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Tenho 38.500 problemas para resolver!

38.501 problemas, para ser mais exato! Essa é a quantidade de erros, avisos e “infos” que o Clube do Dinheiro apresenta neste momento segundo meu recém-adquirido “brinquedinho”, o WebSite Auditor, da empresa Link Assistant. É, acho que tenho muito o que fazer ao longo do resto desse ano!

Deixe-me explicar: essa semana eu estava checando meus e-mails do Yahoo!Mail (sim, ainda o uso) e encontrei em promoção uma ferramenta para auditoria de websites. Bem, como se tratava de um pagamento único (não uma subscrição mensal) e o preço não estava caro, decidi arriscar e ver se a ferramenta realmente era boa. E sim, tenho que elogiar. E não, não estou sendo pago para isso – mas se alguém da empresa Link Assistant gostar do meu review sincero e quiser me dar uma licença do BuzzBundle, não vou reclamar, hein? 🙂


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Como disse, trata-se de uma ferramenta para auditoria, então ela não vai corrigir o seu website por você. Entretanto, saber quais são os erros que devem ser corrigidos já lhe dará uma vantagem muito grande – e caso você não saiba como corrigi-los, pode gerar um relatório do mesmo e entregar a alguém capacitado a fazê-lo.

O WebSite Auditor faz uma análise de fatores de SEO, mas não somente isso, pois vários dos problemas que ela encontra são importantes não somente para otimização para motores de busca, mas também para evitar evasão de seu público-alvo. Por exemplo, identifiquei várias páginas com links quebrados, redirecionamentos desnecessários etc.

E como disse, atualmente ele indica que há 38.501 problemas, mas quando o executei pela primeira vez, ele apontou mais de 45.500! Resumindo: gastei cerca de 4 ou 5 horas, mas já resolvi perto de 7.000 problemas! A má notícia é que muitos dos que sobraram são bem mais demorados, e a boa é que quando eu terminar de resolver tudo o Clube do Dinheiro vai oferecer uma experiência de usuário muito melhor, sem contar que isso me motivou até mesmo a planejar futuras melhorias de layout! 🙂

Já realizei uma auditoria sobre o GigaMundo.com e lá foram encontrados… 14.671 problemas – é um website menor, com menos páginas, e usa somente a plataforma WordPress, então tudo isso contribuiu para ter uma quantidade bem menor de erros. Pretendo realizar auditorias em todos os meus websites (que não são muitos, já que me desfiz de vários dos mesmos há um bom tempo), mas quero primeiro terminar de corrigir este aqui, pois auditar e não corrigir é a mesma coisa que não fazer nada!

E você, amigo leitor, tem feito auditorias em seu website/blog/loja virtual?

Aprender italiano em 30 dias! Por que não?


Olá e estamos de volta com o novo desafio para o mês de julho, que será, mais uma vez, o aprendizado de uma nova língua – e desta vez, aprender italiano em 30 dias (e como estou começando um pouco tarde, irá até 11 de agosto).

A princípio não pretendia lançar oficialmente como um desafio (apesar de que já me planejava para estudar o idioma), mas como recebi alguns comentários dizendo que “com espanhol seria fácil”, “seria mais difícil se fosse inglês” etc. senti-me motivado a fazer mais um com outro idioma: desta vez a língua do “país da bota”. Além disso, como paguei por um ano de Busuu premium (barato, mas paguei), é um meio de aproveitar os recursos disponíveis para melhorar ainda mais o meu futuro guia sobre aprendizagem de línguas (ainda vou lançá-lo em PDF, aguardem).

E a última razão que não pode “ficar de fora” é que estou pensando em talvez seguir um doutorado em Educação com foco em tecnologias móveis para a aprendizagem de línguas. Enfim, inúmeras razões que apontavam para mais um desafio para aprender um novo idioma!

Aprender italiano em 30 dias. Desafio aceito!

Para não prolongar muito esse artigo, basta dizer que aquilo que planejei e aprendi durante o desafio para aprender espanhol (confira no lançamento do desafio e progresso após 10 dias, 20 dias e 30 dias) também será aplicado aqui, com algumas observações:

  • Os softwares que utilizarei são Busuu (possui 65 lições) e Anki. Duolingo não possui “italiano para falantes de português”, verei se há para falantes de inglês;
  • Meu foco será principalmente na leitura e escrita, porém não negligenciarei as outras competências (compreensão auditiva, fala e uso dentro do contexto);
  • Estabelecerei como meta primária a capacidade de escrever um texto de pelo menos 300 palavras em italiano e como metas secundárias a obtenção de cada um dos quatro certificados disponíveis no Busuu.

Para alcançar tal objetivo, dedicarei pelo menos 90 minutos diários à prática. Não sei se poderei dedicar mais tempo, pois ainda dedico algum tempo diário ou semanal à prática dos outros dois idiomas (inglês e espanhol). Espero que não vire uma salada de frutas em minha cabeça!

Perder peso em 30 dias – resultado final

Como afirmei no artigo inicial (Perder peso em 30 dias! Vai encarar?), decidi escrever somente um texto publicando o resultado final do #Desafio30Dias de junho, em vez de escrever um artigo com resultados parciais a cada 10 dias, como fiz no desafio Aprender Espanhol em 30 dias. Afinal de contas, não quero que este blog fuja muito de seu tópico, mas acredito que os resultados que obtive podem ser relevantes para outras pessoas, então vamos lá…

Para começo de conversa, vamos ao resultado alcançado: perdi 3,5 kg, mais ou menos. A minha meta era perder 7,0 kg, o que, eu sabia desde o início, seria um baita desafio, mas não me deixei esmorecer e tentei o máximo que pude. Além disso, mesmo sem ter alcançado 100% da meta esperada, alcançar 50% dela foi algo realmente muito bom para mim – e motiva-me bastante a “continuar o desafio”.

Agora, quero conversar um pouco sobre acertos e erros nessa jornada.

Perder peso em 30 dias. Desafio aceito!

Acerto #1 – A dieta certa

Estou certo de que uma das coisas que mais me ajudou foi a escolha de uma dieta adequada para perda de peso. Segui a Slow Carb Diet, de Tim Ferriss, uma dieta pobre em carboidratos (ajudando na queima de calorias) e rica em proteínas (facilitando o ganho de massa muscular magra). Essa dieta consta em seu livro 4 Hour Body, mas infelizmente não deu tempo de ler o livro durante o período (apesar disso, li vários artigos de Tim publicados em seu blog). Entretanto, um resumo em língua portuguesa está disponível no blog Doce Dieta.

A lista de alimentos que podem ser consumidos é muito, muito restrita. E dos que lá estão presentes, alguns não são tão populares em todas as cidades. Assim, sobraram-me como opções: ovo (cozido), carne ou frango (assado), alface e tomate. Durante o período em questão também reduzi ao máximo o consumo de açúcares, adoçantes e sal. Mas a dieta não é tão ruim assim, já que em um dia da semana você pode comer o que quiser (e esse bendito dia parecia nunca chegar!)

Sinceramente? Foi a parte mais difícil, frustrante e desesperadora do desafio. Quer coisa pior do que comer ovo e alface no café da manhã enquanto seu filho come um pedaço de bolo de chocolate? Sua esposa preparar uma macarronada com purê de batata e você tem que comer… frango grelhado, tomate e alface? E o cardápio da minha família nesse período não parou aí: lasanha, filé ao molho madeira, pizza etc.

Tudo bem que algumas dessas opções eram no domingo (meu “dia de descanso” da dieta), o problema era que sobrava bastante para a segunda-feira e eu só podia ver (em teoria, pois várias vezes acabei “esticando” o dia de descanso para o dia seguinte ou o dia anterior).

Apesar de todos os momentos angustiantes, funcionou bastante e credito à dieta boa parte dos bons resultados, juntamente com o próximo item…

Acerto #2 – Foco em exercícios físicos

Principalmente os aeróbicos! Como disse aqui, eu contava com uma bicicleta ergométrica já bastante rodada – e ela ajudou bastante, pena que a cinta de carga dela arrebentou perto do final do mês e agora preciso comprar outra para substituir.

Infelizmente durante o último mês não fui muito disciplinado em registrar o tempo de cada atividade no Toggl, mas eu “chutaria” que gastei mais ou menos o seguinte tempo ao longo de junho:

  • Bicicleta ergométrica: 6 horas
  • Exercícios físicos em geral: 15 horas
  • Passeios com Johnny (meu cão): 8 horas

O que dá uma média diária de 12 minutos de bicicleta, 30 minutos de exercícios físicos (principalmente levantamento de peso) e 16 minutos de caminhada, totalizando 58 minutos. Acredito que foi mais do que isso, mas já dá para ter uma ideia de como distribuí as atividades físicas – infelizmente bem distante dos 90 minutos diários que eu planejei no artigo inicial.

E não foi por falta de força de vontade: no início, eu estava cumprindo de 90 a 120 minutos diariamente! Entretanto, diante da minha fraqueza em seguir estritamente minha dieta e receio de que eu não alcançaria a meta, comecei a desanimar e não encontrava mais a mesma disposição. Resumo da ópera: sem ânimo fica muito difícil realizar exercícios focados nos músculos por 45 minutos e outros 45 minutos de bicicleta ergométrica (e mais ainda difícil depois que a mesma quebrou 🙂 ).

