Você ainda precisa de um computador!

Conforme a tecnologia avança, todas as coisas ao nosso redor tornam-se “computadores”: seu celular virou smartphone, sua TV virou uma smartTV, carros inteligentes (smart cars) já não são mais novidades e é bem provável que até a sua pipoqueira esteja rodando Android e permita a instalação de aplicativos e jogos. Certo, exagerei, mas acho que você entendeu onde eu quero chegar.

E quanto mais tudo ao nosso redor vira “computador”, menos usamos computadores (no caso, refiro-me a notebooks e desktops). Este website, por exemplo, hoje recebe mais acessos a partir de smartphones do que de computadores convencionais. Mas nem por isso devemos negligenciar a importância de computadores – e é sobre isso que quero falar com vocês, mas primeiro, vamos entender por que computadores estão cada vez mais em desuso.

Por que usamos menos computadores?

Um dos principais motivos para estarmos usando mais nossos smartphones e smartTVs para desempenhar tarefas que antes fazíamos com nossos computadores é a questão da praticidade: por que eu deveria assistir Netflix em meu PC, quando basta ligar a televisão e já escolher o filme ou seriado? por que eu preciso ligar meu computador e efetuar uma pesquisa na Internet quando posso realizá-la diretamente do meu celular que está aqui, em meu bolso, comigo no sofá?

Aliada à praticidade, temos a questão de mobilidade: nossos smartphones vão conosco para todos os lugares, assim, se eu preciso pesquisar algo ou acessar algum aplicativo, basta pegá-lo e usá-lo – não preciso mais anotar ou lembrar daquela tarefa até chegar em casa e poder realizá-la em meu PC.

Claro, há muitos outros fatores envolvidos – inclusive alguns emocionais – mas a verdade é que utilizamos mais nossos smartphones, smartTVs e outros dispositivos para dempenhar tarefas que antes fazíamos em um desktop ou notebook por tornarem nossas vidas ainda mais fáceis.

Entretanto, tudo vem a um custo. Conheço pessoas que “investem” em celulares (inclusive trocando a cada dois ou três anos) mas não investem em um computador (que poderia durar muito bem 05 anos ou mais com a devida manutenção. Este PC que uso agora para escrever, por exemplo, foi comprado originalmente em 2009, se bem me lembro. De lá para cá, já passou por manutenções e melhorias, mas posso garantir que seu custo-benefício valeu e muito a pena.

Infelizmente, às vezes é bem difícil convencer as pessoas sobre o porquê de ser tão importante ter um computador em casa, então decidi escrever este texto e apontar alguns pontos que ficaram bastante evidentes para mim, principalmente neste período de distanciamento/isolamento social.

Por que precisamos mais de computadores?

Quem já acompanha o blog há mais tempo sabe que gosto de analisar o uso de ferramentas que podem realmente contribuir com melhorias em nosso dia-a-dia – principalmente se isso puder ser revertido em benefícios financeiros ao seu usuário. Pois bem, que tal analisarmos com calma momentos em que um computador (seja ele desktop ou notebook) apresenta melhor retorno do que o uso de outros dispositivos?

Se você estuda, sabe que pode assistir videoaulas e responder questionários no celular, o que é ótimo como uma estratégia de emergência, um “plano B”, para aqueles momentos em que não possui um computador por perto. Mas, se você tiver à sua disposição um computador, perceberá que pode conseguir melhor benefício se utilizar todos os recursos destes. Quer ver só? Minha esposa e eu, quando estudamos cursos online, costumamos dividir a tela ao meio (fácil de fazer no Windows, basta arrastar as janelas desejadas para os respectivos lados) mantendo do lado esquerdo a plataforma com as videoaulas e do lado direito uma ferramenta para anotações (como já disse aqui, costumo usar o WorkFlowy). E para quem vai criticar tal estratégia para estudos, já vão aqui algumas respostas:

  • “Precisa ter uma tela muito grande para dividir em duas” – realmente, eu uso um monitor 32″ e me sinto muito mais confortável assim, mas a minha esposa usa um notebook com 15.6″ de tela, então não precisa de tela muito grande para tal (mas não vai conseguir em um smartphone);
  • “A claridade/iluminação da tela prejudica a minha visão” – bem, a maioria das ferramentas hoje já possuem modo noturno/escuro, então basta ativá-lo (no WorkFlowy, por exemplo, sempre uso o modo noturno, mudando para o padrão somente quando vou imprimir algo de lá);
  • “Prefiro escrever no caderno, aprendo muito melhor” – você lembra de alguma vez em que precisou procurar alguma coisa no caderno e não encontrou? Ou quis revisar o assunto e ficou um pouco perdido em meio a tantos textos e marcações? Ou precisou corrigir algo que escreveu e terminou com um monte de corretivo em suas páginas? Pois é, usando uma ferramenta de anotações que permita busca e filtragem de conteúdos, você consegue não somente encontrar as informações que deseja como pode filtrar para somente exibir aquilo que deseja revisar. Ah, e não precisa de corretivo, basta editar o conteúdo!

