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O que lhe falta para ser rico?

Todo mundo sabe – ou tem uma ideia – do que significa ser rico. Você pode ser considerado rico (financeiramente falando) se você possui alto grau de independência financeira, isto é, possui bens, negócios ou investimentos suficientes para garantir seu estilo de vida desejado. E esse deveria ser o sonho de muitas pessoas – estranhamente, para muitos não o é, por crescerem com uma “programação mental” que ao mesmo tempo em que admira repudia aqueles que alcançaram tal estágio.

Qualquer um pode ser rico. Como diz Gustavo Cerbasi: enriquecer é uma questão de escolha. E sim, essa frase dói bem lá no fundo, mas é verdadeira. O problema é que muitas vezes até queremos, se possível amaríamos escolher enriquecer, mas por alguma razão que nos foge à compreensão não conseguimos. Por quê? O que podemos fazer para mudar isso?

As razões podem ser as mais diversas possíveis. Enumero abaixo cinco das mais prováveis que muitas vezes passam despercebidas por nós. Vamos lá!

O que lhe falta para ser rico?

Seu modelo mental é seu maior inimigo

Quem acompanha o Clube do Dinheiro desde o início sabe que um dos primeiros livros que li sobre Educação Financeira foi o livro de Harv Eker, Os Segredos da Mente Milionária, que, aliás, continua sendo para mim um dos melhores livros sobre o assunto. E um dos pontos-chave trabalhados pelo autor é a questão do modelo mental.

Cada um de nós é “programado” ao longo da vida a partir de tudo aquilo que vemos, ouvimos e sentimos. Se algo nos agrada aprendemos como sendo algo positivo, se desagrada, então é negativo. Isso serve para tudo: saúde, educação, amor, amizades e… dinheiro.

Você já ouviu alguma vez que “o dinheiro é a raiz de todos os males”? Ou então, que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”? Ou talvez “mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso” (conheço até a “dona” dessa frase!)?

Se ao ler alguma dessas frases você se identificou ou concordou com a mesma, então, meu amigo, você está em sérios apuros. O seu modelo mental (ou programação mental, como Harv Eker denomina) está orientado a afastá-lo do dinheiro. Significa que mesmo que você deseje o conforto da estabilidade financeira, bem lá no fundo, há um “você” dizendo-lhe que ter dinheiro não é importante e só lhe trará problemas.

Mas não precisa se desesperar, como disse, trata-se de uma “programação” e portanto você pode reprogramar sua mente de forma que ela compreenda que: (A) dinheiro não é a causa de mal algum, (B) ele somente lhe dá meios para ser quem você é (seja bom ou ruim) e (C) sabendo geri-lo você pode satisfazer diversos desejos que hoje seriam impensáveis.

Para essa “autorreprogramação” sugiro a leitura de Os Segredos da Mente Milionária que faz um excelente trabalho orientando quem está começando.

Não se preocupa com sua Educação Financeira

Outra possível razão para ainda não ter alcançado sua meta é que talvez não se preocupe o suficiente com sua Educação Financeira. Não importa quanto dinheiro você ganhe, se você não sabe como cuidar ele, acabará gastando-o todo e não alcançará seus objetivos de longo prazo.

Você monitora suas despesas mensais? Você investe uma parte pensando em curto prazo e outra para o longo prazo? Quanto e como você investe? Você acompanha canais de podcast ou YouTube sobre Economia e Finanças Pessoais?

O assunto Educação Financeira é incrível: ele começa tão simples quanto “como você gasta seu dinheiro?” e pode avançar muito, entrando em áreas que às vezes até consultores financeiros experientes têm dificuldades para responder. Qual o melhor jeito para lidar com isso então? Compreender que você precisa estar sempre se atualizando sobre o assunto!

Quem deseja começar a aprender pode, então, procurar nosso curso de Educação Financeira, que possui uma linguagem bem acessível a todos e é gratuito. Além disso, recomendo acompanhar os podcasts da CBN Economia e de Gustavo Cerbasi (não, não estou recebendo para fazer propaganda – se bem que gostaria! – é que tenho acompanhado os canais deles e gostado muito).

Não possui disciplina suficiente

Certo, então você tem se desvencilhado da “programação mental” negativa e investe em sua Educação Financeira, mas mesmo assim seu patrimônio líquido não cresce. E agora, o que pode estar acontecendo?

Bem, não adianta nada saber muito e não pôr em prática, não é mesmo? Então a minha pergunta para você é: você está tendo disciplina suficiente para exercitar tudo aquilo que tem aprendido? Se sim, você provavelmente tem feito o seguinte:

  1. Fez um levantamento do orçamento doméstico durante dois ou três meses;
  2. Identificou possíveis gargalos (despesas que podem ser eliminadas ou reduzidas);
  3. Aplicou minha regra dos 10%;
  4. Tem estudado consistentemente sobre Educação Financeira, Economia e Investimentos;
  5. Tem investido e acompanhado seus investimentos (seja em renda fixa ou variável);

Se tem feito tudo conforme o planejado, parabéns, mas lembre-se que isso não deve ser feito somente durante três ou seis meses. Você deve cuidar de sua vida financeira ao longo de anos, décadas, e sempre que algo parecer desandar, por mais leve que seja o sinal, deve voltar ao primeiro ponto e revisar tudo. Isso se chama disciplina!