Da parte dos exercícios físicos, o que mais deu certo:

  • Tomar um café forte pelo menos 15 minutos antes de começar os exercícios. A cafeína atua como termogênico, auxiliando na queima de calorias;
  • Ter diariamente uma sessão extensa de exercícios, em vez de duas menores. Em quase todas as vezes que fiz uma sessão mais curta e prometi fazer mais posteriormente acabei por não cumprir;
  • Praticar o “descanso ativo”. Após uma sequência de exercícios para um grupo muscular, em vez de esperar 30 a 60 segundos parado, eu realizaria uma corrida no lugar (alguns chamam de flexão de joelhos) ou pedalava por 60 a 90 segundos;
  • Agrupar exercícios para músculos diferentes. Assim, com um par de halteres, realizava a sequência de exercícios para ombros, costas, bíceps, tríceps, coxas e panturrilhas uma após a outra, colocando os mesmos no chão somente após terminá-la;
  • Ouvir áudios de um curso em vídeo-aulas de inglês. Quando eu me concentrava somente nos exercícios, tinha a impressão de que aquele tempo todo estava sendo “jogado fora”. Ao aproveitar para ouvir as vídeo-aulas, sentia que meu tempo estava sendo bem melhor aproveitado.

Ao mesmo tempo em que essas etapas tornavam a atividade mais intensa, ajudavam a melhor aproveitar o meu tempo, sobrando assim tempo para continuar aprendendo espanhol (já tenho o último certificado do curso no Busuu e terminei todas as lições no mesmo) e retomar meu treino em inglês.

Acerto #3 – Equipamentos para treino em casa

Perdoem-me aqueles que consideram que só dá para focar e treinar em academia, mas nada como ter todo seu equipamento em casa e fazer na hora que quiser. Não tem disciplina para isso? Pois é, meu caro, você está pagando (e caro) o preço por não desenvolver essa disciplina.

Nada como simplesmente ir até um lugar da casa e começar a exercitar-me. Não preciso me arrumar, sair, revezar equipamento com outras pessoas etc. E não há mensalidades! O equipamento que utilizei durante esse desafio foi:

  • Bicicleta ergométrica (você vai voltar a funcionar, minha querida, prometo!);
  • Dois halteres de 6 kg cada;
  • Dois halteres de anilhas, que oras eu colocava 10 kg em cada, oras 13 kg.

Outro item barato e interessante seria um tapete para abdominais, mas não é realmente obrigatório (é possível realizar abdominais sem o mesmo normalmente), e um bom par de tênis (prometi-me o tempo todo e acabei não comprando, seria ótimo para corridas).

Uma coisa bastante interessante que percebi foi que mesmo se eu só tivesse os dois halteres de 6 kg, poderia organizar uma sequência de exercícios de tal forma que teria bons resultados, mesmo sem os halteres para pesos maiores. Digo isso, pois experimentalmente alternei alguns dias com pesos de 10 ou 13 kg e outros com os halteres de 6 kg, porém aumentando a quantidade de sessões e repetições.

Equipamento que não recomendo: Air Climber da Polishop. E antes que os vendedores venham reclamar dizendo que estou falando sem conhecer, tenho ainda a nota fiscal do que eu comprei aqui! O equipamento é caro (pelo preço dele você compra uma bicicleta ergométrica barata, 02 halteres de 6 kg e ainda sobra) e por ser todo de plástico possui uma vida útil bem curta (o meu quebrou completamente após pouco mais de um ano!). E não sou somente eu quem diz isso, procure opiniões de outros na Internet!

Enfim, se você não está a fim de gastar e não está com tanta pressa para perder peso ou foca em melhorar o corpo como um todo e não somente em perder peso, um bom par de tênis e dois halteres de 6 kg podem ajudá-lo bastante.

Momento propaganda: mais uma vez agradeço ao meu cunhado personal trainer Márcio Costa, que me deu uma força na aquisição do equipamento e orientação quanto a uma série de exercícios mais adequada para o meu objetivo.

Acerto #4 – Suplementos para emagrecimento

Como disse, adquirimos alguns potes de um suplemento para emagrecimento, que duraram não muito mais que um mês e meio. Minha esposa disse que gostou bastante dele, que viu resultados muito positivos. Em minha opinião, os três pontos anteriores tiveram um impacto muito mais forte do que o consumo do suplemento que compramos.

Entretanto, acho que vale a pena comentar sobre os tais suplementos aqui, pois me lembro que há vários anos atrás eu decidi tomar um tal “chá para emagrecer” (MagrePlan Chá) e na época acredito que o mesmo fez algum efeito em mim, o problema é que eu sou muito exagerado e onde se dizia: “duas colheres de sopa cheias” para o preparo do chá, eu interpretava como “duas colheres de sopa tão cheias que parecem o Everest”.

Resumo da ópera: cada vez que eu tomava o meu “chá matinal” eu praticamente me virava do avesso no banheiro. Mas não posso dizer que não perdi peso! Aliás, acho que vou voltar a tomá-lo e ver o que acontece! 🙂

Então, apesar de não atribuir muito dos resultados obtidos aos suplementos que consumi dessa vez, considero que eles possuem um papel importante para qualquer um que deseja perder peso rapidamente. Mas veja bem, somente para acelerar a perda de peso, pois a fim de manter o novo peso é necessária mudança radical dos hábitos alimentares e da rotina de exercícios diária, pois não é saudável consumir suplementos emagrecedores por muito tempo.

Erro #1 – Não confiar no método planejado

Muitas vezes desanimei, principalmente quando não seguia a dieta corretamente, e como uma bola de neve ia deixando o desânimo afetar outros pontos importantes. Talvez se eu tivesse confiado mais eu teria permanecido mais fiel ao método adotado e conseguiria uma redução bem maior – talvez pelo menos 5 kg.

E agora eu reconheço que foi uma grande besteira minha deixar o desânimo dominar e quase estragar tudo. Dica minha: se em um dia você não seguir sua dieta ou não fizer seus exercícios, não tem problema algum, apenas no dia seguinte volte à rotina como se tudo tivesse corrido normalmente. Irritar-se ou desesperar-se não vai ajudar, é muito melhor simplesmente ignorar e continuar, pois com o tempo o hábito vai se formando e você vai se tornar mais disciplinado.

Erro #2 – Não investir melhor nos equipamentos

Se eu tivesse me antecipado, verificado o problema da bicicleta e já comprado e trocado a cinta da mesma, não teria ocorrido tal interrupção já próximo ao fim do desafio. Também se eu tivesse comprado um par de tênis antes de iniciar, também teria mais motivação para algumas corridas pela manhã.

Invista em equipamentos e acessórios duradouros, que você possa utilizar por dois, quatro ou mais anos. Assim, no longo prazo você terá um bom retorno sobre os mesmos.

E agora?

A manutenção da saúde física, mental e emocional é essencial para qualquer um que deseja ganhar dinheiro e depois poder aproveitá-lo bem. De que adianta todo o dinheiro do mundo se você não estiver em condições físicas ou mentais de usufruir do mesmo? Além disso, quanto melhor a minha saúde, menos gasto com consultas, exames, medicamentos etc.

Assim sendo, ao longo do mês de julho manterei a rotina de exercícios físicos e não pretendo reduzir o ritmo, já que os benefícios de alcançar a meta (ainda falta perder 3,5 kg) são incrivelmente bons!

Além disso, continuo estudando espanhol e inglês, como já mencionei algumas vezes aqui e com isso minha “agenda para desafios” está cada vez com menos espaço, mesmo assim, não vou deixar o mês de julho passar “em branco” e eu já sei qual será o desafio…

Quando realizei o desafio para aprender espanhol, recebi um comentário por e-mail afirmando ser muito mais fácil aprender espanhol do que inglês. Como mencionei aqui, escolhi a língua espanhola por vários motivos, um deles era realmente saber espanhol e não partir para um “portunhol” durante uma conversa e o outro é porque enxergo muito mais possibilidades de uma viagem (a passeio ou trabalho) para um país que fale a língua espanhola, já que vivemos na América Latina. Mas para resolver esse impasse, acredito que já sei qual será o desafio de julho: aprender italiano. Trata-se de um outro idioma, possui menos raízes com nosso idioma do que o espanhol e já deixa claro que o objetivo aqui não é buscar uma meta fácil e sim cumpri-la da forma mais eficiente possível.

Além disso, a escolha de outro desafio relacionado à aprendizagem de línguas é porque estou pensando em possivelmente explorar um projeto (talvez em um doutorado?) relacionado a práticas na adoção de tecnologias móveis na aprendizagem de línguas. Enfim, não é à toa que estou escolhendo esse novo desafio… 🙂

Tentarei escrever e publicar um artigo sobre o novo desafio (e então iniciar o mesmo oficialmente) ainda hoje, mas não posso prometer nada, o dia será bastante corrido!

E aí, alguém mais executou o #Desafio30Dias de julho para perder peso?

Perder peso em 30 dias! Vai encarar?

Alguns dias atrás publiquei um artigo divulgado o resultado final do meu “Desafio 30 Dias” do mês de maio, no qual me propus a aprender espanhol em um nível que estava realmente acima do que se esperaria em um prazo tão curto. Naquele mesmo texto, comentei que meu desafio para o mês de junho seria perder 7 kg em 30 dias. Se você não entendeu o que isso significa, vou dizer de outra forma:

  • 7 kg corresponde a 10% de minha massa corporal (pesando perto de 73,5 kg)!
  • 7 kg em 30 dias = 1,5 kg por semana = 233 gramas por dia!
  • Há vários meses tenho uma vida relativamente ativa, isto é, caminho com meu cão e pratico em média 30 a 45 minutos de exercícios físicos, isto diariamente.

