A vida a juros baixos – o que fazer?

Olá amigos do Clube! Que tal conversarmos agora um pouco sobre a nova fase de prosperidade econômica vivida pelo Brasil, onde vemos uma queda real nos juros bancários? Em outras palavras, temos agora a nossa “vida a juros baixos“, e então, o que fazer para tirarmos o melhor proveito disso?

Antes de mais nada, quero agradecer ao meu amigo +Douglas Silva, pois foi ele que me enviou um link para a matéria da revista Época A vida com juros baixos, instigando-me a uma discussão sobre o que deveríamos fazer agora que estamos “livres dos juros”.

A revista Época “comemora”, mencionando que agora estamos com juros mais próximos daqueles apresentados pelas grandes economias mundiais e aqui vem a minha primeira pergunta: não são essas mesmas grandes economias mundiais que estão agora enfrentando… “crises econômicas mundiais”?

Antes de mais nada, não quero que o leitor pense que estou falando isso somente para “bancar o polêmico”, para ser o “do contra” (apesar de ser isso algo bem divertido, não é o meu objetivo 🙂 ). O que pretendo é despertar a atenção de todos para todos os efeitos que isso poderá gerar – e, claro, há os efeitos positivos, bem como os efeitos negativos.

Comecemos então falando das consequências da nova “vida a juros baixos” (sim, vida A juros baixos, fazendo-se assim uma alusão ao fato de que pagamos prestações com juros pela vida que temos 🙂 ) para quem investe…

Tivemos a queda da taxa Selic, não é? E alguns analistas apontam que provavelmente teremos outra queda na taxa no final de maio, o que pode levá-la a 8,5% a.a. O que é muito bom para quem precisa de crédito, pode não ser tão bom para quem investe em renda fixa, buscando proteger o seu capital – aonde se encontra a grande maioria dos pequenos investidores, diga-se de passagem.

Quando a taxa Selic cai, muitos investidores procuram a caderneta de poupança e o tesouro direto como melhores opções para protegerem-se. Como já sabemos, as regras para a rentabilização da caderneta de poupança foram alteradas, de forma a reduzir o rendimento da mesma quando a taxa Selic estiver baixa. Com isso, talvez o tesouro direto se torne a melhor opção para quem possui o perfil mais conservador, mas não posso dizer “com experiência no assunto”, já que ainda não investi em títulos públicos (quem sabe este ano, afinal de contas, estão mudando tudo mesmo, mudar um pouquinho como invisto não vai me fazer mal, não é? 🙂 ).

Outra coisa que pode acontecer é mais desses pequenos investidores quererem arriscar-se no mercado acionário, afinal de contas, notícias apontam que o mesmo está voltando a aquecer-se (também estou um pouco desatualizado aqui, ultimamente estou me focando em meu mestrado, internet marketing e técnicas de produção de conteúdo de qualidade 🙂 ). Entretanto, como todos sabem, o mercado acionário apresenta uma instabilidade bem maior do que qualquer investimentos em poupança, CDB ou tesouro direto, e por isso quem investe precisa estar bem preparado, tanto quanto a conhecimento, quanto à possibilidade de adversidades!

Um conselho que posso oferecer a quem possui algum dinheiro em caderneta de poupança (ou mesmo quem não possui) e pode tirar 6 a 10 horas por semana para “investir em um hobby lucrativo“, pode ser esta a hora de fazer o dinheiro trabalhar mais para si do que para os outros, não acha?

Há a ideia de que esta é a hora certa para “torrar o dinheiro poupado”. Bem, muita calma nessa hora. Essa ideia só é válida para bens que apresentam realmente relevância em sua vida, como a compra de uma casa ou apartamento, por exemplo. Neste caso, mesmo o uso de financiamento não torna a ideia ruim, pelo contrário, afinal de contas o objetivo é aproveitar-se dos juros baixos (apesar de que, pelo que vi, o crédito imobiliário ainda não sofreu reduções significativas). Já gastar dinheiro, ou pior, usar-se de crédito ou pegar dinheiro emprestado para gastar com coisas que pouco acrescentem à sua vida, pode não ser uma boa ideia. Lembre-se que, por menores que sejam os juros, eles sempre serão bem maiores que a taxa de inflação – e como geralmente a caderneta de poupança ainda supera a inflação, ainda acaba sendo uma melhor ideia poupar antes de gastar.

Para quem possui dívidas em cartão de crédito, esta pode ser a hora para arquitetar um plano para conseguir refinanciar as dívidas e, se não conseguir, tomar um empréstimo pessoal com juros bem mais baixos e livrar-se das dívidas de uma vez por todas.

Enfim não há uma melhor opção entre poupar, investir, ter o seu negócio, gastar ou economizar. O importante é que você, o maior interessado, analise com calma cada uma das opções e escolha aquela que, em seu planejamento financeiro, parece ajudá-lo mais a alcançar seus objetivos. Se feito dessa forma, com certeza saberá o que fazer nesse momento em que temos uma vida a juros baixos. 🙂

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2 comments

  1. Douglas Silva says:

    Legal ver conteúdo do Clube do Dinheiro no G+ e como sempre com muita qualidade! Valeu Christiano! Abraços.

  2. admin says:

    Olá Douglas, tudo bem? Pois é, e motivado por alguns comentários que estavam me incentivando a incluir aqui as opções de compartilhamento nas redes sociais, já incluí aqui o botão para duas redes, o Google+ e o Facebook.

    Um abraço e sucesso!

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