Só para dar um exemplo: aqui em casa somos três pessoas a usar três computadores (dois desktops e um notebooks) e todos precisamos dos mesmos para estudos. Eis que, para o nosso azar, dois deles deram problema e foram para a manutenção – nem preciso dizer como está uma loucura para três pessoas dividirem um computador, quando todos precisam para estudar, trabalhar, divertir-se, informar-se etc. (e foi daqui que partiu a ideia de escrever este artigo!)

Se você trabalha, neste momento deve estar utilizando ainda mais seu computador (ou celular) para coisas como:

  • Verificar os e-mails de trabalho;
  • Verificar relatórios na plataforma do trabalho (se for uma escola, o ambiente acadêmico; se for uma loja, a plataforma de gestão das vendas; se for uma agência de marketing, as ferramentas para criação e publicação de conteúdo etc.);
  • Comunicar-se com os superiores, subordinados e demais colegas de trabalho;
  • Executar o trabalho em si de forma remota (áreas como ensino, vendas, marketing, consultoria etc. oferecem essa oportunidade);
  • Buscar outras informações importantes (análise de competidores, notícias sobre o mercado, gestão das expectativas dos clientes, marketing etc.).

E isso só para listar algumas! Sim, eu sei que nem todas as profissões lidam com o mesmo nível de facilidade com tarefas de forma remota, mas eu não sou o primeiro (e com certeza não serei o último) a defender que cada vez mais teremos mudanças bruscas em como o trabalho funciona e quais oportunidades estarão disponíveis. Assim, ter um computador é ainda mais essencial para que você se prepare para esse futuro (como vou expor no próximo ponto).

Se você busca aperfeiçoar-se seja para o emprego atual ou visando uma futura realocação, assim como quando falei para quem estuda, o uso de desktops e notebooks podem tornar sua vida muito mais fácil e organizada, oferecendo-lhe ferramentas para organizar tudo. Quer ver só algumas dicas para quem usa um computador para estudar (e que são um pouco mais complicadas de implementar em um smartphone)?

  • Use seu navegador como sua “central para estudos” – como a maioria dos cursos hoje são distribuídos online, você pode salvar um atalho para as plataformas ou páginas dos cursos em seu navegador por meio dos favoritos, tornando bem mais fácil o acesso aos mesmos;
  • Organize os favoritos no navegador para facilitar o acesso – que tal criar uma pasta (“CURSOS”, por exemplo) para armazenar todos os favoritos referentes a cursos? E se dentro dela criássemos uma pasta para cada curso (“LÍNGUA INGLESA”)? E se dentro da pasta de cada curso eu salvasse os favoritos ou até mesmo organizasse segundo algum critério em novas pastas (“APOSTILAS”, “AUDIOBOOKS”, “CANAIS NO YOUTUBE” etc.)? Não ficaria tudo mais organizado para acessar? (obs: na maioria dos navegadores, você pode clicar em uma pasta de favoritos e solicitar que abra todos ali presentes de uma vez só no navegador, o que é muito útil quando criando um ambiente de estudos ou de trabalho virtual)
  • Mantenha nos favoritos ferramentas para anotação (eu uso WorkFlowy!), gestão do tempo (Toggl!) e bloqueio de distrações (extensão StayFocusd do Chrome), tornando assim mais fácil bloquear distrações, gerenciar como você usa seu tempo e reunir informações em um lugar só;
  • Precisa desligar o PC mas não quer perder todas as abas que estão abertas? Fácil, tenha uma pasta de favoritos “SESSÕES” e salve dentro da mesma uma pasta com a data atual (“2020-06-12”, por exemplo) contendo favoritos para todas as abas atuais (no Chrome, mudaram recentemente a forma de “Adicionar todas as guias ao favoritos”, agora é por meio de uma opção com esse nome que aparece quando você clica com botão direito na barra do topo, não mais nas abas). (obs: só tome cuidado para não acabar virando um acumulador digital – igual a mim! – e ter um zilhão de pastas de favoritos de sessões e não ter tempo para revisá-las!)