Em outras palavras: aqueles 7 kg serão realmente difíceis de perder! Mas se fosse fácil, não seria desafio, não é mesmo? 🙂

Perder peso em 30 dias. Desafio aceito!

Seguindo a mesma lógica do desafio anterior, levantei alguns fatores que podem contribuir para o sucesso (ou não!), que são basicamente:

  1. Alimentação adequada;
  2. Exercícios físicos;
  3. Medicação/suplementos;
  4. Método adotado.

Assim sendo, para conseguir perder peso em 30 dias, preciso assumir um grande compromisso e estou disposto a fazer o seguinte:

  • Redução/eliminação de açúcares – buscarei uma dieta tão hipocalórica quanto for possível;
  • Média de 90 minutos de exercícios físicos por dia (incluindo aqui o passeio com Johnny, que é mais puxado que muita academia 🙂 );
  • Consumo de suplemento para emagrecimento – dessa vez não vou falar o nome, pois estou cansado de ficar fazendo tanta propaganda de graça, só sei que o “bichinho” não foi dos mais baratos, espero que funcione!
  • Acompanhamento profissional – essa parte é bem fácil, já que minha esposa é formada em Nutrição e meu cunhado é personal trainer em Aracaju graduado em Educação Física. O difícil é convencê-los a participar dessa minha ideia maluca!
  • Leitura e aplicação do livro 4 Hour Body, de Tim Ferriss – quem me acompanha aqui sabe que gosto do estilo de Tim, assumindo os riscos e os bônus provenientes de suas decisões, e ele escreveu esse livro que é muito recomendado para quem quer perder peso, ganhar massa muscular, melhorar seu desempenho físico, tempo de sono etc.

E para tal, claro, precisamos das ferramentas: conto com 02 halteres de 6kg, duas barras curtas e anilhas de 03 kg e 05 kg (tio Márcio, obrigado pela compra, já estou treinando bíceps com 13 kg para cada braço! 🙂 ) e bicicleta ergométrica (velha e quase imprestável… mas ainda serve para algo!). Eu também tinha uma balança, dessas que ficam no banheiro, mas no último dia de maio meu filho Dimitri e Johnny decidiram brincar lá e a quebraram. 🙁

O que irá dificultar é o fato de que ainda não terminei meus estudos em Espanhol e pretendo retornar aos estudos do bom e velho Inglês, ou seja, o tempo vai ficar muito, muito apertado! Assim sendo, partindo da lógica de construção de uma rotina matinal eficiente, pretendo começar meu dia com 60 a 90 minutos de exercícios físicos, seguido de uma sessão de estudos de 60 minutos em língua estrangeira. À noite, realizaria uma outra sessão de exercícios físicos, porém de somente 30 minutos.

Minha esposa já disse que não vou conseguir (ô mulher otimista!), pois 90 minutos de exercícios todo dia é bastante puxado… mas a meta é muito ousada, preciso gastar muito mais calorias do que consumo em um intervalo bastante curto, preciso ao menos tentar!

Enfim, como este desafio não é diretamente relacionado à educação financeira, investimentos, maneiras de ganhar dinheiro, gestão de carreira ou qualquer outra forma de gestão do dinheiro, talvez publicarei somente um texto ao final comentando os resultados obtidos e dicas aprendidas, mas considerei muito válido comentar aqui sobre o atual desafio a fim de que saibam que não me desanimei e há, sim, um desafio para o mês de junho já em andamento. E aí, também quer perder peso, vai encarar essa? Se sim, comenta no Twitter com a hashtag #Desafio30Dias ou #D30 .

Quem for me seguir neste desafio e estiver a fim de algumas dicas para perder peso, ganhar massa muscular ou melhorar seu desempenho físico, seja atleta profissional ou amador, segue Márcio Costa Sales no Facebook que, como já disse, atua como personal trainer em Aracaju.

Ah, seu e-mail para contato: marcio15costa@hotmail.com

#FicaDica!

Aprendendo Espanhol em 30 dias – resultado final

Quem me acompanhou ao longo do mês de maio sabe que me fiz um desafio: aprender Espanhol em 30 dias. Loucura? Talvez, mas não por completo. Apesar de ser um prazo bastante apertado, se você puder dedicar-se o suficiente, você pode, sim, aprender o básico de qualquer idioma em um espaço de tempo curto – um ano, três meses ou até mesmo 30 dias!

Infelizmente não alcancei o nível que eu desejava, pois diversos foram os obstáculos que surgiram (principalmente na última semana), mas acredito que poderia ter um resultado ainda melhor com um pouco mais de compromisso e se o tivesse realizado durante o período de férias. Mesmo assim, não posso dizer que foi um fracasso: consegui três dos quatro níveis de certificação disponíveis no Busuu (Iniciante A1, Básico A2 e Intermediário B1) e sinto-me muito mais confiante para ler, escrever, ouvir e até mesmo falar em Espanhol – e olha que nem mesmo tive aulas de conversação com um professor!

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Bem, este texto, assim como os anteriores (10 dias e 20 dias) visa apresentar não somente os resultados, mas também muito do que eu aprendi. Não incluirei aqui o que já apresentei nos artigos anteriores (apesar de que vocês podem esperar, em breve, uma versão em PDF bem mais detalhada de todo o meu experimento), focando somente no que é novo então, para os mais apressados, resumo do que conversaremos:

1. O que mais conta: método + disciplina – se você escolher um bom método e for disciplinado o suficiente, você alcançará seu objetivo;
2. Aprender rápido é diferente de aprender de forma divertida – isto é, se você busca uma forma agradável e divertida de aprender, muito pouco provável que ela será rápida o suficiente (ao menos não para alcançar resultados em muito pouco tempo), exceto se o método oferecer…
3. Máxima imersão no novo idioma – leia, ouça, escreva e fale (ou ao menos tente) no novo idioma sempre que puder!
4. Tenha alguma forma objetiva de medir seu progresso – como autoavaliações, provas de proficiência etc.
5. Conversação com falantes (ou professores) no novo idioma desde o início é fundamental;
6. Próximos passos – o desafio acabou, porém meus estudos, não.

Agora, meus amigos, a vocês que gostam de conhecer os detalhes, o porquê de cada decisão, vamos lá!

O que mais conta: método + disciplina

Há uns dois ou três meses atrás, li um artigo que comentava que, a fim de alcançar uma meta, um bom método é muito mais importante que o foco na meta (não tenho certeza, mas acho que foi Tim Ferriss quem disse isso). A princípio, isso contraria vários autores sobre produtividade, que apontam que o foco na meta é o primeiro e mais importante passo, mas pensando direitinho, ele está certo, afinal de contas, “se você ignorar sua meta, mas executar disciplinadamente um método bem apropriado para alcançá-la, você alcançará ou não o seu objetivo?”

Assim, buscar um bom método e “colar nele” ajudou-me a garantir bons resultados no processo de aprendizagem. O mais engraçado é que comecei planejando atuar de uma forma e no final eu já tinha feito várias alterações, mas o essencial continuou seguindo o plano inicial, o que reforça a importância de realizar um planejamento antes de começar toda a ação (o que pretendo fazer para cada desafio).

E, claro, não adianta descobrir um excelente método e não ter disciplina para executá-lo. Um exemplo disso que apresento para meus alunos é: se eu tivesse um método infalível para ganhar na Mega Sena se executado diariamente durante 30 dias consecutivos, adiantaria se eu não o cumprisse à risca?

E nesse ponto não fui disciplinado o suficiente: estudei apenas uma média de duas horas por dia. Alguns podem acreditar que bastante disciplinado, porém devo lembrar que a meta era aprender Espanhol em 30 dias, logo precisaria de muito mais do que duas horas diárias – afinal de contas, isso dá somente 60 horas. Mesmo assim, os resultados foram muito bons.

Aprender rápido é diferente de aprender de forma divertida

Se você espera aprender de forma rápida, é bem provável que não seja de forma divertida. Isso porque métodos de aprendizagem lúdica prezam mais pela experiência lúdica e progresso no ritmo do aprendiz, enquanto que quando você quer aprender de forma rápida muitas vezes terá que “empurrar seus limites ao extremo”.

Eu mesmo tive que fazer isso algumas vezes, utilizando-me de flash cards. São divertidos? Não. Mas são uma ótima forma de recordar vocábulos até memorizá-los – principalmente quando combinados com a técnia de repetição espaçada, o que o aplicativo Anki faz muito bem.

Mas não fique triste: se você prefere aprender por meio de jogos ou outras atividades lúdicas, porém quer aprender de forma rápida, há ainda uma solução: a máxima imersão na língua alvo.

Máxima imersão no idioma

Sabe por que você aprendeu a língua portuguesa de forma “tão fácil e natural”? Porque você a vê, ouve, fala e escreve o tempo todo. Jornais, revistas, programas de televisão, conversas com amigos ou familiares, aulas na escola etc. tudo é transmitido para você em língua portuguesa. Não seria legal se pudéssemos fazer a mesma coisa para aprender idiomas estrangeiros?

