamado Programa Educação Financeira nas Escolas. Nele, inclusive há uma seção chamada materiais onde você pode baixar livros sobre educação financeira planejados e projetados para o ensino fundamental e o ensino médio.

Sim, isso mesmo o que você acabou de ler! Por meio desses livros, pode-se trabalhar o tema da Educação Financeira como uma disciplina na grade curricular da escola e o professor possui um material de qualidade como suporte, algo muito bom! Agora, como não podia deixar passar, aqui vão minhas críticas (como sempre construtivas!): considerei o conteúdo abordado em casa livro com uma abordagem muito fraca para cada série, mas isso infelizmente é um reflexo da formação na maior parte das escolas públicas. Outro problema que identifiquei foi a diagramação do livro, que usou e abusou (excessivamente) das cores – apesar de ser algo interessante quando se recebe o livro já prontinho do governo, eu pretendia imprimi-lo e desisti na hora em que vi como as páginas do livro são e isso deve impedir que muitos outros façam o mesmo.

Bem, de qualquer forma, segue link da página com os livros sobre educação financeira. Já baixei todos os guias e livros, agora preciso separar um tempo para lê-los. E você, já conhecia o Portal do Investidor e todo esse material voltado para a Educação Financeira?

Imóveis ou ações: o que é melhor para o seu plano de investimentos?

Se você está iniciando no mundo dos investimentos e pergunta-se quais seriam suas melhores opções para investir, então sente aí e vamos conversar um pouco. Aliás, se você está começando agora nesse “novo universo”, já recomendo que acesse o nosso curso online Manual do Investidor ou, até melhor, assine nossa newsletter e receba por e-mail nossos e-books Manual do Investidor e Como Ficar Rico – dicas, dúvidas e comentários, ok?

Agora vamos em frente. Quem começa sempre tem uma ânsia danada por já começar investindo em ações, afinal de contas, quem nunca ouviu falar em como este ou aquele investidor ficou milionário investindo em ações? Há também aqueles que escolhem investir em imóveis, afinal de contas, é um investimento certo, sempre valoriza, não é mesmo? Bem, vamos analisar com calma cada uma dessas opções.

O que é melhor para seu plano de investimentos: imóveis ou ações?

Ganhar muito dinheiro investindo pouco em ações

Tive a ideia de escrever esse artigo lendo este artigo da corretora Rico, que aborda justamente como começar a investir na Bolsa de Valores mesmo que tenha pouco dinheiro. A princípio critiquei o artigo, pois a maioria dos artigos que tomam tal postura são bastante sensacionalistas e não apontam a incidência de custos com corretagem e custódia, que devorarão boa parte do retorno com ações quando se aplicam valores pequenos.

Entretanto, para a minha surpresa, eles comentam sobre o impacto da taxa de corretagem (mas não vi sobre a taxa de custódia) e inclusive recomendam que quem esteja começando nesse mesmo, mesmo que já tenha seu “colchão de emergência” não comece “de cara” como um day trader, pois provavelmente não conseguirá bons lucros no início.

Quem acompanha meus artigos já sabe que recomendo que faça as contas em uma planilha, considerando duas taxas de corretagem (compra e venda) para cada “pacote de ações”, o custo de custódia mensal e qual a variação mínima e máxima esperada nos preços das ações. Só assim você pode determinar se vale a pena um investimento de R$ 1.000, R$ 5.000 ou R$ 10.000 em ações. Na última vez que fiz tais calculos segundo minhas espectativas, identifiquei o seguinte:

  • Deveria começar com uma aplicação inicial de R$ 5.000;
  • Cada nova compra deveria envolver pelo menos R$ 2.500;
  • Dar preferência a ações de empresas sólidas e que paguem bons dividendos.

No meu caso, não gosto muito da ideia de day trade, preferindo o que é conhecido como position trade, por isso o foco em ações com bons dividendos (estratégia buy-and-hold). Inclusive, se você se interessou pela estratégia de adquirir ações com bons dividendos, encontrei outro artigo interessante na corretora Rico.

Mas, como disse, o artigo da Rico é bem interessante e vale a pena ser lido, pois reforça a importância de ter um bom patrimônio em renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA etc.) antes de começar a investir em ações, o que torna o seu patrimônio total menos vulnerável às oscilações de mercado.

E quanto a investir em imóveis?

Segundo artigo publicado no Dinheirama, chegou a hora de voltar a investir em imóveis. Achei um pouco estranho, uma vez que o mercado imobiliário está passando por uma leve deflação no momento – e eu apostaria que essa deflação continuará pelo menos nos próximos 06 a 12 meses, então não seria esse o momento mais acertado para investir.

Mais interessante, o artigo aponta um retorno muito considerável por meio de fundos imobiliários (FII). Tais fundos podem ser interessantes para quem não possui grande montante para investir e deseja aplicar em imóveis, mas volto a considerar o resfriamento de tal mercado e o fato de que há taxas em todo tipo de fundo para dizer que talvez o retorno não seja tão rápido quanto é apontado.

E então?

Eu seguiria o caminho mais tradicional, investindo primeiro em renda fixa, fugindo de fundos e posteriormente investindo até 20% de patrimônio em renda variável (ações), sempre com foco em longo prazo.