O que você pode fazer para desenvolver sua disciplina? Bem, citei cinco pontos acima interessantes para servir-lhe de pontapé inicial – agora você precisa treinar, treinar e treinar.

Você nem investe!

Essa é a melhor de todas as razões! Há pessoas que reclamam da “falta de sorte”, de ainda não terem se tornado ricas, mas elas nem mesmo investem visando seu futuro!

Há várias formas de investir: você pode investir em si mesmo, aumentando seu capital intelectual e assim garantindo melhor posicionamento no mercado de trabalho ou no desenvolvimento de sua empresa, aproveitar o momento e investir em seu negócio se tiver um, investir em imóveis ou ações ou outra opção, seja fixa ou variável.

As formas de investir são inúmeras! Mas se há tantas opções, por que poucos o fazem? Primeiro por desconhecimento, e segundo por medo. Muitas vezes temos medo de um investimento não dar muito certo, de perdermos dinheiro. Minha sugestão é começar de forma conservadora, investindo naquilo em que o risco é mínimo (investimentos em si mesmo e em renda fixa) e quando achar que está pronto para algo mais arrojado aplicar um percentual baixo de seu patrimônio total, assim as perdas não o abalarão tanto e servirão como um aprendizado.

Quem quiser aprender mais sobre investimentos, dá uma olhada no meu Manual do Investidor (pretendo atualizá-lo ainda este ano).

Ainda está esperando “a grande oportunidade”!

Há aqueles que estão esperando, seja ganhar o grande prêmio da loteria, seja aparecer a “oportunidade de negócio perfeita”. Infelizmente se você somente ficar esperando a “grande oportunidade” nunca aparecerá. Ela não aparece, ela é criada.

Uma das várias frases incrivelmente motivadoras atribuídas ao jogador de basquete Michael Jordan é “Algumas pessoas gostariam que algo acontecesse. Algumas desejam que aconteça. E outras fazem acontecer”. Não é necessário dizer muito mais do que isso, não é?

E então, o que o está impedindo de alcançar sua independência financeira, de ficar rico? Comente aí!

Papo Reto: Primeiros passos investindo, lenta recuperação da economia brasileira e perspectivas para 2018

Já faz um bom tempo que não publico um “papo reto” aqui, então o papo de hoje vai trazer uma análise bastante extensiva das notícias e artigos que podem impactar o pequeno e médio investidor brasileiro. E apesar de saber da importância do cenário político, não trarei aqui textos referentes a votações de Senado, corrupção e outras coisas mais – já há muito website por aí falando sobre isso o tempo todo, para que mais um, não é mesmo?

Então, falaremos hoje sobre os indicadores econômicos nacionais e a perspectiva para o crescimento do PIB para 2018, risco de rebaixamento da nota do Brasil no S&P, por onde o investidor iniciante deve começar e dicas para tornar sua iniciativa no mundo dos investimentos realmente lucrativa. Está pronto? Então, vamos!

Cenário econômico brasileiro mais ou menos estável

Publicado em: Relatório semanal – Juros Baixos, Meireles: Com reformas, Brasil pode crescer a uma taxa de 4%

Segundo o website JurosBaixos.com.br, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (GPI-DI) está apresentando uma tendência de alta, confirmada pela subida de 0,62% no mês de setembro, como consequência da subida de preços no setor atacadista de itens agrícolas e combustíveis. Apesar disso, acumula deflação de 2,03% no ano e 1,04% nos últimos 12 meses, o que significa que é muito cedo para dizer que teremos altas seguidas da inflação nos próximos meses.

Segundo o IBGE, na comparação de julho e agosto deste ano as vendas do varejo apresentou várias quedas, com destaque para os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-3,1%) e combustíveis e lubrificantes (-2,9%), afetados pelo aumento do preço dos combustíveis e dos preços da celulose no mercado internacional.

Durante o 20º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, apresentou uma projeção para o crescimento da economia brasileira em 2018 de 2,5%. Já a avaliação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é muito mais otimista, apontando que a economia brasileira poderá crescer a uma taxa de 4% durante os próximos três anos, caso a reforma da previdência seja aprovada. E aqui nossos pontos de vista são divergentes: o governo realmente precisa “enxugar” a máquina e melhor usar seus recursos a fim de produzir mais e não somente gerar dívidas, mas não vejo a reforma da previdência como sendo a melhor solução, pelo menos não a mais democrática, já que políticos conseguem inúmeros benefícios em termos de auxílio ou até mesmo previdenciários que muito possivelmente não serão afetados por tal reforma, sendo somente o restante da população quem “pagará o pato”.