E podemos! Basta que você opte por assistir (via TV, cinema ou Internet), ler (blogs, websites e revistas), ouvir (músicas e audiolivros), escrever (em seu próprio blog ou website) e falar (com amigos e familiares) no idioma desejado – no meu caso, Espanhol – tanto quanto puder. Quanto mais tempo e formas distintas você passar interagindo com a língua, mais se tornará natural para você, mais agradável será e mais fácil será a aprendizagem.

Máxima imersão é importante e pode fazer até mesmo com que formas lúdicas (como uso de jogos e simuladores) tornem seu aprendizado rápido e agradável.

Tenha alguma forma objetiva de medir seu progresso gradualmente

No início eu pensava que tinha estabelecido uma boa forma de medir meu progresso. PENSAVA! Pois percebi que foi muito mais interessante utilizar os níveis de certificação do aplicativo. E em 30 dias, obtive três das quatro certificações e já realizei algumas das lições do quarto nível, o que significa que estou um pouco acima dos 75%.

Claro, a meta final foi mantida (manter um diálogo de pelo menos 10 minutos com alguém que tenha a língua espanhola como língua materna), porém não foi alcançada no prazo. Mas pretendo continuar meus estudos e alcançá-la posteriormente (mais sobre isso já já).

Conversação com falantes (ou professores)

Este foi o ponto em que fracassei miseravelmente! Devido ao prazo muito curto, deveria fazê-lo desde o início, mas não o fiz – fui adiando, adiando até que… o prazo terminou. Na verdade, acho que adiei tanto pois, lá no fundo, queria iniciar esta parte quando tivesse treinado o suficiente sozinho para aproveitar ao máximo cada conversação, o que seria uma ótima ideia se minha meta fosse aprender em 90 dias (usaria os primeiros 30 dias para tirar as quatro certificações e os outros 60 dias para reforçar o que foi estudado e diálogos, muitos diálogos), mas não quando você quer aprender em 30 dias.

Assim sendo, fica a dica: se seu prazo para aprender um novo idioma é inferior a 60 dias, inclua sessões de conversação desde o início, mas se seu prazo for superior a 60 dias, você pode optar por começar as conversações reais a partir de 20 ou 30 dias.

Próximos passos

Como já disse, não considerei o não alcançar a meta como um fracasso: sabia desde o início que era uma “meta quase impossível” e por isso a escolhi – motivou-me bastante, senti-me um “Tim Ferriss nordestino”. 🙂 E é claro que não pretendo parar por aqui, pois pretendo continuar meus estudos em língua espanhola e:

  • Alcançar a quarta e última certificação do Busuu;
  • Concluir todas as lições do mesmo;
  • Ter sessões semanais ou quinzenais de conversação com nativos em língua espanhola.

Além disso, pretendo mais tarde lançar desafio análogo para conseguir definitivamente fluência em língua inglesa (quero parar de tra-tra-travar na hora de falar!) e, quem sabe, aprender outro idioma: quem sabe italiano? 🙂

Por agora, considero o #Desafio30Dias de maio encerrado com 75% de sucesso. Agora, já vou começar (um pouco atrasado) o desafio de junho, agora com foco em um benefício físico: perder 7 kg! Acho que minha esposa (graduada em Nutrição) vai me matar quando souber que publiquei isso (estou falando em perder 10% de minha massa corporal em 30 dias). XD

Ainda estou na dúvida se cabe escrever um artigo sobre isso aqui (acho relevante, pois com melhoria da saúde tem-se um desempenho profissional e educacional muito melhor) bem como outro sobre os resultados… Who knows? 😉

Aprendendo Espanhol em 30 dias – 20 dias já se passaram

Como seria sua vida se a cada mês alcançasse uma grande meta diferente? Pois bem, é isso que estou tentando descobrir com este desafio. Caso ainda não saiba, eu decidi aprender espanhol em 30 dias e já se passaram 20 dias. Posso dizer que os primeiros 10 dias foram bem interessantes, mas não há como negar que ainda estou tentando manter o ritmo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Tenho o ato de escrever a cada 10 dias como parte de meu plano de ação e, para aqueles que gostam da resposta curta, aqui vai:

1. Elimine seus vícios e aumente sua produtividade: desinstalar dois jogos, usar o Toggl e voltar a focar em meu aprendizado foram essenciais para não ver esse desafio ir de vez para o ralo;
2. Escolha um bom método e fixe nele: a versão paga do Busuu tem se mostrado cada vez mais interessante, tanto que o Duolingo (gratuito) está meio que “juntando poeira”, pois descobri que o Busuu permite reforço de aprendizado (técnicas de memorização) e é muito útil a correção das atividades por nativos;
3. Ainda uso o Anki para reforço e memorização;
4. Audiolivros são uma ótima forma de reforçar a compreensão auditiva;
5. Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

Enfim, é isso. Agora, para os meus leitores que gostam de ler toda a história e assim melhor compreender o porquê de cada decisão/conselho, vamos por partes…

Elimine seus vícios e aumente sua produtividade

Cara, aquele jogo para dispositivos móveis Mobile Strike estava realmente ferrando meu tempo livre: o pior é que eu percebia isso, desinstalava, reinstalava e voltava a jogar! Na verdade o que realmente me levou a desinstalá-lo de vez foi o seu modelo “pay-to-play” que, como comentei com alguns alunos meus no Instituto, pode ser terrível para qualquer game business no longo prazo.

Enfim, continuei jogando o maldito até que pela QUARTA VEZ meu comandante foi eliminado pelo mesmo oponente e então fiz as contas: já gastei $5.00 e não me sinto à vontade para gastar outros $20.00 e é óbvio que somente gastando uns $99.00 (maior pacote do jogo) eu poderia realmente competir com os primeiros (e eu sou bastante competitivo!). Conclusão: caí fora antes de fazer mais besteira.

É uma pena, é um bom jogo que, se não fosse tão massivamente “pay-to-play” seria bem divertido. Mas para mim foi bom: já há alguns dias sem mexer nesse jogo, consegui retornar à minha rotina de estudos e recuperar algumas das horas perdidas.

Outra coisa que me ajudou bastante foi utilizar a ferramenta Toggl para gerenciar minha produtividade. Como ela funciona? Toda vez que inicio uma nova tarefa, descrevo-a nela e clico no botão para iniciar registro do tempo e, quando a concluo, clico para parar. Assim, ela mantém um registro das tarefas desenvolvidas ao longo do meu dia/semana/mês/vida e eu tornou-se um banho de água fria em mim quando estou esquecendo de meu principal objetivo este mês – aprender espanhol!

Segundo relatório mensal do Toggl, até o momento tenho estudado cerca de 40 horas e 44 minutos, o que me dá uma média de duas horas por dia – você deve estar achando isso um valor incrível, bem, para mim não é, considerando-se que desperdicei duas horas lendo tirinhas na web, algum outro tempo com redes sociais e um montão de horas naquele jogo! Argh!

Mas valeu a pena: errei, aprendi e sigo em frente agora. Tentarei intensificar o ritmo e alcançar, quiçá, três horas diárias. O que não significa muito, pois três horas diárias ao longo de 30 dias não chegam nem a 100 horas de estudos da língua! Resumindo: foco, foco e foco!

Definição/escolha de um bom método é essencial

Quando paguei por um ano de Busuu eu estava desconfiado de que talvez não valesse a pena, afinal de contas há muito conteúdo gratuito por aí. Mas como o foco é espanhol e a maioria dos aplicativos gratuitos focam em inglês ou apresentam poucas lições/vocabulário para esta língua, acabou sendo uma ótima ideia pagar pelo mesmo (até porque consegui em um baita descontão 🙂 ).

Vou lembrar aqui que, quanto a opções gratuitas para aprender espanhol, Duolingo e Busuu ainda são as melhores opções que identifiquei, então se você não quer gastar dinheiro, recomendo que instale e treine com ambos.

A princípio achei estranha a dinâmica do Busuu mas acabei me acostumando e até gostando, funciona mais ou menos assim:

1. Todo o conteúdo é dividido em quatro seções/níveis: Iniciante A1, Básico A2, Intermediário B1 e Intermediário Avançado B2;
2. Cada seção é composta por várias lições e algumas revisões;
3. As lições mesclam treino de novos vocábulos, um pouco de gramática, exercícios de fixação, dicas sobre uso de expressões em vários países, mais exercícios de fixação, exercícios com diálogos e uma atividade final em que deve escrever ou falar no idioma alvo – essa atividade será corrigida por nativos daquele idioma;
4. Ao final de cada seção/nível, você pode realizar uma prova online para receber um certificado da McGraw Hill Educacion.

Quanto aos certificados, já conquistei os certificados A1 (Iniciante) e A2 (Básico). Estou um pouco atrasado, já devia ter conseguido pelo menos três a fim de terminar todo o curso antes de completar 25 dias, para então intensificar o treino de conversação – que, aliás, ainda nem comecei (meu maior erro)!

