Clube do Dinheiro

O que lhe falta para ser rico?


Todo mundo sabe – ou tem uma ideia – do que significa ser rico. Você pode ser considerado rico (financeiramente falando) se você possui alto grau de independência financeira, isto é, possui bens, negócios ou investimentos suficientes para garantir seu estilo de vida desejado. E esse deveria ser o sonho de muitas pessoas – estranhamente, para muitos não o é, por crescerem com uma “programação mental” que ao mesmo tempo em que admira repudia aqueles que alcançaram tal estágio.

Qualquer um pode ser rico. Como diz Gustavo Cerbasi: enriquecer é uma questão de escolha. E sim, essa frase dói bem lá no fundo, mas é verdadeira. O problema é que muitas vezes até queremos, se possível amaríamos escolher enriquecer, mas por alguma razão que nos foge à compreensão não conseguimos. Por quê? O que podemos fazer para mudar isso?

As razões podem ser as mais diversas possíveis. Enumero abaixo cinco das mais prováveis que muitas vezes passam despercebidas por nós. Vamos lá!

O que lhe falta para ser rico?

Seu modelo mental é seu maior inimigo

Quem acompanha o Clube do Dinheiro desde o início sabe que um dos primeiros livros que li sobre Educação Financeira foi o livro de Harv Eker, Os Segredos da Mente Milionária, que, aliás, continua sendo para mim um dos melhores livros sobre o assunto. E um dos pontos-chave trabalhados pelo autor é a questão do modelo mental.

Cada um de nós é “programado” ao longo da vida a partir de tudo aquilo que vemos, ouvimos e sentimos. Se algo nos agrada aprendemos como sendo algo positivo, se desagrada, então é negativo. Isso serve para tudo: saúde, educação, amor, amizades e… dinheiro.

Você já ouviu alguma vez que “o dinheiro é a raiz de todos os males”? Ou então, que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”? Ou talvez “mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso” (conheço até a “dona” dessa frase!)?

Se ao ler alguma dessas frases você se identificou ou concordou com a mesma, então, meu amigo, você está em sérios apuros. O seu modelo mental (ou programação mental, como Harv Eker denomina) está orientado a afastá-lo do dinheiro. Significa que mesmo que você deseje o conforto da estabilidade financeira, bem lá no fundo, há um “você” dizendo-lhe que ter dinheiro não é importante e só lhe trará problemas.

Mas não precisa se desesperar, como disse, trata-se de uma “programação” e portanto você pode reprogramar sua mente de forma que ela compreenda que: (A) dinheiro não é a causa de mal algum, (B) ele somente lhe dá meios para ser quem você é (seja bom ou ruim) e (C) sabendo geri-lo você pode satisfazer diversos desejos que hoje seriam impensáveis.

Para essa “autorreprogramação” sugiro a leitura de Os Segredos da Mente Milionária que faz um excelente trabalho orientando quem está começando.

Não se preocupa com sua Educação Financeira

Outra possível razão para ainda não ter alcançado sua meta é que talvez não se preocupe o suficiente com sua Educação Financeira. Não importa quanto dinheiro você ganhe, se você não sabe como cuidar ele, acabará gastando-o todo e não alcançará seus objetivos de longo prazo.

Você monitora suas despesas mensais? Você investe uma parte pensando em curto prazo e outra para o longo prazo? Quanto e como você investe? Você acompanha canais de podcast ou YouTube sobre Economia e Finanças Pessoais?

O assunto Educação Financeira é incrível: ele começa tão simples quanto “como você gasta seu dinheiro?” e pode avançar muito, entrando em áreas que às vezes até consultores financeiros experientes têm dificuldades para responder. Qual o melhor jeito para lidar com isso então? Compreender que você precisa estar sempre se atualizando sobre o assunto!

Quem deseja começar a aprender pode, então, procurar nosso curso de Educação Financeira, que possui uma linguagem bem acessível a todos e é gratuito. Além disso, recomendo acompanhar os podcasts da CBN Economia e de Gustavo Cerbasi (não, não estou recebendo para fazer propaganda – se bem que gostaria! – é que tenho acompanhado os canais deles e gostado muito).