Standard & Poor’s ameaça rebaixar nota do país caso reforma previdenciária seja adiada

Publicado em: S&P alerta rebaixamento se reforma da Previdência for adiada

E uma notícia não muito boa é que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) alertou que poderá rebaixar a nota do Brasil caso mudanças nas regras de aposentadoria e pensão não sejam realizadas em tempo hábil, o que pode pressionar e acelerar a votação bem como influenciar o resultado, já que ela está reforçando o interesse positivo do mercado estrangeiro na aprovação da reforma previdenciária.

Quanto menor for a nota de um país no sistema de classificação da S&P maior a probabilidade de “calote”, aumentando o risco para investidores estrangeiros que passam a exigir juros maiores devido ao risco – o que não é nada saudável para nossos cofres e bolsos, já que quando o governo paga juros maiores significa que dinheiro que poderia ser destinado para outra área (Educação, Transporte, Segurança, Saúde etc.) está sendo usado para mitigar as dívidas.

Começando a investir? Prepare-se melhor e dê seus primeiros passos

Publicado em: Poupança em 2018, Onde investir 5 mil reais?, Os homens mais ricos do mundo e do Brasil e Investir em ações é arriscado?.

O blog da corretora Rico explica por que a poupança não é um bom investimento para 2018. Quanto a isso, não vou entrar em muitos detalhes, já que desde a mudança no cálculo de rentabilização da poupança ela deixou de ser uma boa opção de investimento, tanto quando a taxa Selic está alta quanto (pior) quando está baixa, que é a situação atual.

Agora, uma coisa realmente legal que a corretora Rico escreveu (em outro post) foi quanto a opções para investir 5 mil reais que considero um dos passos iniciais de muitos que começam a investir – seja para comprar uma casa ou trocar o carro, seja para sua aposentadoria. Assim, a depender da duração da aplicação, estas são as sugestões da mesma:

  • Até seis meses – escolha aplicações seguras e evite investimentos mais arriscados. Uma opção são os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic (LFT).
  • De seis a doze meses – continue na renda fixa e não se exponha a riscos. As opções são fundos de renda fixa e novamente Tesouro Selic.
  • De um a dois anos – quanto maior o prazo, melhor poderá ser a rentabilidade da aplicação. Nesse caso, sugerem-se fundos multimercados moderados, fundos de ações moderados e Tesouro IPCA+.
  • Dois anos ou mais – pode-se buscar alternativas mais agressivas (e portanto mais arriscadas), como fundos de ações, fundos multimercados, COE, debêntures, Tesouro Direto (prefixado e IPCA+), CDB, LCI etc.

Eu, sinceramente, considero dois anos muito pouco tempo para uma estratégia envolvendo ações ou fundos de ações, principalmente para quem está começando, mas pode ser interessante do ponto de vista de aprender na prática sobre as oscilações de mercado, não é mesmo?

Já o GuiaInvest publicou uma matéria colocando “em cheque” o pensamento comum que afirma que investir em ações é arriscado e lembra que arriscado é investir em algo sem conhecê-lo, assim sendo, se você educar-se primeiro sobre a bolsa de valores, compra e venda de ações, taxas envolvidas e retornos esperados, poderá montar sua estratégia “matematicamente bem fundamentada” e reduzirá as chances de perda e maximizará as chances de ganho no longo prazo. Você pode aprender outras dicas em nosso artigo Investindo em ações.

Bem, é isso. encerro por aqui nosso papo de hoje e espero não atrasar mais tanto nos próximos. Mas diz aí: qual a sua expectativa para a economia brasileira e qual o seu plano de investimentos para 2017/2018?

Como a máquina econômica funciona

Você alguma vez já se perguntou por que a Economia de um país possui tantos altos e baixos, oras em momento de plena ascensão, oras em recessão? Se sim, então hoje é seu dia de sorte, pois é sobre isso que vamos falar agora, aprendendo um pouco sobre o impacto do uso do crédito/débito na Economia. Enfim, uma “rápida visita” ao fantástico mundo do Economia – então prepara a pipoca.

Este artigo é inspirado em um vídeo do website Economic Principles denominado “How The Economic Machine Works” (isto é, o título deste artigo, porém em inglês), criado por Ray Dalio. Trata-se de uma indicação de vídeo que recebi de Tim Ferriss por e-mail e é tão simples e ao mesmo tempo impressionante a forma como se explica o modelo econômico baseado em ciclos que não poderia deixar de comentá-lo aqui. Thank you, Tim!

Assim, recomendo também a todos os amigos do Clube a também assistirem ao vídeo (compartilho-o ao final deste artigo), mas como sei que alguns podem não assisti-lo por estar em inglês ou por ser muito longo, segue agora um resumo dos pontos mais importantes – acompanhados de minha opinião, claro.

Produtividade x Débito

Suponha uma comunidade que produz e comercializa uma mesma quantidade de bens e serviços entre si ao longo do tempo. Como a produtividade se encontra constante, o valor dos bens e serviços negociados entre si não varia ao longo do tempo – nesse exemplo, não há crescimento na economia local (ela permanece estagnada naquele mesmo valor).