Obs: Essas dicas, com os devidos ajustes, servem também para facilitar sua rotina de trabalho, tornando assim o seu navegador a plataforma perfeita para atender necessidades de lazer, comunicação, trabalho educação etc.

E se você se preocupa com seu bolso, entenda que “investir em um celular” só é investimento se você já investiu em um bom computador e os usa realmente para estudos e trabalho! Vejo muita gente trocando de celular com tal frequência que a desculpa de “não tenho dinheiro para um computador” já não “cola” mais! Como afirmei lá em cima, um computador com a devida manutenção possui um retorno sobre investimento (ROI) e retorno sobre experiência (ROE – termo que aprendi lendo Opportunity, de Eben Pagan) maior do que o celular.

Claro, você não vai deixar de usar seu smartphones para pesquisar vídeos de gatinhos e acessar o Facebook! Mas entenda que há certas tarefas que exigem um ambiente mais ergonômico e que talvez o celular não seja o mais adequado para tais, ok?

Procurando Curso de Microeconomia gratuito?

Após muito tempo sem escrever, cá estamos com um artigo que, espero, interessante para qualquer um que se interesse por conhecer um pouco da Economia ou, mais especificamente, a Microeconomia. E por que estou falando sobre isso? Porque me inscrevi em um curso de Microeconomia na plataforma edx.org e, apesar de já ter atrasado as lições da primeira semana, tenho gostado do conteúdo e achei que alguns de vocês também podem querer. Ah, e duas coisa bem legais: ele é gratuito (0800, free!) e realizado pelo MIT (sim, aquele MIT!), o que lhe dá a oportunidade de sentir um gostinho do que seria estudar lá.

Procurando cursos de Microeconomia? A gente te dá uma mãozinha!

A notícia não tão boa é que se você quiser fazer todas as atividades e seguir o cronograma é melhor se inscrever logo (a turma atual começou no dia 05 de fevereiro) ou espere até a próxima turma começar. Ah, e apesar de ser totalmente online você terá prazos fixos para cumprir as atividades – foi aí que “me pegaram”, já que praticamente coincidiu com o retorno às aulas no IFS e eu estive muito ocupado, por isso atrasei uma semana para iniciar. Mas enfim, deixe-me falar um pouquinho do curso…

O que é esse tal curso de Microeconomia?

Você já deve ter alguma noção de o que é Economia (ciência que trata da análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, estudando a atividade econômica tendo, na gestão, a sua aplicabilidade prática – extraído da Wikipédia). A Microeconomia, segundo o prof. Jonathan Gruber, lida com estudos sobre Economia com o foco na limitação dos recursos disponíveis, isto é, como modelos econômicos comportam-se diante da possíveis escassez de bens, serviços e recursos financeiros.

Então, quem possui interesse em aprender sobre como se comportam as leis da oferta e da procura diante de cenários encontrados em nosso mundo (mercado livre, formação de cartéis, intervenção governamental etc.), um curso como esse pode dar uma fundamentação teórica muito interessante. E é aí onde entra o curso do edx.org que, como disse, traz um instrutor com experiência.

Outra vantagem do curso é que o mesmo é um dos cinco que compõe um programa MicroMasters do MIT, o que significa que se você desejar estudar os cinco cursos e realizar (=pagar) os exames, poderá conseguir a certificação no programa MicroMasters em “Dados, Economia e Políticas de Desenvolvimento” – e se está pensando no mestrado de mesmo nome no MIT, essa certificação equivalerá ao primeiro semestre. Joinha, não?

Segundo a página do curso, você deveria dedicar ao mesmo 12 a 14 horas por semana durante 11 semanas. E como as lições são liberadas semanalmente e cada atividade deve ser cumprida dentro do prazo, é bom realmente reservar tempo suficiente para cumpri-lo em 11 semanas! Inicialmente, pensei que 4 a 5 horas por semana seriam suficientes para cumprir os estudos, mas creio que vou ter que revisar essa minha agenda…

E por que estou estudando Microeconomia?

Bem, caso esteja curioso quanto ao porquê de eu estudar esse curso, quem me acompanha no Twitter sabe que há pouco tempo concluí na plataforma Udemy.com o curso Python for Financial Analysis and Algorithmic Trading visando um projeto (pessoal) de software, porém senti que faltava alguma bagagem teórica extra nas áreas de Economia, Finanças e Investimentos para ajudar na elaboração e explicação dos modelos, aí eis que vi em alguma rede social (não lembro agora onde, acho que Facebook) sobre o curso gratuito de Microeconomia e… fechou, inscrevi-me e esperei a turma iniciar.