Não possui disciplina suficiente

Certo, então você tem se desvencilhado da “programação mental” negativa e investe em sua Educação Financeira, mas mesmo assim seu patrimônio líquido não cresce. E agora, o que pode estar acontecendo?

Bem, não adianta nada saber muito e não pôr em prática, não é mesmo? Então a minha pergunta para você é: você está tendo disciplina suficiente para exercitar tudo aquilo que tem aprendido? Se sim, você provavelmente tem feito o seguinte:

  1. Fez um levantamento do orçamento doméstico durante dois ou três meses;
  2. Identificou possíveis gargalos (despesas que podem ser eliminadas ou reduzidas);
  3. Aplicou minha regra dos 10%;
  4. Tem estudado consistentemente sobre Educação Financeira, Economia e Investimentos;
  5. Tem investido e acompanhado seus investimentos (seja em renda fixa ou variável);

Se tem feito tudo conforme o planejado, parabéns, mas lembre-se que isso não deve ser feito somente durante três ou seis meses. Você deve cuidar de sua vida financeira ao longo de anos, décadas, e sempre que algo parecer desandar, por mais leve que seja o sinal, deve voltar ao primeiro ponto e revisar tudo. Isso se chama disciplina!

O que você pode fazer para desenvolver sua disciplina? Bem, citei cinco pontos acima interessantes para servir-lhe de pontapé inicial – agora você precisa treinar, treinar e treinar.

Você nem investe!

Essa é a melhor de todas as razões! Há pessoas que reclamam da “falta de sorte”, de ainda não terem se tornado ricas, mas elas nem mesmo investem visando seu futuro!

Há várias formas de investir: você pode investir em si mesmo, aumentando seu capital intelectual e assim garantindo melhor posicionamento no mercado de trabalho ou no desenvolvimento de sua empresa, aproveitar o momento e investir em seu negócio se tiver um, investir em imóveis ou ações ou outra opção, seja fixa ou variável.

As formas de investir são inúmeras! Mas se há tantas opções, por que poucos o fazem? Primeiro por desconhecimento, e segundo por medo. Muitas vezes temos medo de um investimento não dar muito certo, de perdermos dinheiro. Minha sugestão é começar de forma conservadora, investindo naquilo em que o risco é mínimo (investimentos em si mesmo e em renda fixa) e quando achar que está pronto para algo mais arrojado aplicar um percentual baixo de seu patrimônio total, assim as perdas não o abalarão tanto e servirão como um aprendizado.

Quem quiser aprender mais sobre investimentos, dá uma olhada no meu Manual do Investidor (pretendo atualizá-lo ainda este ano).

Ainda está esperando “a grande oportunidade”!

Há aqueles que estão esperando, seja ganhar o grande prêmio da loteria, seja aparecer a “oportunidade de negócio perfeita”. Infelizmente se você somente ficar esperando a “grande oportunidade” nunca aparecerá. Ela não aparece, ela é criada.

Uma das várias frases incrivelmente motivadoras atribuídas ao jogador de basquete Michael Jordan é “Algumas pessoas gostariam que algo acontecesse. Algumas desejam que aconteça. E outras fazem acontecer”. Não é necessário dizer muito mais do que isso, não é?

E então, o que o está impedindo de alcançar sua independência financeira, de ficar rico? Comente aí!

Debêntures Incentivadas

Uma opção de investimento em renda fixa que até o momento não havia abordado aqui (falha minha!) foi as debênture incentivada, que pode representar uma boa oportunidade para o pequeno e médio investidor com perfil mais conservador que deseja diversificar sua carteira com uma opção isenta de imposto de renda e ainda assim conseguir cenários favoráveis a bons rendimentos.

Se vale a pena correr atrás de debêntures incentivadas agora?

Resumindo: Realizei uma simulação aqui e, como estamos em um cenário de inflação e juros baixos, não me pareceu muito favorável. Entretanto a decisão final deve levar em consideração simulações de outras opções de investimentos em renda fixa (Tesouro Direto, LCI, LCA e Certificado de Depósito Bancário, por exemplo), então cabe a você, investidor, realizá-las e dizer se vale realmente a pena!