Agora, considere que a tal comunidade possua um crescimento constante de sua produtividade – seja por aumento do número de empresas, mão-de-obra mais abundante e qualificada, melhoria nas tecnologias e processos de produção etc. Conforme a produtividade cresce, também a economia local cresce, o que permite a todos um maior consumo de bens e serviços – uma economia próspera, não? A figura abaixo representa o impacto do crescimento da produtividade ao longo do tempo sobre a economia local.

Máquina econômica - Crescimento da produtividade

Entretanto, alguns bens de consumo ou serviços prestados podem apresentar um alto custo inicial, um valor que uma pessoa ou empresa pode não dispor naquele momento. Como adquiri-lo se não possui aquele valor? Bem, nasce o conceito de crédito, em que uma pessoa usa o crédito que recebe de uma instituição financeira para realizar a aquisição, tal instituição (credor) paga ao vendedor ou prestador de serviço e a pessoa (devedor) pagará posteriormente (de uma vez ou parcelado) pelo crédito recebido, acrescido de juros (que crescem ao longo do tempo).

Dessa forma, ao introduzir a noção de crédito no modelo econômico anterior, percebemos que podemos antecipar uma compra (fomentando o crescimento), porém posteriormente precisamos pagar por isso bem como os juros devidos (reduzindo o crescimento), então o gráfico que antes era uma linha reta começa a apresentar curvas (ciclos). Um ciclo apresenta um momento de ascensão devido ao uso do crédito seguido de uma queda devido ao pagamento do mesmo. Considerando-se somente o impacto do débito no longo prazo (de 10 a 50 anos, por exemplo) teríamos algo similar à figura seguinte.

Máquina econômica - impacto do débido no longo prazo

Isso é o que acontece quando consideramos somente o débito usado para aquisição de imóveis ou bens caros, investimento em empresas etc. Entretanto, a ideia de concessão de crédito para “giro de mercado” foi tão bem aceita que incentivou-se bastante seu uso também no dia a dia – quem aí não conhece o cartão de crédito? Assim, pessoas e empresas fazem “pequenas dívidas” para um período bastante curto, provocando ciclos menores dentro daquele ciclo maior. Nosso modelo econômico, então, seria algo parecido com a seguinte figura.

Máquina econômica - ciclo do débito no curto prazo

Meu desenho não ficou muito bom, mas acho que transmite a mensagem desejada. Cada curva (ciclo) menor pode compreender um período tão curto quanto 5 ou anos ou menos, já a curva maior indica um período bem maior. Ao longo dos ciclos menores, o governo (por meio do banco central) ajusta a taxa de juros cobrada pelo crédito concedido como forma de controlar o uso do mesmo – ao final, crédito não é dinheiro e quando se consome muito do mesmo sem que se pague de volta no mesmo ritmo, o modelo econômico “quebra”.

Então em alguns momentos o crédito está “barato” (taxa de juros baixa), facilitando o acesso ao mesmo e aquecendo a economia; em outros momentos, quando o endividamento se encontra muito alto e corre-se o risco de que as pessoas não consigam pagá-lo no devido tempo, o crédito começa a ficar mais caro, forçando os cidadãos a controlarem o uso do crédito e reduzirem seus gastos.

Inflação x Deflação

Também sobre o preço dos bens e serviços, o uso do crédito possui impacto. Quando a economia “esquenta” e as pessoas estão comprando mais, a oferta reduz em relação à demanda e mercantes tendem a elevar seus preços. Se crédito é usado nessas operações, também o seu “preço” (juros) deve ser considerado, o que pode elevar ainda mais os preços dos bens e serviços – e a alta generalizada de preços é o que chamamos de inflação.

Em contrapartida, quando há uso de crédito em excesso e as pessoas reduzem o consumo ou por qualquer outra razão o poder aquisitivo das pessoas cai (altos índices de desemprego, por exemplo), ocorre uma deflação, isto é, a queda generalizada dos preços de produtos.

Geralmente consideramos inflação como algo ruim, já que os preços dos produtos estão subindo, então isso significa que deflação é algo bom? Não, pois a mesma acontece muitas vezes não como um reajuste de preços de produtos para um “valor justo”, mas como consequência de uma grande retração da demanda devido à queda do poder aquisitivo das pessoas. As empresas, então, precisam reduzir suas despesas internamente para reduzir preços e ainda se manterem sustentáveis – dentre as possíveis consequências temos as demissões em massa e queda na qualidade dos produtos e serviços.

E, indo um pouco mais além, a combinação de queda no poder aquisitivo, deflação e elevação do desemprego inicia um ciclo de decadência muito perigoso e difícil de controlar, que pode levar anos (décadas) para voltar ao ponto em que a economia de um país se encontrava anteriormente. Estamos falando das famosas crises e recessões.

No modelo apontado (no vídeo) por Ray Dalio, esse ciclo de ascensão + decadência tomaria de 30 a 70 anos e é praticamente inevitável. Em minha opinião, pode-se prolongar o máximo possível o momento de ascensão e assim adiar (ou mesmo minimizar) o momento de decadência na Economia de um país por meio de: (1) controle intensivo do uso do crédito; (2) melhor educação financeira da população (para que entenda os prós e contras do uso do crédito); e (3) incentivo ao crescimento da produtividade.