E, apesar de estar no conteúdo da primeira semana ainda, estou certo de que foi uma boa decisão (apesar de que, devido ao prazo fixo, os outros cursos e livros que eu estava estudando ficaram em “stand-by”). Se este será o último curso necessário para o meu projeto? Com certeza não, há “muito chão pela frente”.

Aprenda mais sobre Microeconomia

Quem desejar esperar pela próxima turma a iniciar (recomendo que já faça a matrícula e anote a data em sua agenda), enquanto isso pode aprender sobre Microeconomia a partir dos seguintes endereços:

Sim, eu sei, a maior parte do conteúdo que postei aqui está em língua inglesa, mas quantas vezes já disse aqui que precisamos investir em nós mesmos e que aprender outro idioma (principalmente a língua inglesa) é sempre uma boa forma de aperfeiçoamento pessoal e profissional?

Bem, meu trabalho aqui já está terminado. Agora, com licença que ainda preciso concluir o conteúdo da primeira semana e iniciar logo a segunda. Fui!

Scrum – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo

Se você precisa lidar com projetos em seu dia a dia – seja no trabalho, em seu negócio, na escola/universidade ou mesmo em sua vida pessoal/familiar – então você precisa conhecer esse livro. De Jeff Sutherland, Scrum – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo apresenta uma visão bastante prática e fácil de compreender do Scrum, um framework ágil para a gestão de projetos. E sim, o livro é bom, na verdade, muito bom.

Quem ainda não conhece o método ágil Scrum, recomendo que inicie pela leitura de algum artigo introdutório sobre o mesmo (ou de algum capítulo de Engenharia de Software ou Gestão de Projetos), assim você terá uma ideia melhor do que acontece por trás de cada palavra do livro. Não que o mesmo não explique como funcione o Scrum, mas Sutherland apresenta vários casos de sucesso do emprego do mesmo que você conseguirá compreender e assimilar muito mais se já tiver alguma ideia.

Fui atrás desse livro porque, como professor de disciplinas como Engenharia de Software, Construção de Sites 1 e 2 e Projeto de Informática, a execução de projetos pelos meus alunos são sempre uma certeza e preocupo-me em incentivá-los a aderir não só àquilo que é mais atualizado mas principalmente ao que realmente funciona – e Scrum funciona muito melhor do que muitas abordagens de desenvolvimento de software ou gestão de projeto prescritivas. Aliás, os métodos ágeis Programação Extrema e Scrum foram os alicerces para um minicurso de desenvolvimento ágil que ministrei no IFS e possui uma versão em vídeo disponível no YouTube.

O que você aprenderá nesse livro

  • Como o framework Scrum foi peça-chave para o sucesso de projetos altamente complexos (e portanto também pode ser no seu, pois ele é bem fácil de aprender) e em diversas áreas (softwares para segurança e farmácia, educação, fábricas etc.);
  • Conceitos básicos do Scrum – o ciclo de desenvolvimento/gestão, artefatos, reuniões etc.
  • Histórias de usuário – uma ferramenta para licitação dos requisitos;
  • Poker do planejamento – um jeito prático e fácil para equipes estimarem o esforço para concluir cada tarefa;
  • Como estimar prazos a partir de resultados reais e das estimativas obtidas pelo poker;
  • Como aplicar Scrum em várias outras áreas (e não somente na área de desenvolvimento de software), como em projetos educacionais, por exemplo.

Sugestão – não se esqueça de tomar notas

Eu tenho a versão kindle do livro, obtida de graça devido a uma promoção da Amazon, e foi uma das melhores leituras no app Kindle que tive (primeiro lugar vai para “Os 7 Segredos das Pessoas Altamente Eficazes”, mas isso fica para outra hora). A única coisa que lamento é que devido a um problema temporário (no app ou no meu tablet) perdi praticamente todos os trechos que eu tinha destacado.

Sim, isso é péssimo, pois é importante revisar suas notas com alguma frequência e isso evita ter que reler o livro inteiro (apesar de que já li “Os Segredos da Menta Milionária” umas três vezes e não considero desperdício de tempo!). Faça marcações/anotações no livro, crie mapas mentais, listas com os pontos mais importantes, enfim, utilize algum meio que lhe permita facilmente revisar e, assim, melhorar a assimilação do conteúdo e prolongar a memorização dessas informações.