Debênture - Ilustração

O que são debêntures

Uma debênture é um título de crédito emitido por sociedades anônimas não financeiras com vencimento mínimo de um ano. Trata-se de uma opção de renda fixa pois seu retorno é atrelado a algum indexador (mais comuns são IPCA e CDI) acrescido de uma taxa prefixada.

Funciona como um tipo de empréstimo com data limite para devolução do montante emprestado, pagando-se juros periódicos chamados cupons e amortizações do montante após a carência. Parece muita coisa? Calma, mais à frente faremos uma simulação e você verá como tudo ficará fácil de entender.

O que são debêntures incentivadas

Debêntures incentivadas, como o próprio nome diz, são debêntures que recebem algum tipo de incentivo fiscal, no caso, isenção de tributação de imposto de renda (IR). Isso se dá porque tais debêntures focam em investimentos em infraestrutura (logística e transporte, aviação civil, telecomunicações, radiodifusão, saneamento básico etc.), considerados prioritários pelo governo. Assim, quem investe em debêntures incentivadas estão isentos da tributação.

Vantagens das debêntures incentivadas

A primeira grande vantagem é, claro, a isenção de imposto de renda, o que facilita realizar estimativas de rendimento das mesmas para tomadas de decisão por parte do investidor.

Outra vantagem é a possibilidade de um rendimento melhor do que com a poupança ou até mesmo o Tesouro Direto. Entretanto, recomendo simular cenários em vez de tachar este ou aquele investimento como “o melhor”.

A terceira vantagem é a possibilidade de diversificação de carteira, conseguindo assim manter uma carteira de investimentos em renda fixa diversificada e, ainda assim, bastante segura.

Características específicas

Como já comentamos no início deste artigo, há várias características que definem uma aplicação desse tipo, tais como: preço unitário, data de vencimento, remuneração básica, juros remuneratórios, garantias etc.

Quando avaliando se uma debênture incentivada é interessante ou não, você deve focar principalmente em:

  • Juros remuneratórios: qual o indexador atrelado e a taxa prefixada? A combinação dos dois é atrativa?
  • Data de vencimento: caso precise vender sua debênture antes do vencimento, provavelmente terá um retorno menor do que o esperado, assim sendo, busque adquirir debêntures cujas datas de vencimento se encaixam em seu planejamento;
  • Garantias: quais as garantias de pagamento oferecidas para o caso de falência da emissora?
  • Rating: qual o rating (classificação) da emissora? Quanto mais alto seu rating (AAA sendo o melhor), menor a chance de calote (porém, provavelmente menor será o juro oferecido por ela).

Garantias das debêntures

Uma debênture pode ter garantias, isto é, bens ou condições que asseguram o pagamento da dívida em caso de falência da empresa. O problema é que uma debênture também pode não ter garantias, o que aumenta o risco – e mais uma vez, quanto maior o risco, geralmente maior é o juro oferecido pela emissora.

Quanto às garantias, elas podem ser classificadas como:

  • Debênture com garantia real: como o nome diz, há uma “garantia real”, isto é, bens que integram o ativo da emissora ou de terceiros são oferecidos como garantia;
  • Debênture com garantia flutuante: garantem prioridade ao seu credor sobre o ativo da empresa emissora, em caso de falência;
  • Debênture com garantia flutuante: garantem prioridade ao seu credor sobre o ativo da empresa emissora, em caso de falência, entretanto como os bens não estão vinculados como garantia, a empresa pode fazer o que quiser com eles sem prévia autorização, o que pode levar a pagamentos não honrados;
  • Debênture quirografária ou sem preferência: não oferecem nenhuma garantia;
  • Debênture subordinada: não oferece nenhuma garantia ao seu credor, somente aos acionistas – é a que apresenta maior risco e por isso, geralmente, maior rentabilidade.

Cálculo da remuneração

Como já mencionamos, a rentabilidade (geralmente anual) de uma debênture incentivada é calculada a partir de um indexador (os mais comuns são IPCA e CDI) acrescido de uma taxa prefixada. Dê uma olhada na tabela a seguir, extraída do website do Banco Modal no dia 08 de fevereiro de 2018:

Debêntures Incentivadas - Rentabilidade

Como se pode perceber, essas debêntures estão indexadas anualmente pelo IPCA mais uma taxa que varia de 4,7% a 5,85% (Aeroporto de Guarulhos, desculpe-me, mas com uma rating CCC e um prazo de quase 10 anos, finjo que nem te vi!).

