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Procurando Curso de Microeconomia gratuito?

Após muito tempo sem escrever, cá estamos com um artigo que, espero, interessante para qualquer um que se interesse por conhecer um pouco da Economia ou, mais especificamente, a Microeconomia. E por que estou falando sobre isso? Porque me inscrevi em um curso de Microeconomia na plataforma edx.org e, apesar de já ter atrasado as lições da primeira semana, tenho gostado do conteúdo e achei que alguns de vocês também podem querer. Ah, e duas coisa bem legais: ele é gratuito (0800, free!) e realizado pelo MIT (sim, aquele MIT!), o que lhe dá a oportunidade de sentir um gostinho do que seria estudar lá.

Procurando cursos de Microeconomia? A gente te dá uma mãozinha!

A notícia não tão boa é que se você quiser fazer todas as atividades e seguir o cronograma é melhor se inscrever logo (a turma atual começou no dia 05 de fevereiro) ou espere até a próxima turma começar. Ah, e apesar de ser totalmente online você terá prazos fixos para cumprir as atividades – foi aí que “me pegaram”, já que praticamente coincidiu com o retorno às aulas no IFS e eu estive muito ocupado, por isso atrasei uma semana para iniciar. Mas enfim, deixe-me falar um pouquinho do curso…

O que é esse tal curso de Microeconomia?

Você já deve ter alguma noção de o que é Economia (ciência que trata da análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, estudando a atividade econômica tendo, na gestão, a sua aplicabilidade prática – extraído da Wikipédia). A Microeconomia, segundo o prof. Jonathan Gruber, lida com estudos sobre Economia com o foco na limitação dos recursos disponíveis, isto é, como modelos econômicos comportam-se diante da possíveis escassez de bens, serviços e recursos financeiros.

Então, quem possui interesse em aprender sobre como se comportam as leis da oferta e da procura diante de cenários encontrados em nosso mundo (mercado livre, formação de cartéis, intervenção governamental etc.), um curso como esse pode dar uma fundamentação teórica muito interessante. E é aí onde entra o curso do edx.org que, como disse, traz um instrutor com experiência.

Outra vantagem do curso é que o mesmo é um dos cinco que compõe um programa MicroMasters do MIT, o que significa que se você desejar estudar os cinco cursos e realizar (=pagar) os exames, poderá conseguir a certificação no programa MicroMasters em “Dados, Economia e Políticas de Desenvolvimento” – e se está pensando no mestrado de mesmo nome no MIT, essa certificação equivalerá ao primeiro semestre. Joinha, não?

Segundo a página do curso, você deveria dedicar ao mesmo 12 a 14 horas por semana durante 11 semanas. E como as lições são liberadas semanalmente e cada atividade deve ser cumprida dentro do prazo, é bom realmente reservar tempo suficiente para cumpri-lo em 11 semanas! Inicialmente, pensei que 4 a 5 horas por semana seriam suficientes para cumprir os estudos, mas creio que vou ter que revisar essa minha agenda…

E por que estou estudando Microeconomia?

Bem, caso esteja curioso quanto ao porquê de eu estudar esse curso, quem me acompanha no Twitter sabe que há pouco tempo concluí na plataforma Udemy.com o curso Python for Financial Analysis and Algorithmic Trading visando um projeto (pessoal) de software, porém senti que faltava alguma bagagem teórica extra nas áreas de Economia, Finanças e Investimentos para ajudar na elaboração e explicação dos modelos, aí eis que vi em alguma rede social (não lembro agora onde, acho que Facebook) sobre o curso gratuito de Microeconomia e… fechou, inscrevi-me e esperei a turma iniciar.

E, apesar de estar no conteúdo da primeira semana ainda, estou certo de que foi uma boa decisão (apesar de que, devido ao prazo fixo, os outros cursos e livros que eu estava estudando ficaram em “stand-by”). Se este será o último curso necessário para o meu projeto? Com certeza não, há “muito chão pela frente”.

Aprenda mais sobre Microeconomia

Quem desejar esperar pela próxima turma a iniciar (recomendo que já faça a matrícula e anote a data em sua agenda), enquanto isso pode aprender sobre Microeconomia a partir dos seguintes endereços:

Sim, eu sei, a maior parte do conteúdo que postei aqui está em língua inglesa, mas quantas vezes já disse aqui que precisamos investir em nós mesmos e que aprender outro idioma (principalmente a língua inglesa) é sempre uma boa forma de aperfeiçoamento pessoal e profissional?

Bem, meu trabalho aqui já está terminado. Agora, com licença que ainda preciso concluir o conteúdo da primeira semana e iniciar logo a segunda. Fui!

Novo imposto sobre combustíveis – quem paga essa conta?

Em matéria da G1, li sobre a decisão do governo de elevar o tributo sobre combustível em R$ 0,41 por litro de gasolina e R$ 0,21 por litro de diesel (já passa a valer nesta sexta, dia 21 de julho). Enquanto para economistas esta foi uma boa decisão, acho que concordo mais com empresários que criticaram a alta de impostos. E antes que digam que estou defendendo o “bolso dos ricos”, donos de empresas milionárias etc. entenda que estou defendendo é o nosso bolso, de cada um de nós brasileiros, afinal de contas quem é que vai pagar essa conta?

Aumento do preço da gasolina... e agora?

E aí, quem paga a conta?

Pense direitinho… se aumentamos o custo do combustível, quais são os impactos diretos e indiretos sentidos pela sociedade?

  • Transporte coletivo e privado irá aumentar seus preços;
  • Transporte de carga também sofrerá reajuste;
  • Devido ao item anterior, empresários possuem duas alternativas: repassar a diferença para o consumidor (inflação) ou corte de gastos (possíveis demissões);
  • Empresas que não estiverem bem estruturadas para absorver esse imposto sem repassar para o consumidor podem não suportar – você não viu nenhuma pequena empresa fechar as portas em sua cidade nos últimos cinco anos?

Economistas dizem que é um bom momento para tal alternativa, já que tivemos uma leve deflação nos últimos meses e, mesmo com o efeito em cadeia que isso levará, não haverá impacto duradouro sobre a inflação. Mas como apontei acima, empresas que não consigam suportar tal variação (dependerá, claro, das margens de lucro da mesma bem como do impacto do preço do combustível sobre a mesma) podem meter-se em apuros – e se empresa “fecha”, o trabalhador perde seu emprego.

Estou sendo exagerado?

Talvez alguns digam que estou sendo exagerado, mas é só observar setores como indústria e comércio de perto para perceber que muitos pequenos empreendedores não estão vivenciando seu melhor momento. Toda e qualquer tributação que surja pode levar a maiores desafios em seu dia-a-dia.

A melhor saída realmente seria corte de gastos no orçamento público. Há aqueles que digam que não é possível, que não há como reduzir tais gastos. Há sim, mas não vou entrar nesse assunto agora. O importante é que devemos discutir alternativas que minimizem o impacto no bolso do cidadão brasileiro.

E o que podemos fazer por agora? Eu já estou pensando em comprar uma bicicleta para ir ao trabalho – e olha que não me lembro quando foi a última vez que andei em uma! E qual a sua opinião: concorda com o aumento do imposto sobre combustível? Gostaria de sugerir outra alternativa mais interessante a todos? Comente!