Ah, e não se esqueça de colocar em prática: apesar de ser projetado para gestão de projetos em equipe, você perceberá que pode efetuar adaptações até mesmo para empregá-lo em seus projetos pessoais.

Quem mais já leu esse livro? Qual sua opinião sobre ele? Recomenda-me outros livros sobre gestão de projetos?

Afiliados.com.br – não caia nessa!

Quem já “perambula” pela internet há algum tempo à procura de oportunidades para ganhar dinheiro online, já deve conhecer os famosos programas de afiliados. Eles são uma oportunidade real para ganhar dinheiro através da venda de produtos de terceiros. O processo é simples: você se cadastra como afiliado em alguma plataforma, divulga seus produtos ou serviços (segundo as regras da plataforma!) e cada venda realizada a partir de seu link de afiliado lhe trará uma comissão, cujo valor varia bastante (tanto para produtos físicos, quanto para produtos digitais).

Aprenda mais sobre programas de afiliados:
Programas de afiliados
Franquias virtuais ou programas de afiliados?

Afiliados.com.br - não caia nessa!

E sim, há vários programas de afiliados bons, por meio dos quais você pode ganhar aquela “graninha extra para o fim de semana” ou até mesmo transformar em sua fonte de renda primária, mas há outros dos quais é melhor manter alguma distância. Hoje vou apresentar aqui um programa de afiliados que no passado foi muito bom mas, hoje, indícios apontam que o mesmo pode estar engando muitos de seus afiliados. Trata-se do programa da Afiliados.com.br.

Quem é Afiliados.com.br?

Essa é a plataforma de afiliados da rede B2W, que está por trás das lojas Americanas, Submarino e ShopTime. Uau! Trata-se de uma rede de lojas (físicas e virtuais) muito grande, conhecida por todos nós! Não se prejudicariam por besteira, não é mesmo? Acho que não é bem assim. Ao menos segundo as informações que consegui coletar muitas das comissões de vendas não são registradas e pagamentos estão atrasando ou jamais sendo feitos. Pelo menos é isso que fica evidente quando vamos até a página da mesma no ReclameAqui e vemos que das 24 reclamações realizadas (sobre atraso ou não pagamento e vendas/comissões não registradas no sistema) nenhuma delas foi respondida pela empresa!

Aliás, eu tenho uma conta de afiliados deles desde 2008, acredito, e vi sua plataforma de afiliados mudar várias vezes e mesmo quando não havia alterações algumas vendas registradas “sumiam inexplicavelmente”. Além disso, era muito estranho que enquanto outras propagandas dos meus websites registravam vários cliques (e algumas vendas), na plataforma deles não aparecia nada.

Resumindo

Se você já lida com produtos afiliados e não está conseguindo os resultados dessa plataforma, é melhor abandoná-la – ao menos até que eles levem os seus afiliados mais a sério. Se você está começando agora, já sabe que esse não é o melhor caminho – há outros programas e plataformas que podem lhe trazer melhores resultados, como o Google Adsense, HotWords, Hotmart e várias opções estrangeiras.

E cuidado com tudo o que você lê sobre ganhar dinheiro na internet: há pessoas por aí tentando vender “fórmulas para ganhar dinheiro” escritas há mais de 10 anos que já não funcionavam direito quando foram escritas, imagine então agora!

Marketing em Redes Sociais… isso ainda funciona?

Olá a todos, puxem uma cadeira e vamos conversar um pouco sobre marketing, mais especificamente em estratégias de marketing para redes sociais. Este não é um tema novo aqui no Clube do Dinheiro, aliás quem ainda não leu sobre o assunto ou não lembra do que falamos, aqui vão uns links para refrescar a memória (mais ou menos na ordem de leitura que recomendo):

Pois é, não foi pouca coisa, não é mesmo? De quando comecei este blog até o momento as redes sociais sofreram inúmeras mudanças, muitas delas positivas do ponto de vista do usuário comum, porém várias delas prejudicando a exposição do conteúdo de pequenos e médios negócios nas mesmas – estratégia básica adotada pelas redes para forçarem-nos a pagar por espaço publicitário.

E quem mais fez isso foi com certeza o Facebook, não é, menino levado? Ainda é uma rede vantajosa de se ter em seu leque de Marketing, mas sejamos bem sinceros, é chato quando você possui milhares de seguidores em sua página ou grupo, somente três ou quatro deles recebem suas postagens e o Facebook “sugere” que você pague para alcançar sua própria audiência!!!