Se você usar tal plataforma para aprender, aqui vão umas dicas:

  • Tente acelerar nas lições dos dois primeiros níveis e não se desestimule: a coisa toda fica bem mais interessante a partir do terceiro nível;
  • Nos cartões que apresentam novos vocábulos, marque com estrela aqueles que você desconhece ou forem mais difíceis, assim poderá reforçá-los facilmente usando a opção “Revisar”;
  • Repita em voz alta cada palavra/frase pronunciada pelo aplicativo bem como leia em voz alta os textos de perguntas e respostas – muitos dos que desejam treinar uma nova língua não o fazem e depois reclamam que não conseguem falar!
  • Os diálogos podem ser lidos e ouvidos quantas vezes quiser, assim sendo, para tirar melhor proveito deles recomendo que na primeira vez sempre ouça com os olhos fechados, isto é, sem ler o texto, tentando compreender somente a partir do que ouve e, em seguida, ouça todo o diálogo novamente, desta vez acompanhando a leitura. Você pode ouvir mais de uma vez com os olhos fechados, se assim preferir!
  • Nas atividades finais (aquelas em que deve escrever ou falar algo), não seja preguiçoso e escreva ou fale o máximo que puder, como se estivesse realmente conversando com um nativo: quanto mais escrever/falar, mais coisas poderão corrigir-lhe e assim aprenderá muito melhor. Além disso, você ganhará muito mais autoconfiança do que se você se mantiver naquele limite de 10 palavras;
  • Você sabia que você pode refazer aquelas atividades finais? Assim sendo, esporadicamente revisite uma das que você já respondeu e dê uma nova resposta mais completa e detalhada, assim poderá receber novo feedback sobre seu progresso;
  • Corrija as atividades finais de outras pessoas. Lembre-se que são pessoas como você, nativas de um país que “habla” o idioma que deseja que estão corrigindo, assim sendo devolva tal contribuição para a comunidade corrigindo atividades referentes à língua portuguesa, por exemplo.
  • Foco no reforço e memorização

    Como estamos aprendendo um novo idioma em um tempo muito curto (30 dias somente!) é comum nossa dificuldade em assimilar termos novos na velocidade em que desejamos. Para resolver isso, é necessário empregar algum mecanismo para reforçar e ajudar na memorização – e eu já disse aqui que flashcards podem ajudar nisso.

    Sim, ainda estou usando o Anki para tal missão. Reduzi um pouco o ritmo pois agora também uso o “Revisar” do Busuu, mas ainda adiciono muitas novas palavras no Anki. Aliás, tenho em minha frente pelo menos 50 novas palavras e expressões para adicionar no mesmo.

    Lembre-se: uma ferramenta não anula a outra. Apesar de serem bem úteis os mecanismos de revisão do Busuu, o Anki se utiliza muito bem da técnica de repetição espaçada e me permite que adicione facilmente um monte de novas palavras (acho que já tenho pelo menos 200 palavras/expressões adicionadas).

    Audiolivros para reforçar a compreensão auditiva

    Sei que este texto está parecendo propaganda do Busuu (ei, @Busuu, podiam me dar uma conta premium gratuita lifetime como cortesia, não?), mas se você está começando agora e está muito fraco no espanhol, por um bom tempo as atividades com diálogo do Busuu podem lhe ser suficientes, mas em algum momento você pode querer mais do que somente dois ou três minutos de conversação. E agora?

    A resposta para você pode ser audiolivros! Encontrei alguns websites com audiolivros interessantes, baixei e os estou ouvindo. Alguns deles são gravados de forma mais pausada, ótimos para quem está começando, já outros são gravados de forma mais rápida, sem pausa entre as palavras, o que se torna um desafio maior para quem está aprendendo o idioma. Ambas as formas são úteis para o nosso aprendizado e, portanto, você não deveria desprezar nenhum audiolivro.

    Como disse, se você está começando, talvez seja melhor focar nas lições do curso até alcançar um nível razoável. Apesar de sentir-me apto desde o início, decidi utilizar os audiolivros somente após concluir o segundo nível (Básico A2).

    E como estou indo nos audiolivros? Teve um que na verdade era uma poesia (Ahora que estoy vivo) bem interessante, um outro mais longo (Cuatro naufragos) que acho que entendi o final, mas fiquei meio “Poutz!” – não vou contar o final – e estava ouvindo um bem mais longo (El enviado), mas a leitura dele é muito rápida e está mais para um documentário ditado, o que se torna muito monótono – acho que vou procurar outra leitura.

    E aqui vão algumas indicações de websites onde pode baixar audiolivros em espanhol:
    Leer Escuchando
    Audio libro gratis

    Comece aulas de conversação tão cedo quanto for possível!

    No meu caso, adiei por tempo demais a procura por um professor de línguas para treinar conversação. Já se passaram 20 dias e ainda não comecei e apesar alguns pensarem “para que tanta pressa?”, lembre-se que a minha meta é aprender em 30 dias, então tenho somente dez dias pela frente!

    Então recomendo que não cometa o mesmo erro que eu: mesmo que não se sinta à vontade para ter a primeira aula já na primeira semana, pelo menos já busque e agende para começar a ter suas aulas a partir do final da segunda semana.

    Como o meu foco é aprender em 30 dias, tentarei marcar duas ou três sessões de uma hora cada de aula particular – você pode conseguir preços melhores com aulas em grupo, mas eu sinto que uma hora de aula particular vale muito mais du que duas horas de aula em grupo.

    Bem, por hoje é só. Vou agora voltar ao meu treino e começar a traduzir textos para espanhol (prometi isso no outro artigo e ainda não comecei!). Até!

Aprendendo Espanhol em 30 dias – 10 dias já se passaram

Aos que não lembram ou não viram meu artigo anterior, eu decidi aprender espanhol em 30 dias, porém não aprender um “portunhol” meio arrumado, mas ser capaz de ler, escrever e conversar em espanhol. Já se passaram 10 dias desde o início deste desafio, então está mais do que na hora de atualizá-los quanto a como estou indo, obstáculos encontrados e soluções adotadas.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Vale lembrar que antes de iniciar o desafio eu desenvolvi uma ideia bastante clara de minha meta, isto é, ser capaz de escrever bem como conversar em espanhol fluentemente. É importante saber exatamente o que deseja para determinar qual será o melhor método bem como ferramentas adequadas para a tarefa. E para não perdermos o costume, aqui vai a versão curta que responda a isso:

1. É uma boa ideia começar com o básico da gramática: algo como os pronomes, conjugação dos verbos mais básicos (ser, estar, ir, ter, falar) etc.
2. Use um programa como o Anki (gratuito) para criar flashcards com as palavras e expressões mais difíceis de recordar, assim pode repeti-las frequentemente e assim memorizá-las;
3. Ler não é realmente um desafio, já que muitas palavras são bem parecidas com a língua portuguesa, já quanto a ouvir (compreender auditivamente) o desafio é maior, já que a pronúncia de muitas delas é bastante diferente da língua portuguesa;
4. Estudar de forma rápida e intensa não é tão simples assim: os aplicativos que testei (Duolingo e Busuu) focam mais em gramática e frases curtas, o que torna o processo de aprendizado bastante lento – e se você quer aprender uma língua em 30 dias, meu caro, velocidade é o que você precisa;
5. Principal obstáculo: meu vício por jogos voltou a dominar meu tempo livre nos últimos dias, o que prejudicou muito meu progresso.

Bem, agora que já apresentei um resumo da experiência dos primeiros 10 dias, vou detalhar com calma – e quem estiver também nesse desafio poderá aprender um pouco e compartilhar sua experiência também, claro.

Conhecimentos básicos em gramática são fundamentais

Mesmo que você queira somente ser capaz de ler livros e artigos em espanhol (para uma prova de vestibular ou proficiência em um programa de pós-graduação, por exemplo), compreender alguns pontos básicos da gramática o ajudarão a facilitar e muito a leitura. Alguns pontos a se estudar:

  • Pronomes pessoais (yo, tú, él/ella/usted, nosotros/nosotras, vosotros/vosotras, ellos/ellas/ustedes);
  • Artigos (el, la, los, las, un, una, unos, unas);
  • Numerais cardinais e ordinais;
  • Conjugação dos principais verbos irregulares (ser, estar, ter, ir etc.);
  • conjugação dos verbos regulares (pelo menos no presente).

Veja bem, você não precisa decorar toda a gramática, mas se tiver uma boa base no que acabei de expor acima seus momentos de estudo serão muito mais produtivos, já que quase todo o restante será treinamento de vocabulário.

Flashcards para memorização são essenciais

Como afirmei lá no início desse texto, muitas palavras são bem parecidas com palavras em português. Várias mudam somente um sufixo ou um encontro consonantal. Mas… e o que fazer para aquelas palavras que mudam completamente (como “segunda-feira” que se escreve “lunes”)?

Bem, para esses casos, você precisa de um método para memorização, e uma boa opção é o uso de flashcards. São cartões em que na frente você escreve uma expressão ou pergunta e no verso a resposta para o mesmo. No meu caso, na frente o termo em português e tento adivinhar o que está atrás, que é o termo em espanhol.

Você pode ter flashcards em papel, o que é muito bom caso deseje compartilhá-los com outras pessoas ou usá-los sem um PC ou smartphone, mas se você deseja usar uma versão para PC (eu estou usando!), uma opção gratuita para PC é o Anki.

No início eu estava um pouco cético quanto ao uso dele – já que os demais aplicativos que estou usando parecem bastante “lentos”. Mas logo recordei (já os usei antes) qual o principal ponto positivo de flashcards: você criará cartões somente com os seus pontos fracos (expressões difíceis de memorizar, por exemplo), ignorando aquilo que você já sabe, então estará realmente reforçando aquilo que possui dificuldade em vez de “perder tempo” repetindo o que já sabe.