Certo, até aí tudo bem, parece perfeito, mas é interessante trabalharmos com “números ainda mais reais” para simularmos a remuneração e entendermos como funciona, assim sendo, fui atrás do valor do IPCA acumulado em 12 meses de dezembro de 2017 (o mais recente publicado no Portal Brasil), que é de aproximadamente 2,95%.

Considerando que adquiríssemos debêntures da MRS Logística (melhor taxa dentre aquelas com rating AAA), teríamos uma taxa prefixada de 4,9%, nossa rentabilidade, então, ficaria assim:

IPCA + taxa = 2,95% + 4,90% = 7,85% a.a.

É, não é um cenário muito animador, principalmente quando consideramos que o prazo dela é de 07 anos. Mas como já lhes disse várias vezes, simule cenários (em uma planilha eletrônica, aplicativo ou website, por exemplo) – e é isso que vamos fazer agora. Para isso, utilizarei este simulador de debêntures, com os dados da debênture incentivada da MRS Logística e considerando que investiria R$ 10.000,00. O resultado obtido foi o da imagem abaixo:

Simulação de Debênture

Como se pode ver, investindo R$ 10.000,00 nessa debênture eu conseguiria um lucro líquido (é isenta de imposto de renda!) de R$ 7.121,74 (aproximadamente 71,22% de rendimento). Isso parece bom, mas lembre-se que foi ao longo de 07 anos, anualizando e “mensalizando” esse rendimento, temos o seguinte:

Rendimento anual: 7,99%
Rendimento mensal: 0,67%

Bem, realmente não é um rendimento muito alto, mas se levarmos em consideração que a poupança está em 0,43% a.m., significa um retorno quase 50% maior do que a tradicional caderneta.

Como comprar debêntures?

Você pode adquirir debêntures a partir de oferta pública inicial (quando ela é lançada) ou por meio de mercados secundários (investidores vendendo suas debêntures).

A compra de debêntures faz-se a partir de corretora de valores habilitada para isso – verifique se sua corretora já é habilitada e quais as taxas cobradas pela mesma.

Quem deve investir em debêntures incentivadas

Todos podem investir, principalmente quem busca diversificação de sua carteira e maior rentabilidade sem abrir mão da renda fixa.

Entretanto deve-se atentar ao fato de que há risco de crédito (o Fundo Garantidor de Crédito não cobre essa opção de investimento) e que seu melhor retorno possivelmente se dará quando mantendo a posse da debênture incentivada até o seu vencimento, logo elas encaixam-se melhor em planejamento para longo prazo (de 2 a 10 anos ou até mesmo mais).

Papo reto: investindo melhor em 2018, recuperação econômica e oportunidades para pequenas empresas

Caracas! O ano já começou e até agora não escrevi um artigo aqui no Clube do Dinheiro! Antes de mais nada, peço desculpas a você, amigo leitor, por tal falha minha. E agora, vamos ao que interessa: um resumo (com a minha opinião) sobre as principais notícias em Economia e Finanças que podem (e deveriam) interessar a você, pequeno (ou futuro) investidor!

Investindo melhor em 2018

Publicado em: Imposto de Renda Sobre Investimentos: O Guia Atualizado [2018]

E para começar com o pé direito, temos um artigo da corretora Rico que apresenta informações acerca de tributação sobre investimentos. Eu diria que o artigo é bom não somente pelas suas informações sobre tributação, mas como um “lembrete” sobre as várias opções de investimentos – ele cita várias opções, diversas delas para perfis bem conservadores, algumas para perfis mais ousados, e como a tributação é calculada. No resumo, é isso que temos:

  • Isentos de tributação: poupança, LCI, LCA e debêntures incentivadas;
  • Tributação segundo duração da aplicação (diversos fundos de investimentos):
    • Até 180 dias: alíquota de 22,5%;
    • 181 a 360 dias: alíquota de 20,0%;
    • 361 a 720 dias: alíquota de 17,5%;
    • Acima de 720 dias: alíquota de 15,0%;
  • Fundos de ações: alíquota de 15%;
  • Ações: isenção caso volume de vendas em um mês não ultrapasse R$ 20.000,00.