O crédito (e consequentemente o débito) não é de todo mal, desde que você saiba como usá-lo. O empreendedor que se utiliza de crédito para abrir ou expandir seu negócio de forma sustentável e lucrativa pagará pelo crédito concedido e terá um negócio em expansão ao final – bom para ele e para a economia local. Entretanto, se você adquire crédito (principalmente no curto prazo) apenas para consumir diversos bens e serviços, estará somente pagando mais caro pelos mesmos – o que é bom para o banco (desde que você pague), mas não é bom para você.

Três regras de ouro

Ray Dalio encerra seu vídeo com três regras fundamentais para o crescimento econômico saudável:

  1. Não deixe o débito crescer mais rápido que a renda – todo débito custa (principal + juros) e se você contrair muito débito que não esteja gerando receita, logo “quebrará”;
  2. Não deixe a renda crescer mais rápido que a produtividade – aumento de renda sem aumento de produtividade significa demanda maior que oferta de produtos, elevando assim o preço destes (inflação). Em outras palavras, sua renda nominal aumenta, mas seu poder aquisitivo (aquilo que você consegue comprar) permanece o mesmo ou até meio diminui;
  3. Faça tudo que puder para aumentar sua produtividade – essa é a melhor forma para se alcançar um crescimento econômico sustentável.

E finalmente o tão falado vídeo. Ele possui 30 minutos de duração, mas é realmente muito bom e fácil de entender, já que ele se encontra bastante ilustrado. Realmente recomendo que o assista.

Papo Reto: Economia se recuperando, mas você não pode brincar com seu dinheiro

No “Papo Reto” de hoje, dei uma olhada no que blogs e portais da área de finanças, economia e emprego publicaram recentemente e as notícias parecem animadoras no médio e longo prazo, entretanto não dá para “brincar com seu dinheiro”, pois se não fizer seu dever de casa e cuidar dele como um importante ativo na construção da prosperidade para a sua família, pode ter certeza que ele sairá “voando” pela sua janela – seja por meio de compra de bens desnecessários, mal uso de crédito ou investimento mal planejado para sua empresa.

Bem, aqui vai então um resumo do que está rolando para que você se mantenha informado e acerte em suas decisões financeiras…

Como organizar suas finanças sem ter um salário fixo

Publicado em: Me Poupe!

Tenho que elogiar, este artigo da Me Poupe! ficou bem legal e aborda os principais pontos a ser considerado quando você é um trabalhador autônomo e, portanto, sua renda mensal é bastante variável. Assim, os cinco pontos a se considerar são:

  1. Corte os custos fixos – a autora sugere a redução de diversas despesas fixas, isto é, gastos que ocorrem todo mês. Alguns deles: aluguel, água, energia elétrica, internet, telefone fixo, telefone móvel, academia, TV a cabo, Netflix etc. Quem me conhece sabe que quanto a isso eu assumo uma postura bem mais radical (This is Sparta!) e se aquele gasto não é essencial, simplesmente elimino-o por completo, e se for essencial, reduzo ao máximo. Sim, isso significa cortar despesas até mesmo com academia, assinatura de TV e outros. Ué, não sabe se exercitar sem ir a uma academia, my friend?
  2. Reduza gastos com cartão de crédito – ela recomenda o uso muito bem gerenciado do cartão, inclusive planejando o período certo para comprar itens no menor preço possível. Concordo e vou além: pense duas vezes se realmente precisa comprar aquela roupa nova (ué, qual o problema de eu ainda usar aquela mesma camisa há 6 anos se ela ainda cabe em mim? E estou falando sério);
  3. Controle e planejamento mês a mês – isso é o alicerce para a vida de qualquer um. Não somente a pessoa que não possui um salário fixo, mas todos, todos precisam disso. Aliás, eu diria que todos os passos aqui são essenciais para quem quer manter-se na linha quanto às suas finanças;
  4. Tenha uma boa reserva financeira – mais uma vez, é essencial, e vou complementar somente dizendo que o tipo de aplicação a que destinará o dinheiro da reserva depende de quanto tempo acredita que ficará lá. Talvez aplicar tais recursos em opções como CDB, LCI ou LCA. Como se trata de um valor que você pode ter que movimentar a qualquer momento, pelo menos o valor referente a três meses de despesa não aplicaria em Tesouro Direto, mas depois disso, vai fundo nele também!
  5. Busque formas de ganhar dinheiro “sem trabalhar” – gostei bastante das dicas que ela apresentou nesta seção e que me lembraram um pouco as dicas de Billy Imperial em seu livro 40 Hábitos Financeiros Para Uma Vida Melhor. Aliás, se desejar conhecer outras ideias para cortar gastos ou criar fontes de renda alternativa, esse livro apresenta dicas legais.

Resumo da ópera: um artigo interessante para o trabalhador autônomo e também para quem apresenta uma renda mensal bastante apertada.