Desafios em ler e ouvir em espanhol

Conforme já mencionei, muito da escrita em espanhol se parece com a escrita em português. O que é muito bom para acelerar o processo mas ao mesmo tempo um pouco frustrante, pois no meu caso significava passar por lições inteiras no Duolingo e no Busuu sem aprender uma nova palavra. Idem quando lendo livros (estou lendo um livro chamado “Desarrollo de Software Dirigido por Modelos”).

Você deve pensar que sou maluco, mas lembre-se que o objetivo é alcançar o meu máximo em 30 dias e só repetir o que já sei não me faz “sair do lugar”. Aliás, foi por isso que comecei a ler um livro em espanhol, já que somente os aplicativos não pareciam suficientes.

Já quanto a ouvir em espanhol, o desafio é maior, pois mesmo palavras escritas de forma parecida podem ter pronúncias bem diferentes quando comparadas com a língua portuguesa. E aqui a falha é minha: diante da simplicidade do conteúdo em áudio presente nas ferramentas, eu já deveria ter procurado alguns canais em espanhol no YouTube para treinar melhor a compreensão, porém ainda não o fiz. Erro meu que pretendo corrigir a partir de agora.

E nem vou falar como estou quanto à capacidade de conversar, já que por preguiça/procrastinação minha ainda não procurei um professor para treinar via Skype!

Aplicativos em uso

E se o negócio é aprender rapidamente, tecnologia acaba sendo envolvida, não é mesmo? Assim sendo, aqui vão as ferramentas que estou usando até o momento:

  • Duolingo – um bom aplicativo gratuito com muitas lições. A sua dinâmica é bem fácil e agradável, mas o maior problema do mesmo é a limitação quanto a vocabulário presente no mesmo. Além disso, não apresenta textos e vídeos para complementar o aprendizado;
  • Busuu – um bom aplicativo com versão gratuita (muito limitada) e paga (bem mais ampla). Melhorou bastante sua interface de navegação, mas o ponto positivo mesmo é poder enviar textos e áudios para nativos no idioma estudado corrigirem. E você pode fazer isso mesmo sem pagar!
  • Anki – eu já falei aqui o quanto subestimei essa ferramenta mais foi só começar a usar e recordar como flashcards podem ser poderosos?
  • YouTube – há alguns canais no YouTube bem legais, tanto com lições básicas de espanhol quanto com material genuinamente produzido em espanhol. Em minha opinião, para quem quer desenvolver a capacidade de ouvir, YouTube e LiveMocha são ferramentas essenciais.

Cuidado com devoradores de tempo

E aqui está o maior problema que enfrentei. Como disse, após alguns dias estudando senti-me um pouco frustrado, pois a parte de leitura e escrita estava parecendo fácil demais, mas aí quando começou a melhorar (com a leitura de um livro e anotação de termos mais difíceis em flashcards) reapareceu em minha vida um dos meus maiores vilões: joguinhos! XD

Nesse caso, por acaso esbarrei em um jogo para Android chamado Mobile Strike e comecei a jogá-lo. Achei-o tão interessante que paguei pelo pacote mais básico como forma de apoiá-lo ($4.99) e aí tornou-se um problemão, pois com tudo o que ganhei no jogo acabei desperdiçando muito tempo nele e estudando quase nada de espanhol nos últimos três ou quatro dias – o que, para uma meta de aprender em 30 dias, significa muita coisa!

Bem, “devorador de tempo” encontrado, agora só me resta afastá-lo e voltar às minhas atividades. Assim sendo, meus próximos passos provavelmente serão:

  • Treinar a escrita, traduzindo os artigos do Clube do Dinheiro para espanhol;
  • Recuperar as lições esquecidas nas plataformas Duolingo e Busuu;
  • Procurar um professor/tutor de espanhol para desenvolver a capacidade de comunicação.
  • Ao menos dobrar a quantidade de flashcards já elaborados (até agora tenho um total de 73 cartões).

E você, também está no #Desafio30Dias para aprender espanhol? Se sim, comente aqui qual está sendo sua estratégia de aprendizagem!

Aprender espanhol em 30 dias! Topa?

Buenas noches! Alguns dias atrás (creio que na sexta-feira ou no sábado), estava revisando os favoritos salvos no Google Chrome (sim, aqueles mesmos, em que a gente salva milhares de artigos para “ler mais tarde” e nunca lê…) e lembrei-me que certa vez pensei em aprender espanhol. No caso, meus favoritos referiam-se a materiais para aprender mais (ou melhor) em menos tempo.

Aprender espanhol em 30 dias. Desafio aceito!

Lendo aqui e acolá, eis que encontro um artigo de Paulo Ribeiro publicado no blog Papo de Homem justamente sobre Como aprendi espanhol em 30 dias. Nem preciso dizer que aquele artigo atiçou minha curiosidade e vontade. Eu até estava pensando em fazer o mesmo porém com um prazo um pouco maior (90 dias), mas há uma grande desvantagem em “prazos longos”: você perde a motivação no meio do percurso (li sobre isso em um artigo justificando a importância de focarmos em projetos curtos).

Por exemplo, quando iniciei um projeto para desenvolvimento de um aplicativo para aprendizagem de línguas, decidi voltar aos meus estudos de língua inglesa com o foco em melhorar a parte de conversação, mas acabei me dando um prazo tão longo que os resultados tornaram-se bastante lentos e, com isso, acabei por me desanimar. Assim, a proposta de “enxugar” o deadline de 90 para apenas 30 dias soou-me como uma loucura bastante desafiadora! 🙂

“E por que espanhol e não inglês?”, você pode estar se perguntando. Simples, como em língua inglesa já estou bem avançado quanto à parte de leitura (e mediano na parte de escrita) e meus problemas seriam somente com a parte de conversação, achei que era melhor procurar uma língua em que eu começasse praticamente “do zero”: sou capaz de ler normalmente muitos textos em espanhol, mas não tenho um vocabulário tão aprofundado e praticamente zero em todo o restante. Além disso, escolher uma nova língua praticamente “do zero” permite-me criar um “diário” de tudo o que usei durante a aprendizagem e que será mais tarde publicado aqui.

E estou anunciando aqui para assumir tal compromisso publicamente! Assim sendo, tenho todo o mês de maio para aprender o básico de espanhol, pelo menos o suficiente para manter um diálogo de 10 minutos com uma pessoa que fale a língua espanhola nativamente! Tentarei agendar um conversa com alguém para realizar tal “avaliação final” para o dia 02 de junho (sexta-feira).

E aqui vai um pouco do que tenho feito até agora:

  • Li e tomei nota de dicas e estratégias para aprender uma nova língua rapidamente a partir de alguns artigos e apresentações disponíveis na Internet;
  • Revisei aplicativos em meu iPad para aprendizagem de línguas (parece que, dos que eu já tinha instalado, somente o Busuu permite a aprendizagem de espanhol);
  • Elaborei um miniplano de ação, bem simples, que deve ser colocado em prática a partir de hoje;
  • Já comecei a utilizar o Busuu para aprender espanhol (mas acho ele um bocado chatinho às vezes, há algum outro mais no estilo do “LinguaLeo” só que para espanhol?).

O que farei agora:

  • Identificar qual o melhor app ou website para aprender espanhol;
  • Determinar se vale a pena pagar pelo mesmo ou não (no caso do Busuu, eu posso pagar uma assinatura de um ano e usá-la para treinar outros idiomas após este experimento);
  • Revisar e começar a executar meu miniplano.

Sim, sei que a meta é demasiadamente ambiciosa. Como disse, não espero virar um poliglota ou estar apto a viajar para um país que fale a língua espanhola apenas com 30 dias de treinamento, mas considero um excelente desafio para forçar-me a dar o primeiro pontapé.

E aí, mas alguém comigo nesse desafio? Você também não deseja aprender espanhol? Que tal um #Desafio30Dias ?

Procrastinação não é seu único vilão

Já dissemos aqui que você pode dobrar sua produtividade e ganhar ainda mais. Sim, parece bem óbvio: se eu ganho X por fazer Y, se consigo fazer 2Y deveria ganhar 2X. Apesar de não ser essa proporção exata entre produção e ganho, caso siga o que falamos naquele artigo poderá melhorar até quatro vezes o seu retorno. O problema é que há um grande vilão impedindo muitos de alcançarem sua máxima produtividade e, para muitos, esse vilão é a procrastinação. Bem, neste artigo vou apontar-lhes que não é a procrastinação seu maior vilão, ou pelo menos o único vilão.

Resposta curta: Procrastinar não é bom, mas é normal na vida de todos. Você é quem deve encontrar as causas da procrastinação, combatê-las e implantar hábitos que levem a uma rotina produtiva. Agora vamos explicar por quê…

Procratinação é seu único vilão? Talvez, só que não.

Todo mundo procrastina de vez em quando

Isso é fato, não há esse super-herói que consiga ser 100% produtivo em sua rotina diária e jamais se distraia ou faça alguma outra coisa no lugar das tarefas mais importantes. E isso ficou ainda mais claro para mim lendo os artigos de Tim Ferriss, autor de Four Hour Workweek,  que confessa que ele próprio às vezes se descobre procrastinando, desperdiçando tempo quando deveria cumprir alguns itens de sua lista. O segredo, segundo ele, é perceber quando está procrastinando, voltar ao trabalho e focar sempre em cumprir primeiro as tarefas de maior valor.