Outra rede que está dificultando os dias dos empreendedores é o Twitter, que tornou as regras para seguir e “des-seguir” pessoas muito mais restrita – saudades de quando podíamos seguir 1.000 pessoas de uma vez e depois ir dormir! Além disso, há um controle mais rigoroso sobre cada mensagem e, caso considerem sua mensagem “publicitária demais”, podem marcá-la e muito menos pessoas irão recebê-la. Ô vidinha difícil essa, hein?

Mas e então, com todas essas mudanças nessas e outras redes, a pergunta que fica é: Marketing em Redes Sociais… isso ainda funciona?

E a resposta é: Sim, funciona! Veja as razões abaixo…

Razão #1 – Seu público-alvo está lá

Por meio de redes sociais, ainda é possível encontrar e interagir com seu público-alvo e mesmo que você precise pagar para “aumentar o seu alcance”, você estará pelo menos gastando para alcançar o público certo, algo que você pode não ter tanta certeza quando lida com outras mídias tradicionais, como a TV, jornal etc.

Além disso, quem visitar a página de seu perfil poderá ver todas as suas postagens que, se forem bastante virais, acabarão sendo compartilhadas de novo e de novo. (Apesar de tentar levar boas postagens para minhas redes sociais, ainda não alcancei um ponto de tê-las realmente virais, mas um dia chegarei lá!)

A possibilidade de interagir com cada pessoa em um nível realmente individual pode garantir a quem trabalha com “preços caros” (bens de consumo duráveis ou soluções corporativas, por exemplo) a conseguir fechar vendas de forma mais fácil. Mas lembre-se: seu concorrente também sabe disso, então não pode vacilar!

Razão #2 – Diversificação das estratégias de Marketing

Desde 2013, eu acho, o motor de busca Google Search vem dando mais e mais rasteiras em pequenos e médios negócios com as suas “atualizações para melhor experiência do usuário”. Já expus aqui em outros momentos minha opinião sobre isso, então tudo o que quero dizer é: SEO (otimização para motores de busca) é ainda muito importante, mas você não deve confiar somente nisso!

Suas estratégias de Marketing Digital deveriam envolver pelo menos (1) Otimização para Motores de Busca; (2) Marketing por E-mail; (3) Marketing em Redes Sociais e (4) PPC Marketing. Hoje já se fala muito sobre um tal “Content Marketing” que também não deve ser esquecido, que basicamente se trata do planejamento, elaboração e distribuição de conteúdo de alto valor com foco em atração e retenção de potenciais consumidores. Então, sim, este seria um quinto ponto a se considerar também!

Então, mesmo que sua estratégia de SEO esteja lhe rendendo bons frutos, não fique somente nela: no passado, um dos meus blogs/websites alcançava mais de 75.000 visitas por mês graças a ótimo posicionamento nos motores de busca, hoje não consegue mais do que 10.000! Pode parecer muito para quem está começando e ainda não chegou lá, mas é bastante frustrante para quem já está nisso desde 2008 e conseguiu alcançar aqueles valores.

Razão #3 – Ferramentas para automatizar parte das tarefas

Quando você está lidando com redes sociais, há tarefas que você precisa fazer que são bastante chatas, como publicar de forma espaçada várias mensagens sobre o seu nicho ou produto, buscar influenciadores e possíveis consumidores etc. Mas o lado bom é que há várias ferramentas para ajudá-lo nisso. Algumas poucas gratuitas bem interessantes, porém a maioria delas pagas (às vezes, com um preço um pouco salgado).

Já usei várias delas, vou listar aqui as que lembro “de cabeça”:

  • Follow Liker for Twitter – ferramenta desktop que permitia seguir, “des-seguir”, tweetar, retweetar etc. tudo de forma bastante automática. Uma vez configurada, eu só precisava tê-la rodando em meu PC. Entretanto, nos últimos anos, várias ferramentas que funcionavam igual a ela foram processadas/desativadas pelo Twitter, eles então mudaram seu modelo de negócios e pior ainda: toda vez que eu usava a ferramenta, não demorava muito minhas contas eram bloqueadas. Era hora de dizer adeus!
  • CrowdFire – ferramenta online que também oferecia a possibilidade de seguir e “des-seguir” (porém de forma manual, você precisa clicar em cada usuário desejado) e tweetar (de forma automática), porém com um algoritmo para identificação de melhores perfis para seguir que basicamente dobrava ou mais minhas chances de sucesso aqui! Sério, fiz testes escolhendo pessoas manualmente, outras usando somente o Follow Liker (resultados mais fracos) e outras usando o CrowdFire e este último conseguia um resultado melhor dentre todos. O problema: o modelo de precificação. Eles cobram por mês e de acordo com a quantidade de contas que você quiser adicionar esse valor sobe muito rapidamente (somente duas contas sociais já custam cinco dólares por mês, se bem me lembro);
  • ViralTag – ferramenta online que oferece a possibilidade de agendar conteúdo a ser publicado várias e várias vezes na rede por meio de categorias evergreen (isto é, aquele conteúdo que está sempre atualizado, por exemplo: como ganhar dinheiro, como perder peso, como trazer sua ex de volta etc. ou imagens e frases inspiradoras). Inclusive, publiquei um review sobre ViralTag aqui, mas infelizmente não “colei” nessa ferramenta – apesar de que me deram uma licença para blogger com seis meses de gratuidade, quando percebi que o retorno dela não seria compatível com o que eu precisaria pagar mais à frente, optei por cancelar logo em vez de ficar abusando até o limite da gratuidade para fazê-lo. Inclusive, quando terminar este artigo, vou atualizar o review para mencionar isso lá!
  • PostCron – Segue a mesma linha que a ferramenta ViralTag, com foco em agendar uma postagem para ser republicada várias vezes, mas com algumas opções extra: aqui você pode controlar por postagem o intervalo de dias para sua repostagem, algo que na ferramenta anterior seria padrão para todos os posts. Além disso, para quem tem 10 contas ou mais (o caso de muitos que lidam com isso!), o preço por mês desta é muito mais em conta do que da anterior. Estava tudo indo muito bem e até pensava em aderir a ela, mas não rolou, pois conheci o plano pago da seguinte…
  • Twuffer – Essa ferramenta online já conhecia há muito tempo, mas há pouco eles liberaram uma versão paga dela que poderia facilitar e muito minha vida, pois eles “prometiam contas ilimitadas” (nada mal para quem nem sabe mais quantas contas possui no Twitter, não é?) com agendamentos ilimitados (nenhumas das outras oferecia isso!) e não, ela não serve para seguir ou deixar de seguir as pessoas. Bem, quanto ao “contas ilimitadas”, depois descobri que havia um limite, acredito que 10 contas de Twitter (sim, ela é só para Twitter), mas com a possibilidade de agendamento ilimitado a partir de arquivos CSV, tudo seria facilmente repetível e com o tempo minha produtividade só cresceria. Seu preço? $6 por mês ou $60 por ano. Um preço muito bom, comparado aos anteriores. Por que não paguei? Por que, por alguma razão desconhecida, meu cartão não deixou. Tentei três vezes, entrei em contato com o banco e me disseram que eu teria que fazer a liberação do cartão para compras internacionais no TAA. Mas eu já compro coisas de fora do país com este cartão há anos! Mas tudo bem, porque no início deste ano a AppSumo iria apresentar três ofertas de ferramentas para marketing em redes sociais bem razoáveis…
  • Planable – A primeira ferramenta em promoção na AppSumo foi o Planable, uma ferramenta que permitia o agendamento de múltiplas postagens de uma vez, vinculando cada uma delas com contas em redes sociais diferentes. Bem legal até, mas não possuía mecanismos para repostar conteúdo automaticamente e ela era muito mais focada em Agências de Marketing do que em nós pequenos empreendedores, aí acabava que eu tinha que fazer o “trabalho duplo” de postar e eu mesmo depois aprovar cada uma das postagens. Seu preço? Pagamento único de $39 (isso mesmo, paga uma vez só e pode usar para sempre – ou até a empresa falir). Parecia um preço justo e uma ferramenta que poderia atender as minhas exigências, mas aí AppSumo publicou a seguinte…
  • MissingLettr – Outra ferramenta online, desta vez com a “pegada” de criar campanhas de marketing para cada postagem. Na prática, cada campanha pegaria o conteúdo de um artigo do meu website e publicaria ao longo do ano 09 postagens em redes sociais, sendo que ela própria poderia gerar imagens interessantes para cada postagem, como esta aqui. Para cada campanha, eu gastaria entre 2 e 5 minutos revisando e ajustando conteúdo. O preço? Pagamento único de $49 (não pensei duas vezes, pedi estorno da ferramenta Planable e adquiri esta). Seu problema? Máximo de 10 novas campanhas por semana. Isso mesmo, a ferramenta permitia que eu cadastrasse websites ilimitados e até 25 perfis sociais, o que era muito bom, mas somente 10 novos (ou antigos) artigos por semana seriam preparados para novas campanhas. Isso me diz que, em média, eles automatizariam a postagem de cerca de 30 postagens por semana para mim. Pouco conteúdo quando você considera que você possui vários websites seus sedentos por tais canais, não?
  • SocialBee – Aí o AppSumo me fez sair correndo e pegar o cartão de crédito de novo (algo raríssimo de se ver!) quando anunciou o SocialBee, com possibilidade de integração com somente 10 perfis sociais, porém com possibilidade de criar 50 categorias específicas de conteúdos, alguns para republicação automática (evergreen!) e alguns para publicação somente uma vez (artigos de notícias, por exemplo). Apesar de ser para somente 10 contas sociais, a possibilidade de republicação automática real chamou-me a atenção, pois o que mais percebo nas redes sociais são contas republicando certas imagens e mensagens inspiradoras de forma espaçada e conseguindo algum sucesso disso (eu mesmo já consegui algum), então eu decidi arriscar e comprei mais esta ferramenta. Ah, e eu não posso esquecer de dizer que ela possui mesmas opções para seguir e deixar de seguir as pessoas que aquelas presentes em ferramentas como CrowdFire, porém com até mesmo mais novidades (a parte de estatísticas dele é muito boa, dá muitas ideias para melhorar), o que me deixou mais empolgado ainda! Sinceramente? A melhor compra até agora, principalmente porque na promoção da AppSumo ela saiu por $49 pagamento único. E eles ainda estão oferecendo um upgrade para 25 contas sociais e categorias ilimitadas por somente outro pagamento único de $49. MissingLettr, você sabe que infelizmente vou ter que pedir estorno, não é? Nada pessoal, foi bom enquanto durou…