O artigo também lembra que certos fundos de investimentos sofrem a incidência do come-cotas, que nada mais é que a cobrança semestral do IR enquanto perdurar a aplicação que, por ser cobrada antes do resgate total da aplicação, acaba por reduzir sua rentabilidade.

Minha opinião: lê-lo só me ajudou a reforçar minha crença de que se você busca resultados melhores no longo prazo, vale a pena você investir em aprender sobre as diversas opções de renda fixa e a investir em ações e fazê-los sempre diretamente, evitando fundos porque, por mais bem geridos que sejam, você terá incidência de IR diferenciado, taxa de administração, taxa de carregamento (estou de olho em você, previdência privada!) etc. No início pode até custar-lhe mais caro (aprendendo, errando e tal), mas no longo prazo será uma das melhores opções.

Redução do desemprego – Economia melhorando?

Publicado em: Taxa de desemprego cai a 11,8% em dezembro, Programa Seguro-Emprego terá R$ 331,6 milhões em 2018, Os desafios para o crescimento sustentável do Brasil

Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego ainda é muito alta, mas ao menos caiu para 11,8% no mês de dezembro. Não diria que isso significa que a crise está completamente ultrapassada (este é ano de eleições presidenciais e o futuro político do Brasil em 2019 é bastante incerto), mas talvez estejamos nos recuperando – a passos bem lentos.

Talvez o incentivo do Programa Seguro-Emprego (PSE) tenha contribuído para a retenção de empregos e consequentemente evitar que esse número fosse maior. O PSE é um programa que permite a empresas em dificuldades financeiras negociarem a redução da jornada de trabalho de seus empregados em até 30%, enquanto o PSE cobre até 50% da perda salarial do funcionário, evitando assim uma queda muito brusca de seu poder aquisitivo. Antes de reclamar que o governo está incentivando empregados a aceitarem uma redução salarial, lembrem-se que se tratam de empresas em grandes dificuldades financeiras, ou seja, sem essa alternativa, algumas delas precisariam decretar falência por não terem condições de pagar toda a jornada de trabalho de seus empregados.

E aproveitando o momento para questionar se “a maré está realmente melhorando”, gostei muito do artigo de Álvaro Bandeira, publicado no Dinheirama, que conclui que, apesar de começarmos a ver um cenário melhor (estabilização de alguns índices, PIB voltando a crescer etc.), ainda não se pode comemorar, pois há muito “chão pela frente” e a máquina pública ainda está muito “gorda”.

Três hábitos de quem vive reclamando da falta de dinheiro

Publicado em: Veja os 3 hábitos de quem vive reclamando que está sem dinheiro

Hah! Desse artigo eu gostei e não é que ele traga um conhecimento altamente revelador, algo que ninguém ainda falou, mas “mexe na ferida” de muita gente que reclama que “não ganha o suficiente”, “as contas são muito caras”, “o dinheiro não dá para nada” e por aí vai.

O artigo aponta que há três hábitos (eu chamaria de vícios) enraizados nas mentes de tais pessoas que podem ser a causa de tais problemas. Os “hábitos” são:

  • Elas buscam satisfação imediata – raramente optam por privar-se de algo hoje para alcançar um resultado melhor no futuro;
  • Associam consumo ao prazer – há muitas formas de diversão e entretenimento prazerosas que não envolvem consumo de coisas caras, mas infelizmente tais pessoas não percebem isso.
  • Faltam-lhes disciplina e perseverança para mudar – elas até querem mudar suas vidas, mas não é da noite para o dia que vão conseguir, então se não focarem na meta ao longo de meses ou mesmo anos, não conseguirão.

Mais financiamento para o micro e pequeno empreendedor

Publicado em: Micro e pequenas empresas recebem financiamento recorde do BNDES

Se a notícia estiver certa (e os números não estiverem maquiados), temos muito o que comemorar, pois o BNDES pode estar cumprindo seu papel como banco para o desenvolvimento e financiando micro e pequenos empreendedores, em vez de focar em emprestar paras as grandes empresas – deixando as pequenas à deriva.