Aproveito então para complementar com algo bem legal que aprendi lendo o livro Como o Coaching Funciona: simplesmente dizer “não cumpri aquela tarefa porque procrastinei (ou por preguiça), preciso ser mais disciplinado” pode não ser a melhor reflexão a ser feita. Talvez você não esteja somente com preguiça, talvez haja alguma razão interna que o impede de cumprir aquela tarefa – e, se tudo o que fazemos é afirmar de forma vaga que “procrastinamos” e precisamos de “disciplina”, estaremos desviando nossa atenção para aquilo que pode ser a verdadeira causa.

Listarei a seguir três possíveis fatores que podem estar levando-o a procrastinar…

Indisposição ou problema de saúde

Talvez você saiba que precisa passar mais tempo sentado para cumprir aquela tarefa, mas a sua coluna não está deixando (ei, você deveria procurar um médico!). Ou talvez você precise planejar uma ação de marketing para a sua loja, mas você não dormiu bem nas últimas duas semanas.

Ninguém é de ferro, então se você não cuidar de sua saúde (física, mental e emocional) é bem provável que não consiga cumprir todas as suas tarefas – e se você somente está culpando a procrastinação, provavelmente seus problemas vão se agravando lentamente e sua produtividade caindo ainda mais.

Não está alcançando resultados suficientes

Às vezes, é bem difícil continuar executando uma tarefa diariamente se não estiver conseguindo resultados suficientes. Por exemplo, se todos os dias você elaborar e publicar três ou cinco novas imagens publicitárias nas redes sociais, mas ao final do dia não conseguiu novas vendas devido a essa ação, provavelmente não se sentirá tão à vontade para continuar executando aquela tarefa, mesmo sabendo que é preciso, já que marketing em redes sociais melhora o alcance ao seu público-alvo – principalmente se você estiver vendendo pela web para todo território nacional.

O que fazer nesses casos então? Recomendo que analise bem por que não está conseguindo resultados. Talvez você somente esteja sendo um pouco precipitado, mas há chances também de que não esteja alcançando a audiência correta – e se o problema for este último, quanto antes corrigi-lo, não somente se sentirá mais motivado a continuar, mas também conseguirá mais vendas. E, claro, talvez a tática/estratégia que você esteja adotando seja ultrapassada e tais tarefas não valem mais a pena serem executadas.

Você realmente não quer fazer isso

Vamos supor, então, que o problema não é de saúde ou indisposição ou por não ver resultados – talvez até já esteja conseguindo-os -, mas mesmo assim você não consegue cumprir algumas de suas tarefas. Nesse caso, é bem provável que o grande problema é que você não possui nenhuma afinidade com a tarefa.

Tome como exemplo a necessidade de planejar, elaborar e publicar conteúdos para uma estratégia de marketing de conteúdo. Talvez você até goste da parte de planejamento e publicação, mas a elaboração de artigos, apresentações, vídeos e relatórios em PDF não são o seu forte – e quanto mais você tenta fazê-los, mais você repele tal tarefa, talvez até inconscientemente.

Nesse caso, mais uma vez não basta apenas dizer que o problema é a procrastinação – você precisa resolver a causa dela, que no caso seria a falta de afinidade. Se seu problema for similar ao que expus no parágrafo anterior, possa ser que você não goste muito de escrever por alguma deficiência. Nesse caso, você possui duas alternativas: delegar a tarefa a outra pessoa (o que significa pagar para tê-la feito) ou continuar a fazer você mesmo (o que exigirá primeiro aperfeiçoar-se para minimizar suas deficiências).

Já segui ambos os caminhos e aquele em que você possui melhor controle da qualidade final é aquele em que você mesmo cumpre a tarefa, mas na medida em que seu empreendimento vai prosperando ou você vai ascendendo em sua carreira profissional, nem sempre poderá fazer tudo você mesmo e terá que decidir se é melhor fazer ou delegar.

Enfim!

Dizer que a procrastinação é o único vilão é o primeiro passo para não resolver o problema. Você precisa se perguntar quais são as causas e descobrir o que pode fazer para reverter tal quadro.

A vida não é fácil. Sua rotina provavelmente não é nada fácil. Mas cada tarefa que não cumpra agora trará consequências mais tarde, assim sendo, siga os conselhos de David Allen (autor de Getting Things Done, no Brasil, A Arte de Fazer Acontecer) e Eben Pagan (autor do curso Wake Up Productive 2.0) e dê atenção e cumpra cada tarefa dentro do seu tempo somente uma vez, evitando desperdícios e focando naquilo que lhe trará mais resultados.

Dobrando a sua produtividade para ganhar ainda mais!

Seja você profissional autônomo, funcionário de alguma empresa, dono do seu próprio negócio ou ainda um estudante, sabe que sua produtividade é muito importante para garantir que não somente cumpra todas as suas tarefas como também alcance melhores resultados financeiros mês após mês. Quem procrastina atrasa o início de tarefas importantes, o que poderá levar a um trabalho de má qualidade – ou nem mesmo fazê-lo. Quem não se planeja também sofre com a qualidade do trabalho final e ainda se sente sobrecarregado, como se sempre tivesse “coisas demais para fazer”. Quem nunca se sentiu assim, não é mesmo?

Como sei que alguns dos leitores do Clube preferem respostas rápidas, aqui vai o resumo deste texto:
1. Foque nas atividades de mais alto valor;
2. Planeje-se em nível mensal, semanal e diário;
3. Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado;
4. Adote método e ferramentas para gestão das tarefas;
5. Defina uma rotina produtiva;
6. Realize tarefas “em batch”.

Ficou interessado? Legal, vamos então analisar cada um desses pontos e entender o que você pode fazer para alcançar no mínimo o dobro de produtividade em um prazo máximo de um mês!

Foque em maior produtividade e conseguirá resultados muito melhores.

Foque nas atividades de mais alto valor

Algum tempo atrás encontrei muitas referências boas sobre um curso em gestão de produtividade chamado “Wake Up Productive 2.0” (Acorde Produtivo 2.0, em português) de Eben Pagan. Infelizmente, quando fiquei sabendo o mesmo já não mais estava disponível, porém encontrei um resumo (cerca de 50 páginas em inglês) sobre o mesmo apontando os pontos mais importantes e gostei bastante dele. Uma das coisas legais que ele apresenta é uma pirâmide classificando as tarefas que fazemos no nosso dia-a-dia quanto à sua importância, que levaria a algo como:

  • Tarefas de mais alto valor – aquelas que contribuem com seus grandes objetivos e metas em vida. Talvez alcançar uma determinada posição social, cargo em uma empresa etc.
  • Tarefas de alto valor – aquelas que geram o dinheiro que entra em seu bolso. Se você possui um emprego, aquelas que você precisa cumprir no seu dia-a-dia; se você possui um negócio, aquelas que trazem ou retêm mais clientes ou alcançam mais vendas;
  • Tarefas de baixo valor – aquelas que não geram recursos e não contribuem com seus objetivos de vida, mas são necessárias para a sobrevivência. Por exemplo, as tarefas relacionadas com a limpeza de sua casa, lavar o carro, organizar o escritório etc. Geralmente são tarefas de manutenção;
  • Tarefas de valor nulo ou negativo – tarefas que, por serem desnecessárias e não gerarem retorno algum, estão somente “devorando” o seu tempo. Um exemplo ótimo é quando você diz que vai interagir com seu público-alvo no Facebook e passa uma hora olhando os comentários de seus amigos sobre a partida de futebol que rolou no sábado.

Resumindo: você deve focar as tarefas de alto valor e mais alto valor, pois são aquelas que fazem o dinheiro entrar bem como deixam-no um passo mais perto daquilo que o fará realmente sentir-se feliz. Já as tarefas de baixo valor devem ser delegadas (contratando uma pessoa para fazer a faxina ou organização de seus arquivos, por exemplo) e aquelas de valor nulo ou negativo devem ser eliminadas.

Recomendo que tente identificar quais tarefas do seu dia-a-dia encaixam-se em cada uma das quatro partes da pirâmide bem como quais tarefas podem deixá-lo um passo mais próximo de suas grandes metas de vida (elas compõem as tarefas de mais alto nível), pois somente conhecendo-as poderá determinar quais focar, quais delegar e quais eliminar.

O que você perceberá é que não é tão fácil assim eliminar todas as tarefas de valor nulo em sua primeira tentativa, pois muitas vezes as fazemos “por vício”: sabemos que não é produtivo passar duas horas no Facebook, mesmo assim o fazemos. Entretanto, com disciplina e reforçando tal comportamento todos os dias, você logo desenvolverá o hábito de não desperdiçar tempo.

Planeje-se em nível mensal, semanal e diário

Se você seguiu o primeiro passo, você já tem uma boa noção do que deve fazer – e isso é ótimo! Mas somente conhecer suas metas e tarefas para alcançá-las pode não ser suficiente, principalmente para metas complexas. Assim sendo, seu próximo passo é planejar!

Há várias formas de realizar um planejamento, mas uma mais simples e recomendada por muitos (inclusive por mim) é criar um planejamento em um nível mais alto (mensal, por exemplo) e somente quando for necessário refinar para níveis mais baixos (semanal e/ou diário).