Então no momento estou usando somente o SocialBee e acredito que para minhas tarefas de automação em Redes Sociais ela é mais do que suficiente. Ela facilita identificar contas para seguir, identificar quem não me seguiu de volta, agendar postagens (o difícil está sendo arranjar tempo para produzir conteúdo para pôr nela, agora!) que serão republicadas bem mais frequentemente e sem minha intervenção etc.

Quem desejar adquirir essa ferramenta nesse preço descontado, vá até o AppSumo (link afiliado, recebo $10 de crédito para minha próxima compra), cadastre-se e procure (botão “Browse”, no topo”) pela oferta do SocialBee Accelerate Plan. Mas sério, quem quiser vá logo, para depois não se arrepender por ter perdido a promoção (via AppSumo eu já comprei GetStencil, WebSite Auditor, Brain.fm e consegui um ano gratuito de WorkFlowy – hoje, sou usuário premium dele).

Agora, lembrem-se que esta ferramenta deve ser usada para tarefas que podem ser automatizadas! O relacionamento com humanos não dá, então é por isso que quem segue a conta do @ClubeDoDinheiro sempre vê a mim mesmo respondendo as mensagens recebidas bem como lançando perguntas aos outros! Identificar pessoas em seu nicho dá para ser automatizado, repostar um artigo também, mas relacionamento com pessoas, não! Você pode até automatizar uma primeira mensagem para iniciar um diálogo, mas não há algoritmo inteligente o suficiente para conversar com outra pessoa em qualquer nicho e ainda agregar valor a ambos, então quem ainda tem que fazer isso é você!

Ah e quando falei lá em cima que pedi estorno da ferramenta MissingLettr foi verdadeiro mesmo (dois estornos em um mês, eles não devem estar muito felizes comigo). Primeiro eu estava pensando em expandir minha licença do SocialBee, mas HOJE já descobri uma ferramenta que parece muito boa para e-mail marketing e não sei se vocês perceberam não tenho feito experimento algum nessa outra área por aqui, então…

Então é isso. Vale a pena, sim, ainda investir em Marketing em Redes Sociais, mas com certeza não é algo tão fácil como era algum tempo atrás. Se você tiver as ferramentas certas, consegue reduzir o tempo gasto nisso e com isso o custo envolvido. Para quem possui um negócio de grande porte e não pode dedicar tanto tempo assim a aprender os detalhes e fazer por conta própria, o ideal é contratar um gerente ou agência de marketing eficiente, mas realmente não dá para ficar de fora.