Entretanto, essa é a minha opinião levando-se em conta o meu perfil de investidor e necessidades. E para você, amigo leitor, qual a estratégia mais acertada para um bom plano de investimentos?

Comprar e vender bitcoins é um bom negócio?

Talvez você esteja interessado em investir seu dinheiro em algo novo, algo que pareça ter um alto rendimento no momento, um “investimento da moda”. Bem, sempre que for investir em algo que não conheça, é bom fazer uma pesquisa primeiro, pois quando se trata de dinheiro “não adianta arrepender-se depois”, então se você esteja interessado em investir na moeda virtual chamada bitcoin, é bom conhecê-la primeiro. E aí, será que comprar e vender bitcoins é um bom negócio? Resposta curta: eu não investiria nela, agora vamos explicar por quê…

Bitcoin como opção de investimento? Talvez, mas eu não investiria.

Primeiro, vamos apresentar aqui a definição de bitcoin segundo a Wikipédia: “Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada apresentado em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador japonês, ou um grupo de programadores, de pseudônimo Satoshi Nakamoto. […] Diferente da maioria das moedas, bitcoin não depende da confiança de um emissor centralizado ou uma instituição financeira. Usa um banco de dados distribuídos, espalhados pelos nós da rede P2P (usuários) para registrar as transações.”.

Resumindo: trata-se de uma moeda virtual criptografada e registrada em vários servidores espalhados pelo mundo, as transferências são semianônimas, o que apresentou várias oportunidades e ameaças na Internet – por exemplo, muitos golpistas hoje exigem pagamentos em bitcoin, pois uma vez realizada a transação não é possível contestar o dinheiro de volta nem rastrear o receptor.

Outro ponto que é apresentado como positivo mas também põe em risco a moeda é o fato de não ser controlada por uma instituição financeira ou governo. Isso torna o valor da mesma bastante volátil, suscetível a alterações de mercado muito facilmente. Isso tem representado grandes ganhos nos últimos anos para quem adquiriu a mesma, porém caso o mercado perca o interesse nela suas “reservas” podem transformar-se em pó da noite para o dia – um risco de volatilidade muito maior do que aquele percebido nas trocas de moedas estrangeiras conhecidas como forex trading.

Quem compra bitcoins em momentos de baixa visando vendê-las em momento de alta está praticando algo similar ao que vemos no mercado forex, com o único porém de que por não ser uma moeda controlada por instituição forte pode sofrer oscilações pesadas em um médio ou longo prazo.

Há pessoas ganhando dinheiro com ela? Sim, há. Mas pelas razões apontadas e pelo fato de que prefiro investir dinheiro em algo que sei que traga resultados positivos na sociedade – e investir em moedas é algo mais próximo de “apostar” ou “especular” – prefiro direcionar meus recursos para outros fins. Se você pretende investir na mesma, entre com foco em curto ou médio prazo (um máximo de um ano ou dois), sob o risco de perder dinheiro já que o futuro da moeda é bastante incerto (ela já existe há bastante tempo no mercado e até hoje não “decolou”, o que não é um sinal muito positivo para investimentos a longo prazo).

Títulos de capitalização – uma boa oportunidade para perder dinheiro!

Recebi um comentário questionando: “Títulos de capitalização são uma boa oportunidade para ganhar dinheiro”? Resposta curta: NÃO! Isso não é uma opção de investimento. Agora vamos à explicação detalhada…

Títulos de capitalização como opção de investimento? Jamais!

Apesar de não termos um texto aqui explicando exclusivamente como funcionam os títulos de capitalização, temos nosso artigo As crônicas do Clube – o gerente bancário, o consultor financeiro e a educação financeira, em que abordo o assunto e aponto que se trata de uma forma de rentabilização para O BANCO e não para você, que só vai realmente lucrar se ganhar em algum sorteio (chance de um para um milhão ou pior), pois o rendimento em cima do valor total que você aplicou será sempre bem inferior à inflação – em outras palavras, se você “aplicar” 100 reais em um título de capitalização, devido à inflação, afinal você não receberá de volta 100 reais, na melhor das hipóteses algo perto disso, na pior, nem mesmo metade disso.

Lembre-se: a lógica básica para um investimento financeiro é que você espera ganhar dinheiro e não perder e, apesar de que opções de renda variável podem sim levar à perdas, opções de renda fixa sempre deveriam levar ao ganho – se você está aplicando seu dinheiro em algo que não está superando a inflação, como é o caso da caderneta de poupança, então está na hora de aplicar em outra coisa!

Ah e por favor, não confundir com os títulos públicos! Os títulos do Tesouro Direto estão rendendo bastante, então valem sim, e muito, a pena! Se você puder investir em títulos públicos, escolha uma corretora que cobre as menores taxas possíveis – não vou ficar fazendo muita propaganda aqui, mas eu estou de olho na Easynvest como um possível canal para investimentos ao longo dos próximos anos justamente por isso!

Se não ficou claro o suficiente o por que de títulos de capitalização não serem tão interessantes, deixem um comentário e escrever um artigo mais detalhado sobre o mesmo, se preferirem uma discussão mais focada em opções mais vantajosas como títulos públicos, LCA e LCI, também!