Notícias dos boletins DinheiramaNews

Publicadas em: Boletins #178, #179 e #180.

Dentre as diversas notícias sobre o cenário político e econômico brasileiro apresentado, acredito que as mais relevantes para o público em geral e mais especificamente o pequeno e médio investidor são:

  1. Cresce a dívida pública – de 2013 a 2017, a dívida pública crescem mais de 20% do PIB, saltando de 50,8% para 71,4%. Dívida pública crescendo é um sinal de alerta a todos nós, pois já sabemos para quem o governo empurra as contas por meio de impostos, não é mesmo?
  2. BNDES aumenta volume de empréstimos a empresas de pequeno porte – graças a ajustes nas regras, o valor dos empréstimos nos cinco primeiros meses foi 200% maior em relação ao mesmo período de 2016 e espera-se que cresça ainda mais. Isso significa que você, empreendedor, pode conseguir finalmente aquele capital necessário para ampliar seu negócio, mas leve em consideração que ainda estamos em um período de crise/recessão/apocalipse financeiro e, portanto, deve usar cada centavo de um potencial empréstimo sabiamente, afinal não é “dinheiro dado”.
  3. Conta de luz mais cara em julho – e lá vamos nós de novo pagar mais caro! Eu só queria saber quando foi que pagamos mais barato! Ainda estou esperando aquela redução na conta prometida ainda durante o governo de Dilma Rousseff! O jeito é desligar as luzes e acender o candeeiro!
  4. Reforma trabalhista será votada na próxima semana – juntamente com a reforma da reforma da previdência, este é um dos pontos negociados neste governo que, no longo prazo, apresentará um impacto enorme na vida do trabalhador brasileiro. Já comentei aqui que, em minha opinião, quem mais sofrerá as consequências dela é o trabalhador assalariado, que muitas vezes apresenta maior rotatividade em empregos, possui maior dificuldade e inexperiência para investir pensando em seu futuro e ficará a mercê das “novas leis trabalhistas” e da “aposentadoria após a morte”.
  5. Taxa Selic cai, juros para crédito pessoal sobem – esperava-se que, com a queda da Selic (está agora em 10,25%) os juros para crédito também cairiam, entretanto devido à alta inadimplência, os bancos procederam no caminho contrário e aumentaram as taxas. Um cenário ruim para quem toma dinheiro emprestado bem como para quem investe, que com a queda da taxa Selic vê diversas opções atreladas a ela direta ou indiretamente (CDB DI, por exemplo) caírem também. Conselho para quem investe: fique esperto e use sua planilha para ver se as suas opções de investimento continuarão as mais lucrativas, já que a previsão é de encerrarmos o ano com a Selic em 8,75%. Conselho para quem precisa de empréstimo: é melhor “cortar na carne” e eliminar muitas despesas para precisar de menos crédito do que piorar ainda mais com essa bola de neve!
  6. Petrobras reduz preço do gás de cozinha – toda vez que vejo notícia de redução de preço do gás de cozinha ou da gasolina (tivemos uma recentemente) eu fico rindo, pois nunca vejo tal redução chegar ao consumidor final. Em outras palavras, é uma redução de lucro da Petrobras que não se converte em redução de despesa para nós, então alguém aí no meio de campo estará lucrando bastante com isso e não sou eu.
  7. Produção industrial sobe 0,8% e tem melhor maio em 6 anos – e agora uma notícia bem legal: a indústria brasileira está demonstrando sinais de retomada de crescimento, o que pode levar à geração de empregos novamente, mas o cenário político atual que atingiu diretamente até mesmo o presidente Michel Temer pode prejudicar a confiança de investidores e levar a um retrocesso.

Inflação cai, produção de petróleo e balança comercial sobem

Publicadas em Portal Brasil: Mercado projeta inflação menor, Produção de petróleo e gás cresce em maio, Projeção para balança comercial aumenta para US$ 60 bi.

As notícias dos últimos dias publicadas pelo Portal Brasil quanto à nossa economia estão bastante animadoras. De forma resumida, apontam que não somente já estamos tendo redução nos preços repassados ao consumidor (onde?) e previsão de inflação menor para 2017 e 2018.

Quanto à inflação, realmente ela está mais estagnada. Acho que esse é um termo melhor do que controlada, pois o que está acontecendo é que as pessoas não estão conseguindo comprar – veja a taxa de desemprego, número de fábricas que fecharam, empresas que decretaram falência etc. Então, não houve um controle, ela estagnou: não cresce mais porque “não há espaço” e isso não é muito bom, pois sem o seu devido controle ela voltará a crescer logo, logo.

Outras duas notícias, agora mais animadoras para quem investe, é que a produção de petróleo e gás cresceu no mês de maio (4,02%) e que o crescimento nos preços internacionais (em outras palavras, dólar subindo) e da quantidade de exportações fizeram com que a previsão para a balança comercial saltasse de US$ 55 bilhões para US$ 60 bilhões. Será que isso potencializará a recuperação financeira da Petrobrás?