Segundo seus dados, em 2017, dos R$ 70,8 bilhões emprestados, R$ 29,7 bilhões (42%) foram destinados a empresas de tal porte. Bem, se tais empresas também receberem o apoio do Programa Seguro-Emprego que citamos anteriormente, é bem provável que consigam sobreviver ao período atual com muito mais força, não precisem demitir seus funcionários (cerca de dois terços dos empregos gerados encontram-se em pequenas e médias empresas) e consigam prosperar.

Tenho 38.500 problemas para resolver!

38.501 problemas, para ser mais exato! Essa é a quantidade de erros, avisos e “infos” que o Clube do Dinheiro apresenta neste momento segundo meu recém-adquirido “brinquedinho”, o WebSite Auditor, da empresa Link Assistant. É, acho que tenho muito o que fazer ao longo do resto desse ano!

Deixe-me explicar: essa semana eu estava checando meus e-mails do Yahoo!Mail (sim, ainda o uso) e encontrei em promoção uma ferramenta para auditoria de websites. Bem, como se tratava de um pagamento único (não uma subscrição mensal) e o preço não estava caro, decidi arriscar e ver se a ferramenta realmente era boa. E sim, tenho que elogiar. E não, não estou sendo pago para isso – mas se alguém da empresa Link Assistant gostar do meu review sincero e quiser me dar uma licença do BuzzBundle, não vou reclamar, hein? 🙂

Tela de WebSite Auditor
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Como disse, trata-se de uma ferramenta para auditoria, então ela não vai corrigir o seu website por você. Entretanto, saber quais são os erros que devem ser corrigidos já lhe dará uma vantagem muito grande – e caso você não saiba como corrigi-los, pode gerar um relatório do mesmo e entregar a alguém capacitado a fazê-lo.

O WebSite Auditor faz uma análise de fatores de SEO, mas não somente isso, pois vários dos problemas que ela encontra são importantes não somente para otimização para motores de busca, mas também para evitar evasão de seu público-alvo. Por exemplo, identifiquei várias páginas com links quebrados, redirecionamentos desnecessários etc.

E como disse, atualmente ele indica que há 38.501 problemas, mas quando o executei pela primeira vez, ele apontou mais de 45.500! Resumindo: gastei cerca de 4 ou 5 horas, mas já resolvi perto de 7.000 problemas! A má notícia é que muitos dos que sobraram são bem mais demorados, e a boa é que quando eu terminar de resolver tudo o Clube do Dinheiro vai oferecer uma experiência de usuário muito melhor, sem contar que isso me motivou até mesmo a planejar futuras melhorias de layout! 🙂

Já realizei uma auditoria sobre o GigaMundo.com e lá foram encontrados… 14.671 problemas – é um website menor, com menos páginas, e usa somente a plataforma WordPress, então tudo isso contribuiu para ter uma quantidade bem menor de erros. Pretendo realizar auditorias em todos os meus websites (que não são muitos, já que me desfiz de vários dos mesmos há um bom tempo), mas quero primeiro terminar de corrigir este aqui, pois auditar e não corrigir é a mesma coisa que não fazer nada!

E você, amigo leitor, tem feito auditorias em seu website/blog/loja virtual?

Papo reto: sem novidades na economia brasileira, dicas para sair do vermelho e o que aconteceu com os desafios mensais

Olá e aqui vamos nós para mais um papo reto! Fiz um apanhado das notícias e artigos sobre economia e finanças pessoais mais relevantes dos últimos três dias e, seguindo a tradição de apresentar aqui somente o que realmente importa para o pequeno investidor, posso resumir em duas “manchetes”: a economia brasileira está dando sinais de recuperação e muitas dicas para recuperação financeira do indivíduo estão sendo publicadas por aí.

Além disso, hoje decidi matar a curiosidade de alguns sobre o que aconteceu com meus desafios mensais. Bem, mas primeiro vamos às notícias…

Quando nossa economia realmente vai se recuperar?

