A Conspiração contra o nosso dinheiro – o banco nunca vai quebrar

E aqui vamos nós ao terceiro capítulo de A Conspiração dos RicosA Conspiração contra o nosso dinheiro: o banco nunca vai quebrar. O autor inicia o capítulo fazendo uma comparação entre a forma como os grandes bancos lidaram com dinheiro durante a grande crise econômica (isto é, “criando dinheiro” segundo suas necessidades) com a forma como o “banco” lida com dinheiro no jogo Monopólio, onde a máxima “o banco nunca vai quebrar” prevalece.

Quais serão as consequências de tais atos? A primeira delas o autor já nos apresentou nos capítulos anteriores: a inflação, fazendo com que o nosso dinheiro valha cada vez menos.

E por que as pessoas não reclamam? Simples, porque a Conspiração pensou em tudo. Ao mesmo tempo em que nossa moeda é desvalorizada, levando à inflação, nós ganhamos crédito e facilidades de empréstimo. As pessoas passam a se sentir “ricas” ao encararem o crédito cedido como se este fosse dinheiro real, esquecendo por um momento que nada mais é do que uma dívida assumida e que terá que pagar, posteriormente, o montante bem como os juros (que geralmente não são baixos). O débito, então, vem disfarçado de “algo bom”.

Outro ponto interessante a se comentar sobre este capítulo é quando ele cita como a vendedora de frutas vietnamita, durante a Guerra do Vietnã, rejeita o pagamento em moeda de seu próprio país para aceitar somente em dólar americano, supondo que a moeda de seu país perderá em muito sua importância após a guerra, bem como a escolha por trocar o dólar por ouro, uma vez que sabe que o dólar americano variava muito, com fortes desvalorizações. Isso demonstra a importância não somente de conhecer o dinheiro, mas de saber como melhor lidar com ele a fim de buscar sempre ganhar e evitar possíveis perdas.

Robert Kiyosaki compara a “impressão de dinheiro” com um jogo de soma-zero, isto é, onde os valores iniciais e finais permanecem os mesmos. Kiyosaki aponta que sempre que dinheiro é impresso, ao final do processo, ele acaba por retornar ao seu valor real, isto é, zero. É simples observar isso: se contabilizarmos o poder aquisitivo de todo um país e, após isso, imprimirmos milhares de novas notas, perceberemos que a moeda daquele país será desvalorizada, fazendo com que o poder aquisitivo de todo o capital daquele país continue sendo o mesmo que anteriormente.

Bem, se imprimimos mais dinheiro e o poder aquisitivo continua o mesmo, significa que aqueles que imprimiram o dinheiro (os “ricos”, criando “do nada”) aumentaram seu poder, enquanto que aqueles que somente mantiveram seu dinheiro (nós, trabalhadores em geral) perderam poder aquisitivo. Sim, é desta forma que os ricos ficam então mais ricos e os pobres… bem, você entendeu.

Kiyosaki acredita também que conforme a crise financeira torna-se pior, mais difícil é manter-se em segredo as “novas regras do dinheiro”, fazendo com que todos tomem ciência delas. Aqui, gostaria de discordar um pouco: acredito que, quanto mais próximo estivermos de termos as novas regras do dinheiro reveladas, novas regras serão criadas (e ocultas), fazendo com que as antigas regras percam sua importância. Acredito nisso pois se assemelha muito a várias coisas que vemos no mercado e no campo financeiro, como os valores de ações na Bolsa: quanto mais as pessoas sabem que uma determinada ação sobe ou provavelmente subirá, acaba-se por supervalorizar o valor das mesmas, levando-as a gastar muito adquirindo-as para, somente mais tarde, perceberem que as “regras” mudaram e aquela opção na verdade tornou-se um problema para elas.

Regras são feitas e desfeitas, precisamos saber como aproveitá-las rapidamente, enquanto elas estão lá. Algumas regras duram mais que outras, mas quanto mais interessante é uma regra, quanto mais efetiva for, mais curto será seu tempo de vida após ser revelada. É por isso que os ricos sabem como “entrar e sair” com muito dinheiro antes dos outros, que acabam por somente pagar por aquilo que os primeiros ganharam.

Kiyosaki apresenta, então, a segunda nova regra do dinheiro: “aprenda como usar o débito”. Em suas palavras, nosso dinheiro não é mais dinheiro, desde que as regras do dinheiro mudaram e mais e mais dinheiro pode ser impresso. Nosso dinheiro é o nosso débito, Desta forma, ele aconselha a usar o débito (no caso, a contrair empréstimos) a fim de conseguir novos ativos, capazes de cobrir o débito e render-nos dinheiro. Mas será que é tão fácil quanto ele diz? Sim e não, depende muito mais do tipo de ativo que você deseja adquirir e de sua experiência com os mesmos do que da quantidade de débito que irá contrair. Perceba que identificar o tipo certo de ativo bem como ter experiência no mesmo são duas coisas muito complexas para se conseguir da noite para o dia, talvez isso explique porque as pessoas preferem abrir mão disso e permanecer no regime “estudar muito, trabalhar muito e garantir uma aposentadoria”.

A terceira nova regra do dinheiro, então, diz que você deve “aprender a controlar o fluxo de caixa”. Fluxo de caixa é uma expressão bastante comum no mundo dos negócios e refere-se à quantidade de dinheiro que entra e sai de um empreendimento diariamente, apontando assim se o negócio é saudável financeiramente ou se ele está seguindo um caminho que o levará a “quebrar”. Desta forma, Kiyosaki começa a fazer a combinação entre o débito (ou o bom débito, como ele chama, aquele que você usa para alavancar a aquisição de ativos que ajudarão a entrar mais dinheiro) e o fluxo de caixa. Saber usar o débito para criar um fluxo de caixa positivo é uma das habilidades mais importantes para que consiga fugir da “corrida dos ratos” e livrar-se da Conspiração dos Ricos.

O autor encerra o capítulo deixando-nos a dica de que nós, assim como os bancos, também podemos “imprimir o nosso dinheiro, desde que saibamos aliar as regras do dinheiro estudadas até agora (lembrando que a primeira é “o dinheiro é o conhecimento”) e aplicá-las adequadamente. Algo que ele só discutirá em capítulos posteriores. Bem, é esperar para ver, então. 🙂

[Este artigo faz parte de uma série de artigos que compõe o minicurso Estudando a Conspiração dos Ricos]

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2 comments

  1. walter Angola says:

    quero realçar uma coisa importante os activos podem ser criados na verdade os milionarios mais ricos no mundo e com mais influencia neste momento sao os que criaram activos por isso ele diz que o principal activo e o conhecimento a anos que eu estou expirimentando ja deu certo mais estou a aprender a formar sistemas e processos para aproveitar as receitas deste activo importante

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