Papo Reto: O que fazer caso a crise na economia brasileira persista

Como já sabe, o “Papo Reto” é uma discussão em que apresento um resumo de notícias e artigos da área de economia e finanças que podem ser de seu interesse. E se você não permaneceu dormindo ou embaixo de uma pedra ao longo dos últimos anos, já deve ter percebido que vivemos uma situação não muito privilegiada:

  • (Muitos) casos de corrupção em nossa política;
  • Uma presidente sofreu impeachment;
  • Vários ex-presidentes acusados de participar de esquemas ilícitos;
  • Risco-Brasil alcançou patamares assustadores;
  • Evasão de investidores estrangeiros;
  • Inflação disparou (porém agora segue “controlada” devido ao retrocesso de nossa economia, tanto que até pretendem reajustar a meta inflacionária);
  • Desemprego cresceu bastante (mas o Portal Brasil aponta que o número de desempregados está caindo);
  • Muitas empresas (principalmente de pequeno e médio porte) fecharam suas portas;
  • Reformas na educação, no trabalho e na previdência que muito provavelmente impactarão negativamente as famílias com menor renda (entretanto, Banco Central acredita que reformas permitirão o avanço de nossa economia);
  • Etc. (a lista é muito grande para tentar colocar tudo aqui)

Resumo da ópera: estão nos empurrando muitas mudanças como sendo positivas para nós, porém não nos é permitido discutir e votar a respeito (cadê plebiscito nessas horas?), cabendo somente a quem está lá em cima determinar o que é “melhor para nós”. Infelizmente, como já mencionei, considero que quem vai sofrer maior impacto com tudo isso são as famílias com menor poder aquisitivo. Nossa economia não vai nada bem, nossos políticos muitas vezes não estão lá para defender nossos interesses e cabe a nós assistir tudo “na pipoca”, porque nem mesmo camarote nos é reservado…

E agora, o que eu faço?

Vou lhe ser bem sincero: quanto ao cenário político-econômico de nosso país, pouco podemos fazer. Infelizmente, vivemos uma democracia em que a população não participa das grandes decisões mas que, como já disse, são tomadas por um grupo de políticos que muitas vezes não se preocupa com o impacto (ou vai me dizer que ter direito à aposentadoria integral somente após quase 50 anos de trabalho é realmente algo benéfico para o trabalhador?).

E uma coisa que eu venho aprendendo é que se não pode mudar algo deve buscar minimizar o impacto disso em sua vida. Por exemplo, caso a reforma da previdência social seja aprovada, ou você trabalhará por 49 anos a fim de conseguir aposentadoria integral ou se aposentará antes com uma renda menor. O que você pode fazer?

Invista em seu futuro! Você precisa investir HOJE o suficiente para que AMANHÃ não dependa somente da previdência social, caso contrário quando se der conta será tarde demais e não poderá fazer nada além de reclamar.

“Ora, mas eu não tenho dinheiro para investir!” Bem, é aí onde você se engana: se realizar os cortes de despesa certos, adiar um pouco alguns sonhos de consumo e aproveitar a oportunidade para investir em Tesouro Direto (escolha uma corretora que tenha “taxas zeradas” a fim de maximizar seu retorno), estou certo de que daqui a cinco anos você já estará vendo não somente “uma luz no fim do túnel”, como estará apto a traçar seus próprios planos e até mesmo sonhar mais alto – aquela viagem de férias para outro país pode não ser algo mais impossível, afinal.

Caso tenha “comprado a minha ideia”, é bem provável que você agora esteja se perguntando: certo, e por onde começo?

#1 – Invista em si mesmo

O melhor de todos os investimentos é investir em si mesmo. Já falei isso aqui várias vezes, mas é bom repetir. Sua educação é seu alicerce para conquistar melhores oportunidades de carreira ou abrir aquela empresa que você tanto queria. E caso você não saiba em que deveria investir, aqui vão algumas sugestões:

  • Língua portuguesa e produção textual – domínio de sua própria língua e a capacidade de escrever são peças fundamentais para o sucesso de qualquer pessoa;
  • Habilidades de comunicação e negociação – seja em um curso superior, na empresa em que trabalha ou numa reunião com clientes, saber comunicar-se bem e mediar situações conflituosas garante muitos pontos positivos;
  • Línguas estrangeiras – recomendaria primeiro a língua inglesa, por apresentar maior relevância em nível mundial, e em segundo a língua espanhola, por ser predominante na América Latina;
  • Curso técnico-profissionalizante ou superior – acredito que nem preciso falar dos benefícios desta opção, não é mesmo?
  • Conhecimentos em informática – não basta saber ligar o computador e acessar o Facebook. Sabe criar uma planilha para controle de estoque? Elaborar um relatório de vendas com gráficos? Ou uma apresentação em slides para expor uma ideia de produto ao diretor executivo de sua empresa?
  • Cuide melhor de seu corpo – quanto melhor cuidar, menos despesas com remédios, médicos e planos, além de garantir longevidade muito mais saudável. Você pode adquirir material e equipamento para treinamento físico ou estabelecer uma rotina para prática de esportes, por exemplo;
  • Invista em sua alimentação – similar ao item anterior, não adianta aplicar muito tempo e recursos para aprender línguas e outros cursos e não cuidar daquilo que come. Reduzir consumo de açúcares, gorduras e sal e aumentar consumo de frutas, verduras e carnes brancas já são bons passos iniciais;
  • E, claro, educação financeira!