Economia brasileira se recuperando aos poucos

Publicado em: Brasil já se recuperou dos efeitos da Operação Carne Fraca, Juros em Baixa: bons resultados podem estar na bolsa de valores, Confiança do empresário atinge maior nível desde 2014, Produção industrial registra melhor setembro em quatro anos

Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, parece que o “pior” para o setor de ovinos e bovinos de corte já passou, uma vez que apenas quatro dos 93 parceiros comerciais mantêm o embargo à carne brasileira. Bem, se isso for verdade, podemos respirar um pouco mais aliviados, já que este é um setor que gera muitas divisas para o nosso país e, com a sua recuperação, podemos ver sinais melhores em nosso PIB. Além disso, quem “apostou” na recuperação do setor e comprou ações no momento certo poderá perceber um retorno financeiro em breve, conforme o mercado esquenta novamente. Entretanto é necessário garantir que erros passados não se repetirão, isto é, que a fiscalização não se tornará leniente outra vez, caso contrário, a mancha na indústria pecuária brasileira pode ser tão profunda que não se recuperará tão facilmente.

Já segundo o Dinheirama, como vivenciamos um momento de queda nos juros e a bolsa apresentou diversos sinais de melhoria, não há melhor momento para investir nela. Nesse caso, concordo porém recomendo cautela, afinal de contas ninguém pode prever o movimento da bolsa e muito menos quais ações subirão ou cairão. Assim, sugiro que não invista mais do que 30% de seus recursos para longo prazo na renda variável e se não possui experiência foque principalmente em empresas fortes e que paguem dividendos.

E voltando ao site do governo brasileiro, segundo levantamento da FGV os recentes resultados econômicos positivos fizeram com que empresários e brasileiros voltassem a ter mais confiança em nossa economia. Segundo o Brasil.gov.br “a alta no indicador é fruto tanto da percepção dos empresários a respeito do momento atual dos negócios quanto com as perspectivas para o futuro”. Isso é relativamente bom e melhor ainda se vier junto um bom pacote do governo para facilitar crédito a juros bem mais baixos para pequenos empreendedores e incentivo à inovação e à exportação. Infelizmente, esses itens estão sendo parcialmente atendidos (governo está cortando a verba para pesquisa!).

E segundo dados do IBGE, a atividade da indústria nacional alcançou melhor resultado de setembro na série dos últimos quatro anos, fazendo com que o resultado dos últimos 12 meses torne-se positivo pela primeira vez em 39 meses. Dentre as categorias econômicas as que mais cresceram destacam-se os bens de consumos duráveis (+16,2%) e bens de capital (+5,7%), já entre as categorias industriais, o primeiro lugar vai para o setor automotivo (+20,9%), seguido dos equipamentos de informática e ópticos (+16,9%).

Dicas para sobrar mais dinheiro no fim do mês

Publicado em: Veja por que seu dinheiro some no início do mês, Veja esses 7 passos e saia do vermelho, 6 dicas para fazer seu dinheiro sobrar, Conheça 4 gerenciadores financeiros gratuitos

Se há um assunto que todo blog/vlog/website/canal sobre finanças pessoais sempre aborda é como sair do vermelho e fazer seu dinheiro sobrar no final do mês. Aqui mesmo em nosso Clube temos vários artigos sobre o tema, por exemplo Como sair do vermelho e ainda ganhar dinheiro e Dez dicas sobre como ficar rico. E como não era para ser diferente, muita gente na rede abordou algumas dicas. Bem, aqui vai um resumo das mais interessantes, acrescidas de outras que, em minha opinião, não poderiam faltar:

  1. Identifique, analise e otimize o orçamento de sua família;
  2. Examine e mude todos os seus hábitos (na verdade, vícios) que o levam a gastar mais do que deveria – não vai ser fácil, mas sem a disciplina necessária, você não conseguirá chegar a lugar algum;
  3. Aprenda o significado de “cortar na carne”: você precisará economizar até de onde não dá mais se deseja livrar-se das dívidas logo;
  4. Evite a todo custo usar o cheque especial;
  5. Muito cuidado ao parcelar suas compras no cartão;
  6. Jamais pague o mínimo do cartão de crédito – é a maior armadilha, prontinha para fazer sua dívida crescer como uma bola de neve;
  7. Organize-se e evite pagar juros e multas em suas contas;
  8. Pague primeiro as dívidas com maiores taxas de juros;
  9. Planeje como pagar suas dívidas e negocie com seus credores;
  10. Há planilhas e aplicativos para gerenciamento financeiro que você pode utilizar, mas nenhum deles funcionará se você não estiver realmente disposto a sair de sua zona de conforto;
  11. Busque meios de aumentar sua renda – a Internet está cheio deles, mas já vou avisando: você não vai ficar rico da noite para o dia, trabalho é trabalho.