Vamos supor que eu tenha a meta de escrever um livro sobre um tema qualquer. Entretanto, tenho meu emprego (sou professor) e minha própria vida (marido e pai de um menino de 8 anos e de um cachorro de 5 meses!). Nesse caso, para não me perder durante o processo, eu poderia planejar as seguintes macro-ações para cada mês:

  • Janeiro e Fevereiro – levantamento bibliográfico e fichamento dos principais livros sobre o tema em questão;
  • Março – definição da estrutura do livro e rascunho da introdução e primeiro capítulo;
  • Abril – rascunho do segundo e terceiro capítulos;
  • Maio – rascunho do quarto e quinto capítulos;
  • Junho – rascunho de capítulo com estudos de caso e revisão final do livro.

Assim, se eu cumprir a meta para cada mês, espero ter um livro escrito após aqueles seis meses. Claro, no início de cada mês eu refinarei aquela meta quebrando em metas menores para cada semana e, a cada semana, quebrarei em nível do que pode ser feito a cada dia. Isso ajuda a só se preocupar com esse nível de detalhes quando realmente for necessário, evitando estresse excessivo ao tentar planejar todos detalhes das tarefas logo no início.

Dica: geralmente somos otimistas demais quanto ao que conseguimos cumprir em um dado prazo, então geralmente eu dobro o prazo quando estou planejando em nível de mês ou semana. Em outras palavras, se acredito que uma tarefa levará duas semanas, aloco um mês inteiro para ela. Com o tempo, você saberá quanto demorará para cumprir cada coisa com maior precisão.

Crie um ambiente de trabalho (ou estudo) apropriado

Você já sabe quais tarefas merecem sua atenção e já definiu um plano para a execução das mesmas ao longo do calendário. Ei, estamos conseguindo algo realmente grande aqui! Agora precisamos ter certeza que o seu ambiente de trabalho (ou estudo) irá realmente ajudá-lo a cumprir cada uma daquelas tarefas conforme foi planejado. Um bom ambiente para tal deve:

  • Apresentar boa iluminação e ventilação. E não só isso, você deve sentir-se completamente confortável enquanto se encontra no mesmo;
  • Ter móveis e equipamentos necessários para as tarefas do dia-a-dia (mesa com computador e cadeira giratória confortável são o mínimo necessário, acredito);
  • Ser limpo e bem organizado, isto é, eliminar todo tipo de coisa desnecessária e manter bem perto e acessível aquilo que você usará mais frequentemente (dê uma boa olhada nos 5S para saber como melhor organizar o espaço de trabalho);
  • Evitar todo tipo de distração. Por isso é interessante que seja em um cômodo específico de sua casa, em que possa trabalhar sem ser interrompido. Ajudará também se, enquanto desenvolvendo tarefas críticas, você puder desligar celular, fechar clientes de e-mail, empregar uma música instrumental e focar somente na tarefa!

Adote método e ferramentas para gestão das tarefas

Agora que já temos o ambiente de trabalho ideal, precisamos de um método e ferramentas para gerir a execução das tarefas. Quem lê livros sobre gestão de tarefas/produtividade/tempo/etc. já deve ter visto alguns que são um punhado de dicas organizadas, mas não constituem um método realmente, mas isso não significa que não haja métodos, pelo contrário, há dois bastante famosos: o GTD e o ZTD. Como até hoje só estudei (e sigo) o primeiro, é dele que vou falar.

O método GTD nasceu no livro Getting Things Done (daí o nome) de David Allen e foi realmente um “boom” para a literatura sobre gestão de produtividade, por apresentar um método bem detalhado sobre:

  • Como encontrar e reunir todas as tarefas pendentes;
  • Como decidir se algo deve ser feito, delegado, arquivado ou eliminado;
  • Como decidir se algo é somente uma tarefa simples ou deve ser tratado como um projeto.

Li o livro e achei muito interessante (claro, senão eu não o seguiria!), caso queira lê-lo também, há uma versão em português, chamada A Arte de Fazer Acontecer. E se você quer ter uma noção do que é o GTD, você pode ler o artigo GTD em 20 minutos. Infelizmente explicar todo o método aqui deixaria este artigo muito mais complexo, então o farei em outro momento em um novo texto.

Defina uma rotina produtiva

Voltando ao curso “Wake Up Productive 2.0” de Eben Pagan, uma outra coisa bem legal que aprendi com ele foi quanto a definir uma rotina realmente produtiva, que me permita trabalhar com um menor desgaste possível para mim. O segredo para tal é:

  • Conhecer os nossos três campos de ação: mental, físico e emocional;
  • Definir uma rotina matinal que intercale tarefas de alto nível desses três campos;
  • Seguir um esquema 60-60-30-60-60, por exemplo:
    • 60 minutos para uma tarefa física (50 minutos focado, 10 minutos de descanso);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 30 minutos de descanso (pode ser uma meditação);
    • 60 minutos para uma tarefa mental;
    • 60 minutos para uma tarefa emocional.

Assim, ao final da manhã, você terá cumprido 04 horas (ou quase isso) em atividades de alto valor para a sua vida, respeitando-se os três campos e com intervalos de descanso para evitar a fadiga e o estresse. Interessante, não?

Agora, lá vai mais uma dica: quando você começar a pôr tal rotina em prática, é bem provável que sinta um pouco de “desconforto” por ter que seguir uma “estrutura tão rígida”, mas na medida em que for repetindo diariamente, toda semana, esse passo-a-passo, você verá resultados muito positivos e começará a acostumar-se a fazer isso. Estará criando um hábito, peça-chave para que tudo o que estamos falando aqui realmente funcione!

Realize tarefas “em batch”

Já conhecemos nossas metas, temos plano, ambiente, método e ferramentas configurados e já estabelecemos uma rotina bem produtiva. Temos tudo o que precisamos para ter uma vida muito mais produtiva!

O que quero apresentar agora são sugestões sobre como proceder em suas tarefas cotidianas para garantir que estará tirando o máximo de proveito de seu tempo:

  • Realize tarefas “em batch”, isto é, em grandes grupos ou volumes. Se você recebeu doze e-mails importantes, em vez de responder somente dois deles agora, outros dois daqui a meia hora e assim por diante, você aproveitará melhor seu tempo se responder todos os seus e-mails de uma vez só. A mesma coisa vale para tarefas de marketing, produção de conteúdo, etc.
  • Verifique seu e-mail somente uma ou duas vezes por dia. Em vez de olhar seus e-mails de meia em meia hora, será muito mais produtivo se você agendar dois momentos em seu dia para verificá-los e respondê-los. Uma boa ideia pode ser alocar um horário no fim da manhã e outro no fim da tarde;
  • Foque um projeto de cada vez. Mesmo que você tenha muitos projetos com prazos se aproximando, focar um projeto por dia trará um resultado muito melhor do que tentar cumprir um pouco de cada no mesmo intervalo de tempo (nosso cérebro não funciona verdadeiramente como “multitarefa”). Se possível, foque somente um projeto por semana;
  • Foque uma tarefa de cada vez. Novamente, apesar de pensarmos que conseguimos processar várias coisas ao mesmo tempo (“multitarefa”), só podemos prestar atenção a uma tarefa de cada vez, então enquanto estiver cumprindo uma tarefa concentre-se somente nela e nada mais (não se preocupe, com o tempo você se acostuma com isso);
  • Elimine todas as distrações. Afinal de contas, uma distração, por mais boba que seja, representa um desperdício de 15 minutos ou mais (tempo necessário para resolver/livrar-se da distração e conseguir retomar o pensamento e ação sobre a tarefa anterior). Dicas para eliminá-las: desligue a internet do celular (tchau WhatsApp, até mais Facebook!), feche todas as abas com redes sociais ou e-mail abertas (exceto se a tarefa realmente exigir isso), feche a porta do escritório, coloque um aviso de “não perturbe”, use fones de ouvido mesmo se não ouvir música (muitas pessoas não o perturbarão quando o vir com fone) e use um som ambiente capaz de neutralizar as vozes externas (pode ser uma música instrumental ou, melhor ainda, o som de chuva).

Bônus final!

Você agora tem tudo o que precisa para começar a ter uma vida mais do que produtiva a partir de agora e sem precisar ler dezenas de livros (apesar de que eu indicaria a leitura de dois ou três pelo menos, pois valem a pena). Mas eu tenho que admitir uma coisa: eu menti para você.

Sim, menti quando disse que você conseguiria dobrar sua produtividade com o que seria exposto aqui. Na verdade, se você seguir somente dois dos itens aqui apresentados você já dobrará a sua produtividade e portanto ganhará muito mais (tempo e dinheiro). Entretanto, se você puser em prática todos os itens aqui apresentados, você conseguirá um bônus: muito provavelmente você conseguirá no mínimo quadruplicar sua produtividade!

Você agora deve estar me considerando um baita mentiroso. “Quer dizer que vou fazer quatro vezes mais coisas?”, não, quero dizer que como você focará naquilo que realmente vale a pena em sua vida ou que traz os recursos financeiros necessários e assim conseguirá pelo menos quadruplicar os resultados alcançados. Afinal de contas, segundo o livro A Meta de Eliyahu Goldratt, produtividade não deveria ser medida pela quantidade de coisas que você faz, mas pela quantidade de resultados alcançados que importam para a sua grande meta. Ler isso faz todo o sentido e muda nossa forma de pensar na hora, não? 😉