Como disse, são somente algumas sugestões. Há muitas outras formas interessantes de investir em si mesmo. Além disso, os itens não estão em uma ordem de prioridade ou algo do tipo: o que você deve priorizar depende de seus planos e de seus pontos fortes e fracos.

#2 – Invista na regra dos 10%

Algum tempo atrás apresentei aqui a Minha regra dos 10%, que basicamente consiste em:

  • Reduza 10% dos gastos;
  • Aumente 10% dos ganhos;
  • Aumente 10% dos investimentos;
  • Dedique 10% do tempo para aperfeiçoar-se.

Perceba que o último item da lista “casa” perfeitamente com o que apresentamos na seção anterior (Invista em si mesmo) e os outros três itens possuem o objetivo de garantir que você conseguirá acumular recursos não somente para sua aposentadoria, mas também para sua viagem de férias, uma reforma necessária em sua casa etc.

#3 – Invista em hacks

Hack é o nome dado a qualquer método, técnica ou truque que pode ser usado para melhorar algum aspecto de sua vida (life hacks), saúde (health hacks), produtividade (productivity hacks), finanças (money hacks) etc.

Há uma infinidade deles e alguns funcionam melhor para algumas pessoas do que para outras. Um bom hack deve ser executado diariamente até que o mesmo torne-se um hábito, quando você passa a fazê-lo sem perceber, consumindo nenhuma energia e tornando sua vida muito mais agradável e produtiva.

Aqui estão alguns hacks que você pode considerar interessantes:

  • Health hacks
    • Ao acordar, beba um ou dois copos de água;
    • Comece o dia com 30 minutos de exercícios físicos;
    • Reduza ao máximo o consumo de gorduras, açúcares, adoçantes e sal;
    • Faça exames de rotina (check-ups) anualmente;
    • Aumente consumo de carnes brancas, reduza consumo de carnes vermelhas;
    • Na hora de dormir, não vá para cama com celular, tablet ou notebook.
  • Productivity hacks
    • Acorde cedo e dedique as primeiras duas horas à(s) tarefa(s) mais importante(s) do dia;
    • Não olhe seu e-mail toda hora: reserve uma ou duas sessões de 40 minutos em seu dia para isso;
    • Desligue notificações de todo tipo em seu celular, tablet e navegadores – chega de WhatsApp, Facebook, Twitter ou outro aplicativo para lhe avisar de “coisas importantes” toda hora;
    • Identifique o tipo ideal de som ou música para trabalhar/estudar: música clássica, pop nacional, instrumental, som de chuva ou vento e até mesmo o silêncio são algumas boas opções;
    • Use um aplicativo como “cérebro digital”, armazenando todas as suas anotações nele (eu uso o WorkFlowy);
    • Corte o mal pela raiz: reduza ao máximo o tempo desperdiçado com redes sociais, messengers, assistindo TV ou vendo websites inúteis. Você pode ter lazer muito mais produtivo lendo um bom livro, como “Os Segredos da Mente Milionária”, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” ou “Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.
  • Money hacks
    • Compre sempre à vista – e pechinche!
    • Aplique a minha regra dos 10% (acho que já disse isso);
    • Aplique os 4P’s da riqueza (artigo bem interessante do Dinheirama);
    • Crie um fundo de emergência correspondente a três a seis meses de despesas;
    • Tesouro direto é sua nova caderneta de poupança, invista nele mensalmente;
    • Evite “jeitos espertos para ganhar dinheiro”. Lembra-se da TelexFree?

É só isso?

Só isso??? Meu amigo, se puser em prática tudo o que foi mencionado aqui, perceberá que tomará alguns ANOS para esgotar todas as sugestões apresentadas, será no mínimo trilíngue, melhorará significativamente sua produtividade (se quiser, você pode aprender como dobrar sua produtividade), terá uma estabilidade financeira muito melhor e sua carreira estará pronta para decolar.

E repito: precisará de alguns anos, pois não basta fazer cada uma dessas coisas somente uma ou duas vezes. Um dado comportamento ou ação deve ser repetido por um bom tempo até se tornar um hábito. Alguns autores apontam que um hábito pode se formar após 30 dias de repetição… “pode”, mas não é garantido, porque quanto mais desconfortável for no início, mais tempo precisará, talvez de 60 a 90 dias. Além disso, não tente muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, pois você acabará perdido.

Infelizmente, quanto à economia brasileira, pouco podemos fazer para alterá-la significativamente, além do famoso “faça sua parte da melhor maneira possível”. Assim sendo, por experiência própria, sei que se deve buscar tirar proveito ou pelo menos minimizar os efeitos da atual situação na sua vida e seguindo o que expus aqui, estou certo de que conseguirá.