E para encerrar essa lista de dicas, um trechinho de um artigo do website Juros Baixos: “Qualquer pessoa que esteja com dívidas acumuladas, contas bancárias negativadas, financiamentos atrasados e o carro com busca e apreensão decretados, está no vermelho”. Não, meu amigo, essa pessoa não está no vermelho, ela está bem no meio de um buraco negro, sendo implacavelmente sugada, mas com um pouco de fé e muita reza ela ainda pode escapar dele e voltar a orbitar tranquilamente!

O que aconteceu com os meus desafios mensais

Para mim, este ano aqui no Clube ficou marcado pelos desafios mensais. Para quem não me acompanhou, aqui vai a lista:

E se você não entendeu o tamanho de cada desafio, atente-se ao fato de que cada um deveria ser cumprido num prazo de 30 dias. Sim, eu sei, insanidade – mas era justamente isso que me motivava tanto! E foi incrível, quando percebi que as metas, apesar de não serem cumpridas totalmente, alcançavam mais de 50% de completude nos dois primeiros desafios.

O problema foi quando iniciei o terceiro desafio e, como não havia terminado completamente os anteriores, comecei a ficar sobrecarregado de tarefas. Em algum momento, minha rotina estava mais ou menos assim:

  • 60 minutos de exercícios físicos;
  • 30 minutos de estudos de inglês;
  • 30 minutos de estudos de espanhol;
  • 90 minutos de estudos da italiano;
  • 60 minutos lendo (tinha acabado de assinar o Kindle Unlimited);
  • 30 minutos de passeio com o cachorro (não dá para negociar isso com Johnny);
  • Todas as minhas tarefas como docente (preparação de aulas e provas, correções, aulas, atendimento ao estudante, projetos etc.).

A essa altura você deve estar pensando “Espere aí, isso é muito coisa!”. Pois é, foi o que descobri também. Meus projetos pessoais, de pesquisa e extensão começaram a ser prejudicados. O que começou a me motivar, de repente, me fez “quebrar”. O cansaço da rotina foi tal que, quando larguei tudo, só voltei a fazer exercícios físicos mais de um mês depois. As outras atividades, então, demoraram mais ainda.

Então foi tudo desperdício? Longe disso! Nesta última semana, voltei aos estudos de inglês, espanhol e italiano e estou bastante animado – Busuu finalmente melhorou o curso de italiano e até incluiu os exames para certificação, coisa que não havia antes! Aos poucos, estou voltando à rotina, só que sem a cobrança exagerada que eu mesmo me fazia antes.

Aprendi muitas coisas com essa série de desafios e a principal é “se começar um novo desafio, interrompa o anterior”. Isso foi o que mais me prejudicou. Além disso, estou pensando se quando retomar os desafios no ano que vem os mantenho com um limite de 30 dias ou aumento para 90 dias (três meses), o que me traria não só mais tempo para conseguir resultados mais consistentes, mas também algum tempo para escrever um relatório e publicá-lo aqui (ainda estou lhes devendo aquele relatório com dicas para acelerar o aprendizado de qualquer língua, não é mesmo?).

Então é isso: não morri, não desisti, mas estou me reorganizando para não deixar nenhuma de minhas responsabilidades “cair”. Tentarei escrever mais vezes aqui, mas prometo que só vou escrever se tiver algo realmente útil para falar (estou olhando para você, Dinheirama, com seu artigo publicitário Escolhemos 4 ações para você investir agora, que na verdade não cita ação alguma e somente leva para uma landing page tentando capturar o e-mail do leitor!).